My Life is one Sadness
4 Overland or remember me
Notas iniciais
–Olaf? Ele ... esta vivo?
– Sim ... e cantando "In summer" com Anna e um entregador de gelo loiro que não sei o nome.
Eu estava confusa, como ele encontrou a Anna?, pensei.
– Rose, por que você não quer o Jack aqui? — perguntei tentando afastar minha irmã de meu pensamento
– Elsa ... você não sabe que ele é?
– Não — falei vagamente.
– Ele é ...
Do nada um guarda adentrou em meus aposentos esbaforido.
– Majestade, é a sua irmã ... ela esta na ponte ... — ele toma ar enquanto tentava formular uma frase — o-o que devemos fazer?
– Devem ... devem ... — eu não conseguia pensar — se esconder, no palácio. Ela não deve vê-los, e quando ela for embora podem sair, a menos que eu mande que saiam antes.
– Sim majestade. — saiu correndo para alertar os outros.
– Tudo bem e o que nós vamos fazer? — perguntou Rose com olhos brilhantes.
– Nada de "nós" cara pálida! você vai se esconder também.
– O que? Por que?
– Você ia estragar tudo, tu é muito desastrada! — disse ríspida empurrando-a para dentro do meu armário que era feito de gelo, mas era tão denso que se tornava impossível ver através dele, o esconderijo ideal.
Ajeitei meu vestido e meus cabelos, já que estavam um pouco desgranhados pelos últimos acontecimentos.
* * *
– E-elsa? — uma voz veio do andar de baixo.
Desci as escadas e descobri de quem era aquela voz.
– Elsa, sou eu Anna, a sua irmã que não queria que você congelasse o verão. — vi uma jovem de 18 anos, ruiva, com algumas sardas nas bochechas e no nariz. Era Anna, minha irmã.
– Anna? — falei, mais chamando-a de que perguntando se era ela.
– Elsa ... puxa, você ta diferente ... — ela falou quando entrei em seu campo de visão — um diferente bom ... mas diferente.
– Obrigada
– E esse lugar ... é incrível
– Obrigada. Eu não tinha a menor idéia do que eu podia fazer
– Elsa me desculpa foi tudo minha culpa ... — Anna disse começando a subir a escadaria
– Não Anna não precisa se desculpar, mas você tem que ir embora. — disse me afastando e indo em direção ao meu quarto.
– Mas eu acabei de chegar. — parei mordendo meu labio inferior e fechando meus olhos.
– 59, 60 ! Oi eu sou o Olaf e adoro abraços quentinhos. — disse um vozinha fina e engraçada que me fez olhar para trás.
* * *
Lembrança modo On
– Elsa! Elsa! — disse uma menininha de curtos cabelos ruivos, pulando na cama de sua irmã mais velha — Acorda, acorda, acorda!!! — exclamava a menininha pulando em cima da mais velha.
– Anna volta a dormir — disse a mais velha de cabelos platinados.
– Mais não dá ... — falou a ruivinha se jogando nas costas da irmã — o cêu acordou e eu também ... a gente tem que brincar.
– Você tem que brincar sozinha — disse a platinada empurrando a ruiva para fora da cama.
A ruiva fez uma careta e depois abriu um sorriso subindo na cama novamente
– Elsa, você quer brincar na neve? — falou a ruiva abrindo o olho da mais velha ,que depois abriu um sorriso e acenou com a cabeça.
As duas sairam correndo pelos corredores do castelo, a mais velha tinha os dedos nos lábios tentando fazer a mais nova silenciar.
– Vem, vem,vem, vem, vem! — puxava a mais nova.
Elas entraram rodopiando no salão de baile.
– Faça magia, faça magia! — falava a mais nova, enquanto a mis velha fez movimentos com as mãos
– Pronta? — perguntou a mais velha
– Uhm, Uhm! — disse a mais nova sacudindo a cabeça
A mais velha jogou um brilho magico. Neve.
As duas patinaram e depois começaram a construir um boneco de neve.
– Oi, eu sou o Olaf e adoro abraços quentinhos — disse a mais velha com as bochechas inchadas para fazer uma voz engraçada para o boneco.
– Eu te adoro Olaf! — falou a casula abraçando o boneco.
lembrança modo Off.
– Olaf? — falei despertando do meu devaneio e olhando o pequeno boneco de neve engraçado.
– É você me fez lembra? — falou ele me olhando com aqueles olhinhos de cachorro que caiu da mudança.
– E você está vivo? — disse curiosa
– Tô né. — falou o boneco.
– Ele é igualzinho ao que construímos quando crianças. — se intrometeu Anna — Nós eramos tão amigas, poderíamos voltar a ser? — sugeriu Anna.
Pensei por alguns instantes. Foi culpa dela eu ter tido que ficar presa num quarto durante quase toda minha vida, foi culpa dela o reino descobrir meus poderes, foi tudo culpa dela!
Lembrei-me do acidente. Ele ocorreu na mesma noite que construímos Olaf.
Lembrança modo on:
– Me pega! — gritou Anna subindo no topo de um pequeno pico de neve que fiz e pulando.
– Peguei — disse fazendo outro pico onde ela ia cair.
– Me pega! — gritou novamente
– Peguei- fizemos o mesmo processo
– Me pega! — gritou Anna , mas desta vez eu escorreguei e ela já estava no ar.
– Anna! — gritei e de minha mão saiu uma pequena rajada de gelo que atingiu sua cabeça, deixando-a desacordada.
Corri em sua direção pegando-a no colo. Tudo começou a congelar e eu só chorava agarrada em Anna.
– Mamãe, Papai! — gritei entre os soluços
Instante após meu suplicio eles adentraram o salão de baile e me encontraram com Anna em meus braços.
– Elsa o que você fez? Isso está saindo do controle!- disse meu pai vindo em minha direção.
– Foi um acidente- disse entre lágrima.
– Está gelada. — exclamou minha mãe tomando Anna em seus braços.
– Eu para onde irmos — exclamou meu pai que saiu correndo em direção a biblioteca.
Ele andou até uma estante e começou a mexer nos livros, jogando alguns no chão.
– Encontrei! — falou, me pegou em seus braços e correu até o estábulo com minha mãe o seguindo.
Saímos do palácio a cavalo. Eu estava ainda chorando e por onde passávamos o chão se tornava gelo. Na floresta em um lugar chamado "Clareira das pedras falantes", descemos dos cavalos e andamos até o centro da clareira.
– Por favor ... Ajudem — disse meu pai — É a minha filha ...
Do nada as pedras a nossa volta começaram a rolar e se aproximarem de nós. Eu corri para as pernas de meu pai e ele colocou a mão sobre minha cabeça. As coisas que julguei serem pedras agora tinham rostos. Trolls?, pensei.
– É o rei! — falou um deles.
Dentre os muitos trolls a nossa volta, um deles começou a andar em nossa direção e os outros abriam a passagem. O troll se curvou e disse:
– Majestades. — Olhou para mim — Nasceu com poderes ou foi maldição? — perguntou ao meu pai.
– Nasceu ... e estão ficando mais fortes — disse meu pai com um tom nervoso
O troll se aproximou de minha mãe, que se abaixou deixando minha irmã de sua altura. Ele a olhou e tocando-lhe a testa disse:
– Sorte de não ter sido o coração. O coração não pode ser mudado com facilidade, já a cabeça ... — falou ele sacudindo a sua de um lado para o outro — é fácil de convencer. — ele fez uma pausa — Eu recomendo que retiremos toda a magia, incluindo as lembranças da magia.
– Faça o melhor — disse meu pai se ajoelhando e ficando ao lado de minha mãe.
– Então ela não vai lembrar que eu tenho poderes? — disse na minha inocência aos 9 anos de idade.
– Ela vai ficar bem — disse o velho troll pondo um magica na cabeça de Anna e agora ele se dirigiu a mim — Escuta, Elsa ... seu poder aumentará muito — disse fazendo imagens aparecerem sob o céu estrelado — possui beleza nele, mas também muito perigo. Deve aprender a controlá-lo ou ele se tornará sua ruína.
– Ah — gritei assustada escondendo o rosto nas costas de meu pai.
– Ela pode aprender a controla-lo, eu sei. Mas enquanto isso limitaremos contato dela com as pessoas, fecharemos os portões, diminuiremos nosso pessoal e a manteremos isolada de todos, incluindo a Anna.
Lembrança modo off.
Fale com o autor