Sophie's POV

Estava terminando meu artigo para o blog quando ouvi o bule apitar, indicando que a água já estava quente. Desliguei o fogo, e coloquei a água no copo, junto com um pacotinho de chá. Esperei um pouco, e então assoprei, tentando esfriar. Bebi um gole, esquentando meu corpo. Olhei o relógio, e já fazia mais de uma hora que não escuto um som do banheiro. Vou até a porta, batendo três vezes.

— Mãe!— A chamei, no qual esperava uma resposta de imediato, mas tudo estava em silencio. Bati novamente, desta vez mais forte.— Mãe! Esta tudo bem?— Tentei abrir a porta, mas estava trancada. Ela nunca trancava. Bati mais forte, e mais vezes. Gritei ela várias vezes, mas nada. Comecei a bater meu corpo contra a porta, que depois de alguns minutos estava finalmente aberta. — Mãe! — Olhei para a banheira onde a água quente estava vermelha, um vermelho intenso. Corri até ela, e pude observar de mais perto o corpo de minha mãe. Seu corpo estava pálido, e em seus pulsos vários cortes profundos. Meus olhos estavam encharcados quando me aproximei dela, a sacudindo, gritando, e chorando. — Não! Mãe! MÃE!

A campainha tocou, e o som me tirou das minhas lembranças ruins. Fui até a porta olhando pelo olho mágico. Um sorriso apareceu em meu rosto ao ver aquele rosto inocente me encarando de volta. Abri a porta e ele me cumprimentou com um sorriso meigo.

— Como você está?

— Melhor. Respondi, e ele entrou, se sentando no sofá.

— Me desculpe por não ter te protegido.

— Barry, eu estou bem. —Ele parecia pensativo enquanto brincava com seus dedos; Segurei suas mãos, chamando sua atenção para mim. — Eu sei porque esta fazendo isso, ir para a Terra 2. Eu entendo, Barry. Salvar as pessoas em perigo sempre foi seu o seu objetivo, até quando corria um pouco mais lento. — Ele sorriu, apertando minha mão. — Só quero ter certeza que não esta fazendo isso por não ter mais um motivo para ficar. —Ele ficou confuso, e então ao entender balançou a cabeça.

— Isso não é por causa da Patty.

— Tem certeza? Você parecia gostar dela...

— Eu gosto dela, mas... Eu não estou tentando fugir, Sophie. Conheço minha vida aqui, e eu amo ela. Amo meu trabalho, amo ser o Flash, amo meus amigos...Eu amo você. Acho que tenho motivo o suficiente para voltar.

— Então vá. Salve aquele mundo, e volte para casa.

— Eu prometo, Sophie.

~Mais tarde

— Quando estiver na fenda, não se distraia com as coisas que verá. —Jay disse, e Barry concordou, apertando sua mão em seguida.

— O que vamos ver? — Cisco disse preocupado, pude ver suas mãos tremendo.

— Tudo. — Jay respondeu, deixando Cisco ainda mais nervoso. Fui até Barry, onde o abracei.

— Volte. — Disse, e ele me abraçou de volta, beijei seu rosto antes de me afastar.

— Eu vou.

— Quero um beijo também. — Cisco disse, no qual fui até ele, o abraçando e beijando seu rosto. — Agora entendo de onde tira sua coragem. — Todos sorriram, e me virei para Harry, que me olhava arrependido pelo que fez. Sorri e andei até ele.

— Tome cuidado você também, Harry. — Abracei Harry, que não esperava por isso.

— Obrigado, White.

— Se não voltarmos em 48 horas, significa que Zoom nos pegou. Então fechem a fenda, prendendo ele lá.

— Não vamos fazer isso. — Caitlin disse, abraçando Barry.

Jay foi até os controles da máquina, enquanto dei alguns passos, me afastando deles. Joe e Caitlin subiram as escadas. Barry me olhou e sorriu, antes de segurar os dois e correr para dentro da fenda. Uma luz ofuscante apareceu, no qual tampei meu rosto com meu braço.

— Cuidado! — Senti braços me envolverem e me proteger da queda. Quando percebi, estava no chão, com Jay sobre mim, e a máquina havia se partido.

— O que foi isso? — Joe perguntou preocupado. Jay me ajudou a levantar, e Caitlin encarava a maquina preocupada.

— Acho que por ser a ultima fenda aberta, ela deve estar desestabilizada. — Jay respondeu, encarando a máquina.

— O que isso significa? — Caitlin perguntou.

— Enquanto estiver instável, Barry e Cisco ficaram presos lá.

— Consegue consertar? — Perguntei, e Jay concordou.

Se antes já estava assustada, imagine agora.

Barry's POV

Assim que chegamos, senti uma sensação diferente. Aquilo foi legal. Olhei ao meu redor, e um sorriso apareceu no meu rosto. Estamos na Terra 2!

— Isto foi incrível! Parece que acabei de abrir meu terceiro olho. — Cisco me encarou, e então subimos as escadas correndo até a saída do Star Labs da segunda terra. Ficamos surpresos com a aparência deste mundo. Era lindo e perfeito. Parecia que estávamos em um filme. Harry veio do nosso lado, com um sorriso.

— Bem vindos a Terra 2.

Ficamos encantados com todos os mínimos detalhes, coisas que não existiam na nossa terra era o que mais nos impressionavam. Harry nos guiou até a sua sala, e prestamos atenção em tudo pelo caminho, o que fazia ele suspirar. Ele ligou a TV, onde prestei a atenção quando li Zoom nela.

— Não é permitido pessoas nas ruas a partir das nove horas da noite. A frequência dos ataques de Zoom fez com que um toque de recolher fosse preciso.

— Esta pior do que quando deixei. — Harry disse, colocando sua bolsa em cima da sua mesa.

— Então vamos achar Zoom rápido. Cisco faça a sua parte.

— Certo. — Ele colocou os óculos que Harry criou para ajudar a melhorar os poderes de Cisco. — Vamos lá, Zoom. Você pode correr, não pode se esconder. — Ficamos o encarando, esperando ele dizer algo. Ele bufou, e tirou os óculos. — Quer saber, vocês estão invadindo o meu espaço. Não consigo fazer isso sob pressão. Então se afastem para que eu possa fazer a minha coisa. — Nos afastamos dele, como ordenado, e então ele voltou os óculos no seu rosto. — Certo, tomada dois! — Suspirei e revirei os olhos. — Certo, Zoom, você pode correr...

— Ramon, o que esta acontecendo? — Harry gritou, irritado pela demora.

— Eu não sei, não esta funcionando. Não consigo ver nada... Talvez eu perdi meu poderes?

— Eu não perdi os meus poderes, por que você perderia? — Ele mexeu nos óculos, e então bufou.

— Aqui, os comandos não estão funcionando. Mas isso só acontece se...

— A frequência estiver em equilibro.

— Mas como isso...

— As vibrações do nosso mundo é em uma frequência diferente.

— Barry, sem a nossa frequência...

— Não vamos conseguir encontrar o Zoom. — Suspirei, e uma voz muito familiar saia da TV. Olhei para ela e fiquei surpreso com o que eu vi.

— A DPCC, sobre a liderança de West, está fazendo de tudo para impedir os ataques. Eu prometo, vamos deter o Zoom.

— Sou eu! — Eu disse surpreso e Cisco gargalhou.

— Sim. E sobre a liderança de West, significa que Joe ainda é um detetive nesse mundo.

— O mais importante é que eu ainda sou da CSI. Tenho um plano. — Corri até o local das gravações pegando o Barry da Terra 2, e levando-o até a sala do Harry.

— Seu sócia! — Cisco gritou.

— O que aconteceu? — Barry disse, e então me encarou assustado, no qual também fiquei. Tirando os óculos e a roupa cafona, era idêntico a mim. — Quem é você? Por que você se parece comigo?

— O que esta fazendo Allen? — Harry perguntou, e Barry sorriu, animado.

— Harrison Wells? O Harrison Wells? Meu Deus, eu estou no Star Labs? Não faço a minima ideia do que esta acontecendo aqui mas, eu sempre quis te conhecer! — Suspirei e Cisco gargalhou outra vez.

— Isto é incrível. — Harry disse, a pontou para atras do meu sócia. — Eu ganhei alguns prêmios, bem ali. — Ele se virou, e então Harry o atingiu com uma arma de choque.

— Por que fez isso? — Cisco foi até ele, preocupado.

— Relaxa, ele só esta apagado. — Eu disse, e Cisco me encarou.

— E por que trouxe ele aqui?

— Para que possa se tornar ele. — Harry explicou por mim, enquanto pegava as roupas dele.

— Certo, mas lembre-se do que Jay disse, as coisas aqui são um pouco diferentes. — Cisco me alertou, no qual balancei a cabeça.

— Relaxa, não vai ser tão difícil ser eu.

Fui até a delegacia, vestido como minha cópia, e fiquei impressionado com tudo. As roupas dos guardas, s mesas, as cores, tudo era diferente.

— Eu não fiz nada! — Um guarda entrou com o capitão algemado.

— Capitão? — Deixei escapar, intrigado com aquilo.

— Sabe que eu não fiz nada! — Ele disse se dirigindo ao Floyd, me deixando ainda mais intrigado.

— Pistoleiro?

— Ha ha, Allen. Sabe que odeio este apelido. Posso não ser o melhor atirador no mundo...

— Não é o melhor! — Iris apareceu, batendo nas costas de Floyd. — Você é o pior atirador do mundo. Por que não vai terminar a papelada daquele caso. — Ele se retirou, e então andou até mim.

— Iris! Você é a Detetive West.

— A unica. — Ela me encarou, e então seu rosto sério logo se tornou amigável. — Tem alguém te esperando no seu laboratorio, Sr. Allen. — Ela se retirou, e então subi as escadas. Fiquei com medo de quem estaria a minha espera. Respirei fundo, e então abri a porta.

Fui recebido com um lindo sorriso que esquentou meu corpo por inteiro. Ela andou até mim, aproximando seus lábios dos meus. Seu beijo me surpreendeu, no mesmo tempo que me encantou. Esperava por aquele beijo a tempos, mas sabia que não era ela. Parecia um sonho, um muito realista, um sonho que não queria que acabasse. Ela se afastou, mas ainda mantendo aproximação com o meu corpo, mordendo seus lábios vermelhos.

— Vamos?

— Para onde?

— Pra casa.