Barry's POV
Recuperei minha velocidade, voltando para as ruas como o Flash. Todos aqueles dias sem poder fazer nada parecia que faltava algo em mim. Acho que ser o Flash é tudo pra mim. Estava terminando alguns testes no meu laboratorio quando alguém bateu na porta três vezes. Olhei para ela que sorriu andando na minha direção.
— Patty. Algum problema?
— Não, só senti sua falta.— Eu sorri colocando minhas mãos nos bolsos.
— Desculpe não falar muito com você depois do nosso primeiro encontro...— Ela envolveu seus braços no meu pescoço, e me beijou. Olhei para ela assustado, e ela sorriu envergonhada.
— O que vai fazer no seu Natal?— Ela perguntou, me empurrou para a parede, e beijando meu rosto e pescoço.
— Não sei, e você?
— Talvez passar com você.— Ela me olhou e pude ver que estava corada. Ela fica linda assim.
— Sim, sem problemas.— Ela me beijou mais algumas vezes, e então se afastou.
— Talvez deveríamos ser um pouco mais profissionais...
— Você que começou.—Ela sorriu voltando as mãos no meu pescoço.
— É que alguém a qualquer momento pode entrar e nos ver...— Neste momento ouvimos passos, e Iris apareceu na porta. Patty pulou para longe de mim, sorrindo envergonhada, passando a mão na sua nuca.— Eu tenho que ir... — Ela disse, se despedindo e saindo. Iris sorriu e se aproximou de mim.
— Estou muito feliz com vocês dois.
— É... Ela é legal.— O sorriso de Iris logo desapareceu, e lágrimas passearam pelo seu rosto.— Você esta bem?— Ela enxugou as lágrimas, e respirou fundo.
— Eu fiquei muito zangada quando não me contaram sobre você ser o Flash, e agora que eu descobri sobre isso... Eu não sei o que fazer.
— Sobre o que?— Fui até ela, segurando sua mão.
— Quando minha mãe foi embora... Ela estava gravida.— Meus olhos arregalaram com o espanto.— Ela teve um filho. Um filho do Joe... Meu irmão.
— Qual o nome dele?
— Wally... Wally West. Eu não sei como falar para ele.
— Eu vou com você.— Ela sorriu, e então me abraçou. Senti ela se acalmando, e parando de chorar. Olhei pela janela e pude ver neve caindo. Que estranho, mas isto me tirou um sorriso.— Parece que vamos ter um Natal de neve.
Sophie's POV
Procurava em todos os lugares da mesa, tirando livros, papéis, bolsas, e nada de encontrar o meu celular. Jay estava me ajudando, mas olhava mais para mim do que para a mesa.
— Você esta bem?— Ele perguntou, quebrando o silencio entre nós. Desde que ele voltou, acho que esta foi a frase mais longa que tivemos.
— Sim, tudo esta bem.— Cruzei meus braços e bufei, desistindo de procurar.— Cisco! Meu celular!!
— Eu coloquei ai! — Ele gritou da outra sala, me fazendo sorrir e depois suspirar. Jay se aproximou, e encostou na mesa, me fitando.
— E sobre nós?
— O que sobre nós?
— É que nos últimos dias você esteve me evitando...
— Não estava te evitando... Foi você que foi embora.
— Então esta brava comigo?
— Sim! — Olhei para ele, que me encarava com um sorriso.— Não... Esta tudo bem. Deve ter pensado que foi erro... E eu entendo. — Coloquei a mão na minha cintura, e sorri.— Obrigada por voltar. Significa muito para o Barry ter voltado para ajudar ele.
— Ele não é a unica razão de eu ter voltado. — Eu sorri, e Cisco apareceu bufando.
— O desejo é real!— Jay sorriu envergonhado colocando as mãos no bolso.— Sophie, você vai para a festa na casa dos Wests?
— Que festa?— Jay perguntou, e coloquei a mão na minha testa, me lembrando da festa.
— É uma festa de Natal... Eles disseram que poderíamos convidar quem quiséssemos.
— E quem você quer?
— Você. — Ele sorriu, e percebi o quão embaraçador foi.— Eu quero convidar você! — Corrigi, e Cisco levantou os braços, dando um longo suspiro.
— Isto é doloroso. Alguém me mata!
Barry's POV
Recebi um chamado, e fui correndo para Iron Heights. Assim que cheguei Joe parecia assustado.
— Jesse e Snart desapareceram. As comeras foram destruídas por esta nevasca.
— Mardon... Me diga que isto não esta acontecendo.
— É oficial. Papai Noel nos odeia.— Suspirei e continuamos caminhando.— E Barry, com Mardon de volta, Paty pode não pensar direito.
— O que? O que Mardon tem haver com a Patty?
— Ele matou o pai dela...
Sophie's POV
Barry estava inquieto com a volta de Mardon, Snart e Jesse. Cruzou seus braços e suspirou. Todos pensavam em uma forma de parar eles antes que pudessem machucar.
— Lâmpada, aqui!— Cisco disse, se levantando com um sorriso.— Tive uma ideia. A maioria dos fenômenos do tempo são marcados por mudanças de carga elétrica e pressão na atmosfera. Podemos mapear as variações...
— Para localiza-lo.— Barry completou, deixando todos com um olhar confuso.
— Só precisamos remover toda...
— A eletricidade ao redor dele.— Ele dizia com um sorriso, e Wells se aproximou deles.
— Atraindo-a para um lugar, como um para-raios. Só que usaríamos...
— Uma varinha?— Fiquei boquiaberta com o que presenciei.
— Já tivemos esta conversa?— Cisco perguntou coçando a cabeça.
— Mais ou menos.
— O que quer dizer?— Wells perguntou, ele os encarava impressionado, tentando descobrir o que estava acontecendo.
— Da ultima vez que Mardon atacou, ele gerou um tsunami que destruiu toda Central City. Então eu voltei no tempo por um dia, e parei Mardon antes que ferisse alguém...—Ele me encarou, o que me deixou nervosa.
— Você não pode brincar com a linha do tempo.
— Foi o que o outro Wells disse também... Mas, a boa noticia, é que o cisco criou a varinha do tempo, que funcionou. Só precisa fazer de novo, pela primeira vez.
— Sem pressão. — Cisco parecia nervoso com tudo, mas concordou.
— Eu posso te ajudar.— Jay ofereceu, sorrindo.
— O melhor dos dois mundos?
— Gostei disso.
— E Sophie.— Barry disse, se virando para mim, o que fez todos pararem. — Você fica aqui até pegarmos o Mardon!
— Esta bem.— Eu disse, e ele sorriu vindo na minha direção, beijando minha testa.
— Eu cuido dela.— Jay disse, o que fez Barry suspirar enquanto me encarava. — Quer nos ajudar a criar a varinha?
— Claro.— Respondi, e fui até Jay e Cisco, que se dirigiam para um dos laboratórios.
— Mardon tem alguma conexão com você?— Ele perguntou, enquanto caminhávamos pelo corredor.
— Naquela linha tempo... Ele me matou.
— Entendi... — Ele disse, me olhando preocupado. Segurou minha mão, e depois meu rosto, nos fazendo parar no caminho.— Eu vou proteger você. — Ele disse, fazendo Cisco suspirar.
— Não acredito que vou ter que aguentar os pombinhos...
Barry's POV
Iris se sentou ao meu lado. Estávamos no meu laboratorio, esperando Joe entrar pela porta e contar e ele sobre Wally. Ela tremia na ansiedade dele chegar. Fiquei imaginando como ele reagiria ao ouvir. Ouvimos passos, e então ela me encarou se levantando. Ele apareceu, e sorriu ao nos ver.
— Qual o problema?
— Eu tenho algo para te contar, pai. — Ela me encarou, no qual apenas balancei a cabeça com um sorriso. Ela voltou para Joe, respirando fundo.— Quando a mãe nos deixou, ela estava gravida.— Ele ficou sem reação. Andou até a janela, onde ficou encarando por alguns instantes.
— Ela teve o bebe?
— Sim. O nome dele é Wally West.— Ele balançou a cabeça e se virou, mostrando o quão triste estava.
— Wally... Era o nome que daríamos a você se fosse um menino.
— É por isso que ela voltou. Ela queria que soubéssemos sobre ele antes que...
— Antes dela morrer. — Ele andou até a porta, limpando suas lágrimas.— Tenho que trabalhar.
— Pai...
— Eu tenho que pensar...— Ele se retirou, e Iris veio me abraçar. Acariciei seus cabelos até ela parar de chorar.
Iris dirigiu até chegar em casa. Ela entrou, e pulou de susto. Corri até ela para ver Snart sentado na poltrona, tomando um chocolate quente.
— Ho Ho Ho. Feliz Natal. — Ele disse sorrindo.
— O que faz aqui, Snart?
— Tenho um presente. Mardon libertou Jesse e eu para matar você. Jesse, claro, esta tremendo de ansiedade. Quanto eu... Vou passar essa.
— Se não esta com eles, por que não me conta onde estão?
— Não... Me considere um amigo secreto. E além disso, vocês adoram resolver um mistério.
Sophie's POV
Jay e Cisco pareciam animados enquanto construíam a varinha. Fiquei apenas observando, e quando finalmente fiquei com tédio, peguei um dos papéis jagados na mesa, e um lápis. Fiquei alguns minutos pensando no que fazer, se escrevia algo, ou se desenhava. Decidi desenhar, e então me veio a pergunta do que desenhar. Olhei ao redor, procurando alguma inspiração, e Jay me olhou, com um sorriso lindo em seu rosto. Sorri ao encontrar inspiração. Depois de meia hora, Cisco pulou da cadeira, erguendo a varinha para o alto.
— Terminamos! — Neste momento, um alarme foi acionado. Corremos até o cortex, onde Barry estava presente.
— É o Mardon?— Cisco correu até o computador, e Caitlin para o outro.
— Definitivamente é ele.— Ela disse. — Ele está na praça de Central City. A cerimonia da árvore.
— Tem centenas de pessoas lá.— Barry disse, pegando a varinha antes de sair.
Barry's POV
Segui Mardon até a praça onde as pessoas começaram a correr quando nos viu.
— Não achou que eu ia deixar você machucar todas estas pessoas?
— Não, mas aposto que vai deixar eu te machucar. — Jesse jogou um presente para perto de mim. Ele estava vestido de Papai Noel, sorrindo.
— Feliz Natal! É hora de uma verdadeira guerra no Natal!
— Esta é uma caixa com uma bomba dentro! — Mardon disse, apontando para o presente.
— Distribui cerca de cem delas hoje.
— Tem cem crianças aleatórias com com uma caixa igual a esta em suas árvores de Natal. Seria impossível você pegar todas elas, mesmo sabendo onde estão.
— Não faça isso...— Disse, e ele sorriu.
— Eu? Matar cem famílias inocentes? Não, Flash. Isto é com você. É o seguinte. Você vai me deixar te matar, publicamente e de forma muito dolorida. E eu deixo todos viver. Mas se eu ver um pouco de vida em você... Eles vão ter um Feliz Natal.— Olhei ao meu redor, onde todos olhavam assustados. — Então Flash, o que vai ser?— Ele estendeu sua mão, no qual entreguei a varinha sem hesitar. Em sua mão apareceu uma bola de gelo, no qual arremessou em mim. E como prometido, iria deixar.
Sophie's POV
— Eles vão matá-lo!— Eu disse, e Jay segurou minha mão.
— Não se encontrarmos as bombas.
— É impossível.— Cisco disse, e Wells recusou com o olhar.— É impossível achar cem bombas aleatórias.
— Não precisamos achar todas, só uma. E assim nos livramos de todas.
— Como?— Caitlin perguntou, todos o encaramos. Ele cruzou os braços e se aproximou.
— Com uma fenda. Se jogarmos uma das bombas nela, todas irão atravessar junto. Cisco, você tem um drone?
— Sim.
— Ele voa?
— Sim.
— Ótimo, vou pegar. E não vai recuperar. — Wells disse indo para a saída, seguido de Cisco e Jay.
— Vou com vocês.— Eu disse, os seguindo.
Me sentei ao lado de Cisco. Wells dirigia e Jay estava sentado ao lado dele. Paramos em uma das casas onde Cisco conseguiu rastrear uma das bombas. Wells desceu,e foi até a porta.
— Vamos mesmo deixar ele fazer isso?— Perguntei, e ouvimos a criança chorar enquanto ele voltava com o presente. Saimos da van, e ele começou a prender o presente no drone.
— Qual é o plano aqui?— Cisco perguntou, confuso.
— Tem uma fenda a quatrocentos metros acima da cidade. E nós vamos usar o seu drone para passar a bomba pela fenda.
— E como isto vai funcionar? Se uma for, as outras explodem.— Disse, me encostando na van.
— Magnetismo, Srta. White. Ímãs de polos opostos se atraem.— Ele disse, no qual fiquei perdida na conversa.— Me ajude aqui Garrick!— Jay terminava de prender a bomba no drone, e sorriu para mim.
— Se mudarmos a frequência dimensional dessa bomba e mandarmos para a fenda...
— Vai levar as outras com ela.
— Vou fingir que entendi tudo.
— Eu dirijo.— Wells tirou o controle das mãos de Cisco, e o ligou. O direcionando para o alto. Assim que a bomba atravessou, vários presentes flutuaram pela cidade em direção a fenda.
— Esta funcionando!— Cisco disse animado, batendo em Wells que o encarou com um olhar mortal.— Desculpe.
— É incrível!— Deixei escapar, e um sorriso apareceu no meu rosto.— Barry, as bombas se foram!— Informei pelo rádio, e Cisco sorriu.
— Ímãs. Gostei.
Barry's POV
Assim que ouvi a voz de Sophie, me levantei, prendendo Jesse em um posto, e jogando Mardon no chão, acionando a varinha para ele não usar seus poderes. Ouvi sirenes, e vi o carro de Patty se aproximar. Ela saiu, com uma das armas anti meta humanos.
— Está tudo bem, detetive. Eles não vão mais machucar ninguém.— Ela mirou a arma em mim, prendendo minha perna no chão.— O que esta fazendo?— Ela jogou a arma no chão, e então tirou sua pistola do bolso.
— Isto é pelo meu pai.— Ela se aproximou de Mardon, mirando a arma nele.
— Não, detetive! Não pode fazer isto!
— Ele matou meu pai por umas centenas de dolores.
— Mardon vai ter o que merece.
— Ele merece morrer!— Ela gritou, com os seus dedos trêmulos no gatilho.
— Não assim.
— Você não tem isso, moça bonita.— Mardon disse, sorrindo, levantando seus braços enquanto estava deitado.
— Pergunto-me o mesmo por quatro anos, e agora eu sei.
— Não, Patty! Se puxar este gatilho a sua vida acaba também! Você irá para a prisão. Vai perder tudo o que tem de novo. Mardon não pode tomar mais nada, só se você permitir. Não conhecia seu pai, mas sei que ele não iria querer isso. Não por ele.— Ela começou a chorar, e suas mãos tremiam ainda mais. Ela balançou a cabeça, e chutou Mardon, o virando no chão. Guardou sua arma, pegando suas algemas.
— Mark Mardon, você está preso.— Ela o algemou, e respirei aliviado.
Sophie's POV
Todos estavam presentes na casa dos Wests. Iris fazia a gemada da vovó novamente, e todos estavam ansiosos. Barry estava sentado no sofá, no qual me sentei ao lado dele. Ele sorriu ao me ver, e s ajeitou no sofá.
— Feliz Natal, Sophie.
— Feliz Natal. — Ele colocou seu braço em volta de mim, me abraçando. — Ano dificil...
— Sim. — Ele saiu do abraço, colocando sua mão na minha perna, apertando. Ficamos trocando sorrisos, até a campainha quebrar nossos silencio. Me levantei, e fui até a porta. Ao abrir, Patty estava sorrindo, com um presente em suas mãos.
— Feliz Natal. — Ela disse, depois de me abraçar. Joe e Barry veio até nós.
— Detetive Spivot, a que devo a honra?. — Joe disse, a abraçando também.
— Bem... Sou a namorada do Barry. —Ela foi até os braços de Barry. Ele se virou para mim, e sorri.
— Estou feliz por vocês. — Disse, e ele deu um pequeno sorriso. Fui até a mesa, e vi que ainda não tinham pendurado o visco. Peguei ele, e fiquei encarando o telhado, imaginando como conseguiria alcançá-lo.
— Quer ajuda? — Jay apareceu, pegando o visco e pendurando-o. Ele é tão grande. Agradeci sorrindo. Ele colocou suas mãos em volta da minha cintura, se aproximando. — Temos esta tradição... — Ele me beijou, e eu sorri envergonhada.
— Temos esta tradição também. — Ele segurou minha mão, e me levou até o sofá, onde tirou uma pequena caixa azul do bolso. — Não precisava...
— Eu queria. — Ele abriu, e nele havia um colar dourado com um pingente azul. — Era da minha mãe... Carrego ele sempre.
— Não posso aceitar.
— Precisa, fica muito melhor em você. — Ele colocou em volta do meu pescoço, e a prendeu. Ele não imaginava o quanto isto me deixou feliz. No dia da singularidade, eu havia perdido o colar da minha mãe, o que meu pai me presenteou. Sorri, e ele me segurou nos seus braços.
— Obrigada...
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