My Hero || Flash || Livro 1
27 Capítulo 26
➺ Barry's POV
Depois de prender alguns ladrões, estava com muita fome e pensei em ver Sophie. Fui até o Jitters pegar alguns lanches. Assim que entrei avistei Iris em uma das mesas.
— Iris? — Ela se virou, e um pequeno sorriso apareceu. Me sentei ao seu lado e vi o quão triste ela estava. — Esta tudo bem?
— Só... Eddie.
— Não se preocupe... Vamos encontrar ele.
— Como? Você já procurou em todos os lugares. — Me senti um inútil por não encontrar Eddie, por deixar Wells machucar alguém próximo de mim. — Me desculpe... — Eu a olhei, e ela sorriu de novo. — Só estou... Com saudades dele.
— Tudo bem... — Eu segurei sua mão. — Wells tirou minha mão de mim. Não vou deixar ele tirar ninguém de você também. — Ela balançou a cabeça, e parecia mais calma. Meu celular vibrou, e era uma mensagem de Cisco. — Cisco. Tenho que ir.
— Claro... Vá. — Sai do Jitters sem comprar nada, e corri até o laboratório.
➺ Sophie's POV
Estava sentada ao lado de Cisco que encarava a cadeira do Dr. Wells. Ele esperava todos chegarem para poder dizer o que descobriu. Senti um arrepio e então Barry apareceu na sala, ele sorriu, e eu sorri também. Cisco se levantou e tomou um gole de seu refrigerante.
— Estive me perguntando: Por que Wells fingiria precisar de uma cadeira de rodas?
— Simpatia. — Disse Caitlin.
— Foi o que eu pensei, mas ele é o homem de amarelo, o Flash reverso. Ele é mais esperto do que isto. Simpatia não pode ser a unica razão.
— Foi uma distração. — Joe interviu. — Assim como tudo o que Wells fez. A ultima pessoa a ser suspeita a ser homem de amarelo seria alguém que perdeu o uso das pernas.
— Exatamente, Joe. E foi por isto que comecei a mexer na cadeira. — Cisco virou a cadeira e abriu um compartimento secreto nela. — E foi quando eu achei isto. — Dentro havia um dispositivo muito estranho.
— Caramba, não se consegue isto em Radio Shack. — Joe disse, e Cisco sorriu. Barry se aproximou.
— Parece a tecnologia dentro da Gideon.
— Fiz uma medição, e essa coisa está emitindo muita energia. O suficiente para suprir toda a Central City. — Cisco dizia animado. Me aproximei para ver de perto, ficando ao lado de Barry, e era muito brilhante.
— Pra que o Wells usaria isto? — Eu perguntei.
— Eu acho que isto é uma bateria.
— Bateria? — Eu perguntei. — Ele estava usando para obter energia?
— Para ganhar mais velocidade. Por isto é tão rápido quanto o Barry. — Me levantei e Barry também, ele parecia não engolir tudo o que ouviu. Um sinal foi emitido, e Cisco correu para ver o que era, seguido de Caitlin. — O acelerador foi reativado.
— Não pode ser. —Caitlin disse enquanto caminhávamos para perto deles.
— Como é possível? Ele explodiu. — Joe disse.
— Teria que ter sido reconstruído. — Cisco disse.
— Wells. — Eu e Barry falamos ao mesmo tempo.
— Mesmo que tenha sido ele, como Dr. Wells ligou o acelerador? —Caitlin disse, o que fez Barry ficar pensativo.
— Ele está aqui. Por isto não o achamos. Ele estava aqui o tempo todo. — Joe pegou sua arma, e os três seguiram atras do Dr. Wells. — Fica aqui. — Barry disse, antes de sair, e Cisco levou seu copo de refrigerante.
Caitlin estava no computador enquanto fiquei encarando o corredor, a espera deles voltarem. Depois de alguns instantes, vi um raio amarelo seguido por um vermelho passando pelo corredor na frente.
— Essa não. — Resmunguei.
— Protocolo de libertação de prisioneiros iniciado. — Assim que ouvi a mensagem, senti um nó na garganta. Caitlin correu para o meu lado.
— Isto não é bom, certo? — Eu disse, e ela negou com a cabeça. Então apareceu uma mulher na nossa frente, ela desapareceu e reapareceu atras de mim, me jogando contra a parede. Ela foi para cima de Caitlin a segurando pelo pescoço e mirando a arma de Joe em seu rosto.
— Agora você que ficará presa em uma caixa. — Ela disse, eu me levantei e peguei uma chave inglesa que estava encima da mesa. Corri até ela e a acertei na cabeça, que caiu desmaiada. Caitlin sorriu agradecendo.
— O que está acontecendo? — Iris chegou, e parecia preocupada. Eu sorri, e mostrei a chave inglesa para ela.
— Acho que consigo me defender. — Ela sorriu e então Cisco e Joe apareceram, preocupados, mas ao ver a mulher no chão respiraram aliviados.
Depois de prendermos ela, Cisco checou todas as celas, e pareciam estar tudo bem, apenas ela tinha escapado. Provavelmente Wells a libertou.
— Socorro! — Eu ouvi uma voz muito baixa.
— Vocês ouviram isto? — Todos se concentraram em ouvir, e então a voz ficou mais clara.
— Socorro! Aqui em baixo!
Corremos para a direção da voz, sendo guiados pelo Joe, e ao descermos uma escada, encontramos Eddie amarrado em uma cadeira. Iris pulou de alegria ao ver ele, e chorou de preocupação ao ver ele em um estado péssimo. Ele parecia muito fraco depois de vários dias trancado. Eu e Joe o ajudamos a se levantar, e a subir as escadas. Iris parou, e encarou algo no chão. Ela pegou, e pude ver a mesma caixinha que Eddie guardava o anel. A encarei alguns instantes até ela se virar. Me virei e subi as escadas.
Caitlin o examinou e sorriu ao ver que estava tudo bem
— Seu sinais vitais estão bom, só esta um pouco desidratado. O soro deve ajudar, mas beba bastante liquido e fique deitado, tudo bem?
— Obrigado Caitlin. — Eddie agradeceu com um sorriso. Senti o mesmo arrepio novamente e meus cabelos ficaram bagunçados. Barry havia chegado, muito ofegante.
— Wells escapou. Ele é muito rápido. — Ele olhou para Eddie. — Eddie! Sinto muito, eu pensei ter procurado em todos os lugares.
— Tudo bem. As vezes não conseguimos enxergas as pistas. Mesmo quando estão na sua frente. — Ele olhou para Barry e Iris, que ficaram sem graça.
— O que importa é que estamos a salvo e juntos, certo? — Iris disse, e Eddie deu um sorriso sem graça. Eu sabia o porque dele estar desta forma, definitivamente Wells o contou sobre Barry e Iris.
— Por que ele te pegou? — Joe perguntou, e Eddie levou sua atenção a ele.
— Eu não sei. Ele falou que éramos família. — Iris segurou sua mão, e pude ver que Barry notou e ficou estranho. — Disse que seu nome era Eobard Thawne.
— Como no meu sonho. — Cisco disse.
— Ele falou mais alguma coisa? — Eu perguntei, me aproximando dele.
— Ele não disse muito, só ficou trabalhando em um tubo futurístico. Ele disse que era a chave para ele pegar de volta tudo o que foi tomado dele.
— Não entendo... — Barry disse.
— Eu só quero ir pra casa... — Eddie disse, e Caitlin concordou. Iris o segurou, e o ajudou a andar, levando-o para casa.
Me sentei na cama em que Eddie estava e Barry me olhou, mas logo mudou sua atenção para Cisco e Caitlin.
— O que acham que Wells quer com este tubo? — Todos deramde ombros, sem saber o que dizer. O alarme ativou de novo, e Cisco correu para ver o que era.
— Esta não. Não. — Ele disse antes de correr pelos corredores.
— O que foi agora? — Barry perguntou, já não entendo mais nada. Alguns minutos depois Cisco apareceu na tela.
— Então... Este é o cubo que Eddie estava falando. — Ele mostrou um tubo pequeno com uma luz azul forte. — É um tipo de fonte energética futurística. É o que esta carregando o acelerador.
— Você consegue desligar? — Perguntei, e Cisco fez uma cara sarcástica.
— Vê algum botão de desligar aqui? Esta coisa é do futuro! Está além do meu conhecimento. Aperto ou corto a coisa errada, e posso destruir o prédio.
— Quanto tempo até entrar em operação? — Perguntou perguntou, cruzando seus braços.
— Melhor estimativa... 36 horas.
— Então Wells voltará.
— Por que Dr. Wells quer o acelerador funcionando de novo? — Perguntei, pois nada fazia sentido.
— Não sei. — Cisco respondeu. — Não foi um grande sucesso na primeira vez.
— Ele me fez o Flash.
Depois de minutos pensando em algo, me lembrei que meu pai havia me convidado para jantar. Peguei meu casaco, e meu celular. Ouvi Barry armarem um plano para tirar os meta-humanos das celas, porque se o acelerador funcionar, eles iriam fritar, literalmente. Como não era de muita ajuda, me dirigi a saída.
— Sophie! — Barry me chamou, vindo atras de mim pelo corredor. — Tudo bem?
— Sim;
— Esta estranha... E agora saindo de fininho.
— Não vou ajudar muito ficando aqui. E tenho um jantar com emu pai hoje a noite.
— Claro que você ajuda. — Ele segurou minha mão, e se aproximou para me beijar, mas virei meu rosto, fazendo ele beijar minha bochecha. Ele me olhou confuso, e então eu o soltei.
— Tenho que ir... — Dei meia volta, e continuei a caminhar, me esforçando em não olhar para trás.
Fale com o autor