My Hero || Flash || Livro 1
18 Capítulo 17
Notas iniciais
➺ Barry's POV
Me revirei na cama, procurando Sophie do meu lado, mas estava vazia. Abri os meus olhos, que primeiro foram ofuscados pela luz, mas logo tudo ficou nítido, e nenhum sinal da mulher de cabelos vermelhos do meu lado. Me levantei, e fui direto procurara-la. Abri a porta e a encontrei sentada na cadeira, com um isqueiro em sua mão. O ligando e desligando, observando atentamente as chamas dançando.
— Sophie? — A chamei enquanto me aproximava. Ela não havia me notado. — Sophie? — Falei mais alto, me sentando ao lado dela. Ela se assustou, e desligou o isqueiro.
— Oi. — Ela disse, com um sorriso no rosto. Ela estava pálida, e com uma feição assustada. Segurei sua mão, pegando o isqueiro. Ela estava tremendo.
— Esta tudo bem? — Perguntei, beijando sua testa. Ela respirou fundo, no qual parecia mais calma.
— Só tive um pesadelo.
— Quer conversar? — Ela balançou a cabeça, se levantando, e trazendo um prato com panquecas para a mesa. — Desta forma vou me mudar para cá. — Eu disse encantado com o café da manhã que ela me fez.
➺ Sophie's POV
— Mason Brigde desapareceu? — Barry perguntou se engasgando com o café. Ele encarou o chão por alguns instantes.
— Estou muito preocupada, ele estava preocupado com alguma reportagem que havia conseguido... — Eu disse. Barry parecia pensativo sobre isto. O puxei para o sofá, me sentando ao lado dele. — Qual o problema?
— Eu estava pensando... Joe estava investigando o Dr. Wells, ele acha que esta envolvido com a morte da minha mãe. E, antes de eu alternar a linha do tempo, Mason queria que Iris escrevesse sobre algo que ele descobriu do Dr. Wells, que ligava ele no desaparecimento de...
— Simon Stagg... — Eu confirmei, sem perceber.
— Como você...
— Eu pensei que estava louca! — Me aproximei de Barry, e cruzei meus braços. — Joe me contou sobre... Sua desconfiança. Então decidi fazer minha própria investigação, e então descobri que Dr. Wells foi o ultimo a ver Stagg. —
— Por que não me contou?
— Eu... Queria ter certeza. Você admira Dr. Wells, não queria interferir em isto. — Ele sorriu, eu subi em seu colo, o abraçando. — E sou muita preocupada com você.
— Você precisa parar de ser fofa. — Ele me beijou, me segurando pela cintura. Beijar Barry era a melhor sensação do mundo.
➺ Barry's POV
Estava com o Joe no laboratório quando ouvimos algumas explosões. Olhamos pela janela e havia fumaça. Corri e vesti o traje vermelho. Cheguei no parque a tempo de salvar um garotinho de um presente explosivo. Mas quem faria uma coisa destas? Ele fez um vídeo e então transmitiu.
— Trapacear. Ha ha. Olha quem volto. Meus truques, minha diversão. Mas eu darei uma coisa boa para ver. Neste dia especial uma cidade em cinza. o trapaceiro convida vcs para uma nova... desordem. — O vídeo acaba.
— Falar de si mesmo em terceira pessoa não é um bom sinal. — Cisco falou.
— Você está assim porque ele inventou o próprio nome. — Caitlin interferiu.
— Na verdade não. — Joe se aproximou de todos. — Há 20 anos a cidade sofreu alguns ataques terroristas. Um homem matou pelo menos 10 civis e 2 policias. Ele se o Trapaceiro.
Cisco escreveu o nome no computador e o encontrou.
— Uau, que estilo Rock'n Roll. — Cisco brincava.
— Bem retro. — Sophie brincou. — James Jesse?
— Jesse James. — Joe corrigiu. — Só que ao contrario.
— E onde está o Sr. James? — Wells perguntou.
— Em Iron Heights. Foi um dos caras mais perigosos que a cidade já viu.
— Antes da explosão. — Eu disse, eu estava irritado por dentro, com tudo. Wells parecia a cada dia mais suspeito.
— Barry e eu vamos visitá-lo, ver se ele sabe de alguma coisa.
~ Mais tarde
Iris havia chamado o Flash, parecia importante, então vesti o traje e fui ao seu encontro. Escondi meu rosto e mudei minha voz.
— O que foi?
— O meu colega, Mason Brigde, sumiu. Acho que algo ruim aconteceu com ele.
— Eu sei que ele esta bem.
— É o que todos dizem. Por favor, procure ele por mim. — Ela estava muito preocupada, então concordei.
— Por você. — Ela sorriu.
— Ai cara, o Trapaceiro está transmitindo de novo. — Cisco me informou.
— Me empresta seu Laptop?
— Claro. — Corri e me sentei. Abri o Laptop para ver a transmissão. — Fique a vontade.
— prepare-se que os jogos vão começar! Eu tenho uma bomba! E é uma bomba muito grande. Que irá fazer um grande barulho, e depois um grande buraco, e depois uma grande queda na população! — Ele gargalhou. — Ah, mas não digam que o trapaceiro não é justo. A bomba esta em algum lugar entre a Rua 52 e a Avenida B.
Corri o mais rápido para tentar encontrar a bomba, procurando em todos os cantos de onde ele anunciou. Todos estavam procurando por algum sinal, quando o alerta acionou.
— Barry, era uma distração. Jesse James nos enganou. — Dr. Wells informou, parei e descansei. Liguei para Joe que atendeu na hora.
— Jesse James fugiu.
— Sim, eu sei. Barry?
— O que?
— Eles pegaram um refém.
— Quem eles pegaram? Um guarda?
— Seu pai.
➺ Sophie's POV
Todos estavam procurando onde Henry estaria. Enquanto ajudava, percebi que Barry não estava. Procurei por ele em cada sala, até encontrá-lo, sentado, sozinho. Me aproximei dele, e me sentei do seu lado.
— Acha que meu pai está vivo?
— Claro. — Eu disse, segurando seu ombro. — Tenho certeza. Ele é um refém, Jesse não vai matá-lo. E todos estão ajudando a procurar ele.
— Não posso arriscar a vida do meu pai nas mãos de um homem que pode estar envolvido na morte da minha mãe. — Ele começou a chorar, e abaixou a cabeça. — Eu não posso.
— Claro que pode. — Segurei a mão dele, e encostei sua cabeça em meu ombro. — E seja lá o que ele for, ele está tentando ajudar o seu pai, ajudar você
— Mas não faz sentido! Se ele fez algo com minha mãe, por que eles esta me ajudando agora? Pra que?
— Eu não sei. . Mas... Ele ainda é o Harrison Wells, você ama a ciência, e ele é a ciência. — Ele saiu do meu ombro e me encarou.
— Esta me dizendo que eu queria ser enganado?
— Barry... Você sempre vê o bom nas pessoas. E as vezes, este dom que você tem, ofusca as mentiras e o mau de uma pessoa. — Ele encarou o chão novamente, e parecia mais triste.
— Não posso perder meu pai.
— Você não vai perder ele. — Me levantei e estendi minha mão. — Agora levanta, vamos salvar seu pai. — Ele segurou minha mão, e se levantou.
— Não era para você estar na festa de arrecadação do prefeito Bellows? — Eu sorri enquanto limpava uma lágrima que caia de seu rosto.
— Não poderia ir e deixar você sozinho. — Ele sorriu. — E Iris está lá, confio nela para fazer uma boa reportagem.
➺ Barry's POV
O celular de Joe tocou.
— Alo, querida. Iris? — Ele me encarou, parecia confuso com o que ouvia. Ele ligou o viva voz, e todos pudemos ouvir a voz do Jesse.
— Quantos de vocês conseguem sentir o veneno correndo em suas veias? Tic Tac.
— Consegue rastrear, onde ela está? — Ele perguntou preocupado. Cisco começou a rastrear.
— Trimetileno de Mercúrio 32 é um veneno que age rápido. — Caitlin informou.
— Conseguem fazer o antidoto? — Sophie perguntou.
— Sim, conseguimos. — Dr. Wells respondeu.
— Prefeitura! — Cisco gritou, batendo na mesa.
— Estou indo!
— Cuidado Barry, não subestime o Jesse. — Dr. Wells disse, mas não liguei e vesti meu traje.
Corri até a prefeitura, e peguei James contra a parede.
— Onde esta Henry Allen?
— Onde você vai estar em breve, no paraíso! — O ajudando de Jesse apareceu, prendendo algum tipo de bomba em meu pulso. — Conhece o filme velocidade máxima? Você é o ônibus, e esta é a bomba. Se ficar abaixo de 900 km ela explode! O mesmo acontece se tentar tirá-la. — Ele pressionou o botão, no qual ela começou a apitar. — Oh, agora está ligada. Corre, corre, corre! — Corri o mais rápido, e continuei correndo.
— Barry? — Sophie me chamou, respirei fundo, e me concentrei.
— Estou bem.
— Por enquanto, o que ele disse é verdade, se você parar ela explode.
— Não posso correr para sempre!
— Tem que ter uma forma de parar a bomba. — Sophie disse, e todos ficaram calados.
— Barry, está vendo algum muro coberto? — Dr. Wells disse.
— Por que?
— Porque precisa correr em direção a um. Atravessá-lo.
— O que? — Nós três perguntamos ao mesmo tempo.
— Se você vibrar na mesma frequência natural do ar, as células do seu corpo vão oscilar a ponto de que você consiga atravessar para o outro lado do muro... Deixando a bomba do outro lado.
— Tem certeza?
— Você consegue, eu acredito em você.
— Eu não posso.
— Barry, respire... Respire... Sinta o vento. Sinta ele batendo no seu rosto. Sinta a estrada. Seus pés se movendo como um raio. Barry... Sinta a velocidade. Sinta seu poder. A eletricidade... Passando pela suas veias, explodindo e passando em cada veia do seu corpo como um choque! Você não é mais você agora. Você é parte de algo maior. Parte da força de aceleração. Ela é sua. Agora, faça! — Eu fechei meus olhos e tentei me acalmar, fazer como ele havia me dito, mas meus pensamentos estavam me enlouquecendo. Foi então que ouvi algo que familiar, que me deu forças e coragem.
— Você consegue, Bart... — Era a voz de Sophie, a mesma voz que ouvi quando tinha treze anos.
**Flashback**
Amarrei meus sapatos, e respirei fundo antes de nos chamarem para a quadra. Era uma simples corrida, mas era importante para mim de alguma forma. Me senti inconfortável ao ver Iris na primeira fileira, me encarando com seu sorriso lindo. Claro que sei o motivo de querer ganhar, mas pensar sobre isto apenas me deixava mais nervoso. Mais ainda do que saber que Tony era um dos participantes. Ele era grande e forte, e dava um pouco de medo com seu sorriso ameaçador. Respirei fundo, e comecei a correr. Olhei para Iris novamente, o que tirou minha concentração. Ela é linda demais. Comecei a ficar lerdo, e fiquei em quarto lugar. Tentei aumentar minha velocidade, mas me senti inseguro em continuar.
— Você consegue, Bart! — Ouvi aquele voz inocente e calma, mas com uma grande animação. Sophie estava em uma das ultimas fileiras, como consegui ouvir ela com todos gritando e vibrando. Ela arregalou aqueles olhos de oceano e colocou as mãos em cima da boca, a escondendo. Pude ver como estava corada, envergonhada por ter gritado a ponto de ouvi-la. Ela abriu um grande sorriso, e colocou a mão em seu peito.
— Você consegue. — Ela disse, sem gritar, mas pude ler seus lábios. Encarei o caminho, e corri rápido, tão rápido que nem imaginava poder.
— Ganhei!! — Eu gritei, erguendo meus braços. Iris correu e me abraçou.
— Parabéns Barry! — Ela disse animada, Sophie estava andando devagar em minha direção, encarando o chão. Quando me aproximei, ela me olhou nos olhos, mas logo olhou para o lado, seu rosto estava vermelho, era impossível esconder sua vergonha com uma pele tão pálida como a dela.
— Obrigado. — Eu disse, ela me olhou com seus olhos arregalados. Ela sorriu, e deu um tapa no meu ombro.
— Você foi ótimo.
**Presente**
Respirei fundo, e me concentrei apenas no vento, na estrada, na minha velocidade. Meus pés pareciam flutuar. Encarei o muro, e corri em direção a ele. Não pude acreditar no que fiz. A explosão da bomba destruiu uma parte do muro, eu consegui!
— Barry? — Caitlin perguntou, preocupada.
— Estou ótimo! Isto foi incrível!
— Você conseguiu! — Sophie disse contente.
— Obrigado, Sophie. — Sorri sozinho, imaginando ela sorrir também.
— O antidoto está pronto. — Caitlin informou. Cerrei meus pulsos, e encarei a direção da prefeitura. Você já era James!
Apliquei em todos o antidoto, e parei ao lado de James.
— Todos vocês receberam o antidoto, estão bem agora. — James encarou a seringa em minha mão, e olhou inconformado.
— Isto não foi nada sanitário.
— Onde está Henry Allen? — Me aproximei dele. — Você irá para a prisão de qualquer forma, James.
Ele me deu o endereço, no qual fui correndo assim que a dupla foi apreendida. Havia uma armadilha na porta, então corri e o tirei da ceira, fazendo várias facas caírem no local onde ele estava amarrado. O levei até o beco do lado de fora, e ele sorriu ao me ver. Sorri e tirei a máscara. Ele abriu um grande sorriso ao me ver.
— Você sempre ficou ótimo em vermelho. — Ele me abraçou. Era tão bom estar com o meu pai.
➺ Sophie's POV
Barry chegou no laboratório com seu pai ao seu lado. Ele estava tão alegre. Sorri ao ver ele entrar, e todos se levantaram para fazer suas apresentações. Quando os dois chegaram em mim, Barry sorriu.
— E esta é Sophie. — Sr. Allen sorriu, e eu logo o abracei. Sentia tanto por tudo o que aconteceu com ele. Ser acusado injustamente por algo que nunca seria capaz de fazer.
— É um grande prazer conhecer todos vocês. — Sr. Allen disse, saindo do meu abraço, e olhando para todos ao redor. — E sou muito grato por tudo o que fizeram pelo meu filho. — Ele olhou para Dr. Wells, e sorriu. — Principalmente o senhor. — Dr. Wells sorriu. Barry me encarou, um pouco sem graça, e deu um sorriso falso.
— Eu que sou grato ao Barry, ele é um herói, Dr. Allen. — Dr. Wells disse. Encarei Barry para que ele fosse gentil com ele. Ele suspirou, e colocou seu sorriso falso no rosto.
— Eu sou muito grato por ter você, Dr. Wells. — Ele sorriu.
Sr. Allen já estava de saída, afinal, ele ainda era um prisioneiro. Ele veio até mim, e me deu mais um abraço.
— Cuide do meu filho. — Ele disse, depois foi até Barry. — Ela é linda. — Barry sorriu, e o abraçou. Senti meu rosto ferver, então encarei o chão. Nunca imaginava conhecer o pai do Barry desta forma. Ele parece tão gentil.
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