My Hero.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Era sábado, mais um dia de show e os meninos/homens estavam se preparando para mais uma apresentação, que seria a última da turnê.
Mikey pulava sem parar e Frank tomava sua coca-cola em um canto afastado enquanto Ray falava com sua esposa ao telefone.
Gerard era o único que não se encontrava ali, o que ninguém sabia é que ele se encontrava em uma situação complicada no devido momento. Estava em uma avenida movimentada da Califórnia, local aonde eles estavam passando com a sua turnê. Havia um assaltante e uma refém, uma menina jovem de cabelos longos e cacheado, olhos esverdiados e um pouco menor que o rapaz que estava a segurando por trás com um revolver na cabeça da jovem.
Gerard nem percebera o que estava acontecendo, apenas fitava a multidão à sua frente formando uma aglomeração que estava agoniando o rapaz.
Pra ele eram apenas fãs que estava ali para poder assistir seu show que iria ser na casa de show à frente, provavélmente ela passou mal e estão ali para poder ajudá-la, mas notou que era algo mais sério ao ouvir um barulho ensurdecedor e bastante próximo, algo que era deduzido como fogos de artifio ou um tiro.
Resolveu descer do carro e ver o que estava acontecendo. A perplexidade lhe atingiu ao ver uma moça estirada no chão, com paramédicos caminhando rápidamente em sua direção e um rápaz entrando dentro de uma viatura.
A moça estava havia levando um tiro nas costas, ele pode ver ao notar que seu vestido estava manchado atrás com uma cor rubra.
Gerard nada pode fazer além de assistir a cena que havia estragado seu dia. Ele teria que entrar no palco à exatos 5 minutos, mas não estava nem aí. Ao perceber que a moça chorava de dor, pena e piedade atingiram seu coração frio. A vida já havia lhe mostrado tudo aquilo antes, mas não conseguiu ficar parado e ver aquela menina ali, que aparentava ser tão jovem, tão frágil chorando de uma dor que era aguda, muito aguda, pois o local aonde levou seu tiro obviamente lhe traria consequencias no futuro, como a petaplegia.
Então ele correu e foi até a âmbulancia que estava quase fechando as portas. Gerard bateu nelas e um enfermeiro atendeu.
– É parente da moça?
– Não, mas gostaria de acompanhá-la até o hospital. Vejo que ela precisa de alguém além de médicos.
– Entre então.
Gerard adentrou a âmbulancia e viu a menina que estava sentada na maca levando algo que ele julgara como uma injeção. Ele tinha pavor de agulhas e notou que ela também, a dor que ela sentia estava sendo dividida pela enfiada da agulha em suas costas e a bala que possívelmente caminhava por todo seu corpo.
– Calma menina, pode apertar a minha mão, ok? -
– Faz essa dor parar, por favor moço!.
– Não posso, mas aperte a minha mão, talvez resolva. — A menina apertou a mão dele fortemente e enquanto ele tentava aguentar a pressão da mão dela. Sim, era notável seu sofrimento, ela chorou até que apagou com a cabeça encostada no ombro de Gerard que afagava seus cabelos de leve.
– O que ouve com ela, moça? — Perguntou à uma enfermeira.
– Ela foi usada com refém em um assalto e o assaltante atirou nas costas da pobre.
– Quantos anos ela têm?
– 15. O senhor tem um show, não tem? Eu sei que tem, minha sobrinha é sua fã eu cuido dela depois da separação de seus pais, eu não me canso de ver seu rosto pelos posteres que ela têm espalhados pelo quarto. Não vou mentir, o senhor é bem mais bonito pelos posteres.
Gerard deu uma risada sarcástica acompanhada de um ''obrigado'' e logo voltou o foco para a menina.
– Como ela se chama? — Perguntou Gerard ajeitando a menina em uma posição melhor.
– Amy, Amy Hudson.
– Coitadinha, tão novinha e sofrer um baque desses na vida. Ela irá ficar com sequelas?
– Concerteza, olha o local aonde ela foi baleada.
– Pobre Amy, dorme tão calma, mas quando acordar terá uma das piores noticias de sua vida.
– Verdade, espero que ela não se revolte com a nova condição.
Gerard não estava acreditando, a mulher que se encontrava à sua frente era uma especie de Gelo, fria como tal. Passavam-se tantas coisas em sua mente, como ficar com ela acaso ela não tenha familia, ele estava solteiro, sua mulher o trocou por um saxofonista e logo veio a separação e o divorcio conturbado deles.
Ao chegarem no hospital, os paramédicos que atenderam a menina na âmbulancia à levaram em disparada até a sala de cirurgia, pois a jovem teria que tirar a bala que ficara por ali. Gerard à seguiu segurando em sua mão que estava extremamente fria, mas fora barrado ao entrar na sala.
– Vamos fazer o possível, moço. — Disse uma médica que era bem jovem, muito mais jovem que Gerard. Ela adentrou a sala e ficou por lá, enquanto ele resolve ligar para seus amigos/irmão para poder cancelar o Show ou fazer algum acústico de instrumentos, pois dali ele não iria sair mesmo até ter notícias da menina.
– Cara onde foi para o Gerard, a gente tá com 12 minutos de atraso. Eu juro que mato aquele infeliz quando ele chegar.- Disse Mikey andando de um lado à outro.
– Aonde ele disse que iria? — Perguntou Ray amarrando seu tênis all star.
– No cartório assinar uns papeis que ainda faltavam pro divórcio dele com a Lyn-z, mas já era pra ele ter chegado a bastante tempo. — Mikey se assusta quando vê algo vibrar sobre a mesa que portava além de seu celular, umas 2 latinhas de coca, um bolo confeitado e 4 maços de cigarro.
– Alô? — Atendeu Frank que estava mais próximo da mesa.
– Alô, Frank? É o Gee.
– ONDE VOCÊ SE METEU? QUEREMOS MATAR VOCÊ AGORA!- Vociferava Frank. Ao notar que era seu irmão do outro lado da linha, Mikey vai até Frank e pega o telefone da mão dele.
– INFELIZ, DESGRAÇADO DE MERDA, AONDE VOCÊ TÁ? — Vociferou Mikey desta vez.
– No hospital. — Disse Gerard com seu tom de voz pacifico.
–Como? Aconteceu alguma coisa com você? — A raiva de Mikey foi trocada por preocupação, ele se sentou um uma poltrona bege para ouvir melhor e acabou despertando a curiosidade de seus amigos.
– Não foi comigo, foi com outra pessoa que está na sala de cirurgia, e nem pensem que eu vou largá-la aqui sozinha. Se virem vocês por aí, amanhã eu dou uma ligada pra esclarecer melhor, tá? Tchau, abraços pra vocês. — Disse com seu sárcasmo de sempre.
– Tá. Se cuida. — Mikey desligou o celular e olhou para os amigos com uma cara de lamentação.
– O que vamos fazer, Mikey? — Perguntou Ray?
– E o que o Gee tá fazendo no hospital? -
– A praga não explicou muito bem, mas não foi nada com ele. Vamos cancelar, galera.
As horas estavam se arrastando, Gerard andava todo o corredor ancioso pra saber as noticias do que estava ocorrendo lá dentro e constatou também que a menina não tinha ninguém.
Depois de 5 longas horas, a médica jovem que entrou antes sai da sala e chama por Gerard que estava cochilando na cadeira desconfortável do hospital.
– Moço, Moço.- Cutucou Gerard que acordou atordoado.
– Hm, ah,.... Acabou? — Perguntou ajeitando o cabelo e coçando os olhos para diminuir o peso que estavam sobre eles.
– Sim, a menina passa bem, o senhor quer vê-la?
– Quero sim, eu não a conheço mas eu gostaria de conversar com ela, sei que o momento que ela enfrentará agora será complicado, não é?
A médica apenas balançou a cabeça afirmando e deu passagem para que o homem de cabelos pretos passasse.
Ele adentrou a sala e viu a menina: ingênua, tranquila, e distante deitada logo ali à sua frente.
Ela fitava algo na parede, uma coisa que parecia um interrupitor, mas ele não sabia o certo se ela estava olhando aquilo ou só usando a deixa pra pensar em algo.
Ela chamou a atenção de Gerard, algo nela mexeu com ele, algo que não era fraternal e sim um sentimento que não deveria sentir por uma criança, mas ele sentiu e espalhou todo o pensamento sujo quando se sentou na beira da cama e afagou suas mão olhando dentro de seus olhos verdes.
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