My Heart Draws a Dream
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Era um sábado aparentemente comum e os garotos estavam no quarto entediados. Reita lia uma revista qualquer, Aoi estava deitado em sua cama encarando o teto e Kai rabiscava alguma coisa em um pedaço de papel.
As horas custavam a passar e os garotos não aguentavam mais dividir o mesmo espaço. Reita se levantou num impulso, jogou a revista na cama de Aoi e avisou:
- Vou dar um pulo no outro quarto.
Yuu olhou para Kai e riu, pois já sabia das intenções de seu amigo.
Akira entrou no quarto ao lado, onde cinco garotos jogavam algum jogo estúpido. Se aproximou de Saga e perguntou em seu ouvido:
- Ocupado? – lambeu o lóbulo provocando um arrepio no garoto que sorriu e se levantou, seguindo Reita que saiu do quarto indo em direção ao banheiro.
Assim que a porta se fechou nas costas de Saga, Reita o puxou pela gola da camisa e lançou suas costas contra a parede.
- Calma... – pediu o garoto.
O outro rapaz não respondeu, apenas atacou furiosamente a boca de seu amigo que segurou em seus cabelos enquanto o beijava.
As mãos de Reita eram rápidas e logo o cinto de Saga já havia sido desafivelado, os dedos de Akira se encarregavam de desabotorar a calça. Feito isso o rapaz se ajoelhou e lambeu os lábios, já estava se excitando por causa do volume que se encontrava diante de seus olhos.
-Ei – Saga colocou o dedo embaixo do queixo de Reita e ergueu sua cabeça para poder olhar em seus olhos. – Que pressa é essa ?
- Tédio – respondeu – Estou entediado até a morte e quero me divertir.- Sorriu maliciosamente e voltou sua atenção para o sexo do amigo.
Saga fechou os olhos um pouco chateado com a resposta de Akira, porém, esqueceu toda a mágoa quando sentiu o calor da boca do rapaz envolver seu órgão.
Apertou os olhos e mordeu os lábios tentando segurar um gemido. Estava no banheiro e sabia que se alguém entrasse ali, com certeza ambos seriam punidos.
Enquanto o chupava e se deliciava, Akira tratou de descer o zíper de se própria calça e começou a se masturbar.
Apertava e massageava seu membro enquanto sua boca mantinha-se ocupada intercalado lambidas e sugadas...
- Mais... forte – Saga praticamente implorou segurando nos cabelos de Reita, que atendeu de imediato a vontade do rapaz. Sugou tão forte que arrancou um grito do mais alto.
Continuou chupando e estimulando com a língua a glande de Saga que não aguentou e gozou dentro da boca do companheiro que engoliu todo o líquido esbranquiçado, também gozando em seguida. Ainda de joelhos, puxou o mais alto para baixo e levou a mão melada até a boca do amigo, fazendo com que ele a lambesse para sentir um pouco de seu gosto.
Reita então lambeu os lábios, beijou a boca do parceiro e se colocou de pé . Deus alguns tapinhas em seu ombro como “agradecimento pela diversão” e saiu ajeitando as calças.
Saga se sentiu humilhado, porém era sempre assim... Ele sabia que Akira apenas o procurava quando estava chateado ou precissava passar o tempo.
Reita voltou para o quarto com uma expressão satisfeita no rosto. Se jogou na cama e respirou profundamente atraindo a atenção de Aoi:
- Denovo Akira ?
- Eu precisava matar meu tempo, estava um tédio desgraçado dentro desse quarto com vocês dois...
Yuu jogou o travesseiro no garoto que começou a rir
- Hoje dois novos garotos virão pro nosso quarto – Kai disse num tom empolgado. – Eu estou morrendo de curiosidade para saber como eles são.
- Por que você tem tanto interesse Kai? O Nao não está dando conta? – Reita disse provocando o amigo.
- Nada a ver... eu sou uma pessoa amistosa, só isso... e vocês sabem que esse lugar é uma chatisse... Como novos amigos, nós podemos nos divertir mais, e sei lá...
- Melhorar sua vida sexual!
- Reita! – Yutaka também acertou um travesseiro na cabeça de Reita que ria feito um idiota.
- Porque o Aoi ficou tão quieto de repente? – perguntou parando de rir e ajeitou a faixinha no rosto.
- Eu não sei....
- Aoi? – Akira se sentou na cama e chamou o garoto que estava pensativo. O moreno voltou sua atenção para os dois amigos que o olhavam de forma preocupada. Sorriu e perguntou:
- Algum problema?
— Eu é que pergunto se você está com algum problema... Kai e eu estamos preocupados com você...
Aoi olhou para Kai que concordou acenando a cabeça de forma positiva, o moreno sorriu mais uma vez:
- Desculpem... eu estava distraído.
- Pensava em que? – o louro perguntou.
- Em nossa vida nesse lugar... Eu me sinto muito solitário aqui, as vezes eu gostaria de poder sair e conhecer alguma pessoa.
- Realmente esse lugar parece uma prisão... – falou Kai
- Mas pelo menos você tem o Nao e...
Alguém abriu a porta. Os três garotos se colocaram em pé rapidamente e encararam o velho que segurava dois garotos pelas mãos.
O homem era um dos padres mais velhos da cidade, ele era um bom homem e cuidava muito bem dos garotos. Já havia encontrado muitas famílias adotivas para as centenas de jovens que passaram por seu orfanato.
- São eles! – Kai falou baixinho para Reita que bufou e respondeu:
- Nenhum deles me interessa, você gostou de algum?
- Eu já tenho o Nao ... Não enche...
- Entrem garotos. – O homem entrou com os meninos que tímidos não tiravam os olhos do chão e os apresentou:
- Estes são Takashima Kouyou e Matsumoto Takanori... – começou a passar a ficha completa dos jovenzinhos.
- Eu sei que você gostou do pequeno – Kai dizia para Reita tirando o sarro.
- E você está de olho na bonequinha... – o garoto riu e levou uma bronca do padre.
Aoi não conseguia tirar os olhos de Kouyou. Estava fascinado pois jamais havia visto alguém tão perfeito...
Após apresentar os meninos, o padre pediu para que Reita e Kai trouxessem as malas dos dois até o quarto.
Contra suas vontades, o garotos que não tinham nenhuma outra opção obedeceram e poucos minutos depois já estavam de volta, colocando as malas num canto.
O padre pediu para que os dois novatos descansassem até a hora do jantar e disse que poderiam desfazer as malas no dia seguinte.
Sem conversar com ninguém, Kouyou se deitou e fechou os olhos. Shiroyama que o observava, aproveitou que o lourinho estava de olhos fechados e se aproximou para observá-lo mais de perto. Percebendo que sua respiração estava arritmada e seus músculos estavam extremamente relaxados o moreno pensou: “- Já dormiu?” – aproveitou e se aproximou ainda mais para poder admirar bem de pertinho os traços perfeitos de seu novo companheiro de quarto.
- Reita... – Kai o chamou baixinho.
O rapaz virou seu rosto para o amigo
- Oque foi?
- Você reparou no jeito que o baixinho está te olhando?
O garoto virou o rosto para o outro lado e viu que Takanori realmente estava olhando muito. Assim que Reita olhou nos olhos do pequeno,ele abaixou a cabeça envergonhado.
Akira olhou novamente para Kai:
- Era só o que me faltava... – disse se levantando de sua cama e se sentando na de Kai de frente para o moreno que estava com as pernas cruzadas em cima do colchão.
- Ele não é feio, Rei ...
- Ele não me interessa Kai, fica pra você já que achou bonitinho.
- Como você é cruel Reita... – disse rindo.
Aoi voltou para sua cama onde ficou observando Kouyou dormir.
Ruki estava sentado e escrevia alguma coisa num caderninho.
Kai e Reita conversavam animadamente.
O tempo passou e dado o horário da janta, Reita se levantou e saiu sem dizer nada, Kai pediu para que Ruki descesse para comer, Aoi gentilmente acordou Kouyou dizendo:
- Kouyou... está na hora de jantar, eu gostaria de te acompanhar... se você me permitisse...
O lourinho que estava um pouco confuso por causa do sono se levantou da cama olhando de forma estranha para Yuu. Sem dizer nada ele saiu do quarto deixando o moreno plantado ao lado da cama.
“- Que diabos... ”– pensou e resolveu descer para jantar.
A mesa onde os meninos comiam era grande, afinal treze, agora quinze garotos moravam naquele orfanato. Eles não tinham nenhuma ajuda do governo, eram sustentados por doações, por isso as vezes passavam por várias dificuldades financeiras...
Como se não bastassem os problemas com dinheiro, haviam também os problemas pessoais de cada garoto. Eles já não eram mais crianças e todos os que estavam ali haviam sido “devolvidos” para seu orfanato de “origem” que por sua veaz não os aceitaram de volta, por isso os enviaram para o orfanato do padre Manoel que amava demais aqueles garotos e os tratava como verdadeiros filhos.
Embora não fosse fácil cuidar deles, o homem fazia um bom trabalho, alimentava, educava, aconselhava e punia quando necessário...
E ele também sabia que a cada garoto novo garoto que se juntava a ele, de início era muito complicado... ele sempre tinha muitos problemas... E dessa vez seu problema era duplo...
Começou a analisar os garotos. Cuidava de jovens abandonados há mais de quarenta anos por isso tinha muita experiência no assunto e só de olhar já sabia quem seria problemático...
Olhou para o pequeno garoto que estava sentado ao lado de Akira, riu por causa dos olhares curiosos que o pequenino nem se dava ao trabalho de disfarçar e os lançava diretamente a Reita que se sentia muito incomodado. Percebeu que o pequeno apesar de ter tido uma vida sofrida era doce e precisava de carinho. Com certeza o padre não teria muitos problemas com Takanori.
Já o outro era apático, inexpressivo e já havia sido rejeitado por três famílias. Era briguento e não obedecia nenhuma ordem de seus superiores... Apesar de anos de experiência com garotos de todos os tipos, o padre Manoel sabia que lidar com Kouyou não seria uma tarefa fácil...
continua
Notas finais
e eu prometo que vou responder todas as que ainda não respondi... é que meu tempo está curto
=******
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