My Happy End
1 I don't know what to do...
Notas iniciais
Vocês devem estar se perguntando: "O que essa louca está fazendo aqui?". Pois é, eu já fui uma das autoras dessa incrível ala ~~ Fã Maka x Soul e Kid x Crona :3
Mas acabei me aposentando durante... Quase três anos, tirando por "Destino?" o/ ~
Bem, como prometi à gê-chan, fiz uma fic de presente à ela ♥ Estive revendo minhas fanfics de SE (porque estou revendo o anime e relendo o mangá de onde parei) e percebi quantos reviews de "Ohji to Hime" estavam pedindo por uma continuação.
Pensei, pensei e escrevi em um caderno, no começo do ano. Aí tive preguiça e estamos quase em Abril o/ (tiros)
Bem, eu recomendo lerem o "Ohji to Hime" para entenderem a história... Whatever, façam o que quiserem :3
Enjoooooooooooy ~ ♥
E espero que goste, gê-chan ; 3 ;
- Maka-chan, parabéns! – sua amiga, Tsubaki, abraçou-a com força
- Thank you, Tsubaki! Espero que tenha a mesma sorte que eu, um dia! – retribuiu o abraço
- Nee, Maka~ – Liz a chamou em um sussurro, agarrando a loira pelo pescoço – Será que em New York tem muitos gatinhos? Falando nisso, ainda não entendi como conseguiu essas passagens...
- Estava passeando pela rua e me convidaram para participar de um concurso instantâneo, acabei ganhando! – sorriu, animada – E, não. Não quero nenhuma bola de pelos perto de mim.
- Ainda não se esqueceu daquele... Hum... Soul-kun? – Tsubaki olhava-a com pena
Maka riu envergonhada, mas logo troca sua expressão. Seu príncipe sumira há dois anos e até então não recebera uma notícia deste. Mesmo depois de tanto tempo, aqueles olhos vermelhos penetrantes consumia-lhe a mente; seu modo gentil, porém rude; e a maneira de como a salvou, sem demonstrar afeição... Tudo indicava que era realmente seu destino.
- Maka-chan?
- A-ah! Gomen! – saiu de seu transe – Não se preocupe, Tsubaki! Ele logo voltará, eu sei disso! Ele viria se eu entrasse em alguma enrascada!
- Sei. Mas quando vai acontecer? – Liz cruzou os braços, suspirando – Você já fez um monte de loucuras e nada de vir um homem montado em um cavalo! Olha só: você já se jogou do barranco com um skate; soltou uma matilha brava; fez um teste de circense, sendo que você morre de medo de altura e até já passeou pela rua mais perigosa da cidade com suas heranças!!
- Ei, ei! Eu já disse que não tenho medo de altura, apenas não acredito que aquilo seja seguro... – fez um bico à amiga – Eu não sei mais o que fazer... Por isso, aproveitarei essas férias e pensarei em uma nova tática! – cerrou os punhos, decidida
- Mas, Maka, não é aí aonde eu quero chegar...
O sinal das dezoito horas toca. Maka se despede de suas amigas, prometendo-lhes que traria lembranças da famosa New York. Saiu de seu prédio de trabalho e cantarolava pelas ruas, ansiosa pelo amanhã.
Havia mentido para Liz, essa viagem tinha o propósito de esquecê-lo e não o reencontrar. Sabia que suas amigas se preocupavam. Afinal, dois anos, ignorando todas suas paqueras e quase se suicidando por um homem? Realmente não era do feitio de Maka. Passou em frente à boate onde se encontrara com Soul e soltou um breve riso, corando.
Como sempre, lotada. Comprou seu jantar no mercado ao lado e relembrou-se da noite que passara lá. Com Soul. Ao se afastar do local, sentiu uma pontada em seu peito. Como doía lembrar-se da despedida. Tocou em seus lábios levemente, sussurrando seu nome.
Entrou em casa. Sua mala já estava arrumada e deu uma última olhada naquele pequeno papel que lhe ajudaria a esquecer, nem que seja por um momento, seu príncipe. “1ªclasse – 08”, beijou-o e sentiu uma alegria sem igual. Tinha um ótimo pressentimento.
Seu celular vibrou na bolsa. Pegou-o e era uma mensagem do concurso. Pediam-lhe para que os encontrasse antes do voo, perto da porta do aeroporto. Estranhou, mas tinha que obedecer. Jogou o aparelho no sofá e deitou-se na cama, espreguiçando-se.
- Amanhã... – sussurrou e adormeceu
~ x ~
Os raios solares batiam em sua janela, acordando Maka aos poucos. Esta se levantou lentamente, ainda preguiçosa, e coçou seus olhos delicadamente. Seus orbes esmeraldas aparecem, derramando uma pequena lágrima.
- Soul... – mumurou, suspirando. Olhou para o pequeno relógio no criado-mudo e se assustou – Estou atrasada!!
Arrumou-se rapidamente – vestiu uma camisa e uma saia, comuns – e saiu à procura de um táxi disponível. Por sorte, um havia estacionado bem em frente ao seu apartamento. O motorista estava prestes a fechar o porta-malas.
- Por favor, leve-me ao aeroporto! – jogou suas malas. Arfava – O mais rápido possível!
- Desculpe-me, mas já tenho um cliente. – ignorou-a e retirou seus pertences do carro
- Por favor!! Eu pago o dobro se for preciso!! – segurou em seu pulso, impedindo-o de retirar
- Senhor motorista. – ambos são interrompidos por uma voz que vinha de dentro do carro – Deixe-a. Nosso destino é o mesmo. Mas vamos logo, senão me atrasarei!
- S-sim, senhor! – recolocou as malas de Maka e sussurrou para a mesma – Deu sorte dessa vez, senhorita...
Maka sorriu em resposta. Adentrou no carro rapidamente e agradeceu a pessoa que havia dentro. Estava nervosa e não parava de observar o celular, preocupando-se com o horário. O avião sairia daqui uma hora e morava longe do aeroporto, sem falar que estava sendo esperada pelos homens do concurso.
Lembrou-se de que não estava sozinho no carro. Uma curiosidade tomou-lhe a mente, fazendo-a observar seu acompanhante. À primeira vista, confundiu-o com Soul. Assemelhava-se muito a ele, porém de forma um pouco mais velha. Seus grisalhos cabelos voavam de acordo com o vento da janela aberta, usava óculos escuros e observava a paisagem.
- O vento está atrapalhando? – fechou a janela e retirou seus óculos – Desculpe-me.
- I-imagine! “Olhos vermelhos...” – pensou, desanimando-se um pouco, mas abrindo um sorriso em seguida – Novamente, muito obrigada!
- Não de quê! – sorriu – Meu nome é Wes. Poderia me dizer o seu nome, jovem donzela que aceitou pegar carona com um estranho como eu?
- A-ah, é que estou com pressa... Sou Maka Albarn! Muito prazer, Wes-san! – corou um pouco com aquele sorriso que lhe lembrava Soul
- Entendo... Seu voo é daqui a pouco?
- Daqui a... – olhou para o celular – Quarenta e cinco minutos em direção a New York.
- Não deveria ter acordado mais cedo?
- Sim... Meu despertador deve ter tocado, mas eu não ouvi... – apertou em sua saia com força
- Hum... Sonhando com o namorado? – riu e percebeu o vermelho que Maka recebia em suas bochechas – Ah, acertei?
- Claro que não!! Estou sozinha, se quer saber! – virou o rosto, enfurecida
- Então... – segurou em seu queixo, virando-a para si – Eu tenho uma chance?
- E-Eu... – a imagem de Soul veio em sua mente, fazendo Maka bater na mão de Wes – Não quero nada com ninguém... Aliás, só quero esquecer uma pessoa!
Ouviu risadas ao seu lado. Wes se desculpou, afirmando que apenas queria ver o comportamento das garotas de hoje em dia. Afagou os cabelos de Maka, descabelando-a inteira.
- “Seja lá quem for a pessoa que esteja pensando... Tenho certeza de que é alguém muito sortudo!” – pensou, sorrindo – E por que está tão nervosa? Marcou de se encontrar com alguém?
- Sim! Com os homens do concurso... – arrumava o cabelo, emburrada
- “Concurso”? Aquele da rua X? – franziu um pouco o cenho
- Aham! Já foi lá? Eu ganhei a passagem com eles! – sorriu animada
- ... Você disse que ia para New York... – pegou seu celular rapidamente – Desculpe-me, Maka-san, mas farei uma ligação. Se importa?
- A-ah, claro! Imagine! – virou o rosto, observando a paisagem pela janela
Será uma brincadeira do destino, encontrar alguém tão parecido com Soul? Iria para New York com o propósito de se distrair, mas, ao encontrar Wes, sua mente parece clamar cada vez mais pelo seu príncipe.
Mirar seus olhos rubros, seu sorriso radiante, ouvir sua grossa e rouca voz que faz qualquer uma derreter. Aqueles toques e afagos carinhosos, tratando-lhe como se fosse feito de porcelana. Uma dor invadia seu peito quando se lembrava da carta, lágrimas transbordavam quando se lembravam dos momentos...
- ... Obrigado – desligou o celular e viu Maka derramando densas lágrimas – Maka-san, o que houve?! Está bem?!
- Hã? – assustou-se um pouco com o desespero de Wes, percebendo seu rosto molhado – A-ah, desculpe-me! É o sono!! – riu
- Maka-san... – sentiu uma enorme vontade de abraçá-la naquele momento, mas se conteve – Posso parecer uma pessoa não muito confiável, mas, caso queira desabafar... Serei todo ouvidos, sem nenhum comentário, se for preciso.
Maka sentiu as lágrimas encherem seus olhos, mas fora interrompida pelo taxista, avisando a chegada. Wes insistiu em pagar, como forma de agradecimento pela companhia, a garota acabou aceitando, despedindo-se.
Correu até o check-in para o voo de New York, mas fora surpreendida por um tumulto naquela região. O que poderia estar acontecendo? Aproximou-se do centro e avistou os donos do concurso sendo algemados.
- O que está acontecendo?! – aproximou-se, mas foi parada por um homem alto e forte
- Não pode ir até lá, garota!
- Eu preciso! Por que eles estão sendo algemados?! – seu tom de voz aumentara
- Informações privadas. Agora, volte.
- Eu estava à procura deles! – o homem segurou fortemente em seu pulso – O que está fazendo?! Solte-me!
- Terá de vir comigo. – e a puxou
- Solte-me! Está me machucando!!
Estava sendo levada por homens desconhecidos e não estava entendendo nada do que acontecia. Seus olhos lacrimejavam por medo, tremia. Gritava por ajuda, mas fora ignorada.
- Soul! Soul! – sussurrava desesperadamente
- Ei, solte a garota! Ela está comigo! – uma voz grossa chamou a atenção de todos
- Essa voz... – Maka procura ao seu redor – ... Wes-san!!
- W-Wes-sama...! – o policial solta Maka, que senta no chão, e reverencia – Minhas sinceras desculpas! Pensei que viesse só.
- Fiquei durante alguns minutos... Foi graças a ela que pude encontrar esses canalhas! – aproximou-se e se agachou perto de Maka – Posso revistar sua passagem, Maka?
Entregou-lhe o papel amassado, tremendo. Wes segurou em sua outra mão, enquanto a outra observava a passagem. Os olhos de Maka haviam perdido o brilho e não conseguia pensar em mais nada. Wes franziu o cenho, entregando o papel ao policial.
- Ainda falam que não fizeram nada... Leve para a delegacia. Prenda-os imediatamente.
- Sim, senhor. – reverencia e se retira do local
- Wes... O que aconteceu?! E-eu não estou entendendo nada!! – se viu abraçada ao mais velho
- Eu... Contarei tudo. Por isso... Que tal irmos, juntos, à New York? – afagou seus cabelos
Por ser um ato um tanto constrangedor, a loira percebe que Wes não estava fazendo por puro “desejo”, mas para confortá-la e a acalmar. Disse a ele que, agora, já não tinha mais nada. Não poderia ir à New York. Afinal, sua passagem era falsa.
- Não se preocupe. Providenciarei para você. – soltou-se e deu um beijo em sua testa – Espere uma hora. Prometo não passar disso. Okay?
- Wes...
~ x ~
- O que não acontece comigo...?! – sussurrou, encostando-se no sofá, pondo os pés em cima de uma pequena mesa
Apesar de ter sido salva por Wes, estava aliviada, mas não feliz. Não estava o esperando e, sim...
- Pare com isso, Maka Albarn! Qual seu propósito dessa viagem?!
- Algum problema, Albarn-san? – perguntou um homem vestido de preto
- N-nada... “E ainda tenho seguranças comigo... O Wes exagerou um pouco...” – suspirou
- Maa ~ ka! – era Wes – Vamos?
- Wes-san...
- Sem honoríficos! “Wes” já está ótimo! Mas se quiser me chamar de “querido”, também aceito! – sorriu, fazendo a garota rir – Fico feliz que esteja bem. Vamos indo? Senão nos atrasaremos...
- P-para onde? Estou sem passagem!
- Quem disse? Aqui! – mostrou duas passagens.
Maka ficou boquiaberta. Não sabia como reagir. Wes segurou em seu pulso e a puxou, a contragosto desta.
- W-Wes!!
~ x ~
- Quer colocar algo aqui? – perguntou o mais velho, colocando sua bagagem de mão na parte de cima
- ... Não. – respondeu, virando o rosto
- Ainda está brava? – sorriu e se sentou
- Estamos na 1ª classe e... O hotel que alugou é um dos mais famosos da cidade!! Quer que eu fique como?! – fez bico
- Além disso! Não precisa pagar por nada! – elevou a voz
- Isso é injusto, Wes!! – pôs o cinto e passou a observar a janela
- Oras! Só de passar o tempo com você vale muito! Aposto que um monte de homens vai atrás de você! Porque você é muito bonita, Maka! – sorriu
- Deja vu...? – sussurrou – A-ah, é? Obrigada...
- Mas se quiser realmente pagar... – segurou em seu queixo, aproximando o rosto
- Prefiro dinheiro! – pôs a mão entre os rostos
- Graciosa como sempre... – riu – Mas! Tenho certeza de que está feliz por estar viajando... Certo?
- ... S-sim.
- Então já está ótimo! – afagou seus cabelos – Espero que possa encontrar alguém que a faça feliz!
- Obrigada...
- Eu... Posso parecer um intrometido, mas espero que essa pessoa que deseja esquecer volte. Afinal, ela parece ter feito algo muito bom com você. – a loira ouvia claramente o que Wes lhe dizia – Maka, vou lhe dar um conselho: ignore o que os outros dizem. Eles apenas irão atrapalhar seus pensamentos. Acredite o que está aí dentro. – apontou para o peito de Maka
Aquilo, de certa forma, assustou a garota. De certa forma, suas amigas nunca a apoiaram, exceto Tsubaki. Talvez elas pensem que Maka estivesse apenas sonhando. Apoiou sua cabeça no ombro de Wes, sentindo lágrimas escorrendo de seus olhos.
- Se você ainda não o esqueceu. Então creia que ele também não. Talvez ele a ame tanto quanto você pensa. Acredite nisso, Maka. Apenas nisso.
Acabou desabando em seu ombro. Seu choro foi abafado pelo som da decolagem. Wes tinha razão. Tinha que ser otimista acima de tudo e todos. A chama da esperança fora novamente acendida.
Antes de adormecer, sussurrou “obrigada”, com um sorriso no rosto.
~ x ~
- Resumindo, aqueles caras sequestravam, abusavam e matavam todas as mulheres que “ganhavam” o concurso?
- Finalmente entendeu... Tente ser um pouco mais dramática, se não fosse por mim, você seria a próxima... – bufou
Ambos estavam dentro de uma limusine, que pertencia à família de Wes. Maka só acordou quando já haviam chegado a New York, mudando seu humor desde então. Aparentava mais alegre e animada.
- Nunca vi na televisão! – assumiu, sorrindo abertamente
- Deixamos em sigilo...
- Hum... Entendi! Como tudo fica brilhante quando se tem explicação!!
- Diz a garota que estava esperneando e quase foi presa...
- Eu só queria viajar!! – gritou, corada
- Ah, chegamos!! – observou pela janela e sua expressão mudou um pouco e começou a suar frio – E-então... Importa-se se entrarmos pelo fundo..?
- Não, mas... Por quê?
- Pelo visto, você não percebeu... – riu um pouco, fazendo a loira sentir um pouco de raiva
Foram interrompidos ao ouvir berros do lado de fora. Maka, curiosa, olhou pela janela e se impressionou com a quantidade de garotas – ou melhor, fãs – que estavam na porta do hotel. Suas esmeraldas brilharam.
- Waah! Que demais! Sabe o que está acontec—
- ... Leia as placas.
- Eh?
- Apenas... Leia.
Obedeceu. Tentou decifrar aquelas caligrafias horríveis – sem falar que era em inglês – e percebeu um nome em comum em todas as placas: “Wes”. Assustou-se um pouco por não terem percebido uma limusine tão enorme quanto a que estava.
Voltou a se sentar, controlando sua raiva. O carro estaciona, e são recepcionados por vários seguranças, formando duas filas com um espaço no meio, para a passagem.
- V-vamos? Lá dentro eu explicarei tudo...! – riu envergonhado, segurando na mão de Maka
Seguiu o mais velho, impaciente. Olhava o hotel em si e via o quão chique e delicado era. Quadros enormes enfeitavam as paredes, com lindos candelabros iluminando o local.
- Aqui, chegamos. Seu quarto é do lado do meu, Maka! – abriu sua porta – Então, até o jantar!!
- Um momento! – prendeu a porta com o pé, impedindo o fechamento da mesma – Gostaria de conversar um pouco, Wes... “Sama”.
- E-ettoo... Não quer descansar um pouco? Afinal, fora uma viagem e tanto, não? Haha! – tentava fechar a porta, mas ia em vão
- Coom licença! – adentra no quarto, com as mãos na cintura
A garota arregala os olhos ao ver o tamanho luxo que havia em um simples quarto. Nunca vira tanta riqueza em sua vida, muito menos pensou que, um dia, aproveitaria isso. Recompôs-se e se virou de frente a Wes, que parecia com medo da reação de Maka. Suspirou fundo.
- Agora eu entendo porque você tem seguranças, conseguiu facilmente duas passagens para cá, na 1ª classe, uma limusine... Quer dizer que você toca violino?
- Modéstia à parte, mas sou um dos melhores dos EUA.
- Não acredito que as pessoas ainda ouvem isso...
- Ei, ei!! Não me subestime tanto!! Vim aqui para férias, não pensei que estivessem aqui!
- Sei, sei... E o que faremos? Desse jeito, não poderemos, ao menos, jantar. – pousou a mão na cabeça, pensativa
- Hum... Podemos comer no hotel, hoje! Eles não deixam entrar qualquer um! – sorriu
- Você poderia ter me contado antes... – virou o rosto, um pouco corada
- Que tal um pedido de desculpas? – abriu os braços
- Então, pague o jantar de hoje. – passou reto por Wes – Vou me arrumar. Te encontro lá embaixo!
- Sim! Ah, e eu providenciei uma roupa especialmente para você! Arrume-se bem, viu? – piscou o olho, fazendo Maka corar um poco
- Hai, hai. – saiu do quarto – Wes idiota... Por que não me disse antes?
~ x ~
- Maka! – Wes avistou a loira e correu até ela – Está mais linda do que o normal! Pelo jeito acertei!
A loura vestia um vestido longo, vinho, com babados rosa claro a partir da cintura, formando diversas camadas. Era do estilo “tomara que caia”, com mangas bufantes compridas à parte. Pôs uma faixa em seu cabelo, como uma tiara, combinando com sua vestimenta. Sentia-se envergonhada por usar roupas um tanto “sensuais”, por realçarem seus seios, e por parecer extremamente caro.
- O-obrigada...
- Espero que não se incomode por jantarmos no hotel! Reservei um lugar especial para nós!
- Do jeito que é famoso, não me surpreendo que consiga... – suspirou, ainda estava irritada
- Vamos, vamos! – segurou no pulso da garota e a puxou
A loura assente. São recepcionados por um garçom que os leva até uma mesa perto do palco. Maka se impressiona com o tamanho do local e com a quantidade de comida que havia.
- E aí? Gostou? Estamos perto tanto da comida quanto do palco! – gabou-se, bebendo um gole de vinho
- Sim... Meus parabéns, Wes-sama. – limpou sua boca com um guardanapo
- Só Wes!! – bufou e apontou para o palco – Está vendo? Você logo ouvirá um estilo de música encantador! Meu little brother vai tocar!
- Você tem um irmão? – inclinou a cabeça
- Sim, mas ele toca piano ao invés de violino... E ele não gosta muito do talento que possui... Peninha! Eu gosto tanto quando ele toca...
- Huum... E por que ele tocará hoje?
- Claro que é para mim! – riu um pouco – Brincadeira. Ele, na verdade, toca para si, mas nossos pais pedem para que ele toque de vez em quando aqui, nesse hotel. Ele foi presente de nossos pais...
- O-o que?! E por que estou aqui?!
- Você é minha convidada de honra! – as luzes se apagam repentinamente e foca-se apenas no piano – Olhe, vai começar!
- Senhoras e senhores, peço desculpas pela interrupção de vosso jantar! – dizia um homem ao microfone – Porém, agora, mostraremos nosso “ás” do piano: Soul Eater Evans!
Maka arregala os olhos ao ouvir tal nome, derrubando seu garfo no prato.
“–Q-q-qual seu nome?
–Soul Eater Evans. E o seu?
–M-Maka Albarn.”
Um garoto de cabelos grisalhos aparece, sendo aplaudido por todos, principalmente por Wes. Este mira sua amiga, e se assusta ao vê-la pálida e tremendo, derramando lágrimas novamente.
- S-Soul...!
Soul se senta e analisa seu piano de cauda. Abre e observa o teclado durante alguns segundos, começando a tocá-lo de forma ardente e sensata. Seus dedos pareciam deslizar sobre as teclas, como se fosse algo simples e normal.
Maka é abafada pelo som que ecoava por todo o salão. Não estava acreditando, ou melhor, não queria acreditar. Sua viagem tinha um mero propósito: esquecê-lo. Apenas. Não queria arrumar outro emprego, novos amigos... Apenas tirar Soul Eater Evans de sua mente. Novamente, o destino brinca com sua vida.
- Soul...
~ x ~
- Vamos, Maka!! – puxava a garota
- Wes, não precisa me puxar!! Eu não vou fugir!!
Então a soltou, parando de andar. Maka estranhou, tentando observar o rosto de Wes, que se virou no mesmo instante, assustando-a.
- Eu... Não sabia que o homem que havia a deixado era o Soul. – a garota nada responde, virando o rosto – Perdoe-me.
- Você não tem culpa de nada, Wes... Foi apenas uma coincidência. – sorriu – Para onde está me levando? Se eu me lembro bem, o quarto não é por aqui!
- Apenas me siga, sim? – e voltou a andar
- Certo...
Andavam pelo corredor e não havia ninguém passando. Wes parou em frente a uma porta branca e Maka fez o mesmo.
- Aqui. Meu irmão está aqui.
- Eh?
- Maka, quero que faça sua decisão. Você quer entrar ou não?
- D-do que está falando, Wes?!
- Eu não falei nada para ele. – repousou sua mão na cabeça de Maka – Bem, vou para o meu quarto. – rumou em direção contrária
- W-Wes, eu não sei voltar!! – exclamou
- Quarto 330. Se quiser realmente voltar, pergunte a alguém. – e acenou, indo embora
- Wes...! – já não se podia mais vê-lo
As pernas de Maka tremiam, seus joelhos chocavam-se entre si e mal conseguia se mover. Bater ou ir embora? Se fosse bater, o que falará? Como se justificaria? Tiraria satisfações?
E se for embora...? Qual deles seria o pior?
- Vai, Maka... Faça uma decisão. – suspirou fundo – Você o ama ou não?
Meia hora se passou e Maka continuava na mesma posição. Resolveu encostar-se à porta e descansar um pouco. Aqueles saltos estavam realmente incomodando. Decidiu retirá-los para ver se a dor amenizava um pouco.
- Eu já disse que não quero tocar piano! – Maka escuta a nostálgica voz e se assusta
A voz se aproximava e Maka ainda não terminara de retirar os sapatos. A porta se abriu e a loura perde seu equilíbrio – afinal, estava encostada à mesma –, mas é segurada antes do impacto.
- Você... Maka?
Maka não quis reabrir os olhos. Tinha medo do que poderia acontecer ou da reação de Soul ao vê-la no mesmo local que ele. Afinal, poderia parecer uma fã atrás de seu ídolo, desesperada. Seus olhos rubros poderiam penetrar-lhe a mente. O celular ainda estava ligado, clamando por Soul.
- Ei. Vai ficar aí para sempre? – sentiu ser carregada no colo e abriu os olhos involuntariamente, sentindo o sangue lhe subir à cabeça
- S-Soul... – seus olhos se encheram de lágrimas, não aguentando mais segurar seu choro
Abraçou-o pelo pescoço, chorando. O grisalhou fechou a porta com os pés e fez o mesmo com o celular.
~
- É... Pelo jeito meu trabalho acaba por aqui. Não a deixe fugir pela segunda vez, Soul. – riu Wes, na esquina do quarto – Senão... Vai perdê-la de verdade. – se retirou, pondo ambas as mãos na cabeça, apoiando-se
~
Levou Maka até sua cama e a sentou, ficando de joelhos em sua frente, ainda abraçada.
- Pelo jeito é você mesma... Está linda nessa roupa. – afagou seus cabelos
Soul se soltou e segurou o rosto de Maka com as duas mãos, fazendo-a mirar diretamente em seus olhos. A garota fazia de tudo para desviar, mas ele era mais forte e seu sorriso era vicioso.
- Há quanto tempo, hem... Dois anos. Conseguiu arranjar alguém nesse tempo? Está com você?
- Como... Como você sabe que são dois anos? – lágrimas não paravam de rolar por suas bochechas, sendo limpadas pelos polegares de Soul
- Oras, acha que sou tão insensível assim? Não fui eu quem disse que queria que nos reencontrássemos? – sorriu – Pelo jeito você também ficou contando...
- B-baka!
- E então? Vai responder à minha pergunta? Está namorando?
- N-não... Só não achei o parceiro ideal! E o senhor?
- Hum? Por que está me perguntando?
- Como assim “por que”?! Desculpe, mas acabei de descobrir que você é um pianista famoso e rico! Tem um monte de garotas querendo você!
Seus lábios foram tomados pelo os de Soul em um beijo calmo e suave. Maka acabou se entregando, segurando em seus fortes ombros. A língua do rapaz passeava por dentro da boca de Maka, fazendo-a derreter inteira. Pela falta de ar, acabam se separando.
- Fico feliz que só soube agora... – encostou sua testa na dela, olhando profundamente em seus olhos – Eu odeio essa minha vida.
- Mas... Você pode ter tudo! Não tem o porquê de reclamar!
- Não. Eu não a tenho, Maka Albarn. E é só isso que preciso para agradecer por essa vida. – beijou sua testa – Lembra-se de quando disse que era só minha? Eu queria acreditar, ou melhor, eu ainda creio que seja verdade.
Nunca ouvira algo tão bonito ecoar pelos seus ouvidos vindos da boca de um homem. Seus olhos novamente se encheram de lágrimas e o abraçou fortemente.
- Perdoe-me ficar tanto tempo sem a ver... Digamos que não estava pronto para isso. E eu a vi na plateia, com meu... – hesitou um pouco, suspirando – Irmão. Ele não fez nada, não é?
- B-bem... Sou muito grata a ele, afinal, quase fui presa. – riu – Aconteceram muitas coisas na minha vinda para New York!
- Sei... Talvez tenha que (argh) o agradecer...
A loira riu um pouco. Sentiu um arrepio quando Soul começou a beijar seu pescoço levemente.
- S-Soul... – murmurou
- Ah, desculpe-me. – levantou-se, com o rosto um pouco corado – Acabei me levando por impulso e...
- N-não é isso! – segurou em sua manga do paletó, puxando-o para perto – É que... Estou com um pouco de vergonha.
O grisalho riu. Como poderia ser tão fofa e adorável com vinte e dois anos? Aproximou e a beijou. Deitou Maka ficando por cima, sendo envolvido pelo pescoço.
Desceu seu vestido, mas deixou seu lingerie ainda cobrindo. Passou a língua no lóbulo de sua orelha, ouvindo a bela voz de Maka clamar por seu nome. Era divertido e prazeroso. Beijou sua bochecha, descendo para o pescoço e colo. Maka sentiu um arrepio por ter sido tocada em um local tão íntimo como aquele.
O grisalho escutou soluços vindos de sua amada. Levantou o rosto e se deparou com Maka cobrindo seu rosto com o antebraço.
- Maka? – não recebeu resposta – Hey, Maka.
- Vai acontecer tudo de novo...? – empurrou-o e ficou por cima deste, sentada, apoiando suas mãos no tórax de Soul – Eu não quero perdê-lo novamente, ohji-sama...
O garoto se sentou e limpou as lágrimas de Maka. Sorriu novamente, levando um soco logo em seguida. Reclamou um pouco e, quando estava prestes a levar outro, segurou em ambos os pulsos de Maka, beijando-a em seguida.
- Isso não vai acontecer, minha hime. Não a deixarei nesse mundo cheio de gatunos querendo roubá-la de mim.
- Eh...?
Repousou sua cabeça no ombro de Maka, inalando o doce perfume desta.
- Vamos ser “felizes para sempre”? – sussurrou
- Eh? – seus olhos brilharam no mesmo instante, não apenas pelas lágrimas
- Quero que seja apenas minha princesa. De mais ninguém. – levantou a cabeça e sorriu
- Que tipo de declaração foi essa, Soul Eater Evans? – riu, envergonhada
- Você que começou com o negócio de “ohji”... – virou o rosto, envergonhado e riu também
Abraçou-o fortemente, rindo de alegria. Pensava que era um sonho. Mas, até mesmo para um sonho, era algo inimaginável. Amava-o e era correspondida. Teria alguma alegria maior que essa?
~ x ~
Maka abre os olhos lentamente, percebendo que já eram quase dez horas da manhã. Levantou-se e abriu a janela do quarto, recebendo de braços abertos o novo dia. Sentiu algo envolvendo sua cintura e recebeu um doce beijo.
- Bom dia, Soul Eater Evans. – sorriu com o afego
- Bom dia, Maka-hime. Dormiu bem? Está com uma olheira enorme.
- É-é culpa sua! Seu... pervertido. – corou
- Nee, Maka... Eu me pergunto como seria se estivéssemos em um conto de fadas.
- Hum... Também não sei, mas... – virou-se de frente e abriu um enorme sorriso – A minha vida real está ótima agora!
- Sua? Ou melhor, “nossa”, certo?
- Baaaka! – deu-lhe um soco de leve e o abraçou
Notas finais
Espero que tenham gostado e muuuuuuuuito obrigada por lerem :D Não sou muito de continuação de One's antigas, então não sei como fui...
Reviews, onegai?
Novamente, espero que tenha gostado, gê-chan ♥ Foi feita com todo o coração!
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