Notas iniciais
Essa ideia surgiu há um tempinho e eu corri pra escrever enquanto tava fresca e eu amo five things fanfic eu amo amo tanto ♥ e primeira vez escrevendo aomomo e agradeço muito a deathpepper porque essa ideia nunca teria criado forma na minha cabeça sem ela então eu me esforcei!! (つω`*)Boa leitura~!!

Satsuki gostava de rosa. Poderia parece um pouco óbvio, ainda mais por ela ser uma garota fresca e, aos olhos de Aomine, toda garota fresca gostava de rosa. É claro que dizer tal filosofia em voz alta resultava em um soco no estômago por parte da garota rosada. Não que doesse de verdade, mas precisava fingir para manter o ego de sua amiga.

Descobrir sobre esse gosto fez Aomine preparar uma festa surpresa com a temática “rosa” quando eram menores. Não sabia exatamente por que preparara aquilo com tanto esmero, mas todos diziam que era preciso fazer coisas gentis para seus melhores amigos, coisas que os deixassem felizes. Mesmo que sua melhor amiga fosse Satsuki.

Mas não se arrependeu. A garota ficou extremamente feliz com a festa, via o brilho em seus olhos enquanto ela olhava ao redor. E, mais ainda, viu quando ela sorriu largamente com as bochechas levemente rosadas e exclamando um “Obrigada!” em alto som que fez seu coração palpitar como o bater de asas de um pequeno passarinho.

Aomine era muito jovem para entender aquele sentimento, mas sabia que a cor das bochechas de Satsuki era tão bonita que o poderia fazer gostar um pouco mais de rosa.

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Alguns anos mais tarde Aomine descobriu que sua amiga de infância gostava de basquete. Não necessariamente de jogar, ela perdera feio quando o moreno a obrigou a tentar uma partida contra ele. Estressada, gritou que ele era um idiota e começou a se afastar com passos pesados. Isso o fizera pensar que ela odiava basquete.

Mas não era verdade, ela amava analisar os jogos. Prestava atenção nos jogadores, em todas as jogadas e pontos e ainda conseguia memorizar tudo perfeitamente, capaz até de prever o que os adversários estavam prestes a fazer. Sua capacidade de análise era muito melhor que a dele, que estava realmente dentro do jogo. Por isso ele percebeu que Satsuki gostava de basquete com mais intensidade que os próprios jogadores.

Ele não chegava a reclamar, mesmo que isso fizesse a garota estar cada vez mais perto dele, gritando em seu ouvido com uma voz irritante como se fosse sua mãe. De certa forma deixava-o mais perto do passado. E suas instruções eram bastante úteis.

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Apenas algum tempo depois Aomine descobriu que Satsuki gostava de vê-lo treinar. Era tarde da noite quando ele treinava alguns arremessos na quadra aberta perto de casa. Assim que viu a quarta bola entrar na cesta, seus olhos captaram algo rosa balançando ao vento. Satsuki segurava a bola que acabara de marcar o “ponto” com seus olhos um pouco desfocados e um sorriso fraco em seus lábios.

– Ei, Satsuki, não me assuste assim – grunhiu o moreno enquanto caminhava até sua amiga de infância. – Está parecendo o Tetsu.

– Ah, desculpe, eu te vi sair de casa e estava um pouco curiosa – ela sorriu um pouco envergonhada.

– Vim treinar porque não conseguia dormir. Que é o que você deveria ir tentar fazer antes de pegar um resfriado aqui.

Ele bateu a mão na parte de baixo da bola, fazendo-a saltar dos braços de Satsuki para logo depois pular para agarrá-la ele mesmo e enterrá-la na cesta.

– Deveria se preocupar com você mesmo, Dai-chan! Eu pelo menos estou agasalhada – resmungou a rosada, talvez se sentindo chateada por ser tratada como uma criança, sendo que isso cabia mais ao outro.

Aomine riu.

– Eu não preciso disso, estou bem.

– Então não venha me procurar quando estiver doente e precisar de alguém para cuidar de você.

O rapaz fingiu não ligar muito e apenas voltou ao treino. Mas, pelo canto do olho, observou Satsuki bufar e começar a andar com passos largos. Pensou realmente que ela iria embora – já começava a repassar na cabeça o ritual de desculpas que precisaria recitar no dia seguinte para não lidar com a ira de certa garota rosada – mas, para sua surpresa, ela se sentou nas escadas que davam acesso à quadra descoberta e abraçou as penas, apoiando o queixo sobre os joelhos e prendendo seus olhos nele.

Sentiu um flash rápido de memórias passar por sua cabeça ao perceber que já vira aquilo acontecer antes. Antes de entrarem para a Teiko, quando eram crianças ainda, Satsuki se sentava nas proximidades da quadra em que ele treinava e observava-o com olhos atentos e cintilantes. Ele era uma criança, então nunca pareceu ligar muito, o que o fez esquecer tais acontecimentos quando crescera.

Mas isso era importante agora. Importante porque percebeu o quanto aquela garota gostava de vê-lo treinar. E isso o levava a perceber que durante muito tempo a fizera sofrer por ter enjoado do basquete e parado de treinar. E o quanto ela se esforçava para fazê-lo voltar àqueles velhos tempos.

Ele riu silenciosamente por ser um idiota que demorava a entender as coisas. Mas não importava mais, pois ele estava de volta. E nunca faria Satsuki passar por aquilo que passara novamente.

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Desde o começo Aomine sabia que Satsuki gostava de Tetsu. Até mesmo ele pudera perceber de início.

Não podia culpá-la, aquele garoto era completamente imprevisível. Isso gerava interesse por parte de todos os jogadores. Ainda mais por parte dela, cujo trabalho era observar e prever movimentos.

Mas Tetsu não era ele. Suas habilidades eram incomparáveis, até porque o garoto azulado baseava-se em ser uma sombra, enquanto ele era uma luz. E vamos ser sinceros que é bem mais fácil se apaixonar por uma luz, uma vez que ela se destaca muito mais.

Não era como se Aomine quisesse que Satsuki se apaixonasse por ele, isso era completa idiotice. Apenas incomodava sua mente que alguém preferisse uma sombra à luz.

Incomodou-o até o dia em que a garota invadiu sua casa às dez horas da noite em um final de semana alegando que perdera a chave de sua casa e por isso dormiria ali naquela noite. É claro que ele reclamou, mas ela retrucou que era sua única opção, uma vez que eram vizinhos e todos os outros moravam mais longe.

– Tudo bem então, desde que você durma no sofá.

– O quê?! Como se atreve a fazer uma garota dormir no sofá quando te visita?! Ainda mais sua amiga de infância! – gritou Satsuki, fazendo os ouvidos de Aomine doerem. Os vizinhos provavelmente ficariam perturbados.

Ele deu de ombros.

– Minha casa, minhas regras.

– Você não é nem um pouco cavalheiro, Dai-chan.

– Quer falar de cavalheirismo quando foi você que invadiu minha casa – resmungou, revirando os olhos.

– Então vamos nós dois dormir na sua cama.

Aomine tentou rebatar falando como aquela ideia era estúpida e insana, mas ela apenas inflou suas bochechas e deu sua palavra como definitiva.

Satsuki o fez prometer que não faria nada imprudente enquanto ela dormia, ou então cortaria suas partes baixas no dia seguinte. Aomine concordou por saber como sua amiga de infância conseguia ser assustadora quando queria. Mas ainda sentia-se irritado por precisar seguir ordens de outros em sua própria casa. Duas vezes.

Tinham ido dormir há cerca de meia hora. Estava deitado com as costas viradas para Satsuki, por exigência da própria. Era completamente injusto que apenas ela tivesse liberdade de se mexer na cama, isso novamente o irritava. O moreno já ouvia a respiração profunda e lenta da garota, o que significava que ela já estava dormindo. Apenas ele não conseguia. Sua mente se alternava entre basquete e a respiração de Satsuki e acabava por prestar mais atenção naquele processo de inspirar e expirar ar do que deveria.

Foi num desses momentos em que sua mente focava desnecessariamente naquela respiração que ele ouviu o sussurro fraco que falava simplesmente “Eu gosto muito de você, Dai-chan” e seu coração pareceu parar. Não tinha certeza se ela estava dormindo ou pensava que ele estava dormindo, mas não faria muita diferença. De qualquer forma ela falara do fundo do coração que gostava dele, não de Tetsu ou de qualquer outro.

No fim, aquela noite foi importante por deixá-lo ciente dos verdadeiros sentimentos de sua amiga. E até dos seus próprios. Mesmo que não fosse intenção de nenhum dos dois.

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Assim como sabia que Satsuki gostava de rosa, Aomine sabia que ela gostava de cerejas. Não se lembrava ao certo quando percebera aquele gosto, talvez em alguma parte de sua infância. Mas não se preocupava com datas exatas, apenas saber sobre aquilo era suficiente.

Empenhara-se em fazer uma torta de cereja, mesmo que nunca tivesse tentado cozinhar antes. Poderia pedir ajuda para o ás irritante e idiota da Seirin, mas isso seria como admitir derrota e certamente aquilo nunca acontecera. E, se fosse presentear Satsuki, seria com algo feito por ele próprio.

Não era nenhuma data especial, por isso seria uma surpresa melhor. Apenas queria agradecer por toda a ajuda que já lhe fora prestada dentro de quadra e se desculpar pelo longo tempo que fora um idiota. Não faria isso por mais ninguém, apenas por Satsuki.

Talvez aproveitasse a ocasião para revelar seus sentimentos. Talvez.

Chamou a garota para sua casa no final de tarde, alegando que precisava lhe falar algo e não seria possível ir até a casa da outra para isso. Percebeu um tom de curiosidade quando ela disse que logo estaria lá.

Em menos de cinco minutos a campainha tocou. Ele a recebeu na porta e, sem responder nenhuma pergunta, guiou-a até a cozinha. Satsuki automaticamente se calou assim que seus olhos encontraram a torta no centro da mesa.

– Não é meu aniversário, Dai-chan – foi a primeira coisa que saiu de seus lábios alguns segundos depois.

– Não fiz isso pro seu aniversário, é mais uma forma de agradecimento e pedido de desculpas por todos esses anos – o moreno coçava a nuca com um pouco de constrangimento por dizer aquelas palavras em voz alta. Soava bem mais legal em sua cabeça.

A rosada nada disse, apenasse sentou à mesa tratando de logo colocar um pedaço no prato que já a esperava naquele lugar.

– Pode comer o quanto quiser, é especialmente para você – comentou Aomine, sentando-se à sua frente na pequena mesa.

Satsuki balançou a cabeça positivamente e pegou o garfo, afundando-o no pedaço de torta e levando-o hesitantemente até a boca. A hesitação fazia parecer que ela duvidava de suas habilidades culinárias e aquele pensamento quase o fez bufar. Suas habilidades deveriam ser melhores que as dela, pelo menos. Apesar de que não iria nunca dizer aquilo em voz alta, ainda mais quando estava se esforçando para deixar de ser um idiota.

O pedaço finalmente atingiu seu objetivo, chegou à boca de Satsuki onde foi mastigado lentamente antes de engolido. Por alguns segundos não houve reação, o que preocupou um pouco Aomine, mas logo percebeu um pequeno brilho se formar nos olhos de sua amiga, que cada vez mais cresceu.

– Está tão bom, Dai-chan! Não acredito que foi você mesmo que fez!

– Ei... – contestou o moreno, apesar de não sentir-se confortável para elevar a voz e reclamar da forma normal. Simplesmente porque Satsuki gostara de sua torta e isso o deixava feliz.

Observou enquanto ela terminava de comer de forma animada, algumas vezes parando para comentar como estava bom. Aomine sentia as batidas irregulares de seu coração ao pensar como ela parecia fofa daquela forma...

– Muito obrigada, Dai-chan, se não se importar vou querer mais.

Ela sorriu da mesma forma que sorrira naquela vez há muitos anos atrás durante o aniversário surpresa. Mas agora parecia bem mais bonito. Não era um sorriso carregado com a inocência da infância, mas sim um sorriso maduro de uma garota já crescida que passara muitos anos de sua vida ao seu lado. Aquele sorriso fora o fim do seu autocontrole, o responsável por fazê-lo se levantar de sua cadeira e se inclinar sobre a mesa para fazer seus lábios se encontrarem.

O beijo tinha gosto de torta de cereja. E talvez isso fora responsável por fazer Aomine gostar de cerejas.



Apenas alguns minutos depois de seu primeiro beijo, Aomine percebeu que gostava de Satsuki acima de qualquer uma das coisas que mais gostava.

Notas finais
Aproveitando enquanto eu ainda tenho pique pra escrever sobre otps de knb porque eu to precisando me desviciar um pouco nesse fandom e escrever outras coisas. Mas as ideias já formadas devem virar fic de todo jeito e talvez eu escreva outra aomomo porque tenho uma meia-ideia em mente então quem sabe. E tenho mais uma ideia de five things fanfic, mesmo que não nesse ship, mas eu realmente amo esse estilo de fic asdljkasidjE me deixem reviews eu gosto de saber o que vocês acham e tal .・゚゚・(/ω\)・゚゚・.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!