Notas iniciais
obrigado pelos reviews! Capítulo dedicado a minha leito Miiihnn pela linda recomendação.. Boa leitura!

Paulo

Eu estava deitado em cima da cama jogando video-game quando ouvi uma voz gritar por socorro. Dei pause no jogo e fui até a sacada, quando deparei-me com uma garota de cabelos loiros abaixo dos ombros, olhos verdes e de pele bem branca, gritando. Calcei os chinelos e pus meu gorro, desci até a sala e abri a porta. A menina veio até mim correndo.

– Socorro, por favor, minha amiga tá caída no banheiro! — ela me notou. — Ai meu Deus, você é Paulo Guerra! Tá, foco Maria Joaquina. Por favor, você pode me ajudar? Por favor..

– Não, claro. Como é o nome dela? — perguntei, seguindo a garota, que havia saído correndo até a casa.

– Alícia! — falou ao chegarmos na casa.

Não, não, não.. Não podia ser aAlícia que eu conheço.

Ela abriu a porta bruscamente e saiu correndo até o quarto de Alícia, abriu a porta do banheiro e lá estava ela, deitada no chão do banheiro com remédios jogados por todo ele e também tinha sangue. Muito sangue. A peguei no colo e desci até a sala.

– Venha, o meu carro tá estacionado logo ali! — a menina gritou. Abriu a porta do carro e eu entrei com Alícia no banco de trás. Ela estava mais branca do que o normal. Minhas roupas já estavam sujas de sangue. Por que ela se cortou? Por que ela se entupiu de remédios?

Meus pensamentos foram impedidos por Maria Joaquina, que abriu a porta e saiu, depois abriu a minha. Saí correndo com Alícia em meus braços até a recepção do Hospital. Lá encontramos uma mulher de praticamente 1,50 cm. O cabelo era joãozinho e tinha um sorriso caloroso nos lábios. Mas esse sorriso se desmanchou ao ver Alícia.

– Ah meu Deus.. Alícia.. — ok, todos conhecem ela?. — Venha, o Dr. Marcos vai atende-la!

Caminhamos até um enfermeiro, coloquei Alícia na maca e o enfermeiro a levou para um sala. E eu fiquei ali, plantado na sala de espera com Maria Joaquina.

– Como ela conhece Alícia? — perguntei, depois de minutos calado.

– Ela quem? — indagou confusa.

– Ela, a recepcionista. — apontei para a mulher que falava com alguém no telefone.

– Ah, Charlie. Alícia sempre vem aqui, visitar as crianças. Ela é como uma mãe para todas as crianças daqui. E como você conhece a Alícia?

– Bem, eu a fiz desmaia, levei para a enfermaria, aí graça me orientou a leva-la para casa, fizemos guerra de espaguete, fui pra casa, e agora estou aqui. — respondi, com a voz fraca.

– Cadê ela?! — o mesmo garoto da diretoria de hoje cedo apareceu, e Maria Joaquina se levantou.

– Calma, Jorge. A Alícia já está sendo atendida. A qualquer momento podemos receber notícias — Maria Joaquina respondeu e Jorge percebeu minha presença ali.

– O que ele está fazendo aqui? — perguntou com desprezo. Out, eu também não fui com sua cara não, o loiro oxigenado.

– Ele prestou socorro a Alícia, Jorge. Fique calmo — Maria Joaquina disse, colocando a mão no peito do garoto.

– Ficar calmo? Como você quer que eu fique calmo? Minha amiga voltou a se auto-mutilar e você quer que eu fique CALMO? — Jorge se alterou.

– Vá beber uma água Jorge. Vamos — Maria Joaquina o puxou, mas ele me olhou em último relance.

Sentei novamente na cadeira e pus as mãos nas minhas têmporas, massageando-as. Até ser interrompido por um casal, que estavam alarmados.

– Cadê a minha filha?! — percebi que se tratava de Verônica. E ela chorava. E muito.– P-paulo, cadê a minha filha?

– Calma dona Verônica, a Alícia já está sendo atendida. Estamos esperando por notícias. — respondi.

– E-eu fui a casa de uma amiga, e quando voltei, a casa estava aberta, a porta do b-banheiro do quarto de Alícia havia sido arrombada, e estava cheio de sangue — ela abraçou Felipe. — E capsulas, e pílulas..

– Fique calma, amor. Tudo vai ser resolver. — Felipe se manifestou, me lançando um olha de "muito obrigado". Sentei novamente na cadeira e enviei uma mensagem a minha mãe.

"Tive que sair, foi urgente. Não se preocupe.

Paulo."

Guardei o celular no bolço da bermuda. Minutos depois ele vibrou. Era a resposta da minha mãe.

"Ok, qualquer coisa me avise.

Lilian."

Guardei novamente o celular no bolso e fiquei esperando notícias, assim como Maria Joaquina, Jorge, Verônica e Felipe. Logo um médico, alto, de cabelos cor de areia e olhos castanho-esverdeado veio até nós. Supus ser o dr. Marcos.

– Verônica, Felipe.. Quanto tempo — dr. Marcos os abraços. — Bem, o estado da pequena Alícia se mantêm instável. Mas, ela terá que ficar sobre observação por dois dias.

– Não, claro, Marcos. — Felipe disse. — Podemos vê-la?

– Claro. Mas, duas pessoas por vez. — Marcos respondeu.

– Ok, eu e Verônica vamos — Felipe disse, puxando a esposa até o quarto.

***

– Como ela está? — Jorge perguntou.

– Está bem, graças a Deus — Verônica sorriu de leve.

– Eu posso vê-la? — perguntei.

– Hã, claro. É só seguir até aquela sala a direita, meu jovem — o dr. falou e eu assenti. Caminhei até o quarto e bati na porta. Ouvi alguém murmurar um "entre", girei a maçaneta e entrei no quarto. Alícia estava deitada na cama, ainda estava branca, só que seu bronzeado estava voltando a habitar sua pele.

– Como se sente? — perguntei, sentando em uma cadeira que tinha do lado da cama.

– Fraca — ela respondeu. — Por que me salvou? Eu preferia ter morrido.

– O que? Não diga isso! — falei, segurando sua mão. Uma corrente elétrica passou pelo meu corpo. -Eu sei como se sente!

– Você não sabe como eu me sinto! — ela disse. Lágrimas rolavam pela sua face. — Você não tem desturbio de bipolaridade. Você não se auto-mutila. Você não tem depressão. Você não é bulemico. Você não sente vontade de se suicidar. Você não perdeu a pessoa mais importante da sua vida. Então não diga que sabe o que eu sinto pois você não sabe! — ela soluçava.

Eu estava em estado de choque. Como uma garota tão linda, tão amada, e tão sensível tinha tantos problemas? Eu nem sei como eu viveria desse jeito. Roberto tinha razão. O mundo não gira só em torno de mim.. E eu vou ajuda Alícia. Eu vou alegra-la.

– Você é fã de quem, Alícia? — perguntei. Eu já sabia de quem ela era fã.

– Demi Lovato — ela respondeu, olhando olhando pro nada.

– E a Demi tem problemas? — perguntei.

– Tem — ela respondeu.

– E ela sempre os enfrentou?

– Sim.

– Como?

– De cabeça erguida.

– E qual é o lema dela?

– Stay Strong.

– E o que isso significa? — perguntei, segurando ainda mais forte sua mão.

– Fique forte. — ela disse, olhando fixamente em meus olhos.

– Então faça o mesmo que ela. — dei uma beijo em sua testa. — Stay Strong, Alícia.

E saí do quarto.

Eu sei como é ter que tudo dando errado, e sorrir fingindo que tudo está dando certo. Só fique forte, ninguém merece suas lágrimas. — Demi Lovato

Notas finais
Hey amores, como vocês já devem ter percebido eu sou Lovatic.. E sim, Demi é um exemplo de vida. Bem, até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.