My Fallen Angel

24 Chapter Twenty Four


Notas iniciais
Nem demorei HÁ :3
ASUHDASUIDHAHSIUDHUIAHDIUAHIUD
Boa leituura ~ ♥

..my fallen angel..

Chapter Twenty Four

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.“Foi o que nós descobrimos, senhor Shiroyama... Mas agora mantenha o controle de si mesmo, certo? Nós vamos resolver tudo... Só precisamos de mais alguns minutos...”


–O que esse cara está fazendo aqui?!


–Ele também está querendo saber dos bens do senhor Takashima... – a jovem juíza de sorriso simpático me estendeu a mão e eu a cumprimentei com educação. Ainda estava completamente grato pelo seu julgamento correto no caso do meu anjo. – Obrigado por comparecer, senhor Shiroyama.


–É minha prioridade a situação de Gabriel... – acrescentei deixando um daqueles sorrisos largos, que eu aprendi com meu vizinho loiro a exibir, tomar minha face. Aqueles sorrisos que podiam aparecer, ainda que a dor e preocupação estivessem presentes. Sentei ao lado de Takanori, dando uma piscadela para o pequeno anjo ao lado de Jessie Brown. A mãozinha acenou para mim, o sorriso do pai marcando a cena com aquela graciosidade só deles.


Meu coração doía...


–Podemos começar, então?


–À vontade... – Takanori decretou, cruzando os braços. Ele me pareceu envolto de uma ansiedade que para mim, até hoje, era desconhecida. Acima daquela sua aparência séria de quando trabalhava, estava um nervosismo que me fazia apenas sorrir...


Porque ele não sabia...

–Apenas a parte que me interessa, se possível... – ressaltei, querendo deixar aquela sala que havia começado a me parecer mais sufocante do que eu a julguei no momento em que pus meus pés dentro dela. Queria, acima de tudo, me livrar daquelas companhias extremamente indesejadas.


Antes que a raiva que eu reprimia com afinco dominasse meu coração...


–Vocês que me guiem... – a mulher pigarreou, olhando para mim e depois para a ex-mulher do meu eterno vizinho loiro. – Bom...


–As coisas que ele possui... Ficarão com quem? Eu era esposa dele, não creio que o Shiroyama sequer tenha direito sobre elas!


–Não tenho interesse nos bens materiais do Kouyou. Quero a guarda do Gabriel.


–Você só pode estar brincando, Shiroyama! Acha mesmo que ele vai ficar com você?! Eu sou a mãe dele! – ela exclamou quase se cuspindo de tanto ódio que sentia por mim.


Mas o que eu sentia por ela era dezenas de vezes mais mortal...


–Eu quero ficar com o papai Yuu! – Gabriel choramingou se desvencilhando da mão da senhorita Brown, correndo o pouco espaço que nos separava. Eu o amparei um tanto surpreso com aquela revelação desesperada do garotinho doce que eu amava com todo meu coração. – Papai Kouyou disse pra mim... Ele queria que papai Yuu e eu e papai Kou vivesse junto! Ele não quer que eu fique com a mamãe! Ele quer o Yuu porque o Yuu é bom! Bom como sorvete de macarujá! – e seu aconchegar em meu peito embaçou minha visão e me privou de qualquer fala. Eu estava bobo, derretido e ao mesmo tempo... acabado... Eu só consegui abraçar aquela pequena criatura com toda a força que me restou. – Não chora papai Yuu... Papai Kouyou não queria que papai Yuu chorasse por nada...


–Eu não vou... – e mesmo que minha voz estivesse fraca e embargada com toda aquela emoção forte demais para que eu conseguisse evitar, eu não iria derramar uma única gota cristalina naquele lugar.


–O meu filho não vai ficar com essa aberração!


–Senhora Scott... Há alguma possibilidade de que Gabriel ficasse...? – não ousei terminar aquela frase diante do suspirar exausto da juíza.


–Como o senhor Takashima está impossibilitado de cuidar de seu filho, a guarda obrigatoriamente é passada para a senhora Takashima... Ela é a mãe e em poucas hipóteses podemos superar isso, senhor Shiroyama... Eu sinto muito...


–Mas digamos que uma dessas hipóteses apareça... Qualquer uma... – vi, com gosto, um sorriso se espichar no rosto da juíza. Era quase como se ela compartilhasse do mesmo segredo que eu.


–Eu ficaria imensamente feliz de passar a guarda para você, senhor Shiroyama...


–De jeito nenhum meu filho vai parar nas suas mãos! Eu nunca vou permitir uma coisa dessas, Shiroyama! NUNCA!


–Sabe... Durante muito tempo eu tentei enxergar bondade em você... Tentei enxergar o que Kouyou havia visto para que se casasse com você... Mas eu não vejo nada... Absolutamente nada de bom... – soltei um riso pequeno, mas completamente carregado com minha raiva sem tamanho. – Bom... No fim das contas você, querendo ou não, vai deixar o pequenino do Kouyou sob meus cuidados... – insinuei aquela verdade, arrancando um riso repleto de escárnio daquela mulher asquerosa aos meus olhos. Sorri o mais maliciosamente que conseguia, notando o mesmo sorriso nos lábios da senhora Scott.


Ela sabia...


–Ah, é?! Pago pra ver, então!


–Ah, eu quero um preço realmente alto para isso... – ironizei, o barulho da porta me arrancou mais um sorriso sacana.


Era o meu momento de glória...


–Com licença, senhores... Estou interrompendo?


–Ah, de maneira alguma, Detetive Jones... Bem em tempo, creio eu... – a juíza fez um sinal com as mãos para que os policiais entrassem e eu me agarrei ao corpo pequeno de Gabriel. De mim ninguém o tirava... Não mais...


–Podem prender os dois...


–O quê?! – a voz escandalizada da ex-mulher do meu anjo me fez querer soltar uma gargalhada psicótica. Aquele não era o mesmo Shiroyama Yuu da noite anterior. Aquele era um homem em busca de vingança...


–Me desculpem, mas vocês não podem fazer isso! – o tal Campbell, namorado de Lucy, pôs-se em pé, agitado com a aproximação dos policiais.


–Aqui... – Jones mostrou duas folhas dobradas, ele tinha um ar superior de vitória. – Um mandado de prisão para cada um... Vocês serão julgados pela tentativa de assassinato de Takashima Kouyou daqui alguns dias... E é bom que estejam preparados, pois nós estamos! – se gabou e eu quis, pelo menos mais uma vez, gargalhar até que minha barriga doesse. – Vocês têm o direito de permanecerem calados e tudo o que disserem pode ser usado contra vocês... Que pena...


E os monstros sem rosto de meus sonhos finalmente haviam adquirido rostos... Rostos que eu repudiava... Rostos que eu sempre nutri sentimentos ruins... Rostos que eu queria ver esmagados contra o chão... Rostos que eu queria ver sofrendo... Rostos que... não tinham importância nenhuma... Não quando estavam onde mereciam estar...


–Papai...


–Shhh... Vai dar tudo certo... – acarinhei os cabelos negros do meu pequeno anjo, soltando um suspiro aliviado. Era verdade, eu estava feliz... Um bocado feliz...


Dentro das minhas limitações, mas estava...


Pelo menos... eu havia conseguido vingar Kouyou com uma rapidez digna do dinheiro gasto... Embora eu quisesse nunca ter precisado fazer algo como isso... Embora eu quisesse poder ter os dois como vizinhos, se isso trouxesse o sorriso que eu precisava de volta... Embora...


Embora eu sonhasse que seus olhos nunca tivessem se fechado para o meu mundo...


–Senhor Shiroyama... – a mulher a nossa frente exibia um sorriso leve que havia deixado tanto Takanori quanto o advogado de Lucy ainda mais desnorteados com a situação. – Nem Takashima Kouyou, nem Takashima Lucy têm parentes próximos com vida. Sendo você o último cônjuge do senhor Takashima e o homem em quem ele mais tinha confiança, fico imensamente feliz em lhe conceder a guarda de Takashima Gabriel. Eu encaminharei os papeis em poucos dias... Podem ir pra casa...


–Hospital... – informei, beijando o topo da cabeça de um garotinho sorridente. – Temos algum tempo antes que acabe o horário de visitas, né meu pequeno?


–Sim! Desenhei um monte de coisas bonitas pro papai Kou... Fiz o papai Yuu e o Taka e o Aki e eu! Será que... ele vai gostar? – Gabriel pareceu realmente preocupado com aquilo e risos tomaram a sala.


–Aposto que ele vai amar, meu bebê... Vamos... Papai Kou espera por nós, hu?


–Sim!


E apesar de toda aquela situação continuar sendo dolorosa demais para mim, eu me sentia, agora, mais próximo da cálida pureza do toque magistral que tinham os olhos de brilho dourado, como o sol da nossa primeira aurora...


Fim.


Epílogo


.Querido Kouyou... (e queridos leitores...)


Esse trecho de livro que eu narro a vocês resulta de muitos e muitos dias sofrendo calado... Eu não queria ter que falar sobre algo que tanto fez parte da sua vida, Kou, mas não é um assunto que eu conseguiria evitar por muito tempo.


Antes desses quatro anos, depois que você fechou seus olhos para esse mundo, eu quase sempre consegui ocultar todos meus sentimentos ruins. Eu era até bom nisso... Então perdi a Asa, minha querida amiga, e... você. Para mim uma perda como essa acabou por ruir as pilastras grossas que me sustentavam acima de meus medos e incertezas... Agora, anjo, eu afundo no mar de angústia ao qual jamais havia me permitido provar...


Tudo o que restou para mim foi um pequeno lago de lembranças onde a lua prateada ilumina apaixonadamente todo e qualquer centímetro... Esses somos nós dois para mim desde o instante em que me roubaram você. Lembranças abarrotadas de significados. De altos e baixos... De nós dois... Lembranças que estarão sempre – e para sempre – gravadas em mim e, algumas delas, nas páginas surradas de um livro qualquer...


Um livro que eu temi por meses finalizar. Afinal, colocar um último ponto final – na época em que me decidi por terminar esse livro bobo e apaixonado – para mim era como colocar um ponto final definitivo em toda a nossa história. Mas então percebi, de alguma forma, que de nada adiantaria sustentar aquele medo... Não era um ponto definitivo... Você ainda faz parte de mim, apenas eu que não posso mais fazer parte de você... Não enquanto você continua dormindo...


Para aliviar um pouco a dor permanente no meu peito, eu tenho ao meu lado um anjinho com nove anos de idade... Ele carrega uma réplica exata do seu sorrir, tão lindo quanto qualquer outro que eu já tenha colocado meus olhos. E sua personalidade é tão evidente nele que às vezes eu acho que é você simplesmente agindo no lugar do nosso pequeno Gabriel...


Obrigado por ter confiado tanto em mim em vida, meu anjo caído... Mesmo que às vezes a agonia seja insuportável, eu sei que uma vida sem você ter estado nela não teria sido uma vida... Talvez esse tenha sido o motivo principal que me levou a querer dividir nosso mundinho com todas as pessoas que quiserem ler sobre você... Sobre nós dois...


Um mero desabafo, alguns podem vir a dizer... Outros talvez consigam alcançar a profundidade dos meus sentimentos com relação a você... Mas eu não estou me importando com isso... Eu só queria dedicar mais de meu tempo ao que fomos e seguir minha vida com os cacos que restaram de você...


Eu não caminho mais pela praia, não mais... Aquilo era algo que fazíamos juntos... Hoje em dia eu só a olho de longe... Assim como eu sinto você... Distante de mim... Tão perto quando meus dedos tocam suas mãos delicadas, tão longe quando você não me toca de volta...


Sabe, Kou... Desde que você não pôde mais olhar pra mim, sinto como se nada que eu faço tivesse sentido... Como se tudo fosse um desperdício... Então decidi abandonar, deixar no passado, tudo o que um dia amei (exceto você) e trilhar um novo caminho... Abrir novas portas e seguir através delas... Por isso, nessas últimas palavras, eu me despeço dos meus anos gastos às minhas adoradas escritas...


Aos meus queridos leitores, um agradecimento sincero e eterno... Vocês sempre terão meu passado para se deleitar, mas meu futuro pertence exclusivamente ao pequeno anjo, que eu cuidarei como se fosse meu próprio filho, e ao homem que tomou o meu coração...


Obrigado por tudo... Todas as coisas, todos os instantes... Vocês, queridos leitores, e você, Kou, meu leitor favorito... Aqueles dias compõem a melhor época de toda a minha vida... Foi no nosso paraíso imaginário que eu mais fui feliz... Deles eu jamais vou esquecer... Porque foram com você...

Eu sou, estou e sempre estarei apaixonado por você, anjo supremo... Que meu amor consiga alcançar você, nem que através do singelo toque do vento. Afinal, sua janela sempre estará aberta para ele...

Notas finais
E então... O que acharam do final? :D /RUN UAHSDUIAHSUIDHUIAHSUDHIUAHUDHAIUD BRINCADEIRA GENTE! NÃO ME MATEM AINDA ;; q
HAUIDHUAISHDUIHASUIHDUIAHSIUHDUAHIUDHUAHDUIA
Seguinte, rapaziada q A dona Hoku me fez um pedido intercedendo pela alma de vocês (?).. Ela ordenou que eu postasse ainda essa semana mesmo o extra... O que vocês acham? :3 Querem mais um pedacinho? Q AHYSGDUGAYSGDUGYASUDA
Enfim... Vou pensar no caso de vocês e u3u Q AYUSGDASGDUYGASGDYUASGDYUGASYUDG /RUN
Espero que tenham gostado desse capítulo, nee ♥ *u* E, de boa, MUITO obrigada pelos reviews, seus limds! *A* Simplesmente AMEI eles ♥ De coração! *U* ♥
Até o nosso último encontro? ;; ♥
2O12, SETEMBRO 12 @__bloody_hell