My Fallen Angel
13 Chapter Thirteen
Notas iniciais
..my fallen angel..
Chapter Thirteen
.A areia branca que tocava a sola de meus pés não havia mudado em nada sua carícia. Continuava a ter toda a sua suavidade adorável que eu gostava tanto de sentir todas as manhãs ao lado do meu atual vizinho loiro mudado... E era nele que os meus pensamentos estavam desde que ele encerrou a nossa última ligação.
Mais do que nunca, minha mente pertencia única e exclusivamente a ele... Já não bastavam todos os outros minutos dos meus dias, aquele anjo caído estava exigindo ainda mais atenção do que nunca. Não que ele fizesse isso conscientemente, a verdade é que ele não fazia ideia da importância real que ele tinha para mim.
Ele havia se tornado a única coisa com a qual eu possuía preocupação. Na minha mente, aquele doce anjo era tão sensível que eu devia protegê-lo até da mais suave e pura brisa cálida. Para minha mente ele poderia vir a se desmanchar entre meus dedos com o mais singelo carinho. Eu temia mais do que tudo... Temia por ele, sua saúde, vida, sanidade.
E por mais que eu o achasse tão... quebrável, a verdade é que ele era o extremo oposto. Ele tinha uma força monstruosa, por mais que ele se debulhasse em lágrimas nos meus braços sempre que se sentia ameaçado. Nessas ocasiões tudo o que eu faço é lhe dizer as minhas poucas palavras bobas e ele volta a ter o brilho intenso do sol. E eu me lembrava, no segundo seguinte, que o sol, às vezes, também era ofuscado pelas nuvens... Mas ainda assim voltava a brilhar tão intensamente quanto antes e encantava a todos... A uns poucos, pelo menos.
Ainda olhando para o mar que se estendia por cima da areia pálida, me aproximei da única formação rochosa onde havia um alguém a encarar o choque entre as águas e o céu. Escalando os poucos metros que nos distanciavam, eu senti meu coração disparando com as perspectivas – mais negativas do que positivas – que se revelavam em minha cabeça fantasiosa.
Sem nem meio escapar de palavras ou acelerar de batimentos, ele aceitou meus braços como seu casulo momentâneo. Eu ouvia seu respirar compassado com um aperto intenso no peito, era seu sofrimento calado me ferindo mais uma vez, mas eu não reclamaria... Nunca...
-Isso não podia ter acontecido, Yuu...
-Eu sei, meu anjo... Eu sinto muito...
-Ela me ligou, Yuu... Ela ficou furiosa... Muito furiosa... Ela não vai permitir que eu fique com meu filho, Yuu... Eu sinto isso!
-Eu vou consertar esse estrago, Kou... Foi minha culpa, eu conserto...
-Isso tem conserto? Eu não vejo como...
-Você confia em mim, pequeno?
-Depois de tudo o que aconteceu você ainda me faz uma pergunta dessas!!
-Se você já confiou em mim para entrar tão intimamente em sua vida, confie mais esse pouco... Eu não pretendo decepcionar você...
-Muito menos nós... – a voz de Takanori recheou meus ouvidos e seus braços nos enlaçaram com força.
-É uma promessa, Kouyou... Você é da família agora...
-Nossa família não abandona ninguém!
-Nós vamos lutar até a morte! – Akira nos apertou ainda mais naquele carinho e eu pude sentir, claramente, o corpo do meu loiro em um leve estremecimento.
-Obrigado, rapazes... – sua voz embargada me arrancou um daqueles sorrisos fáceis demais – É importante pra mim...
Nós sabíamos que não precisávamos dizer mais nada... Ele estava tão verdadeiramente agradecido que jogava a tristeza para o silêncio do mar e eu sabia que aquela tristeza por aquele assunto não mais voltaria a tomar o brilho daqueles olhos gentis que ele tinha.
Mas não era como se ele não fosse mais ficar triste, também... Eu sabia que não era verdade e estaria sendo muito tolo se acreditasse nisso. Nossa batalha estava longe de ter um fim definitivo, era o que eu sentia no meu mais íntimo.
-Que tal se nós fôssemos pra casa agora, hein? Você toma um banho bem gostoso, nós preparamos um jantar especial e tentamos espairecer um pouco, que tal?
-Parece bom, Yuu... – e seu sussurro manhoso, com resquícios do choro, me fez alargar um sorriso suave. Era onde eu percebia sua força para pelo menos tentar continuar.
-Vamos logo então, bando de vagabundos... – Akira brincou, levantando junto com Takanori.
Kouyou se manteve em meu abraço por mais um ou dois minutos antes de começar a abandonar mesmo aquele problema por algumas horas. Eu tinha certeza, mesmo ignorando-a por completo, de que antes de conseguir pegar no sono isso voltaria para a cabeça dele com mais força do que ele pudesse vir a controlar. Eu temia que ele chorasse naquele momento, que eu não tivesse palavras suficientes para confortá-lo.
Naquele resto de dia, que me aperta o coração só com a lembrança, eu não consegui reencontrar o sorriso luminoso que encantou meu coração tanto quanto minhas preciosas vidraças.
Eu achei que pudesse ter perdido aquele sorriso dali para frente... Que eu não poderia mais tê-lo diante da desgraça que um intrometido causou na vida da pessoa que menos merecia... Admito, tive instintos assassinos bipando contra meu ouvido.
Mas lá, parado em frente a minhas vidraças de toque gelado, olhando para as estrelas cristalinas no céu escuro, eu tive a ideia mais inusitada que poderia me ocorrer. Eu poderia acabar fracassando terrivelmente, porém, antes fracassar tentando do que fracassar sem ter tentado. Era o que eu tinha em mente quando peguei minha arma de combate: o telefone.
-Alô?
-Oi... Aqui é Shiroyama Yuu, eu poderia falar com a senhora Takashima?
-Ah... Claro, claro... Só um minuto... – a voz de timbre forte me pediu e eu apenas pude aguardar.
-O que você quer?
-Eu queria pedir sua autorização para que Kouyou pudesse conversar com Gabriel... Ele não está se sentindo bem, acho que tem saudade.
-Como você é audacioso, Shiroyama... Me pedir uma coisa dessas depois de todo aquele escândalo com meu marido!
-A senhora sabe que foi apenas um mal entendido... Não coloque a culpa em Kouyou, por favor... Ele não merece a tristeza que o assola... Primeiro esse divórcio, depois a distância que ele foi obrigado a manter do próprio filho... Pense se o caso fosse o contrário, senhora Takashima... Ele apenas gostaria de falar um pouco com Gabriel... Você pode até mesmo ouvir a conversa... Só... permita algumas palavrinhas, por favor...
-E aquele medroso não veio ele mesmo falar comigo por quê?! Ele acha que com você eu vou facilitar?!
-Ele não sabe que eu estou pedindo isso. Ele não permitiria se soubesse.
-Ah!! Claro que não!! Ele sabe que eu jamais deixaria!!
-Eu só acho que ele não quer incomodá-la, senhora Takashima... Ele está louco de saudades, mas ainda assim se preocupa em não atrapalhar vocês.
-Ao contrário de você, pelo que me consta...
-Eu me preocupo com ele. Simples assim, senhora Takashima... Sinto por tê-la deixado chateada com minha insistência, mas eu me preocupo verdadeiramente com a felicidade dele... Ele é um grande amigo para mim. Por isso insisto e imploro... Deixe-o falar com Gabriel... Por favor...
-Você acha que pode me ganhar com esse tom de súplica, Shiroyama?! Eu não devo nada a você!
-Eu sei que não deve... Eu só pensei que poderia ser gentil e deixá-lo um pouco mais feliz... Sua ligação de antes o deixou completamente arrasado... Ele só quer falar um pouco com o filho... É direito dele... Por favor!
-Ficar implorando não surte efeito em mim...
-Ah, sim... Percebo... Você não é capaz de sentir nem um pouquinho de compaixão por seu marido, mesmo...
-Ele é um maldito gay, sabia disso?! Uma vadia que gosta de tomar no rabo!!
-Isso não é desculpa suficiente para tratá-lo com tanta raiva assim... Depois de tantos anos juntos, com o Gabriel... Poderia pensar, ao menos, no seu filho agora? Será que ele não quer falar com o pai?
-Ele já tem um substituto! Um homem de verdade!
-Eu fiquei sabendo, senhora Takashima, mas... nunca é a mesma coisa... O carinho que ele sente por Kouyou é muito grande, a saudade deve ser proporcional...
-Pra mim ele não reclamou...
-Não? E quantos sorvetes de chocolate ele tomou nos últimos dias?
-Sorvete de chocolate?! Do que está falando?!
-Pelo tom de sua voz foram ainda mais do que eu pensei... Pobre Gabriel... Deve estar tão machucado quanto o pai...
-Como ousapensar que sabe essas coisas sobre o meu filho?!
-Senhora Takashima, eu costumo me manter atento aos detalhes das pessoas que me são importantes... Seu filho e seu marido são especiais... Eu já posso dizer que sei algo sobre eles, nem que seja uma migalha... Por favor, deixe-os conversar um pouco... Ambos estão precisando disso...
-Você é insistente, hein? – a ouvi bufando do outro lado da linha. Eu tive certeza de que havia conseguido o que queria – Certo, mas isso é pelo meu filho!
-Você não precisa me dizer por quem faz isso... Não é da minha conta... E muito obrigado por ser tão generosa...
-Você deve saber que eu não sou nada disso... Tome, Gabe... É pra você...
-A-alô?
-Oi, pequeno... Como você está?
-Tio Yuu!! Que bom que você ligou!!
-Estava com saudades, pequenino?
-Muita!! Do papai e do Yuu!
-Eu também estou com saudades de você e seu pai também, não preciso dizer isso, não é?
-Não!! – ele soltou uma risada faceira e eu não contive um sorriso. Entrando em meu quarto, meu vizinho loiro me olhou interrogativo, desligando o secador de cabelos – Tio... O... pai ta bem?
-Quer perguntar pra ele?
-Ele ta aí com você?
-Bem aqui, pequeno Gabriel... – e naquele momento a expressão embasbacada de Kouyou só conseguiu me fazer sorrir mais – Você quer falar com ele, não quer?
-Muitão, muitão!!
-Ah, eu sabia! Já estou passando pra ele, certo?
-Tá bom!!
-Se cuida, baixinho... Qualquer coisa pode ligar, tá bom?
-Uhum! Uhum! Se cuida também, tio Yuu!!
-Outra hora a gente conversa mais, seu pai parece impaciente...
-Até logo, Tio!!
Escutei a voz do pequeno anjo ao longe, Kouyou já havia me roubado o telefone em um desespero incomum. Acomodei-me ao seu lado na cama de casal, me ocupando em mimar aquela criatura divina com aquele enorme sorriso perfeito...
Não havia sido uma má ideia no fim das contas... Eu havia recuperado o sorriso que me perdia...
Notas finais
Ando meio que correndo com a faculdade e o trabalho... Tô quase tendo que fazer três coisas ao mesmo tempo nos últimos dias >3
Então não tive tempo ainda pra responder seus reviews, mas saibam que AMEI cada um deles e, sim, vou ir respondendo de acordo com meu tempo *U*
Obrigada por ainda estarem lendo a fic e fico feliz quando novas pessoas aparecem para comentar! Obrigada por isso também *A*
Vou tentar voltar ainda essa semana se possível, mas não prometo, viu? ;3;
Então... Por enquanto é isso, meus amores *UUUU*
Espero que tenham gostado ♥ Logo teremos mais algumas surpresas antes da porra ficar séria e *CORRE*
Bom... Até o próximo capítulo, nee ♥
2O12, ABRIL 23 @___akita
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