My Destiny
3 ✧CAP 02. Será mesmo o destino?
Notas iniciais

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“Em tudo que vivemos há destino e ele sempre te encontrará se tornando realidade sem que você se esforce muito para isso ...”
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Dias depois.
⸙ ♡ Adivinhem onde eu estou?
Acertou quem disse que estou jogada no sofá da minha casa, mas dessa vez estou olhando o app de relacionamento que foi onde eu decidi entrar para achar um alfa que topasse fingir ser o Bin, é aquele alfa lindo, forte e gentil que me salvou aquela noite e que eu estupidamente disse aos meus pais que era o meu alfa.
Pagarei bem a quem topar me ajudar e não precisaremos enrolar demais, pois assim que o Thane for descartado pelos meus pais estaremos livres do acordo.
Eu só preciso que acreditem que eu tenho um alfa para pararem de cogitar me jogarem nos braços daquele verme novamente.
Eu não coloquei nenhuma foto minha o app, só fiz meu perfil com a descrição mais precisa possível.
Perfil da Dan Ha-ru:
“Preciso de um alfa com cheiro de frutas vermelhas e cedro, ou o mais próximo possível a isso para beber comigo o drink “Anjo da guarda” por no máximo dois meses.
Se você se encaixar no perfil e quiser beber comigo me chame e nos falaremos melhor na DM e lá explicarei tudo com detalhes.
Ps: Pago muito bem, e você não precisará se preocupar, eu não me apegarei a você. Prometo.”
O termo que usei no meu perfil: drink “Anjo da guarda” é um pedido de socorro secreto usado por ômegas que sofrem abuso, e apenas pessoas de bem entendem e respondem a esse tipo de chamado.
Os abusadores em si nem o conhecem e isso é para a nossa segurança.
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Estou já há um tempo passando vários perfis por passar, meu caso não é o de dar match com alguém ou não.
Na posição em que estou preciso esperar que alguém entre em contato comigo para aí então ter alguém para dar o match, ou não...
E por isso eu só vou passando as fotos e lendo os perfis...
— Cruzes, nesses apps de relacionamento tem cada um que se acha a última garrafa d’água do deserto que só deus...
Para mim o uso desses apps era bizarro, não que eu nunca tenha saído com ninguém de aplicativo, mas cara... isso é tão merda.
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— Advinha quem eu, trouxe frango frito e cerveja para nós?
O Kai entrou falando com sacolas nas mãos.
— Por isso você é meu melhor amigo alfa.
— Claro... me ama pelo frango frito...
— Não me julgue assim Kai, te amo pela cerveja também amigo!
— Sacanagem Dandan.
Dei um selar na bochecha do meu amigo e me sentei estilo borboleta no chão da minha sala.
— E aí, já achou algum alfa protetor?
— Nada, tô só me divertindo com os perfis idiotas que encontrei aos montes aqui.
— Vem e me mostre alguns, vamos rir um pouco desses alfas escrotos.
— Tá, senta aqui comigo.
Passamos alguns perfis, voltei em alguns para mostrar para o Kai como tem alfa escroto nesse mundo quando de repente meu queixo foi ao chão.
— Nem fodendo... Kai olha isso...
— Ai caramba, Dandan!
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— Bin, amor, seu celular recebeu uma notificação.
— Pode olhar temperinho, eu já saio do banho.
O alfa que cheira a limão e alecrim pegou o celular e começou a rir.
— Nossa calmaria vai te encher de sopapo quando ver que você ainda tem o aplicativo de relacionamento Bin, e pior, que ainda recebe mensagens nele.
— Mas eu não tenho Jisung, porém devo ter esquecido de encerrar a conta, só desinstalei, aí recebo notificação.
— Mesmo assim o Jinnie vai te bater, e vai ser hilário contar isso para o Chan, deixa eu contar para ele?
— Tá maluco, amor? Quer que eu morra? Apaga a mensagem e esquece essa merda, não olho isso desde que comecei a namorar o Jinnie, tem anos já.
O alfa sai do banheiro com uma toalha na cintura e outra em sua mão secando seus cabelos, olhou para o outro alfa jogado em sua cama todo concentrado no ecrã do seu celular.
— Por que não apagou ainda? Ficou interessado na mensagem seu assanhado?
— Eu ia apagar Binbin, eu juro, mas eu tenho certeza que você vai querer ver isso... essa mensagem parece ser algo do destino, sério amor, olha isso...
O Changbin se aproximou com um semblante desconfiado e o Han prosseguiu.
— É a ômega do barzinho Bin...
— É o quê?
— É ela mesma, olha aqui.
O Changbin olhou e seu queixo despencou.
— Puta merda... quando na vida?
— Pois é fortão, o nosso pack tem que saber disso...
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Casa da Ha-ru.
— Olha, não é por nada não, minha lindeza, mas o cara tem um bando, e ainda usa aplicativo de relacionamento?
— E desde quando você julga as pessoas desse jeito, senhor Kaindën?
O olhei séria e ele sorriu.
— Ah, vai me dizer que tudo bem para você se seu futuro amor fizer algo assim?
— Você não sabe os motivos, meu bem, não julgue sem saber os motivos, aliás Kai, não julgue nunca!
— Parece que alguém aqui gostou mesmo do alfa fortão.
— E do alfa lindo de morrer, e do ômega do banheiro... pensando bem Kaindën que pack maravilhoso era aquele hein? Se eu não estivesse em pânico naquela noite, eu os teria olhado muito mais.
— Olhar não arranca pedaços né?
— Exatamente queridão, agora vai fazer uma pipoca para a gente vai...
— Por que eu? A sua é bem mais gostosa amor...
— Mentiroso, eu nem vivo sem a sua pipoquinha meu amor.
O olhei com meu olhar mais pidão possível por saber que ele jamais diria não para mim se eu o olhasse assim.
— Manipuladora!
— Capacho!
— Olha isso! Ela ainda avacalha... sua sorte Dandan...
— É que você me ama, é, eu sei, te amo também Kai, agora vai lá vai.
Meu amigo foi fazer nossa pipoca, depois de um tempinho minha campainha tocou e eu vi um envelope passar por debaixo da porta.
— Mas o que é isso?
Abro o pacote que tem um certo volume e quando vejo o que há nele minhas pernas falham, perco as forças e caio de bunda no chão.
— O que foi ômega? Você está bem meu amor? — Mostro para o Kaindën o que acabo de receber sem dizer uma só palavra. — Puta merda que caralho é esse?
O envelope trazia muitas fotos minhas em vários ambientes costumeiros do meu cotidiano, inclusive em casa, nos meus momentos particulares.
Pego em minha mão um bilhete que estava junto as fotos que parecia conter uma mensagem bem sucinta.
“Você mentiu, não tem nenhum alfa com você a não ser o imbecil do Kaindën, e ele por mais que queira, não conta como seu parceiro.
Você é minha Dan Ha-ru, não esqueça disso...
Só minha, e será sempre assim.”
— Pega meu celular Kai, por favor amore.
Meu amigo fez o que pedi, e ali no chão mesmo, tomada em um mix enorme de emoções, fiz o que eu jamais faria em uma situação comum.
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App de relacionamento:
Perfil do Changbin — DM:
Mensagem Dan Ha-ru:
“Olá, não sei se você se lembrará de mim, mas você e seu alfa me salvaram recentemente, eu ainda sou grata a você e a todo seu pack pela delicadeza de como me trataram aquela noite e não quero parecer abusada, mas vocês aceitariam tomar um drink “Anjo da guarda” comigo? É urgente, acredite, se não fosse eu jamais o chamaria assim eu juro.
Aguardo sua resposta.
E mais uma vez obrigada.”
Estava feito, agora era só esperar para ter um pack inteiro me chamando de stalker, louca ou psicopata por ter achado um dos seus depois daquela noite.
Eu não o procurei, eu juro, mas parece que estava em meu destino encontrá-los novamente e se eles me responderem eu deixarei isso claro para eles.
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Casa do pack Bang:
— Eu nem vou dizer que sua cabecinha avoada é brilhante Bin!
O ômega do pack sorria sem parar com o que os dois alfas revelaram a eles.
— Por que não tem ninguém brigando com meu lobão sobre estar em um app de relacionamento?
— Jijico, isso lá tem importância agora, amor?
— É o Felix tem razão temperinho, todo mundo aqui sabe que ele provavelmente nem se lembrava da sua conta nesse app.
— Se nosso poço de calmaria não quer matar o grandão, eu é que não vou e no fim das contas é como o nosso ômega docinho disse, isso foi brilhante, foi só o tempo de nos estabelecermos que ela voltou para nós.
— Eu quero morder nosso bebê, adoro quando ele fala assim.
O I.N foi até o Seungmin e se agarrou com ele, o que fez o Chan sorrir.
— Bom meu lobão, o que estamos esperando para respondê-la? Ela precisa de nós e todos já podemos imaginar o porquê.
— Nosso líder está certo, vai Binbin, responde ela de uma vez amor.
— Certo, vamos lá, o que eu digo?
— Diga que aceitamos tomar o drink com ela.
— Está bem meu pedacinho de céu.
O Changbin pegou seu celular e se sentou no meio do grande sofá que tinham na sala e o pack inteiro se colocou a sua volta, menos o alfa líder que os olhava de longe sorrindo bobo com a empolgação de seus parceiros.
App de relacionamento:
Ha-ru DM:
Mensagem do Changbin:
“Olá querida, fiquei surpreso com seu contato, mas também muito preocupado com você.
Falei com meu pack e todos topamos tomar o drink “Anjo da guarda” com você, então por favor seja rápida e me diga como nos encontramos.
Aguardo sua resposta.”
— Pronto, meus amores, enviei.
— E agora?
— Agora amorzinho, nós esperamos e enquanto isso dê seu cheiro para nosso ômega, Felix, ele está uma pilha.
— Pode deixar Hyunjinnie.
O alfa foi até o LeeKnow e os dois se abraçaram, era nítida a empolgação de todos, mas ninguém estava mais empolgado que o ômega do pack Bang.
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Casa da Ha-ru.
— Você está mais calma Dandan?
O Kai me olhava todo preocupado e era nítido o tanto que o fato de não conseguir me ajudar muito o estava incomodando.
— Não, amigo... acho que nunca mais vou ter paz nessa vida, Kaindën.
Meu celular soou a notificação e eu dei um pulo, e o Kai que estava com ele nas mãos me olhava ansioso.
— Eles te responderam amor.
— E o que eles disseram?
— Que eles topam, que estão preocupados e que esperam seu contato o quanto antes... — Meu amigo encarava a mensagem do Bin sem muitas expressões por estar claramente pensativo. — Devo admitir, eles parecem ser legais.
Meu coração estava acelerado, eu estava nervosa e ansiosa com tudo aquilo.
— Me passe o celular amigo, vou marcar com eles ainda hoje se possível for.
Meu amigo me passou meu aparelho e sem demora li atentamente o que o Bin me escreveu e o respondi no mesmo instante.
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App de relacionamento:
Perfil do Changbin — DM:
Mensagem da Ha-ru:
“Vocês que são meus anjos da guarda pelo visto, nem sei como agradecê-los.
Bom, posso falar tudo pessoalmente com vocês, o que seria melhor, pois acho que fiz besteira, mas aí precisaremos nos encontrar e eu não sei se podem, mas se não der para vocês passarei meu número aqui para pelo menos sairmos do app e poder falar com mais tranquilidade.
Segue meu telefone: XXXXX-XXXX.
E mais uma vez muito obrigada.”
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Pack Bang
— Ela é toda educada, uma fofa...
— Ela já te respondeu Bin?
— Sim Lino, e disse preferir falar tudo pessoalmente, mas passou seu número e...
— Ligue para ela grandão, vamos falar com a ômega.
O alfa líder do pack ainda estava mais distante dos demais, mas dentro dele não havia nenhuma dúvida sobre precisar ajudar aquela ômega.
— Tudo bem, líder.
Chamada:
“— Alô, Dan Ha-ru?
— Sim, quem está falando?
— Seo Changbin querida, desculpe ligar direto assim, mas que tal marcarmos nossa conversa de uma vez huh? O que me diz ômega?
— Por favor Seo Changbin não se desculpe, sou eu quem lhes deve desculpas e satisfações aqui, mas enfim, podemos nos encontrar naquele mesmo barzinho? Lá é bom, tem a área mais calma no andar de cima que dá para conversar bem.
— Perfeito, pode ser, sim, e quando? Hoje mesmo?
— Vocês podem?
— Sim podemos.
— Olha, isso seria incrível, não vou negar.
— Então, em quanto tempo você chega lá?
— Menos de quinze minutos, moro perto de lá.
— Legal, nós também levamos basicamente esse mesmo tempo.
— Perfeito então, vou com meu amigo, o mesmo que me levou aquele dia tá? Não posso sair sozinha Seo Changbin.
— Está tudo bem querida, tudo bem mesmo.
— Muito obrigada, até daqui a pouco.
— Não precisa me agradecer, até mais.”
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A chamada estava no viva voz o tempo todo dos dois lados da linha, então tanto o Kaindën, quanto o pack Chan ouviram toda a conversa.
— Ainda bem que nos mudamos, nossa antiga casa era a uma hora desse bar e eu quero logo ir encontrar com ela.
— Exatamente meu baby, e eu também quero muito rever aquela ômega linda, no fim, sempre existe uma razão para tudo o que fazemos.
— Vamos nos trocar? Acredito que não devemos deixá-la esperando.
— O Bin tem razão meus amores, vamos nos arrumar e sair.
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Dan Ha-ru.
Eu olhava para o meu amigo que acarinhava minha mão com toda sua doçura costumeira.
— Vai se arrumar, fique ainda mais linda do que já é, e eu sei que eles não te negarão nada.
— Amigo, eu vou praticamente pedir para o alfa de um pack ser meu namorado fake por pelo menos dois meses, eu posso ser a própria encarnação da beleza ômega feminina, mas isso é uma sandice sem tamanho para qualquer ser com um pingo de juízo que seja.
— Eu aceitaria numa boa.
Meu amigo falou tentando se convencer do que disse e eu dei um pequeno sorriso em sua direção.
— Kai, sério?
— Ué, não acredita em mim?
— Amigo, você é solteiro, eles são um pack... e um bem grande até.
— Mas mesmo assim eu digo que aceitaria.
Ele deu de ombros e eu joguei minha almofada nele.
— Vou me trocar, vem comigo?
— Bora.
Enquanto conversávamos fiquei pronta, calça jeans surrada, camiseta branca amarrada do lado (o jeito que mais gosto de usar), tênis, acessórios, cabelos soltos porque hoje ele estava bom, make bem nude e pronto.
— Cara, mesmo simples, você fica perfeita.
A cara do Kai estava impagável.
— Limpa a baba bobão e vamos embora.
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O Pack Bang.
— Sabe o que eu mais gostei nessa casa?
— O que Lino?
— O tamanho, ela é enorme e também tem um belo quintal, fora que por seu tamanho não ficamos assim tão próximos aos vizinhos, o que é ótimo, pois mesmo tendo mudado há alguns dias já nossos vizinhos não foram uns curiosos vindo aqui logo que mudamos e eu gosto desse espaço.
— Linnoyah seja quem for, nosso vizinho mais próximo não veio aqui até hoje...
— Verdade Lino, o Chan tem razão, às vezes acho que nem vizinhos temos, é um silêncio incrível na nossa nova rua.
— Você ficou observando o lado de fora da casa Jinnie?
— Não né... mas quando saí com as caixas vazias me demorei esperando na calçada para ver se eu veria alguma alma e nada...
— Nadinha?
— Nadinha Bin, nem um ruído sequer.
— Nossa... um lugar remoto e pacato assim como o vendedor nos disse que seria.
— Bom, estamos prontos ou não? Eu e minha dupla dinâmica estamos prontinhos já.
— Claro que já estão prontos, meu temperinho, vocês três são os mais agitados de nós.
— E quem é o bebê mais sensato de nós?
— Eu...
— Pois bem Minie, se vocês não saírem logo o I.N vai entrar aqui com o Felix e empurrar todo mundo para fora, eu só estou sendo o mais legal e avisando.
— Estamos prontos, amor, vamos lá.
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“O Canto de Serenaria” – O barzinho
Cheguei muito antes dos quinze minutos que eu havia combinado com o pack do Changbin, eu estava uma pilha de nervos e com muito medo também.
Desde aquele dia no barzinho, que sei que o Thane me cerca, e com as fotos que recebi só confirmei isso, por isso desde que ele me achou que só saio de casa para trabalhar e olhe lá, nem no meu quintal eu tenho ficado tanto mais e olha que eu adoro ficar ali.
Eu estava tão nervosa que mal sabia entender bem o motivo e em um gesto costumeiro de ansiedade levei minhas unhas a boca na intenção de roê-las, mas fui impedida pelo meu amigo que agora segurava em minhas mãos e me olhava com ternura.
— Por favor, não faz assim linda, eles já devem estar chegando, está bem?
Nos encarávamos e eu queria chorar, e então sentimos um turbilhão de cheiros deliciosamente perfeitos se aproximando de nós.
Era o pack que estava ali já nos encarando nitidamente confusos.
— Olá, Dan Ha-ru.
Me levantei um tanto atrapalhada para os cumprimentar como se deve e meu amigo veio logo em seguida.
— Olá, Seo Changbin, pack..., sentem-se por favor.
Eles estavam tranquilos, aparentemente curiosos, e eu não passava de uma pilha de nervos, o que o Changbin pareceu notar.
— Bom minha querida, estamos aqui e queremos ouvi-la, mas antes se não se importa vou te apresentar ao meu pack, e por favor não precisa me chamar formalmente okay, só Changbin está perfeito.
— Está bem, me chamem apenas de Ha-ru também, por favor.
— Certo Ha-ru, esse que você já conhece é o Hyunjin, Hwang Hyunjin.
— Prazer querida.
— O prazer é meu.
— Esse ao meu lado é o nosso alfa líder do bando Chan, Christopher Bang Chan, mas chame-o apenas de Chan, está bem? Ele vai preferir assim.
— Certo, muito prazer e obrigada Chan por permitir seu pack vir aqui me ouvir.
— O prazer será sempre nosso Ha-ru.
Me encolhi um pouco constrangida, de todos os alfas ali presentes esse carregava uma imponência sem igual.
— Aqui temos a nossa santa trindade, o Lee Felix, o Yang Jeongin que só gosta de ser chamado de I.N, e o Han Jisung.
— Felix, I.N e Jisung, muito prazer.
— Todo nosso, linda.
Eles falaram em uníssono e eu acabei sorrindo fraco, os três eram fofos demais.
— Esse é o Kim Seungmin.
— Muito prazer Seungmin.
— Olá Ha-ru.
— E por fim e o mais importante de todos junto ao nosso líder temos o nosso ômega, o LeeKnow.
Olhei para o ômega do banheiro e assim como ocorreu com os outros, um leve arrepiar se deu sobre minha pele.
Nada visivelmente perceptivo, mas dentro de mim tudo estava uma grande loucura.
Eu não sabia explicar, mas era como se eu conhecesse pessoas importantes ali.
— Muito prazer LeeKnow.
— O prazer é todo meu, todo nosso Ha-ru, acredite em mim.
Sorri sem jeito, algo nesse pack mexe comigo como nada nunca mexeu.
— Bom, vou levar um tempo para decorar os nomes de vocês, mas eu vou, prometo, agora deixem me apresentar vocês a esse aqui que é o meu melhor amigo, o Kaindën, ele é alfa como a maioria de vocês e é quem tem cuidado de mim todos esses dias.
Todos cumprimentaram meu amigo de forma muito educada e ele respondeu igualmente cordial.
— Vamos pedir algo para comer? Vocês já jantaram?
Comer... minha barriga soltou um ruído bem baixinho depois da fala do Changbin, mas para o meu azar todos ali possuem boa audição e me pegaram no pulo.
— É... acho que estou com fome, Kai, pode pedir para o Jean preparar o especial para nós, por favor?
Meu amigo, entendendo que eu queria falar com eles a sós, já foi se levantando.
— Claro, e para beber todos aceitam suco de melancia?
— Sim por favor.
O alfa líder o respondeu sorrindo.
— Ótimo, fiquem à vontade e cuidem bem da minha Dandan.
Claro que ele ia me fazer passar mais vergonha... “Kai te odeio” pensei tão alto que acho que todos ouviram.
Ele saiu rindo largo. Idiota, e sem mais ter o que protelar comecei a contar a eles minha história.
— Para vocês entenderem melhor tudo isso, preciso que saibam que fui noiva daquele alfa que o Changbin e o Hyunjin me salvaram aquele dia, ele era doente por mim, possessivo, abusivo e meses antes de nos casarmos ele me mostrou seu verdadeiro lado violento, e então eu fugi, e isso foi há cinco anos.
Os encarei e esperei perguntas, mas eles nada disseram, então continuei.
— Ele me encontrou uma vez, me raptou e me prendeu, mas eu fugi novamente, depois ele fez outra e mais outra, e então ele se tornou um stalker perseguidor e isso aqui foi a última dele.
Mostrei algumas das fotos que ele havia tirado de mim na rua e seu curto bilhete e eles passavam um a um tanto as fotos quanto o pedaço de papel e eu estava tão nervosa que dei início um shift involuntário deixando minhas orelhas a mostra sem que eu notasse.
— Sei que não é hora para isso, mas sua fursona é de gato Ha-ru?
O ômega do pack me encarava em meio a um sorriso e eu o olhei confusa.
— Suas orelhas, minha querida.
Levei a mão em completo desespero as orelhas e lá estavam elas peludas e atentas.
— Ah, puxa... me desculpem por isso, estou nervosa.
— Por favor Ha-ru, não fique, estamos aqui para tentar te ajudar e é o que vamos fazer, não é Channie?
— É, sim, Minnie. — O alfa líder me encarou com um semblante acolhedor. — Quando que você recebeu isso Ha-ru?
— Hoje mesmo Chan, por isso minha pressa para encontrá-los e-eu, eu fiquei apavorada, ele está me seguindo e...
Não consegui me controlar e quando menos notei havia completado meu shift e agora eu era uma enorme gata angorá sentada no banco acolchoado da mesa onde estávamos.
— Oh, minha doce ômega... vem aqui vem. — O Hyunjin tentou me pegar, mas ericei meus pelos e recuei um pouco, não queria ter feito aquilo, mas eu estava uma pilha e o Hyunjin apenas sorria em minha direção. — Ainda, sim, isso foi fofo.
— Por favor, me desculpe.
Falei muito acanhada e notei que o alfa deu início ao seu próprio shift virando um lindo lince e se colocando ao meu lado. —
— Não me peça desculpas doce ômega, vou ficar com você assim até se sentir melhor, está bem?
Eu não tinha o que dizer... com ele em sua fursona estava mais fácil de me concentrar no meu nervosismo.
— Já vai passar alfa, eu prometo, mas obrigada por isso.
— Leve o tempo que for docinho, ficarei ao seu lado.
A voz dele era tão doce, e só de estar sentado ao meu lado o calor que ele emanava junto ao seu delicioso cheiro foi me acalmando.
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— Mais calma, minha linda?
O Changbin perguntou todo paciente depois que voltei do banheiro, já trocada novamente.
Quando me senti mais calma, resolvi voltar a minha forma humana e eles me ajudaram me levando as minhas roupas e o LeeKnow me esperou na porta para voltar comigo.
— Estou, sim, obrigada. — Não era bem verdade, mas também estava longe de ser uma mentira, o cheiro do Hyunjin se acentuou em sua fursona e me ajudou a voltar a mim. — Bom vamos voltar ao que interessa...
Eles se puseram atentos e eu lhes contei tudo sobre o Thane, sobre suas perseguições comigo e sobre a vez que ele me raptou e me manteve presa.
Expliquei sobre meu fatídico encontro com os meus pais e o porquê de termos chegado ao momento presente.
E conforme eu ia falando, pude notar a compreensão tomando o semblante de todos ali.
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— Então você se lembrou de mim e disse aos seus pais que eu era seu alfa?
Ouvindo o alfa eu quis morrer, será que sou tão maluca assim?
— Changbin eu sinto muito, eu sei que jamais deveria ter feito algo assim, mas só de pensar em ter que voltar para o Thane... eu me desesperei e os meus pais conhecem o Kai a anos, usar ele não ia colar.
— Não, por favor não fique assim Ha-ru, nós entendemos sua situação.
O alfa, com lindas sardas e um ar brincalhão, falava tão sério que não tinha como duvidar dele.
— Mas como foi que você achou o Bin ômega?
— Então I.N, eu baixei o app de relacionamento para tentar achar um alfa que se aproximasse do que eu disse aos meus pais quando me referi ao Changbin e eu acabei achando o perfil dele lá.
Mordi meu lábio tentando aliviar a tenção e todos eles me encararam em um olhar atento, direcionado e sincronizado.
— Sorte nossa o Binbin ser tão avoado e não ter excluído a conta, só deletado o app.
O que acredito se chamar Jisung falou em um largo sorriso.
— Olha, vocês não precisam fazer nada por mim, tá, eu sei que o que estou propondo é loucura, e mesmo pagando bem não parece ser algo atrativo para vocês.
O Kai estava voltando junto ao Jean com um grande pedido para jantarmos e todos os membros do pack se arrumaram e se colocaram a ajudá-los, ficando só o líder comigo na mesa.
— Não se preocupe mais Ha-ru, nós vamos ajudar você com isso, eu te dou minha palavra.
Ele sussurrou em minha direção e eu senti meu corpo tremer.
— Muito obrigada, alfa.
Foi só o que consegui dizer.
— Não me agradeça kitty, mas sim ao destino que nos uniu dessa forma.
Ele ter me chamado assim não deveria ter surtido em mim o efeito que surtiu, e agora eu via refletido em seu olhar meus olhos azuis, como se meu fursona quisesse aparecer novamente, estava difícil me controlar perto deles e isso nunca havia me ocorrido antes.
— Não fique nervosa perto de nós minha linda, relaxe um pouco, enquanto estivermos ao seu lado nada de ruim lhe acontecerá, eu prometo.
O LeeKnow falou se sentando do meu outro lado e segurando em minha mão, o que me fez sorrir.
— Vou levar um tempo para me acostumar com vocês ainda mais se aceitarem essa loucura.
Nessa hora todos estavam de volta aos seus lugares, inclusive meu amigo que estava agora ao lado do Felix me olhando como quem queria dizer “viu, eles farão tudo por você” e eu apenas o ignorei.
— Bom, vamos jantar e enquanto isso Ha-ru, me diga, como faremos para nos conhecermos melhor até o dia de ir conhecer seus pais?
Encarei o Changbin incrédula, ele não falaria com seu alfa líder antes? Ou até mesmo com todos do seu pack, antes de decidir algo assim?
— Não se preocupe, moranguinho, todos concordamos com isso e já viemos para cá decididos a te ajudar com o que fosse.
O Seungmin falou todo confiante e o I.N deixou um selar na bochecha dele.
Dois fofos.
— Ouça o nosso baby Ha-ru, ele diz a verdade.
— Está bem Chan, obrigada, — Os encarei e notei que agora todos me olhavam sem nem piscar e me senti irremediavelmente tímida. — A todos vocês obrigada mesmo.
— Falei que eles a ajudariam... parecem mesmo ser um pack cheio de boas pessoas.
O Kai falou sorrindo, mas meus pensamentos estavam em como eu os meti naquilo, e que agora precisava de um plano.
— Bom... meus pais nos farão perguntas, eu sei que eles irão nos testar, então vamos criar uma história de como nos conhecemos e...
— Olha...Eu tenho uma ideia!
O Jisung falou com uma das fotos que eu havia mostrado a eles em mãos e os olhares do Felix e do I.N que estavam contemplando junto a ele a mesma foto se iluminaram como se eles entendessem a ideia do alfa.
— LeeKnow, amor, olha isso, Jinnie, você também por favor.
Eles passaram a foto para os dois citados que sorriram quase de imediato quando olharam para a foto.
— Chan, meu líder olha isso...
O alfa líder olhou e sem se aguentar o Seungmin colou nele olhando também, e os sorrisos dos dois se enlargueceram.
— Quanto suspense...
O Changbin falou, era o único que ainda não havia olhado a foto especifica.
— Veja com seus próprios olhos, Bin.
O alfa líder passou para ele e agora éramos o Kai e eu quem boiávamos ali.
— Aaah uau... Quem diria haver destino no próprio destino... — o Changbin me encarou e depois sorriu para todo o seu pack. — Bom ômega, temos a história perfeita para contar aos seus pais bem aqui.
Ele me passou a foto e eu encarei, era a frente da minha casa e eu sentada na mureta olhando as árvores em volta, coisa que costumo fazer quase todo fim de tarde, mas que esses últimos dias parei completamente por medo dos olhares do Thane.
— Minha casa? Não estou entendendo, desculpe.
O alfa líder se virou para mim com um sorriso acolhedor.
— Ha-ru compramos recentemente uma casa no vilarejo da Floresta Serenaria, e ao que tudo indica nessa foto somos os seus novos vizinhos.
Meu olhar se arregalou, eu não estava saindo por medo, mal ia trabalhar devido ao pânico e por isso eu não vi nada da mudança dos meus novos vizinhos, e muito menos fui os cumprimentar como se deve.
A verdade é que eu estava morrendo de medo de ter sido o Thane quem tivesse comprado aquela casa.
Meus lábios formaram um biquinho pelo “oohh” que saia quase inaudível dele e todos do Pack sorriram descontraídos.
— O que acha Ha-ru? Da para dizer aos seus pais que nos apaixonamos à primeira vista quando me mudei para a casa ao lado da sua?
Aquilo era louco.
Quando na vida todas essas coincidências aconteceriam?
Eles me viram no bar, me salvaram, eu menti como uma doida e usei um deles me minha mentira e depois disso voltei a encontrar um deles em um app de relacionamento e agora isso?
Meus vizinhos?
Eu os encarava ali no bar onde todo o pack Bang estava sentado junto a mim e meu melhor amigo e estávamos prestes a dar início a uma farsa.
Loucura? Sim, e muita...
— Eu acho que sim, seria uma boa história, na verdade.
Todos pareciam demasiadamente empolgados.
— E quanto tempo o Binbin tem para ficar intimo seu? Assim, tipo vocês terem a química de um casal para convencer seus pais?
— Dois meses Hyunjin.
O Changbin segurou em minha mão e eu me senti em combustão instantânea.
— Em dois meses serei o alfa mais perfeito para você e você será minha ômega.
A voz dele era forte como todo seu corpo e eu estava me segurando para não demonstrar meu nervosismo.
— Obrigada Changbin.
— Mas eu tenho uma condição kitty.
O alfa líder falou e eu engoli em seco.
— Pode falar, farei o que quiserem.
Ele sorriu e sua covinha aparente o deixava adorável, então ele me encarou e seus olhos se tornaram um mel dourado, revelando os olhos de seu fursona que eu ainda não sabia qual poderia ser.
— Nesses dois meses quero que conheça a todos nós também, deixe-nos cuidar de você por esse tempo e talvez ao invés de conhecer o Bin como seu alfa, seus pais não possam conhecer todo o seu pack Bang.
Se eu não estivesse sentada, eu provavelmente teria caído no chão.
Meu pack Bang? Tá maluco Chan?
Tudo bem que meus pais não teriam a mínima chance de protestar nada contra um pack inteiro, mas assim... que loucura isso alfa...
Minha mente fervilhava e então me muni de todo o resto de coragem que tinha e vejo o Kai sorrir largo, certeza que ele vai tirar uma da minha cara depois.
— Vocês fariam mesmo isso por mim?
— Por você só não Ha-ru, mas por nós também.
Quem disse foi o ômega e o cheiro delicioso dele me tomou.
— E então kitty?
Esse alfa líder... todo confiante...
— Está bem alfa Chan, eu aceito sua condição.
Todo o pack comemorou, uns mais contidos, outros nem tanto e minha barriga se revirava.
Eu estava nervosa.
Aquilo era uma grande insanidade.
Mas será provavelmente a minha salvação.
Eu nunca mais voltarei para as garras do Thane e agora não tenho só o Kai para me proteger.
O pack Bang também me acolherá.
— Ótimo! — O Chan falou todo satisfeito. — Vamos terminar de comer e acertar alguns encontros, você terá momentos com cada um de nós e com todos nós também, vamos nos conhecer bem kitty, e essa é a melhor maneira para isso.
— Está bem Chan.
Voltamos a comer e era como se todos eles estivessem levando aquilo como realidade e não uma simples farsa para convencer meus pais.
Eles são intensos.
E eu terei que me ajustar a isso.
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No caminho de volta para casa, a realidade bateu forte em mim.
— O que foi meu amor?
— Kai, eles são meus vizinhos.
— Sim, eles são, e sinceramente eu adorei isso.
— Adorou?
— Claro, eles estarão de olho, e pelo que vi deles, você será a pedra preciosa desse pack.
— Para com isso, Kai.
— O Felix me perguntou se eu era apaixonado por você... — ele disse rindo. — Acho que pelo jeito que nos tratamos.
— E você disse o que a ele?
— Segredo.
Dei um soquinho nele.
— Deixa de ser idiota Kai.
— Relaxa amor, você os tem agora, mas eu sempre estarei ao seu lado também, não se preocupe.
Chegamos juntos ao pack, o Kai parou seu carro em frente a minha casa e o pack parou o deles em frente à casa deles.
A casa do lado da minha...
As casas do vilarejo não eram coladas, havia muito espaço de quintal e coisas assim, mas mesmo assim saber que eles estavam ali...
Será que o destino existe mesmo?
Eles desceram do carro e vieram se despedir.
— Então estamos combinados? Amanhã te pego no seu trabalho e saímos para jantar?
— Sim Changbin, estamos combinados.
— Enfermeira na ala infantil... você é toda fofa Ha-ru e eu imagino como deve ser com as crianças.
Ele sorriu e eu o acompanhei.
— Me espere na recepção, eu te encontrarei lá.
— Está bem.
Nos despedimos e o ômega parecia impaciente, ele se aproximou de mim me olhando fundo nos olhos.
— Qualquer coisa nos chame, está bem?
— Ah sim LeeKnow, pode deixar, mas não se preocupe muito agora, o Kai vai dormir aqui comigo, eu ficarei bem.
— Vou sim, mas se acharem uma boa ideia, vocês podem começar a se revezar para dormir aqui também ômega, acho que vai ser bom para o entrosamento de vocês.
O semblante do LeeKnow se iluminou por completo.
— Estou começando a gostar mais de você Kai.
— É, eu sei que você está receoso comigo, mas fique tranquilo, os amigos da minha Ha-ru são meus amigos também.
— Certo, que bom que ela tem você como amigo Kai.
Notei um olhar do LeeKnow que parecia querer dizer muito mais do que havia dito.
— Bom, se não se importam, eu quero entrar...
Falei um tanto sem graça e os encarei.
— Vá lá kitty, tenha uma boa noite.
— Obrigada Chan.
Acenei para todos que acenaram de volta e entrei sendo seguida pelo Kai.
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Entrei em casa e o Kai foi logo se jogando no sofá.
— E aí, mais calma, Dandan?
— Estarei depois de um banho...
O Kai sorriu e eu me virei indo para o banheiro.
...
— Kai...
Chamei meu amigo, eu estava tão nervosa que minha voz saiu trêmula e não demorou nada o Kai estava na porta do banheiro me encarando receoso.
— O que foi que... Ah, não... Que merda!
Eu apontava para o espelho do meu banheiro onde havia uma mensagem escrito com meu batom favorito, e esse estava todo quebrado sobre a pia.
“Você é minha Dan Ha-ru,
Minha e de mais ninguém.
Estou de olho em você ômega, chega de gracinhas...”
Eu estava em choque, não sabia o que dizer, e o Kai veio me abraçar.
— Conte isso ao pack depois está bem? Eles precisam saber que você precisa de mais proteção do que imaginávamos.
Eu não disse nada, estava em completo pânico, então só fiquei ali abraçada ao meu amigo até conseguir me acalmar.
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O alfa líder do pack Bang estava inquieto, seu instinto leonino dizia que alguém de sua “alcateia” estava em perigo e por saber que não era ninguém do seu pack ele respirou fundo e os encarou decidido.
— Amores, vou dormir na casa da Ha-ru hoje, fiquem aqui e fiquem alerta, Bin, cuide bem deles.
Os membros do pack sabiam que algo assim poderia acontecer e confiavam que se o Chan sentiu de ir era por que era necessário que ele fosse, então não se contraporiam a ele.
— Pode deixar alfa.
Ele foi até seu quarto e pegou uma roupa para dormir, beijou carinhosamente cada membro do seu pack tentando os tranquilizar e rumou para a casa da ômega.
— Será que aconteceu algo com a Ha-ru?
— Acho que não Innie, senão ela teria pedido ajuda...
— Será que pediria mesmo Felix? Ela ainda está receosa com a gente.
— Sim, ela está, mas o Kai nos chamaria...
— E o que vocês conversaram tanto lá hein?
— Sobre os sentimentos dele por ela, como eu disse a vocês, ele a ama, mas o amor dele vai bem mais além, ele sabe que ela não o ama de igual forma e não se importa com isso.
— E você acreditou nele florzinha?
— Claro, Minnie, você sabe que por conta das minhas habilidades ninguém mente para mim.
— Tem razão, nosso beija-flor é cheio de doçura e carisma e ninguém resiste a ele.
O Felix iniciou seu shift e voou para o ombro do seungmin que sorriu feliz.
— Lindinho!
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O Chan bateu na porta da ômega e sem demoras o Kai a abriu.
— Chan? Está tudo bem?
— Comigo, sim, mas e com vocês?
— Entra por favor...
Quando o Chan entrou, ele viu a Ha-ru em sua fursona e sentiu seus instintos a querendo intensamente.
Ele queria a proteger, queria ser para ela um alfa, um líder, mas acima de tudo um amor.
— Oi, kitty.
A gata angorá miou fraco para ele e ele se sentiu arrepiar.
— O que houve Kai?
— Isso aqui Chan.
O Kai pegou seu celular e mostrou a foto do espelho do banheiro da ômega e ler aquilo deixou o Chan enfurecido, ele rugiria se isso não fosse assustar ainda mais a Ha-ru.
— Que inferno! Como ela está?
— Assim, em sua fursona desde que me chamou apavorada.
— Posso falar com ela?
— Claro que pode, vou estar no quarto de hóspedes, qualquer coisa me chame.
— Está bem, obrigado Kai.
O alfa amigo da Ha-ru saiu de cena deixando eles a sós, e o Chan se aproximou dela com cuidado.
— Ha-ru, posso me sentar ao seu lado?
— Pode, sim, Chan.
Ele ficou feliz por ser aceito, para um fursona sua zona particular era algo muito precioso, não é qualquer um que pode adentrar nela, e se a ômega o aceitou era sinal de que já confiava, mesmo que um pouco nele.
— Hoje vou dormir aqui com vocês, você permite?
A gata se levantou, girou no lugar e se deitou o encarando.
— Não quero te dar trabalho Chan, mas confesso que se ficar me sentirei mais segura.
Ela não sabia bem explicar, mas o que disse a ele era a mais pura verdade.
— Ótimo kitty, então ficarei ao seu lado a noite toda.
— Obrigada alfa.
— Só preciso me trocar, tudo bem para você?
— Tudo sim, tome um banho, por favor.
— Está bem, já volto, quer que eu chame o Kai?
— Não precisa.
O Chan estava achando ela adorável.
— Me espere então, serei rápido.
Ele foi ao banheiro, tinha uma ideia de onde seria e se sentiu bem por ter acertado o caminho.
Quando entrou, viu o espelho manchado pelo batom já borrado, entendendo que eles tiraram a mensagem dali de qualquer jeito e aquilo o fez se sentir furioso.
— Eu vou te pegar Thane... e quando eu pegar…
Ele se despiu e entrou no box de vidro transparente.
A pressão da água na casa da Ha-ru era ainda mais deliciosa do que na sua era o que o alfa líder pensava e quando ele deu por si, a gata angorá estava deitada de costas no tapete perto do box.
“Típico de um gato.” — Ele pensou sorrindo bobo.
Mas de um gato apegado ao seu dono.
Seria aquilo um sinal?
Ele finalizou e abriu a porta da caixa de vidro, e a Ha-ru se levantou e foi até a porta, andando graciosamente, mas sem o olhar diretamente, evitando presenciar sua nudez.
— Já estou vestido Ha-ru.
Ela se virou e caminhou até o alfa passando por entre suas pernas, fazendo questão de passar bem seu rabo peludo por ele que sorria sem se aguentar de tanta fofura.
— Vem Ha-ru vamos para a sala.
Ele caminhou e ela o acompanhou ainda sem dizer nada.
— Chan...
— Oi, kitty.
— Você pode assumir sua fursona para eu me deitar em você?
O pedido da ômega foi uma deliciosa surpresa para ele, que temeu, pois ele era um leão e aquilo poderia assustá-la ainda mais.
— Eu posso sim, mas por favor, não se assuste, está bem? Eu jamais a machucaria.
Ele poderia falar que era um leão, mas não é assim que as coisas funcionam, ele tinha que se mostrar a ela, então ele esperou por uma resposta que veio acanhada, mas audível.
— Eu não vou me assustar alfa...
— Perfeito.
Então ele abriu o sofá retrátil da ômega e pensou que seria perfeito dormir ali com ela e sem se demorar deu início ao seu shift e com o olhar atento a Ha-ru viu um deslumbrante e poderoso leão em sua sala.
— Agora muita coisa faz sentido...
Ela falava em um miado doce e gentil e o leão ali com ela quase enlouqueceu, mas o Chan era super controlado e soube se segurar.
— Eu vou me deitar, fique à vontade para se aconchegar em mim.
— Está bem, obrigada alfa.
— De nada minha kitty.
Ele girou no lugar e se largou no sofá, agradecendo a sorte por aquele sofá ser de dato bem grande, e assim que ele se mostrou todo acomodado a gata subiu nele indo até suas costas, afofou um pouco ali o que fez o Chan sentir suas unhas em sua pele o que lhe causou um pouco de cócegas que o fez se encolher um pouco e a Ha-ru temeu tê-lo ferido.
— Te machuquei? Me perdoe alfa eu...
— Não minha doce kitty, só me fez cócegas, mas não ligue, eu gosto, o LeeKnow também faz isso em mim, porém as patas dele são bem maiores, já as suas são pequenas e fofinhas.
— Ele é um felino?
— Um tigre.
— Uau...
— É... ele é espetacular em sua fursona.
— E em sua forma humana também alfa... aliás, todos vocês são muito lindos como humanos.
— Sou suspeito, mas meu pack são de fato os fursonas mais lindos do mundo.
— Imagino que são, você é esplendido Chan.
— Você também é belíssima Ha-ru.
A gata não o respondeu, mas se aninhou toda nele deitando sua cabeça no ombro do leão e a apoiando em sua belíssima juba, o que fez o alfa sorrir.
— Boa noite, Chan.
— Boa noite, kitty.
Os dois fecharam seus olhos e não demorou muito eles adormeceram, o alfa líder fez o seu cheiro relaxar a ômega passando a ela toda a segurança de que ela precisava, e a ômega fez o mesmo deixando ele sentir bem o cheiro doce dela como uma resposta positiva e carinhosa ao seu cuidado.
Na escada o Kai observava os dois.
— É Dandan, acho que você encontrou seu amor verdadeiro.
E com um lindo e satisfeito sorriso ele voltou ao seu quarto e adormeceu tranquilo.
Sua amiga estava muito bem protegida agora e se aquilo não era o destino, ele não saberia mais dizer o que era.
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