My Dear and Love You
5 Quem você pensa que é?
Notas iniciais
Fico imóvel por um estante, mas ao perceber que o seu rosto está muito perto do meu — em um ato bruto — empurro-o rapidamente e o olho com raiva.
— Quem você acha que é? — pergunto indignada com ele.
Ao invés de responder, o retardado apenas ri e me olha divertido.
— Que bonitinho! Mudou o visual por mim? — pergunta rindo e me analisando.
Dou uma risada cínica e o olho com sarcasmo.
— Está muito equivocado. — falo com a voz carregada de deboche.
O indivíduo me olha debochado e ri, jogando a cabeça para trás.
— Minha querida... — tenta falar mas eu o interrompo.
— Não sou sua querida. — falo com raiva.
Maxon revira os olhos e continua.
— América, não precisa me enganar. Fale a verdade. Eu sou iresestivel. — fala se gabando.
Rio e o olho debochadamente.
— Apenas para sua mãe. — falo — Aliás, nem ela deve te achar bonito. — completo erguendo uma sombrancelha e com a voz carregada de sarcasmo.
Maxon trinca os dentes e me olha com raiva.
— Você vai ver quem é feio. — afirma avançando para siam de mim.
Fico imóvel, sem saber o que fazer. Sinto a respiração quente de Maxon batendo em meu rosto e ele me empurra para o armário, me prensando no mesmo. Seu rosto se aproxima do meu vagarosamente e então sinto os seus lábios de encosto aos meus.
Os lábios quentes e macios de Maxon se encostam no meu. Seu alito — que é uma mistura única de hortelã com morango — se mistura com o meu, se formando em um único.
Por um estante tudo ao nosso redor desaparece e por incrível que pareça, eu retribuo seu beijo.
Eu nunca beijei antes, já havia ouvido Marlee falar do seu primeiro beijo, mas eu não tinha tido a experiência. Já Maxon sabia muito bem o que fazer. Sua boca se movimentava vagorosamente de encosto a minha, que dava uma sintonia perfeita.
Quando caio na realidade me afasto rapidamente e dou um tapa na cara de Maxon, que coloca a mão no lugar.
— Seu abusado! Quem pensa que é para me beijar? — grito com raiva, mesmo sabendo que estamos em uma escola e todos os alunos estão em uma sala.
— Eu não te entendo! Parecia estar gostando, e então, me da um tapa! Para começo de conversa você que deixou! Você me surpreende! — grita, também parecendo transtornado.
A música "Primeiros erros" do Capital Inicial vem em minha cabeça e sua fala faz completo sentido.
— Se você não entende, não vê. Se não vê, não entende. — falo lembrando da melodia e da letra da música — Por que sempre quer saber onde estou, se meu jeito te surpreende? — pergunto o deixando confuso.
— Não entendo o que quer dizer. — responde um pouco mais calmo.
— Você sempre me procura! Quer sempre saber onde estou! Mas meu jeito te surpreende. Por que quer me entender? Não somos nada! Você não precisa saber absolutamente nada de mim! — declaro, ainda irada.
Não o deixo falar. Começo a andar, mas sou impedida pelo mesmo.
— Onde pensa que vai? Estamos atrasados! Não vai conseguir entrar na sala. — fala, me virando para ele.
— Não importa! Desde que eu não fique com você, está ótimo! — respondo e saio andando em direção ao gramado.
Me sento na grama, de baixo de uma árvore e começo a pensar. Por que tudo é tão complicado? Por que Maxom me beijou? E por que ele implica tanto comigo? Por que eu não o empurrei na hora que me beijou? E o mais importante, que sensação foi aquela?
As perguntas se formam como uma cachoeira em minha cabeça, mas para nenhuma delas eu tenho a resposta concreta.
Não sei quanto tempo fico sentada na grama, apenas pensando e formulando perguntas que não consigo responder. Apenas sei que depois de um tempo o sinal toca, anunciando o começo da 2ª aula.
Me levanto e caminho em direção a sala de matemática — que é minha próxima aula. Ao chegar na sala, adentro-a e me sento em uma das cadeiras do fundo, ao lado de um menino com os cabelos pretos desgrenhados. Trato de me sentar rapidamente, sem reparar quem está na sala, e abaixo minha cabeça. Não reparo em quem entra ao sai da sala, fico apenas mexendo em meus matérias e tentando ao máximo possível não pensar em Maxon.
A aula se passa rápido e eu não faço questão de prestar atenção nela. Fico a maior parte do tempo com a cabeça baixa, ou apenas escrevendo alguma coisa em meu caderno.
Quando a aula acaba, trato de esperar todos saírem. Mas mesmo assim, caindo case toda a sala saia, resta apenas uma menina, que se eu não me engano se chama Anne. Ela não se levanta e não faz menção de se mexer, ela apenas continua anotando algo em seu caderno.
Começo a juntar o meus materiais e a me levantar, mas Anne percebe que ainda estou na sala e me lança um sorriso. Retribuo-a e continuo pegando meus materiais.
— Seu nome é América, não é? — pergunta.
Volta minha atenção para ela e sorrio, concordando com a cabeça logo em seguida.
— Sim, e você é Anne, não é? — pergunto.
Ela sorri, ainda me olhando e concordo com a cabeça.
— Tudo bem com você? Não prestou atenção na aula. — fala me olhando preocupada.
Lhe dou um sorriso triste e concordo com a cabeça.
— Aconteceu uma coisa.
Seu rosto, que antes assumia uma expressão tranquila passa para preocupada.
— Você brigou com sua amiga? É Marlee o nome dela? — pergunta.
Lhe lanço um sorriso agradecendo-a por se preocupar.
— Não, não brigue com ela. Marlee é sim o nome dela. — respondo. — Muito obrigada por se preocupar, mas estou bem. — Anne sorri e concorda com a cabeça.
Ela se levanta e junta seus materiais.
— Tenho que ir, até mais Anne. — falo lhe dando um aceno com a mão.
Anne retribui o meu aceno e eu pego minhas coisas saindo da sala logo em seguida.
Caminho com a cabeça baixa pelo corredor, tentando não esbarrar com Maxon ou muito menos com Celeste. Não estou disposta a encarar Maxon depois do beijo, e muito menos de brigar com Celeste.
Ao chegar em meu armário, vejo Marlee encostada no mesmo. Seu olhar estava perdido entre a multidão. Procurando algo em todas as pessoas que passavam por ali.
— Oi. — falo entrando em seu campo de visão.
— América! Meri, eu estava te procurando! Onde você estava? Fiquei preocupada! — fala Marlee se embolando com as palavras, ao falar rapidamente.
— Não se preocupe estava na sala. — respondo — Marlee preciso te contar uma coisa. — completo.
— Ok. Depois conversamos. Mas agora vem, o sinal já vai tocar. — fala começando a me puxar.
— Espere! Tenho que pegar os meus materiais. — falo me soltando dela e abrindo meu armário.
Pego minhas coisas e depois puxo Marlee. Começamos a andar no corredor e logo chegamos na sala. Foi a conta de adentrarmos e dirigirmos ao nossos respectivos lugares, que o sinal tocou.
Eu e Marlee sentamos uma do lado da outra e ficamos observando as pessoas entrarem e se sentarem em seus respectivos lugares. Muitos estavam conversando — como eu é Marlee — já outros estavam sérios e se sentavam na ultima carteira ou em um lugar isolado.
Logo a professora adentro a sala e conferiu se todos estávamos lá. Depois de ter certeza que ninguém havia faltado a professora se encaminhou até sua mesa, pegou uma caneta e foi até o quadro e escreve "Trabalho" no mesmo. Ela guardou a caneta em cima da mesa e volta a nos olhar.
—Turma, o trabalho de hoje será diferente. Vocês iram se organizar em dublas e sairão pelo colégio fazendo as perguntas que passarei. Primeiramente se dividam em dublas e depois de formadas venham até minha mesa que entregarei a folha e explicarei as regras. — fala a professora e logo em seguida se senta.
Me viro para Marlee e percebo que a mesma já estava me olhando.
— Vamos? — pergunto.
Ela sorri e concorda.
— Vamos.
Nós nos levantamos e Marlee entrelaça nossos braços. Caminhamos até a mesa da professora — que está observando tudo ao seu redor.
— Já formamos uma dubla. — falo chamando a atenção da professora.
Ela nos olha e em seguida sorri.
— Ótimo. Aqui está a folha. — diz nos entregando a folha — As regras são simples, vocês tem que perguntar para todos os alunos do 2º ano e do 3º. Vocês iram anotar as resposta. Não poderia deixar ninguém sem fazer as perguntas, ok? — completa.
Eu e Marlee sorrimos e concordamos com a cabeça.
— Tudo bem. Boa sorte meninas. Fiquem organizando o que iram fazer. O trabalho será para a próxima semana. Se organizem. — fala sorrindo.
Lhe lançamos um sorriso e eu caminho ao lado de Marlee — ainda com os braços entrelaçados — até nossa carteiras. Sento-ma em minha carteira e pego um dos meus cadernos para organizarmos o que faremos, enquanto Marlee fica em pé ao lado de minha carteira.
— Vamos fazer estas perguntas para todos os alunos do 2º e do 3º ano. Que tal perguntar para o 2º ano em um dia e em outro para o 3º ano? — pergunta Marlee.
— Isso. E podíamos entrevistar 10 pessoas por dia. Aí ficaria 5 para cada uma. O que acha? — pergunto anotando nossas idéias.
— Ótimo! Assim acabaríamos rápido. — conclui Marlee.
— Então está decidido. Começaremos amanhã. — afirmo e Marlee concorda com a cabeça.
Marlee se abaixa para ficar na altura da minha carteira, ficando com os joelhos no chão, e inclina o seu corpo para frente.
— Agora me conte, o que queria falar? — pergunta.
Solto um suspiro e me inclino para frente.
— Eu beijei o Maxon. — sussurro em seu ouvido, para que apenas ela possa ouvir.
Marlee se afasta rapidamente e cobre a boca com as mãos. Seus olhos estavam arregalados, me mostrando o quanto ela estava assustada.
— É sério? Não brinca com isso. — sussurra Marlee, ainda surpresa com o que contei.
— É verdade. Não estou brincando Marlee. — sussurro de volta.
Marlee abre a boca para falar, mas é interrompida pelo sinal tocando, anunciando o termino da aula. Eu me levanto, pegando meus materiais e Marlee faz o mesmo. Puxo-a para fora da sala e nós duas caminhamos pelo corredor em um completo silêncio.
— Eu não acredito que você beijou o Maxon! Irá me contar tudo depois. —sussurra Marlee.
— Ok. Que tal dormir lá em casa hoje? Eu posso contar tudo para você. — afirmo.
— Ótima idéia. Qual é a sua aula agora? — pergunta Marlee enquanto caminhamos em direção ao meu armário.
— Educação Física. E a sua? — pergunto parando em meu armário e deixando meus materiais no mesmo.
— A minha também. Deixa minhas coisa em seu armário, para não precisarmos ir ao meu, já que ele é longe. — fala Marlee me entregando seus materiais.
— Ok. — concordo pegando-os e guardando os mesmo em meu armário.
Guardo os materiais de Marlee e, em seguida, fecho o armário. Me viro para Marlee e entrelaço nossos braços. Nós começamos a andar em direção ao campo, mas nos deparamos com uma Celeste com uma calça jeans azul clara, com alguns rasgados, e uma blusa azul com algumas pedras. Ela estava usando um salto azul e seus cabelos estavam soltos. Sua maquiagem era pesada e ela estava usando uma pulseira azul, da mesmo cor que sua bolsa.
Celeste estava acompanhada de Maxon, Bariel e Kriss. Maxon estava com os braços entrelaçados com os de Kriss, o que não me surpreendeu, mesmo ele tendo me beijado algumas horas antes. Celeste parecia estar com raiva, na minha opinião pelo fato de Maxon estar com Kriss e não com ela.
— Não consegue usar roupas decente, Celeste? — pergunta Marlee, para provocar.
Celeste bate o salto no chão, com raiva de Marlee, e fecha as mãos em punho.
— Deixa ela Marlee. Está mais interessada em competir com Kriss por um garoto, a propósito acho que Kriss está ganhando. — falo fingindo um sussurro para Marlee.
Ela sorride concorda com a cabeça. Celeste trinca os dentes e aperta ainda mais as mãos em um punho, fazendo Marlee sorri.
— Está perdendo, e ainda por cima para uma amiga! Coitada de você. Acho que Mari nunca competiria comigo por um garoto e muito menos namoraria um garoto que sabe que eu gosto. — fala Marlee, provocando ainda mais Celeste.
Aperto ainda mais o aperto no braço de Marlee e lhe dou um sorriso.
— É claro que não Marlee. Você é minha amiga, e eu não faria isso. — falo para provocar ainda mais. — Vamos Marlee, vamos ficar atrasadas para a Educação Física e não queremos matar a aula, ainda mais para evitar alguns ocorridos. — falo fuzilando Maxon, deixando bem claro que me reviro ao acontecimento de algumas horas atrás.
Maxon abaixa o olhar, que estava em mim, e eu puxo Marlee para começarmos a andar.
— Você não cumpriu o desafio, ainda não consegui vestir roupas decente. — afirma Marlee quando passamos por Celeste, fazendo-a bater o salto no chão, visivelmente com raiva.
Eu e Marlee rimos e continuamos nossos caminhos. Fomos para a educação física e colocamos um short de ginástica com uma blusa branca larga. Fomos para o campo e nós encontramos com várias meninas, inclusive Anne.
Ao perceber que eu estava olhando-a, Anne me lançou um sorriso e um aceno com a mão, retribui-a e logo me virei para Marlee. Nesse exato momento, o professor adentrou o campo e nos olhou.
— Bom dia senhoritas. — fala com um sorriso amigável no rosto.
— Bom dia. — respondemos todas juntas.
Ele nos lança um sorriso e continua.
— Hoje faremos um trabalho diferente. Primeiro vou dividir vocês em dublas para correrem por cinco minutos em volta da quadra e depois explico a próxima coisa que iremos fazer. — ele nos analisa e logo continua. — Marlee e Anne. — aponta para as duas, e Anne lança um sorriso em direção a Marlee, que logo retribui — Mary e Bariel — Bariel olha para Mary e levanta uma das sobrancelhas, demostrando que não gostou de seu par. — América e Lucy... — o professor aponta para nós duas e logo volta a falar.
Não presto mais atenção nos nomes, encaro Lucy — que estava ao lado de Anne e Mary — e quando ela percebe que estou lhe encarando, lanço lhe um sorriso que ela logo retribui.
— Queria ter ficado com você. — comenta Marlee.
Volto minha atenção para Marlee e lhe dou um sorriso.
— Eu também. Mas o bom é que não fiquei com Celeste. — falo fazendo Marlee rir.
Ela concorda com um sorriso no rosto.
— Senhoritas. — fala o professor chamando nossa atenção — Agora que estão em duplas podem se reunir com suas parceiras e correrem pela quadra. — completa.
Marlee me da um aceno com a cabeça que eu logo retribuo e caminho em direção a Lucy.
— Oi. Eu sou América, mas você já sabe. — falo e Lucy sorri.
— Oi, eu sou Lucy, mas você também já sabe. — ela fala com um sorriso em seu rosto.
Concordo com a cabeça e nós duas começamos a correr em volta da quadra.
— Então Lucy, me conte sobre você. — falo para quebrar o silêncio.
Lucy me encara e logo em seguida sorri, voltando rapidamente a olhar para frente.
— O que quer saber sobre mim? — pergunta sorrindo.
— Tudo. Me conte tudo sobre você. — falo.
Lucy me olha novamente, mas não fica muito tempo assim — já que logo volta a olhar para frente. Em seu rosto, o sorriso que ocupava aquele lugar, se transforma em um sorriso triste.
— Eu não sei o que falar. — comenta Lucy com um olhar distante.
— Me conte sobre você. Como faz com todas as pessoas. — falo olhando-a e sorrindo.
Lucy solta um longo suspiro.
— Ninguém gosta de saber sobre mim. Quer dizer, Anne e Mary sempre me perguntam, mas além delas, ninguém quer saber de mim. — explica Lucy com um olhar longe e o sorriso triste continua em seu rosto.
Olho-a e me sinto triste por ela.
— Mas é seus pais? Eles não te perguntam as coisas? — pergunto sem entender.
Lucy volta a olhar para mim e solta um suspiro. Ela olha novamente para um lugar longe em nossa frente.
— Minha mãe morreu. Meu pai trabalha o dia inteiro e eu não consigo ver-lo por muito tempo, muito menos conversar com ele. — responde Mary em um suspiro.
Volto a olhar para frente e resolvo não falar mais nada. Passamos os cinco minutos correndo sem falar nada, em um completo silêncio. Lucy estava mergulhada em seus pensamentos. Como se um passado obscuro tivesse retornado e ela não tinha como escapar dele.
Quando deu os cinco minutos, o professor mando pararmos e nós dividiu em grupos. Em meu grupo ficou: Mary, Anne, eu e Marlee. Os grupos tinham que fazer os seguinte desafio: duas pessoas do grupo iam ter que fazer desafios para os outros dois por cinco minutos. Depois que o tempo acabasse os dois que estavam fazendo os desafios seriam os desafiados e os que estavam sendo desafiados fariam os desafios.
Ficamos praticamente a aula inteira fazendo aquilo. Quando o sinal tocou, fomos para o vestuário e — algumas garotas — tomaram banho — já outras — apenas trocaram de roupa.
Depois de prontas, enlacei o meu braço com o de Marlee e fomos para o refeitório. Pegamos nossos lanches e fomos nós sentar em uma mesa onde Aspen já estava sentado comendo seu lanche.
— Achei que eu não existia mais, já que nenhuma das duas esteve comigo. — fala Aspen quando sentamos na mesa.
Sorrio e olho para Marlee — que está ao meu lado e na frente de Aspen.
— Coitado Marlee, ela está carente. — comento rindo.
Marlee ri e concorda.
— E olha que quem não nos esperou foi ele. — fala Marlee rindo.
Aspen faz uma careta, mas acaba rindo com nós. Ficamos o intervalo inteiro assim, apenas conversando e rindo das palhaçadas que o outro fazia ou de nós mesmo.
Quando o sinal tocou, anunciando o final do intervalo e o começo da próxima aula, me despedi de Aspen e Marlee — já que minha próxima aula não era com ela — e fui a caminho da minha sala.
As próximas aulas passaram-se tranquilas e calmas, sem nada de mais ter acontecido. Prestei atenção em todas elas e tentei ao máximo possível evitar Celeste na única aula que tive com ela.
Quando as aulas acabaram, eu e Marlee fomos para minha casa e ficamos o dia inteiro nela. Nós conversamos, lemos, estudamos, vimos filmes, falamos dos garotos e Marlee me obrigou a contar tudo sobre o beijo de Maxon.
— Agora me conte absolutamente tudo do beijo, América. — falo Marlee batendo em minha cama, onde estávamos sentada.
E eu contei tudo para ela, não falei sobre o que senti, já que nem eu sei verdadeiramente que sensação foi aquela. Contei para Marlee porque Maxon me beijou e o que tínhamos falado antes dele ter me beijado.
Quando May foi para o meu quarto, ela e Marlee fizeram a maior bagunça e May me obrigou a contar como foi o beijo com Maxon, já que Marlee contou para ela o que tinha acontecido.
Quando a noite chegou, minha mãe fez um jantar para nós — que eu, May e Marlee comemos em meu quarto. Quando deu a hora de dormir, mamãe foi chamar May para dormir, mas deixou eu e Marlee ficarmos mais tempo acordadas.
Eu e Marlee ficamos até altas horas da noite conversando. Ela se deitou na cama comigo e ficamos um bom tempo conversando. Quando o sono deu as caras, eu e Marlee nós ajeitamos na cama e logo dormimos, afinal amanhã tínhamos que começar as entrevista para o trabalho.
Marlee é minha amiga, minha melhor amiga. Eu podia confiar nela, e sabia que ela queria me ajudar. Marlee é muito importante para mim e sei que sou a mesma coisa para ela. Estar na companhia dela é a melhor coisa para mim.
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