My Dear and Love You
3 Professor... um pouco... bêbado?
Notas iniciais
"Uma campina, rodeada por grama e árvores. Alguns arbustos se localizam por ali. Flores de diversos tipos e cores, trás vida para a campina.
Estou andando no meio dessas flores e um tipo de flor diferente me chama atenção. Vejo uma Orchis simia. Essa flor tem uma formato diferente e pelo nome científico dá a dica: Orchis simia. Traduzindo, o termo símio do latin, faz referência ao macacos. E não é que esta orquídea parece mesmo no corpo de um macaco?
Me abaixo para pegar uma dessa flor e me surpreendo ao ouvir um som irritante que parece um alarme tocando."
Acordo em um sobressalto ao ouvir o meu despertador. Me levanto e vou para o banheiro fazer minha higiene matinal. Depois de acabar escolho minha roupa.
Devido colocar uma blusa cinza escrito "It's liviosa not leviosa". Coloco uma calça jeans azul escura e meu tênis All Star cinza com uma caveira. Deixo meu cabelo solto e pego minha bolça preta. Passo apenas um brilho nos lábios e saio do meu quarto.
Desço as escadas de casa e vejo May me esperando.
— Mamãe não pode nos levar. — fala May me olhando.
— Então vamos. — falo.
May vem em minha direção e me entrega uma maçã que estava em sua mão. Nós duas saímos de casa conversando e comendo a maçã. Nossa casa não era muito longe da escola, por isso chegamos rapidamente.
May se despediu de mim e foi em direção ao prédio do fundamental II. Esperei ela entrar no prédio, que não era muito longe do meu e depois entrei no meu prédio. Fui em direção ao meu armário e encontrei Marlee e Aspen encostados no mesmo.
— Bom dia. — falo chegando perto deles.
— Bom dia. — falam juntos.
Minha amiga estava usando uma blusa branca escrito "Pineapple " e uma calça jeans azul claro com uma bota preta. A mochila dela era azul desbotada e ela estava usando apenas um batom. Seu cabelo loiro estava preso apenas em uma mecha e o resto solto.
Aspen abre a boca para falar mas é interrompido por Celeste.
— Os patos estão aqui. — ela fala apontando para nós.
— Você não tem outra piada, não? Essa já está ficando sem graça. Espera, essa nunca teve graça. — falo fazendo cara de idiota e me curvando um pouco para frente.
Celeste bate o pé no chão, com raiva e sai andando.
— Boa. — fala Marlee batendo em minha mão.
Ficamos conversando até bater o sinal. Minha primeira aula é de química e de Marlee matemática, então nós nos separamos.
Me despedi de Marlee e Aspen e fui para minha sala. Chegando nela, Maxon já estava sentado na mesa e eu fui me sentar ao seu lado.
Depois de sentar, arrumei meus materiais encima da mesa e fiquei esperando o professor de química entrar.
O professor surpreendeu todos, pois ao invés dele entrar andando, ele entrou se arrastando no chão e fazendo barulhos estranhos.
Eu e Maxon nos olhamos.
— O que aconteceu com o professor? — ele pergunta.
Levanto os meus ombros em sinal de que não sei. Volto minha atenção para o professor que começou a rir, ainda no chão.
O professor de biologia, entra na sala junto com o professor de educação física.
— Turma, fiquem sentados. — falo o professor de biologia, enquanto o professor de educação física pega o professor de química no colo.
Ele tira o professor da sala, ficando apenas o professor de biologia.
— Hoje turma, eu vou dar aula para vocês, por que o professor de química está... um pouco... bêbado. — ele fala.
Escuto um "ah" da turma, mas não ligo. O professor continua falando, mas eu não presto atenção. Maxon começa a escrever no caderno, também sem prestar atenção na fala do professor.
Volto a prestar atenção no professor, quando ele começa a explicar a matéria. O professor começa a falar que vai distribuir plantas e que nós teremos que identificar os nomes das plantas. Ele passa entregando várias plantas — na maioria flores — para cada dubla.
— Você escreve os nomes e eu desenho as plantas. — Maxon fala.
Concordo com a cabeça e ele paga a primeira planta e eu pego um papel de meu caderno. Maxon pega um pequeno vaso com um cacto e em cima um flor parecida com uma estrela-do-mar.
— Que flor estranha. — fala olhando-a — Parece uma estrela-do-mar. — completa.
Reconheço a flor na mesmo hora. Aquela é uma Stapelia flavopurpurea.
— Ela parece uma estrela-do-mar, mas é uma flor. A Stapelia flavopurpurea cresce na Namíbia e, ao contrário da maioria das apocináceas em seu gênero (famosas pelo odor desagradável que atrai moscas polinizadoras), a sua essência lembra mel. — falo
— Você conhece de planta? — pergunta Maxon.
Concordo com a cabeça e começo a escrever sobre a planta no papel. Depois de terminar, entrego a folha para Maxon que desenha com perfeição a planta.
Quando terminamos, ele pega outra flor.
— Essa parece um morcego. — Maxon fala analisando a flor.
Logo reconheço essa flor como Tacca chantrieri
— A cor negra é raríssima entre as flores. A exótica Tacca chantrieri cresce em solo asiático e ficou conhecida como “flor morcego”. Por algum tempo, pensou-se que seu aspecto sombrio atraía moscas polinizadoras, à procura de matéria orgânica em decomposição. Mas não é o caso: a espécie se vira muito bem sozinha (autofecundação). — falo também analisando a flor.
Novamente escrevo no papel e Maxon desenha, como tínhamos feito antes. Depois de terminar, Maxon pega novamente outra flor. Reconheço a flor como Habenaria Radiata (http://amazngfacts.com/wp-content/uploads/2014/05/Habenaria-Radiata2.jpg)
— Essa parece que vai voar. — fala Maxon rindo, me fazendo rir.
— As flores da orquídea Habenaria Radiata parecem sempre prestes a alçar vôo! A espécie cresce nos solos japoneses, coreanos e chineses; e não é difícil perceber porque recebe o nome de flor “garça branca”. — falo.
Percebo um brilho diferente nos olhos de Maxon, quando acabo de falar. É como se ele me admirasse por saber tudo isso. Ignoro isso. Deve ser apenas impressão minha.
Começo a escrever sobre a planta e depois, Maxon desenha a flor. Depois de acabar, ele pega outra flor. Logo reconheço a flor como Hoya.
— Essa parece de plástico. — fala.
— Já as flores do gênero Hoya parecem de mentira. São ao menos 200 espécies e combinações diferentes de cores, como as desta H. cinnamomifolia, que lhes renderam o apelido de flores de cera (ou de porcelana).
Fazemos a mesma coisa e depois Maxon pega novamente outra flor. Reconheço-a como Caleana Major (http://daterraecos.net.br/wp-content/uploads/2012/08/Caleana-major-1.jpg)
— Essa parece patos voando. — Maxon fala rindo.
— As flores da Caleana Major parecem patos voando. Mas esta orquídea é engenhosa: a “cabeça” da ave é sensível ao toque e prende os insetos na estrutura arredondada abaixo (no “corpo”), até que estejam cobertos de pólen. — respondo, também rindo.
Fizemos tudo novamente e Maxon pega novamente uma flor, mas agora, a última flor que iríamos catalogar. Aquela flor me faz lembrar do meu sonho, e uma coincidência enorme aparece.
— Essa parece um macaco. — fala Maxon mexendo na flor.
Como já tinha reconhecido, aquela é uma Orchis simia (http://prafulla.net/wp-content/sharenreadfiles/2012/07/268559/orchis_simia_1.jpg)
— O seu nome científico dá a dica: Orchis simia. O termo “símio”, do latim para o português, faz referência aos macacos. E não é que esta orquídea parece mesmo ter florescido no corpo de um? — falo e Maxon concorda com a cabeça rindo.
Sorrio e começo a escrever sobre a flor, mas sou interrompida por Maxon que me cutucou. Olho para ele com certa dúvida, é o mesmo me estende uma flor de Orchis simia.
— O que é isso? — pergunto.
— Percebi que você gostou mais dessa flor. Toma, essa é sua. — ele diz sorrindo.
Sorrio para ele e pego a flor, verdadeiramente admirada. Aquela flor é minha preferida, por seu formato diferente e pelas cores. Diferente de muitas pessoas — que gostam de orquídea, lírio, rosa, entre outras — a minha flor preferida é a Orchis simia, mesmo só tendo visto ela de perto hoje.
Coloco a flor em cima de meu caderno e continuo a escrever. Maxon faz o seu desenho e nós chamamos o professor, falando que acabamos. O professor recolheu nossos trabalho e as flores — menos a que Maxon meu deu, já que eu a escondi quando o professor chegou perto de nós — e foi embora. Logo o sinal tocou e fomos para a próxima aula, que eu faria com Marlee.
O dia passou rápido e eu só consegui ficar pensando na flor que Maxom meu deu e admirando-a. No final do dia fui dormir, ainda pensando na flor que Maxon havia me dado. E uma duvida se formou. Por que Maxon tinha me dado aquela flor?
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