Notas iniciais
FINALMENTE *-*

POV Naty

SÁBADO

Hoje é Sabádo, ou seja, não vou fazer nada. Só no tédio. Pra variar — ou não — acordei cedo, pela minha mãe, 7 horas. Hoje vamos fazer compras. Tomo café da manhã e saímos

[...]

Chegamos pela tarde e comi a tarde inteira. Já jantei e agora é 21:30. Estava na janela, na esperança de ver o Maxi, ver ele me acalma. E por sorte, ele já estava lá.

Maxi: Olá! Tudo bem?

Naty: Sim! E você?

Maxi: Também — ele sorriu — O que está fazendo agora?

Naty: Vários nadas... pra variar — ri.

Maxi: Quer vir assistir um filme aqui? — oi? Ele me chamou pra assitir um filme? AAH!

Naty: Ótima ideia... tô indo aí — rapidamente, sai do meu quarto e avisei minha mãe que estava na sala com o Diego — Mãe, vou um assistir um filme com o Maxi, tchau. Saí de casa e quando fui tocar a campainha, Maxi abre a porta.

Maxi: Você é rápida, hein — sorri e ele me mandou entrar. Subimos pro quarto dele e ficamos escolhendo um filme. Acabamos optando por Simplesmente Acontece.

Ele fez pipoca e pegou um cobertor. Ficamos sentados na cama, cobertinhos assistindo

POV Maxi

E lá estávamos nós, cobertos assistindo um filme. De vez em quando, desviava meu olhar da TV e a olhava, admito, estou perdidamente apaixonado por essa garota! Nunca pensei que ia dizer isso de uma aluna minha, mas é impossível não gostar dela. O filme já estava no fim, saio desses pensamentos quando sinto, delicadamente, sua cabeça apoiada em meu ombro, ela estava dormindo. Ela é tão linda dormindo.

A peguei delicadamente e arrumei-a em minha cama e a cobri. Passei minha mão calmamente pelo seu rosto, ela é tão... perfeita. Preciso agir, preciso fazer meu última passo do plano... conta à ela que sou o M. Acabo dormindo.

**

Acordo e me deparo com a mão da Naty em cima do meu abdômen, pego sua mão e fico fazendo carinho, a olhando profundamente. Vejo ela se remexer e logo acorda.

Naty: Esse não é o meu quarto... o-onde estou?

POV Naty

Nossa, estava com muito sono. Acordo e me deparo em um lugar nada a ver com meu quarto. Olho pro lado e vejo o Maxi. Perai... eu dormi com ele? Meu Deus.

Maxi: Bom dia. Você está no meu quarto... não aguentou e domiu aqui — ops.

Naty: Desculpa.

Maxi: Pelo que?

Naty: Por ter dormido aqui, tipo... eu tenho casa, tenho que dormir lá e...

Maxi: Relaxa, Naty. Enfim, vamos tomar café da manhã?

Naty: Annnh... tá.

Tomamos café da manhã e depois fui embora, tenho que me explicar com a minha mãe. Mas, ela nem percebeu, então também não disse nada.

SEGUNDA

O pior dia da semana. Não pelo fato de ser Segunda, mas pelo fato de que a primeira aula que terei é Biologia, com o pior professor do mundo. Chego no Colégio e vou pra sala. Ele diz que tem um documentário para vermos e fazermos um relatório... aff.

[...]

A aula acaba e o documentário não. Ele diz que vai terminar ainda hoje, na aula de outro professor... que folgado. A aula do Maxi se aproxima e é na aula dele que assistiremos o restante. Chegamos ao anfiteatro, que ficava no quarto andar e logo todos ocuparam as poltronas mais próximas da tela. Pra evitar que os retardados mentais da minha classe atrapalhassem minha concentração com seus comentários desnecessários, me sentei mais pro fundo, literalmente excluída de todos. Tudo que eu queria era tentar prestar atenção no documentário em paz, afinal, eu preciso de nota pra Biologia.
Maxi colocou o documentário no DVD e apagou as luzes, nos deixando no escuro quase total. Meus olhos, ainda desacostumados à escuridão, estavam fixos na tela, então eu acho que dá pra entender porque eu quase morri de susto ao sentir alguém sentar ao meu lado.

Maxi: Posso me sentar aqui? – sussurrou, já sentado. Até parece que ele sabia que não precisava pedir permissão pra nada quando a pessoa em questão era eu.

Naty: Claro – respondi baixinho, inspirando seu perfume gostoso.

Maxi: Não gosta de sentar mais pra frente?

Naty: Não muito, eu acabo não conseguindo prestar atenção com muita gente falando em volta – murmurei, com um sorrisinho simpático – E você? — ele soltou uma risadinha sem graça e fez uma careta.

Maxi: Nem é muito por isso... – ele respondeu, sorrindo de um jeito envergonhado — Eu vim sentar aqui pra fazer companhia pra você.

Naty: Companhia pra mim? – repeti, tentando disfarçar minha vontade de abraçá-lo até cansar – Não precisa sentar aqui só por minha causa, professor.

Maxi: Hum, é legal sentar no fundo... ninguém te vê, ninguém te irrita.

Naty: Exato — disse sorrindo.

POV Maxi

É agora ou nunca. Esse é o momento perfeito, pra dizer à Naty quem eu realmente sou.

POV Naty

Ficou um silêncio entre nós dois, mas que logo foi quebrado por Maxi.

Maxi: Espero que um dia minhas palavras alcancem seu coração, que você reconheça meus sentimentos e que nós possamos ser felizes, nem que seja por uma pequena fração de segundos, mas desejo que nós possamos pertencer um ao outro.

Essas palavras... M? Francesca tinha razão. Maxi é realmente o M? Viro meu rosto lentamente pro lado do Maxi e me deparo com ele me olhando. Sua mão foi lentamente ao encontro da minha, sua mão por baixo da minha, com a palma pra cima, entrelaçando nossos dedos. A mão dele estava quentinha, talvez a mão mais gostosa de se segurar. Ainda processando o que estava acontecendo, percebi que seu rosto se aproximava do meu devagar. Fiquei séria, com medo de alguém olhar pra trás e nos ver, mas ele colocou uma mão em meu rosto, como se me impedisse de virar e checar essa possibilidade.

Maxi: Eu já tomei esse cuidado, pode ficar tranquila – ele sorriu, acariciando minha bochecha com seu polegar. Sorri também, com o coração acelerado. Milhares de coisas passavam pela minha cabeça. Eu estava prestes a ser beijada pelo professor que eu mais admirava nesse mundo. O cara mais perfeito que eu já tinha conhecido, que nunca mostrou um defeito se quer durante os poucos meses em que me deu aula. E que era nove anos mais velho que eu. Apenas fechei os olhos e deixei acontecer... como ele mesmo disse "pense menos, arrisque-se mais".

CONTINUA...

Notas finais
0_0 OH MY GOD! BEIJO NAXI! Revieews