My Dear Babysitter - Concluída
39 Comemorações
Notas iniciais
5 meses depois...
P.O.V Do Freddie
Tudo estava bem em casa, graças a Deus, nossa vida se tornou mais tranquila. A correria fazia parte do dia à dia, o que era normal com 4 crianças pequenas em casa. Nos acostumamos, o Alex só nos trouxe mais alegria.
— Papai, o Alex fez cocô. Ele está fazendo caretas e agitando os pézinhos. — Ally avisou.
— Cadê a sua mãe? — Perguntei.
— A mamãe saiu com o Noah, ela foi à farmácia. — Contou.
Deixei o notebook de lado e fui dar uma olhada no meu caçulinha.
— Encheu a fralda, garotão? — O tirei do berço.
Ele se espremeu todo, entortando a boquinha, começou a choramingar.
— Sua mãe saiu, rapazinho, deixa o papai limpar você. Ally, pega o pote de lenços. — Levei ele até o trocador.
Abri o body verde com estampa de bolinhas, a abertura era embaixo, em seguida, puxei as abas da fralda.
Minha filha me entregou os lenços, a pomada, o pacote de fraldas e o talco, já adiantando meu trabalho.
— Obrigado, querida. — Sorri.
— Pai, fede muito. Parece que ele toma leite estragado. — Me fez rir.
Ela saiu de perto, tapando o nariz.
Alex enfiou a mãozinha na boca, parecia mesmo estar com fome, também estava todo agoniado.
O limpei, passei a pomada de assaduras, o talco e coloquei uma fralda nele.
— Pai, a mamãe pode ter mais bebês? — Minha menina perguntou de repente.
— Pode sim. — Peguei o Alex.
Sam sempre deixava uma mamadeira pronta na caixa térmica.
— Você quer ter mais um irmãozinho? — Não seria uma má ideia.
— Uma irmãzinha. — Ally sorriu.
O Noah que era ciumento, ele não gostava muito de ficar perto do bebê.
— Agora não, filha, já temos a Hannah e o Alex, vamos deixar eles crescerem primeiro. Vem, vou dar a mamadeira dele. — Falei saindo do quarto.
[...]
Sam voltou da farmácia trazendo duas sacolas, o Noah segurava uma caixinha de papelão.
— PAPAI, A MAMÃE DEIXOU! É MEU! — Ele correu vindo me mostrar o que tinha dentro da caixa.
Era um gatinho filhote.
— Ele fez um escândalo e você cedeu, né? — Perguntei para a minha loira.
— Não, ele só agarrou a minha perna e chorou até ficar soluçando... — Menos mal, quando se tratava do Noah, ele podia ser mais birrento que a Ally.
— Tudo bem para você, amor? — Perguntei.
Ally e Hannah foram ver o gatinho.
— Não peguem nele, o pai de vocês vai dar banho no gatinho. — Eu já tinha a minha resposta.
O animalzinho ficaria com a gente.
— Precisaremos de uma caixa de areia, ah, vou levá-lo ao veterinário para ver se tá tudo bem com ele. — Avisei.
— Tudo bem para mim se estiver para você também. — Sorriu.
Ela foi lavar as mãos.
— O Alex já tomou a mamadeira? — Olhou para o nosso filho.
Ele tinha os olhos dela.
— Uhum, também sujou minha camiseta. — Mostrei a mancha esbranquiçada.
Sam riu e me deu um selinho.
— Mamãe, ele pode se chamar Cookie? — Noah tirou o filhotinho da caixa.
— O nome que você quiser, meu anjo. — Sorriu para ele.
O Cookie tinha deixado as crianças contentes.
Ver a alegria dos filhos realmente não tem preço.
[...]
Dias depois...
P.O.V Da Sam
— Querida, está tudo bem por aqui? — Dona Marissa perguntou.
Era o aniversário do meu moreno.
— Tudo ótimo. Eu só preciso dar uma olhadinha no Alex agora. — Enxuguei as mãos.
— A Carly já pegou ele. Ela está com a Mandy, acabaram de dar banho nele e na pequena Isadore. — A bebê dos Boots era minha afilhada.
Freddie tinha saído com os rapazes.
— Querem ajuda na cozinha? — Wendy apareceu.
— Você sabe fazer torta de amoras? Estou tão ocupada. A dona Marissa vai fazer o bolo que o Freddie adora. — Fui dar uma olhada na fornada de salgadinhos.
— Mamãe, o Cookie fez sujeira. — Noah apareceu com o gatinho todo sujo de areia branca.
Hannah e Olly vinham logo atrás dando risadinhas.
— Cadê a Ally? — Perguntei.
— Ela está lá fora com o Jake. — Jake era o filho de Amber e Calvin.
— Estão brincando? — Indaguei.
— Subiram para a casinha da árvore. — Respondeu meu menino.
O Freddie não ia gostar nenhum pouco daquilo. Ele estava quase para chegar com nossos amigos.
Meu moreno foi com Billy, Shane, Gibby e Spencer comprar o que faltava para o churrasco.
— Vou lá fora rapidinho, fica de olho no forno, Wendy. — Pedi tirando o avental.
As crianças me seguiram para fora de casa, parei embaixo da casinha da árvore.
— ALLY! — Chamei.
Nem sinal da menina.
— ALLY! — Gritei mais alto.
— O que foi, mãe? — Apareceu junto com o Jake, ele já tinha 10 anos.
— Desça já aqui, tem coisas para fazer, se despeça do Jake. — Vi ela fazer caretas.
— Mas, mãe, a gente tá brincando agora. — Era teimosa.
— Se teu pai chegar e te vê aí sozinha na casinha com o seu amigo, é capaz dele infartar... O Cookie fez bagunça, espalhou areia para fora da caixa e ainda mexeu no vaso de planta que sua avó me deu. — Falei cruzando os braços.
— Já vou. — Disse de má vontade e desceu resmungando.
— Tchau, Ally. — Seu amiguinho se despediu.
— Vamos, mocinha, você disse que iria limpar toda a sujeira do gato. — A coloquei para dentro de casa.
Ela limpou a bagunça, fazendo cara feia.
Ouvi choro...
Dois sons diferentes de choros e gritos.
Olly e Hannah estavam brigando por um brinquedo.
O dia seria muito longo.
[...]
— Não tinha linguiça de porco? — Perguntei abrindo as sacolas.
— Só tinha mista, amor. — Respondeu.
Ele colocou as cervejas para gelar, Spencer e Shane não conseguiam tomar apenas refrigerante.
Freddie apenas tomava uma garrafa, só para acompanhar. Isso só nos almoços de domingo.
Mandy apareceu trazendo o Alex.
Carly e Gibby eram os padrinhos do nosso pequenino.
— Ele quer mamar. — Me entregou.
— Obrigada. — Nossa amizade era ótima.
Todos eram bons amigos.
— Tá com fominha, amor? — Sentei para poder amamentá-lo.
— Ally quer uma irmãzinha. — Freddie falou me pegando de surpresa.
— Mais uma criança para agitar a casa? — Indaguei.
— Não seria uma má ideia. — Sorriu.
— Freddie, eu só quero aproveitar os nossos pequenos. — Ter mais um bebê não estava em meus planos. — Talvez daqui há 5 anos. — Cogitei.
— Até lá eu já estou com 38 anos. — Fez careta.
— Bobo! — Achei graça.
— Quando Alex fizer 3 anos, a gente já poderia...
— Vou pensar no caso. Vou pensar. — Prometi.
[...]
— Sei que é o aniversário do nosso querido amigo, Freddie. Mas eu tenho uma maravilhosa notícia para dar a todos! — Wendy chamou nossa atenção.
Ela estava toda feliz.
Vi Carly e Mandy trocarem olhares.
— ESTOU GRÁVIDA! — Gritou empolgada.
Shane que estava sentado ao lado dela, cuspiu toda a cerveja que tinha na boca.
— Você sabia, né? — Freddie cochichou ao meu lado, aplaudindo.
— Desconfiava. — Sorri batendo palmas.
— Ah, que maravilha! Vamos comemorar! — Spencer abriu uma garrafa de Champagne.
— É pegadinha? — Shane levantou.
— Claro que não. Você vai ser papai, lindo! — A ruiva se jogou nos braços do namorado.
Ele abraçou ela, ainda estava atordoado.
Shane tinha medo de segurar bebês.
Eles se beijaram e não foi apenas um selinho.
— Gibby, traz mais cervejas. — Pediu para o nosso amigo.
— Quero ser a madrinha, ruiva. — Mandy levantou a mão.
— Não, a madrinha vai ser eu. — Carly se pronunciou.
— Claro que não, a madrinha vai...
— A madrinha vai ser a dona Marissa. Dona Marissa e o Spencer serão nossos padrinhos. — A ruiva acabou com a nossa animação.
— Eu? — Minha sogra ficou surpresa. — Tem certeza, querida? — Ficou feliz.
— Claro. Quero você e o Spencer como padrinhos do nosso bebê. — Confirmou.
— Por mim, beleza. — Aceitou Shane.
Spencer soltou um grito, comemorando.
Vi ele olhando para minha sogra, ela passou a mão no cabelo sorrindo toda envergonhada.
Minutos depois...
— Spencer me chamou para sair. — Ela contou quando fomos buscar as sobremesas.
— Sério? A senhora aceitou? — Achei aquilo tão legal.
— Não. Falei que iria pensar. — Respondeu pegando as taças para colocar o brigadeiro cremoso com morangos.
— Tem receio por causa do Freddie? Se for isso, eu converso com ele e...
— Não tem a ver com meu filho, querida. Acontece que sou mais velha. Nunca saí com um rapaz. — Admitiu.
— Que isso? Hoje em dia é tão comum. O Spencer é um bom homem. Além do mais, percebi os olhares entre vocês. — Comentei.
— Ele tem 38 anos. — Corou.
Dona Marissa tinha 53 anos.
— Não é como se ele tivesse 18 anos. A idade é o de menos. Se gosta dele, deveria dar uma chance. A senhora é uma mulher interessante, atraente e experiente. — Falei.
— Obrigada pelos conselhos, Sam. Você é uma ótima nora, faz o meu filho tão feliz, se tornou uma mãezona para os meus netos e tem sido tão boa para todos nós. É como uma filha que nunca tive. — Se emocionou.
Abracei ela, eu não poderia ter uma sogra melhor.
Voltamos para a área de lazer, para comemorarmos o aniversário do meu moreno.
Todos nós estávamos radiantes.
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