My Creation...
5 Capítulo 5 - Declarando os Sentimentos
Notas iniciais
Bem, primeiramente eu quero pedir desculpas a todos por ter demorado tanto a postar esse ultimo capitulo. Acontece que, depois da regra do Nyah! contra fanfics de bandas, eu simplesmente pedir a vontade de escrever. Mais de 80% das minhas fics eram de bandas, então eu fiquei muito triste ao ver todas as fics que eu tinha escrito com tanto amor e carinho sendo deletadas. Enfim, finalmente consegui escrever o ultimo capitulo e espero que isso recompense toda a demora. Mais uma vez me desculpem.
Sem mais delongas: Boa leitura!
Dias tranquilos e divertidos se passaram enquanto Gakupo e Kaito estavam na mansão. O alquimista continuava fabricando seus famosos bonecos e os vendendo na cidade, agora com um ajudante mais do que especial. Kaito ficava intrigado sobre a criação dos bonecos, afinal foi daquele jeito que veio ao mundo e sempre fazia muitas perguntas. Seu espirito curioso divertia seu mestre.
Em uma das idas a cidade, entregar uma encomenda, Gakupo soube que uma mulher com o rosto deformado por ácido apareceu no castelo alegando ser a princesa desaparecida, mas foi enxotada e humilhada pela corte e agora vivia como pedinte pelas ruas. O alquimista não era alguém que desejava o mal dos outros, mas achou esse ser um fim mais do que apropriado para Luka.
Kaito também não pensava mais na jovem que fez tanto mal a si. Agora ele só queria ajudar seu mestre e conhecer tudo do mundo. Gakupo pacientemente o ensinou a ler e escrever, coisas que fascinaram o pequeno boneco que agora tinha a mania de devorar todos os livros que encontrava. Também prestava atenção aos ensinamentos sobre a alquimia, ajudando o mais velho sempre que podia.
Numa tarde ensolarada, Gakupo estava trabalhando em seu laboratório como sempre até que a porta fora aberta pelo pequeno boneco, que entrou eufórico no local com um livro em mãos. Isso chamou a atenção do alquimista, o que o fez parar de trabalhar e ir até o menor.
- O que houve, Kaito?
- Eu encontrei um livro interessante! – comentou o menor, estendendo o livro ao outro – Ele conta uma historia!
- Ah, achou um conto? – o alquimista sorriu, pegando o livro e analisando o nome – Encontrou um romance.
- Então é assim que se chama... Eu achei tão bonito. – Kaito suspirou, olhando para o livro nas mãos do mestre – Os sentimentos humanos são tão intensos e fortes... Dá vontade de viver uma historia assim, como no livro.
- Pelo visto, você gostou mesmo de ler um romance.
- Sim, e também me identifiquei muito com ele!
- Se identificou? – Gakupo estranhou aquilo, não entendendo o que o menor queria dizer.
- Sim! A personagem do livro gosta tanto do outro personagem, faz tudo por ele e só pensa nele... Assim como eu só penso em você, mestre.
- O que...?!
- Quando estou perto de você mestre, me sinto tão feliz e protegido... Sei que cuida de mim com muito carinho e se dedicou muitas vezes por minha causa. Eu olho para o seu rosto e sinto algo dentro de mim batendo muito forte – o bobo colocou as mãos sobre o peito com um sorriso – Quero ficar ao seu lado o tempo todo e quando sorri pra mim ou me toca, me sinto aquecido. Não é isso que os humanos chamam de amor, mestre?
Gakupo estava extremamente surpreso depois de ouvir tudo aquilo do menor. Jamais pensou que ouviria algo assim, ainda mais vindo de um de seus bonecos. Sabia que Kaito não era uma simples criação sua, ele havia desenvolvido pensamentos e sentimentos próprios como nenhum outro boneco que tivesse criado. O maior também sentiu o rosto esquentar, provavelmente estava vermelho enquanto fitava os olhos azuis do outro.
Kaito não fazia ideia do quanto suas palavras haviam atingido o alquimista e muito menos sabia o tamanho do significado que elas carregavam. Mas havia sido totalmente sincero sobre o que sentia quando estava com o mais velho. Estranhou o silencio de seu mestre e seu rosto corado. Gakupo não sabia o que dizer naquele momento, mas sabia de uma coisa: sim, aquilo era amor. Tanto da parte do bobo como dele.
O alquimista se aproximou de sua criação, fitando seus olhos com carinho. O mais novo ficou parado, curioso com aquela aproximação. O dono dos cabelos roxos envolveu a cintura do outro e o puxou para si, ficando mais próximos do que jamais haviam ficado. Kamui não conseguiria se segurar, precisava sentir os lábios do menor urgentemente naquele momento e assim o fez.
Kaito arregalou os olhos assim que sentiu os lábios de seu mestre colados no seu, lhe roubando o primeiro beijo. No começo, era apenas um selar demorado, mas o alquimista tratou de intensificar o beijo, passando a língua pelos lábios do menor até obter uma brecha, invadindo a boca alheia e vasculhando cada parte, se deliciando com o sabor doce que eles continham. O bobo estremeceu com aquele contato, segurando os ombros de seu mestre e tentando retribuir aquele beijo, mesmo que de forma desajeitada.
Durante o beijo, Gakupo deixou que as mãos percorressem o corpo de sua criação, sentindo aquela pele suave e macia na ponta dos dedos. E pensar que aquela pele já tinha sido cruelmente marcada só atiçava o sentimento protetor do mais velho. Não permitiria que mais nada de ruim acontecesse com seu lindo boneco. O bobo sentia arrepios pelos toques do outro, mas se sentia muito bem e chegava a desejar por mais contato.
- Me-mestre... – o menor chamou com a voz falha assim que o beijo foi encerrado.
- Você tem razão, Kaito. O que você sente é amor. E é exatamente o que eu sinto por você também.
- Ah... – o bobo suspirou ao ouvir a declaração do outro, sentindo as bochechas queimarem, mas também o corpo ficar estranhamente quente – Mestre, me sinto tão... Quente.
Não só a frase como também ver aquele belo rosto corado, juntamente com os lábios inchados pelo beijo e os lindos olhos azuis semicerrados provocaram um arrepio de excitação sobre o alquimista. Não conseguia se controlar... Precisava ter Kaito naquele momento. Decidido a isso, Kamui pegou o menor no colo e caminhou para fora do laboratório, em direção ao quarto. O bobo não fazia ideia para onde estava sendo levado, mas confiava no maior então se segurou nele com firmeza.
O quarto do alquimista era o maior da mansão, elegantemente decorado e com uma cama enorme e aconchegante. Era primeira vez que Kaito entrava ali, então observava tudo com curiosidade. Realmente aquele quarto parecia com seu mestre. Assim que foi deitado na cama, teve os lábios capturados novamente, retribuindo um pouco melhor ao mais velho. Gakupo sugava a língua do menor enquanto passava a retirar o cachecol e a capa que ele vestia.
O bobo sentia uma leve vergonha ao ser despido, mesmo que muitas vezes ficasse nu para o outro quando ele o concertava. Dessa vez era diferente, ele sentia que algo inesquecível aconteceria ali, o que só fazia o calor de seu corpo aumentar. Sentia os lábios de seu mestre abandonarem os seus e descer pelo queixo ate o pescoço, onde passava a distribuir beijos e leves mordidas, causando arrepios no pequeno bobo.
Gakupo estava fascinado pelo mais novo, olhando seu corpo com atenção enquanto as mãos continuavam a acariciar cada parte dele, aproveitando para marcar o pescoço alvo sem muita força. Levou os dedos até os mamilos do menor, apertando-os e sorria com satisfação ao ouvir um gemido escapar dele. Ah, ate os gemidos de seu boneco eram perfeitos. Não tinha como o alquimista ficar mais encantado, sentindo ainda mais excitação.
Em sua inocência, Kaito não sabia exatamente o que estava acontecendo ali, mas se sentia tão bem com aqueles toques diferentes que não se incomodava ou questionava seu mestre. Sentia os lábios do mais velho descendo por seu peito e suspirava, fitando-o curiosamente com os grandes olhos azuis. Onde os lábios de Kamui tocavam parecia queimá-lo, deixando o bobo de certa forma inquieto e ansioso.
O alquimista também retirava o short e a roupa intima do mais novo, deixando-o apenas com as meias 7/8. Deixou que os olhos corressem lentamente por todo o corpo do outro, mordendo os lábios pela beleza do boneco. Logo se inclinou e deslizou a língua pela coxa do menor, vendo-o se remexer e suspirar abaixo de si. Foi descendo com a língua ate alcançar o membro do outro, não conseguindo resistir e acabou por abocanha-lo imediatamente.
Kaito acabou gemendo alto de surpresa pelo que o outro havia feito e apoiou o corpo nos braços enquanto passava a fitar o seu mestre, vendo seu membro sumir dentro da boca quente do outro. Gakupo o sugava com vontade, sendo recompensado pelos gemidos do boneco e sentiu uma das mãos do outro pousarem em seus cabelos, lhe motivando a continuar com o que fazia. Quando parou, soltando o membro do menor, teve vontade de rir pela expressão emburrada do outro.
- Mestre... Estava tão bom. – o bobo resmungou, querendo mais.
- Não se preocupe, vai ficar melhor ainda.
O alquimista acariciou o rosto de sua criação com um sorriso malicioso nos lábios, descendo os dedos até os lábios dele, pedindo que os deixasse bem molhados. Kaito assentiu e passou a sugar os dedos do maior, um a um lentamente e deixando o outro ainda mais excitado pela visão. Quando já era suficiente, retirou os dedos e os levou ate a fenda escondida entre as nádegas do menor. Um único roçar já fez o bobo se remexer, aparentando estar bem sensível ali.
Gakupo começou a preparar o menor, inserindo lentamente os dedos, um a um e os movendo dentro dele em um vai e vem, às vezes com movimentos circulares e por fim os abrindo para alargar a passagem. A pressão e o calor que sentia nos dedos só o deixava com mais vontade de entrar no bobo e faze-lo inteiramente seu. Kaito estava um tanto desconfortável com aquela invasão, mas se mantinha forte, também querendo mais do outro.
Assim que o desconforto não era mais evidente nos gemidos do mais novo, o alquimista retirou os dedos e o fez se levantar, o acomodando em seu colo em seguida. Os olhos azuis se chocando com os roxos em um misto de excitação e desejo enquanto os lábios se uniam mais uma vez, de forma mais lenta e intensa dessa vez. O maior encaixou a glande na entrada alheia e o fazia descer lentamente sobre o membro enquanto o segurava pela cintura.
Kaito sentiu uma dor aguda, como se estivesse sendo partido em dois e se agarrou aos ombros do mais velho, mordendo os lábios. Embora sentisse dor, não se comparava a dor que sentira nas mãos da Luka, por tanto conseguia suportar facilmente. Assim que estava inteiramente no menor, Kamui esperou pacientemente para poder se mexer. Não queria aumentar a dor que o outro sentia e também sabia que levaria um tempo para ele se acostumar.
Depois de um tempo, o alquimista notou que o corpo do bobo relaxou e a pressão em seu membro também diminuiu, entendendo que ele estava pronto. Começou a se mover lentamente, com leves estocadas e segurando a cintura do outro, o fazia quicar em seu colo. Mesmo que sentisse um leve incomodo, Kaito era inundado com um prazer indescritível que nunca imaginara antes. Ele mesmo passou a subir e descer sobre o colo de seu mestre, ainda abraçado a ele.
Gakupo se sentia satisfeito ao ver que o menor estava gostando tanto quanto ele daquele momento. Os gemidos de ambos começavam a preencher o ambiente enquanto os movimentos ganhavam um ritmo certo. O alquimista deitou sobre a cama, deixando o menor cavalgando sobre seu membro, o fazendo delirar. Via o corpo alvo subindo e descendo sobre si e o belo rosto do bobo expressar o mais intenso prazer.
Kaito acabou apoiando as mãos sobre o peito forte de seu mestre enquanto se movia mais rápido inconscientemente, não sentindo mais nenhum incomodo enquanto o mastro rijo do alquimista deslizava com facilidade em seu interior. Por um momento, chegou a ter a o ponto mais sensível de seu corpo tocado, tombando a cabeça pra trás enquanto um gemido mais alto fazia sua garganta queimar.
Kamui notou que o belo boneco estava ficando cansado, então tratou de mudar a posição, deixando-o abaixo de si e segurou as pernas do menor, deixando-as bem abertas enquanto passava a se mover ainda mais rápido, tocando novamente o ponto prazeroso do bobo. Kaito estava em êxtase com todas as sensações que sentia. Além do grande prazer, se sentia completo com o mais velho conectado a si daquela forma.
Uma camada fina de suor já corria no corpo do alquimista enquanto ele se inclinava, se enterrando no interior quente e apertado do boneco. Seus cabelos roxos acabavam por cair no colchão em volta do menor, como uma linda cascata protetora em volta de seu amado. Kaito admirava a beleza de seu mestre enquanto sentia espasmos e longos arrepios pelo corpo, numa espécie de aviso que tudo aquilo logo teria um fim.
E de fato tudo aquilo teve um fim. Com uma ultima estocada profunda, Gakupo acabou se desfazendo dentro do boneco, o preenchendo totalmente. O mais novo arqueou o corpo sobre a cama e também chegou ao seu limite, porem não saiu nada de seu membro, já que por ser um boneco, não possuía sêmen. O alquimista deixou seu corpo cair com cuidado sobre o bobo, abraçando com ternura e se retirando de dentro dele assim que a respiração se tornava correta.
- Hmm... Tenho que dar um jeito nisso. – Kamui comentou aleatoriamente, fitando o membro de sua criação.
- Mestre... – Kaito o chamou baixinho, ganhando prontamente a atenção dele – Eu te amo, meu mestre.
- Eu também amo você Kaito. Você foi a melhor coisa que eu já criei em toda minha vida.
O bobo sorriu com as palavras do maior, se acolhendo contra o corpo alheio. Gakupo ficou acariciando os cabelos azulados do outro ate que viu o mesmo pegar no sono e passou a admira-lo. Nunca imaginou que acabaria se apaixonando por uma de suas criações, mas Kaito não era um boneco qualquer. Ele era tão humano quanto ele mesmo. Capaz de amar e sentir tudo como ele. Duvidava que um dia conseguiria fazer outro boneco igual a ele, mas nem tinha intenção de fazer isso. Kaito era único, não só em sua personalidade, mas também por ser o único para o alquimista. Dali em diante, poderiam viver felizes para sempre.
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