My Creation...
3 Capítulo 3 - A Batida do Coração
Notas iniciais
Bem, devo agradecer aos leitores novos que me mandaram review esses dias, foi voces que me motivaram a escrever o cap de hoje ^^ Me perdoem por estar tao curtinho, dei o meu melhor e espero que gostem.
Sem mais delongas: Boa Leitura!
- QUEM... QUEM FEZ ISSO A VOCÊ?!
A pergunta explodiu pelos lábios do alquimista, horrorizado com o que haviam feito com o menor. Quem ousaria fazer aquilo? Kaito nada disse, apenas virou o rosto, evitando o contato visual. Gakupo entendeu o que o bobo não queria falar nada, porem aquilo só o deixava mais perturbado. O bobo era um presente que havia criado com tanta dedicação... Decidiu cuidar do boneco primeiro para depois descobrir a verdade.
- Não se preocupe, vou curar suas feridas...
O alquimista falava com mais calma para deixar o outro tranquilo, virando seu rosto para que o encarasse, exibindo um sorriso gentil. Gakupo colocou uma das mãos sobre o peito de Kaito para lhe passar segurança e foi quando se espantou ao ouvir um som que não poderia ser confundido com nada nesse mundo... A batida de um coração.
O dono dos cabelos roxos ficou muito surpreso. Seus bonecos não possuíam tal capacidade. Então por que Kaito parecia cada vez mais humano aos seus olhos? Seu modo de agir e pensar não condiziam em nada com suas outras criações. Isso o deixava confuso... E estranhamente envergonhado, como se aquela batida fosse direcionada a si. Apenas puxou o menor para mais perto e andou ate sua mesa de trabalho.
A recuperação das feridas do bobo não era algo muito difícil para o alquimista, afinal ele mesmo o criara. E mais uma vez se dedicou a deixar Kaito em perfeito estado, embora isso tivesse demorado dois longos dias, não queria deixar uma marca se quer em sua pele. Ter a companhia do outro aqueles dias foi agradável e por fim o menor lhe contou o que havia acontecido... Mas definitivamente não queria acreditar. Não podia imaginar sua bela Luka sendo tão cruel.
Logo o boneco estava pronto e ficou mais um dia no laboratório do alquimista para poder descansar. Enquanto isso, Gakupo ficava pensando seriamente no que o bobo havia lhe contado enquanto preparava uma pequena surpresa a sua princesa. Criava bonecas em miniatura, com asas parecendo com fadas.
...
Na manha seguinte, bem cedo, entregou as mini fadas a princesa e elas logo começaram a dançar ao seu redor, fazendo a jovem Luka sorrir. Vendo tal sorriso, era mais difícil ainda de acreditar que a moça havia feito aquilo com Kaito. Mas também não via motivos para seu boneco mentir... Estava em uma intensa batalha duvidosa dentro de si e não gostava disso. A princesa parecia tão inofensiva quanto uma flor, já seu boneco era tão doce e inocente quanto um anjo. Decididamente, não sabia no que acreditar.
Aproveitou e ficou um tempo conversando com Luka enquanto ainda estava cedo, embora não tivessem muito tempo para conversar, sempre gostava de saber mais e mais de sua querida princesa. O alquimista comentou que ouviu boatos de que seu pai, o Rei, a estava procurando por todos os lados... A jovem não demostrou nada, apenas assentiu enquanto olhava para as fadas. Realmente não parecia se importar ou sentir falta do castelo.
Gakupo foi trabalhar, deixando novamente Luka sozinha. De tarde, a princesa já havia se entediado completamente com seu mais recente presente. Chutou uma das mini fadas pra longe, suspirando com desanimo. Definitivamente, não gostava de monotonia. Porem, logo algo chamou sua atenção... Ao longe, Kaito treinava seus malabares para poder fazer uma apresentação diferente. Um sorriso nada bonito apareceu nos lábios da jovem e ela se levantou, indo ate ele.
- Pelo visto, você melhorou... – sibilou com a voz doce, mas que escondia as verdadeiras más intensões.
O bobo da corte tomou um susto com a chegada repentina da princesa, deixando as bolas de seus malabares caírem e virou-se para ela. Ver seu rosto falsamente angelical dava arrepios no mais novo, fazendo-o lembrar de todo o terror que passou com a princesa. O sorriso cruel se estendeu mais pelos lábios rosados, pedindo para que a seguisse. Não pouparia o menor de mais um de seus “divertidos jogos”.
...
Já era tarde da noite quando Gakupo estava por fim quase terminando a boneca que deveria entregar, só faltando decidir uma cor para os olhos e notou que estava faltando uma matéria prima para fazê-los. Por sorte, tinha um estoque na mansão onde sempre guardava os materiais que mais necessitava em grande quantidade ou em menor uso. Abriu a porta para ir buscar o que precisava, porem a porta bateu em algo caído no chão.
Demorou um pouco para o alquimista perceber o que interferia em sua passagem, afinal estava escuro. Mas quando conseguiu, ficou com uma expressão assustadora de choque ao notar que no chão havia o corpo do bobo, respirando pesadamente e com dificuldade, novamente todo marcado, dessa vez incluindo seu peito e um filete de sangue escorria por seus lábios miúdos. Para deixar a cena mais chocante, uma das pernas do mais novo estava decepada, tingindo o chão de carmim.
- Kaito!! – imediatamente Gakupo se pôs de joelhos, tomando o boneco nos braços – Quem...? Como...?! O que houve?!
- Você... Me mandou fazer tudo para deixar a princesa feliz. – balbuciou o menor, já sem forças – Não consigo fazer nada direito... Perdoe-me mestre.
Kaito sucumbiu à escuridão de seu inconsciente em seguida, fazendo as mãos do alquimista que o amparavam tremerem. O dono dos cabelos roxos amava aquela mulher... Então como ela poderia fazer uma coisa tão cruel com alguém tão doce quanto aquele boneco? Não conseguia entender... Mais confusão e duvida tomou a mente de Gakupo enquanto o mesmo abraçava o corpo em seus braços de forma protetora, por fim levantando e entrando em seu laboratório.
Não importava se ficaria dias e mais dias trancado ali, não se incomodava de passar noites sem dormir, não ligava de deixar seus trabalhos de lado. Mas não iria permitir que fizessem aquilo novamente... Kaito não merecia! Sabia disso e iria impedir a qualquer custo. Não descansaria ate que Kaito estivesse sorrindo de novo. Por mais estranho que seus próprios pensamentos soassem, ele queria dar uma boa vida para aquela criação tão especial.
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