My Boys: The Fall
2 Lutem! As habilidades são testadas!
Notas iniciais
No dia seguinte na parte da tarde, Bárbara chamou os meninos para um desafio bem simples até, um dos primeiros a comparecer ao campo foi Matusak, logo em seguida foi chegando Burn, Hibari, Arthur e Stephano, todos estavam observando a volta, um lugar um tanto deserto, não demoraram muito a perceber a presença dela no meio do campo, na cintura da mesma repousava uma katana embainhada, seus braços estavam cruzados e os olhos fechados. Todos se aproximaram e logo ela abriu um pouco os olhos e disse:
– Serei rápida neste teste. Quero testar a habilidade de vocês. Venham como podem pra cima de mim. Usem os poderes que tiverem. Eu não me moverei.
– Mas... Não é arriscado demais pra você? Afinal somos todos homens, às vezes não controlamos nossas forças.
– Não se preocupe quanto a isso Hibari, apenas venham como puderem.
Um a um foi se afastando dos outros e pegavam suas armas, aos poucos se viram para ela que ficava a observar com cuidado, Matusak começava estalando um pouco o corpo e logo materializando de suas trevas uma longa lâmina escura, com adornos em um prateado envelhecido, e na mesma gravada com um desenho de lobo uivando, em seguida Burn, começou a estalar os dedos e sorrir um pouco, ficando em pose de luta, levando às mãos as costas na parte da cintura tirava duas adagas com lâminas muito bem desenhadas e um tom azulado claro mesclando para o vermelho, Bárbara virando um pouco o campo de visão, notou apenas Arthur girando os pulsos com um par de socos ingleses com pontas afiadas, Hibari parecia até calmo, retirava das costas um par de espadas, com um desenho muito interessante nas mesmas, dá qual pela posição que Bárbara estava não dava para se notar muito bem, não muito distante tinha Stephano com um par de Sais, girava os mesmos nos dedos, depois de todos estarem armados e tecnicamente prontos, ela apenas coloca a mão na bainha da katana e olha pra eles.
– Apenas venham... Como puderem...
Em instantes, Matusak dava uma investida com a enorme lâmina bastarda, seguindo logo em seguida por Hibari, cruzando o par de espadas logo à frente, Matusak girava a lâmina e deixava o peso da própria cair para tentar tirar o equilíbrio de Bárbara, a mesma nem se movimentou apenas levantou a mão e segurou a lâmina pesada, com força o suficiente para lança-la para trás, quando notara a proximidade de Hibari, pegou em mãos novamente a sua katana e levantou, bloqueando o ataque de Hibari, o jogando pra trás, Burn, aproveitou da abertura da guarda da mesma e tentou um ataque de baixo para cima, passando a lâmina da adaga muito próxima ao corpo dela, antes que pudesse alcançar o rosto de Bárbara, ela levanta uma das pernas e o chuta na lateral do corpo, jogando contra o Matusak, que quase não consegue desviar do mesmo, Arthur se aproximou rápido e procurou dar socos continuou contra ela, que apenas se defendeu com a bainha da espada, sem se quer mover-se para os lados ou recuar-se, Stephano aproveitou que ela estava olhando para o lado oposto e ocupada defendendo os ataques de Arthur, em uma rápida investida apontou um de seus Sais para frente e tentou atingi-la que surpreso viu que parava o mesmo encaixando as mãos entre a lâmina. Um tanto desapontada, apenas suspirou e afastou os dois, antes mesmo que Matusak, Burn, Hibari pudessem voltar a vir tentar atingi-la, a mesma segurou firme o cabo da espada e se abaixo para o lado, como se estivesse concentrada, usando disso como vantagem se colocaram a corre ao máximo que puderam para atingi-la, mas logo em seguida uma forte explosão os arremessaram longe e desarmando todos. Ela se ajeitava no lugar e finalmente pronunciava-se:
– Precisam um pouco mais de poder... Nem me movi do local inicial... Matusak, você não pode deixar sua guarda aberta para que um inimigo avance... Use da sua própria força e o peso de sua lâmina para retardar o inimigo. Burn... Mais velocidade... Você é um combatente corpo-a-corpo deve ter mais velocidade que aquilo não? Hibari, sua habilidade com as lâminas é surpreendente... Mas não és um iniciante. Deve se empenhar mais em seus ataques e pontos certeiros do seu inimigo. Stephano mais rápido, você poderia ter tacado o teu Sai em minha direção me fazendo desfocar da atenção do Arthur. E... Arthur... Mais rápido e ataques mais fortes.
Eles ficaram sem entender muito bem o que se passara, ela passou caminhando por eles como se não tivesse acontecido nada. Não demoraram muito para cada um ir ao seu quarto se arrumar para o jantar, todos tomaram um banho e desceram para saborear a comida do Carlos. Bárbara já estava sentada a mesa, concentrada em alguns papéis, Matusak, Burn, Hibari, Arthur e Stephano logo se sentaram à mesa e ficaram conversando um pouco.
– Espero que os rapazes estejam com muita fome, pois faz algum tempo que não faço bastante comida.
Carlos sorria um pouco e começou a colocar os pratos à mesa, e logo em seguida colocando alguns enfeites e panelas.
– Fiz a minha especialidade, macarrão spaguetti ao molho bolonhês! Espero que gostem.
Bárbara levantou um pouco o olhar e depois voltou a olhar os papéis, os meninos começaram a se servir e rir um pouco, apenas Hibari e Arthur permaneciam sérios. De repente Matusak e Burn se encararam por um tempo, Bárbara notou e abaixou os papéis.
– hum...?
– Você realmente tentou um belo ataque naquela hora Matusak. Pena que deixou a sua lâmina cair por peso próprio para tirar o equilíbrio dela.
– Tsc... Poderia muito bem ter a derrotado de primeira. Você já não teve tanta sorte, levou um chute nas costelas. Com certeza ela teve pena de você.
Ambos ficavam com um sorriso um tanto debochador um para o outro, Bárbara apenas ficou olhando e cruzou as mãos e permaneceu em silêncio, Stephano ficou olhando e se assustou um pouco e tentou fazer os dois se entenderem.
– Hey! Não vamos brigar logo agora não é?
– Brigar? Não vou perder o meu tempo com esse ruivo ai.
– Ruivo hãm? Pode me chamar pelo nome. Se preferir. Ou se quiser dou uma demonstração a você.
– E-Err... Burn, Matusak, por favor, não briguem.
– Stephano. Deixe-os brigar. Quero ver onde isso pode acabar.
– E-Eerrr... C-Chefinha, o Burn está começando a ficar em chamas.
Não deu muito tempo ambos levantaram e ficaram se encarando, quando de repente um espetinho de queijo aparece entre os dois. Hibari e Arthur ficaram olhando aquilo e preferiram não falar nada, Stephano começou a rir enquanto via a Bárbara em pé segurando o espetinho que estava começando a dourar.
– Pelo menos essa briga pode preparar o meu espetinho de queijo.
Logo o fogo sumiu e Matusak e Burn começaram a rir juntamente de Stephano, Bárbara permaneceu séria e começou a comer o queijo, não demorando muito para todos saíssem da cozinha e fossem ao seus quartos. Enquanto Carlos começava a retirar a mesa, ficava olhando a Bárbara a ficar atenta aos papéis.
– O que está lendo Milady?
– Um relatório dos últimos dados coletados na cidade... Parece que as coisas não tem andado muito bem.
– Mas... Milady por que não tem saído para resolver por si só?
– Carlos minha cabeça está a prêmio lá fora. Tenho que primeiro restaurar as coisas na mansão... Eu preciso muito que eles me ajudem a restaurar as coisas aqui em casa.
– Eu compreendo. Quer que eu prepare um suco?
– Não. Vou a minha sala, tenho alguns arquivos a mexer... Tenho uma reunião logo cedo para comparecer.
– Não vai levar nenhum dos meninos não é?
– Não poderei levar...
Carlos ficou um tanto apreensivo, já que com a cabeça de Bárbara a prêmio para as outras máfias, seria muito arriscado a mesma sair sozinha numa manhã gélida.
Não tardando muito Bárbara foi à sala dela onde encontrou Matusak sentado perto da mesa da mesma, Bárbara deu a volta na mesa e se sentou.
– O que deseja Mat?
– Só quero deixar bem claro que eu segurei o meu poder... Eu poderia muito bem ter acabado com aquele ruivinho.
– Oh... O Burn? Não gosta dele?
– Ele é um tanto insolente pra mim. Acha-se mais forte.
– Bom... Todos são realmente fortes, mas ainda não estão em seus potenciais para conseguir vencer as máfias mais poderosas.
– Acha que eu sozinho não posso?
Bárbara suspirou profundamente e se levantou, cruzando os braços atrás do corpo e ficou olhando a janela que dava a vista para o jardim.
– Não é essa a questão... Mesmo se pudesse liberar todo o seu poder e vencer. Seria sem sentido fazer isso. Então eu quero trabalhar aos poucos.
– E o nosso “acordo”?
– Não sei se poderei fazer muito por você em relação a isso. É algo muito difícil. Posso possuir ótimos hackers, porém estamos muito limitados...
– Entendo...
– Por favor, Mat... Não deixe que seu poder suba a cabeça, você não tem que liberar todo o seu poder. Sim, poderia ter me derrotado... Mas somos os únicos que podem se derrotar. Então... Apenas siga o que peço.
– Farei o que for preciso por enquanto.
Logo Matusak sai da sala de Bárbara e encosta a porta, cruzando o seu caminho com o Burn que tinha acabo de sair da biblioteca e caminhava com um tanto de calma para a sala da Bárbara.
– Tsc... – Resmungou um pouco Matusak.
Quando Bárbara se virou para ir sentar em sua mesa, logo viu a sua porta sendo aberta de novo devagar, Burn a pedia permissão para adentrar e logo depois caminhou até a poltrona e mostrou uma parte de um livro.
– Diga-me... Onde encontrou isso Milady? E como sabia sobre mim...?
– Esse livro eu ganhei há um tempo. E respondendo a sua segunda pergunta, eu tive que pesquisar muito... – Bárbara sentou-se na poltrona e virou lentamente para trás – Assassino em combate... Ótima velocidade... Um tanto ameaçador... Destrutivo... Silencioso. Não acha que é o suficiente para vir até aqui? Afinal... Você já lutou contra mim uma vez.
– Tsc... Nunca pensei que fosse lhe encontrar de novo. Achei que naquele dia você estivesse possivelmente morta.
– Haha, muito gentil de sua parte. Mas não... Meus antigos subordinados morreram, eu tive que me retirar.
– Ainda há força em você? Afinal você foi sentimentalmente abalada. Ou... Não esquece que eu quase lhe cortei o pescoço.
Bárbara leva a mão ao pescoço e se vira, puxando friamente a gravata do mesmo e ficando cara-a-cara.
– Um dia irá pagar... Você pode anotar isso. Porém o tempo que ficou fora da máfia o deixou um tanto enferrujado.
Tentando aproveitar um pouco do momento Burn se aproxima mais do rosto de Bárbara, que ao perceber segura mais firme a gravata e o afasta.
– Saía da minha sala. Por favor, preciso de um tempo para pensar e tenho que começar a organizar algumas coisas.
Burn um tanto surpreso se levantou e ajeito a gravata e saiu da sala dela sem dizer mais nada. Bárbara mudou um pouco mais de humor e começou a olhar alguns papéis e logo em seguida muitos deles ela o pegou nas mãos e se virou jogando na lareira.
– Preciso me concentrar... Eu não sei quando ele pode atacar de novo...
Enquanto ficava observar o fogo na lareira consumir o papel que ela tinha jogado, não demorando muito a voltar a se concentrar no trabalho. Fora do escritório de Bárbara, Stephano estava na cozinha pegando algum lanchinho para comer e resolve conversar um pouco com o Carlos que estava a lavar os pratos.
– Senhor Carlos?
– Sim, Senhor Stephano?
– A Chefinha sempre foi assim? Um tanto sombria?
– Hum... Não. Já teve seus momentos de sorrisos, os antigos amigos e subordinados eram alguém que a respeitava demais. Porém foram massacrados na frente dela.
– E qual é a ligação dela com o Matusak, parece que ambos se conhecem há muito tempo...
– Sim, de facto se conhecem há muito tempo. Porém ela prefere deixar isso só aos ouvidos de poucos.
– Entendo. Diga-me mais uma coisa?
– Pode perguntar.
– O que exatamente estamos a lutar?
– Ah... Estamos contra uma máfia poderosa... Seu líder é um inimigo a altura da senhorita Bárbara, fora o mesmo que a massacrou.
– Wow... Mas... Se ela é tão forte, igual no teste, como pode perder contra esse tal inimigo?
– Na época não tinha essa força... Esses anos difíceis pra ela foi o que a modelaram desta forma.
Stephano e Carlos permaneceram um pouco em silêncio e não demoraram muito a se despedirem e irem para a cama. Tarde da noite Bárbara ainda estava acordada e consequentemente um pouco nervosa, andou até os jardins e entrou pelas roseiras, caminhando com calma até o centro do jardim, parando perto de uma fonte de água cristalina, onde tinha quase que perfeito o reflexo da lua.
– Por que eu não consigo mais?... O que tem me faltado? Persistência. Preciso de persistência! Esses meninos serão fortes... Irei protegê-los. Preciso protegê-los... – Bárbara se agachou perto da lateral e tocou levemente a mão na água e ficou a brincar com os dedos, podendo ouvir as pequenas gotas que escorriam de sua mão voltar a cair na fonte.
– O que fiz de errado?
Logo ela se levantou e saiu andando para o fim do jardim, dando a inicio a uma trilha até uma árvore no alto de um pequeno morro onde tinha um balanço amarrado na mesma, chegando ao topo, caminhou até o balanço e se sentou, fechando os olhos e sentindo apenas a brisa fresca que vinha do mar.
– Amanhã começarei com algumas coisas básicas... Vou ter que procurar recursos para que eles possam treinar, tenho que ser convidativa...
Os suspiros dela se prosseguiram até ao amanhecer, Carlos como era o primeiro a acordar e preparar as coisas na casa foi o primeiro a notar a ausência de Bárbara, um tanto preocupado, começou a vasculhar toda a casa, até ao momento que começara a gritar pelo nome dela, os meninos um tanto assustados levantam e vão perguntar ao Carlos o que estava acontecendo, após informar de que Bárbara tinha sumido, todos começaram a procura-la, Arthur foi quem a achou pelo facto de sua energia não ser muito discreta.
– Graças! Ai está ela! Obrigado! – Disse Carlos mostrando uma face mais aliviada de reencontrar a Bárbara, que pela primeira vez em dias e até mesmo em alguns meses estava tendo um sono tranquilo.
– Diga-me o que acontece?
– Ah, Senhor Hibari é uma longa história, ela não tem sono muito constante. Sempre acaba acordando de algum pesadelo.
– Já procurou a levar em um médico para ver alguns medicamentos para o sono...?
– Sim, porém os mesmos não fazem mais efeito... Ela deixou de tomar, não quer mais saber dessas coisas e continua focada em trabalho.
– Mas... Isso não vai a adoecer mais?
– Senhor Burn... O que a mantem viva é esse trabalho. Sofrera com a morte de grandes amigos. Carrega a culpa de não tido poder para salva-los.
– Ela poderia pelo menos ter deixado um pouco do outro poder dela falar.
– Senhor Matusak... Era arriscado ela fazer aquilo, poderia ter matado muitos inocentes.
– E não derramaram sangue inocente?
– Chegaram a derramar... Porém... – Carlos olhava para o rosto de Bárbara que parecia inexpressivo. – Ela fez o que pode para salvar os poucos que restaram. Honra e respeito... Ela perdeu naquela batalha.
Todos ficaram em silencio observando Carlos abraçar Bárbara forte contra o peito e suspirar fundo ao se levantar e caminhar com ela nos braços de volta a mansão. A sombra de Carlos parecia desaparecer na sombra dela, como se ele não estivesse ali, porém podia se ver claramente que as sombras delas que eram extremamente estranhas e pareciam tomar outras formas.
– Que segredos ela pode estar escondendo?
– Muitos meu caro. Pode ter certeza que muitos.
Enquanto todos voltavam a casa, Carlos foi colocar Bárbara na cama, assim que a cobriu, abriu um pouco os olhos e olhou para o mesmo.
– Que horas são?
– Mais ou menos sete e meia.
– O quê? Sete e meia? Tenho reu—
– Tem reunião apenas às dez e meia da manhã. Eu iria lhe acordar às nove horas.
– Mas e os relatórios?
– Separados e guardados na sua pasta, chave do carro esta próxima da pasta, roupa separada, café da manhã também.
Bárbara apenas ficou em silêncio enquanto encostava a cabeça no travesseiro de novo.
– Pode deixar Milady. Deixei tudo pronto para ti hoje. Então procure dormir um pouco mais. Assim que possível eu voltarei para lhe acordar.
Carlos saiu do quarto de Bárbara e foi à cozinha onde encontrou os meninos tomando café um tanto preocupados.
– Senhores? Aconteceu algo?
– Senhor Carlos, é normal ela fazer esse tipo de coisa?
– O quê? Dormir do lado de fora de casa?
– Sim.
– Não, isso só ocorre se ela tiver com a cabeça muito cheia. E como tem passado por maus bocados, deve ter estourado e acabou indo pra lá, um local do qual ela se acalma.
Enquanto Carlos informa da situação da casa, Bárbara continuava deitada, porém não conseguia voltar a dormir, já que havia um pesadelo passando-se por sua mente, um tanto inquieta se levantou, tomou um banho e colocou a roupa que iria sair, logo depois indo a saindo para o escritório.
– Preciso me apressar para sair... Hoje parece que vai ter o festival de massas e eu não quero pegar transito.
Pegando tudo que precisava descia rapidamente e colocava a pasta de lado e prendia o cabelo.
– Bom dia, Burn, Matusak, Hibari, Arthur e Stephano. Preciso ir a uma reunião, até amanhã estarei providenciando algumas coisas para o treino de vocês.
– Mas chefinha vai sozinha? Não quer levar um de nós?
– Não posso Stephano. De qualquer forma vejo vocês mais tarde.
Bárbara terminava rapidamente de prender o longo cabelo e pegava algumas torradas e saia rápida pela porta da frente, caminhando até a garagem, pode ouvir algo se aproximar, virou-se com calma e observou aos lados.
– Hum?
– Milady não quer a minha companhia?
– Burn...– Suspirou Bárbara – Necessito ir sozinha. Por favor, fique aqui com o resto dos meninos, eu saberei me cuidar, sim?
Ele ainda desconfiado apenas concorda com a cabeça e a deixa partir, pegando uma grande pick-up preta na garagem e saindo pelos portões da frente. Burn fica apenas olhando a fumaça levantar e volta para a cozinha.
– E então ela já partiu não é?
– Já. Estava decidida a ir sozinha.
– Você não precisam se preocupar com a Bárbara, ela sabe bem se cuidar. – Matusak bufou um pouco e se levantou terminando de tomar café.
Arthur estava degustando de um pouco de café antes de se levantar e voltar com calma para o quarto, Hibari começou a acompanhar Carlos pra saber das rotinas da casa e consequentemente conhecer a mesma, Burn passou a maior parte do tempo na cozinha antes de ir aos jardins olhar as flores. Stephano estava no mesmo campo onde tivera enfrentado a Bárbara e começou a praticar sua mira, concentrado e procurando maior foco de suas habilidades.
Chegando a uma parte do centro da cidade, preocupada em chegar atrasada para a reunião, Bárbara tomava o maior cuidado que pode, não demorando muito a chegar ao destino que estava a lhe aguardar depois de um grande portão prateado, parando em um local próximo, saiu do carro carregando apenas consigo o celular e a pasta de documentos, deu uma ultima ajeitada no seu cabelo e adentrou os grandes portões, a atmosfera dentro do local era pesada e cheia de cochichos. Chegando a entrada da mansão de onde seria realizada a reunião.
– Esse local está cada vez mais sombrio... Agora preciso de um pouco de foco.
Entrando em uma sala um tanto escura e com apenas homens na mesma, ouviu algumas reclamações antes de darem permissão para se sentar, assim dando inicio a reunião de sócios da máfia italiana, colocaram os mais diversos assuntos em questão, Bárbara sempre atenta e concentrada em focar seus objetivos e claramente dando opiniões sobre os demais assuntos, quando teve a oportunidade de falar, voltou a ressaltar sobre o que o inimigo poderia estar a tramar e claramente não iria deixar barato caso um deles interferissem.
– Você não sabe que está brincando com fogo não é? Angollo della notte não é algo que possa se brincar senhorita Crivellaro.
– Eu sei. Eles tem ficado cada vez mais forte juntos ao Gigli Nascosti. Ainda à muito a se descobrir sobre eles... O não podemos esquecer-nos dos Due lunes.
– Oh... Estou impressionado que saiba tanto. Para uma mulher na máfia sabe muito bem comandar. Espero que seus homens e os nossos esforços possam ajudar-te a prosseguir caminho.
A reunião durou por mais de algumas horas, ao termino da mesma, caminhando com calma para o carro, pode ouvir o som não muito distante de um beep, olhando a volta não pode identificar exatamente o que poderia ser, dando mais alguns passos até uma grande explosão ocorrer, logo em seguida do meio da fumaça rapazes de ternos pretos começavam a correr e adentrar aquela mansão logo atrás dela.
– O que os membros da Al fouco del Mattino estão fazendo aqui? – Bárbara levantou-se devagar e cambaleou para longe da fumaça, procurando com calma em seus bolsos o celular para ligar para os meninos da mansão.
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