My Blood: a Draco Malfoy story
7 A Marca Negra
A Plataforma de embarque para o Expresso estava cheia de alunos. O ar de despedida ainda não os atingira, pois havia um longo caminho a ser tomado de volta a Londres para as férias de natal. As conversas eram animadas e todos pareciam estar muito eufóricos pensando em reencontrar suas respectivas famílias.
Como de costume, os alunos da Sonserina tomaram um dos últimos vagões para si e todos os subgrupos pareciam bem entrosados. Um deles, em especial, parecia se divertir bastante comentando sobre os acontecimentos da noite passada.
— Então Zabini, soube que o pós-festa foi bem animado... – a garota de cabelos negros comenta enquanto come uma tortinha de abóbora e troca um olhar significativo com o garoto.
— Não tenho do que reclamar. A companhia da noite fez toda aquela babação de Slughorn parecer bem suportável. – ele responde, rindo e colocando os braços ao redor dos ombros de Tracey Davis que cora. – Mas me diga você, Hawking. Como foi seu pós?
— O que quer dizer com isso, Zabini? – ela questiona.
— Ouvi dizer que Malfoy passou um tempão lá no seu quarto depois da festa... – diz com um tom extremamente sugestivo.
Pandora revira os olhos. Sabia que era possível que os outros tirassem conclusões precipitadas sobre o que Draco estaria fazendo em seu quarto tarde da noite e que, provavelmente, já tinham comentado sobre aquilo entre si. Do mesmo jeito que sabia que não poderia dizer exatamente o que o garoto foi fazer lá, pois isso implicaria contar sobre sua missão e os maus bocados que estavam passando juntos.
Desse modo, só responde: — Malfoy só foi pedir desculpas pelo atraso na festa. Aparentemente, ele caiu em si e achou indelicado de sua parte ter me deixado plantada lá, sem acompanhante, durante um bom tempo.
— Foi um pedido de desculpas bem longo, então... – Blásio comenta, tentando parecer inocente.
— Bem, ele não podia voltar pro quarto, visto que vocês dois... – ela aponta pra Zabini e Davis que estão sentados a sua frente. – Estavam ocupando o lugar. Além disso, somos só amigos! – completa.
Olha para Draco na esperança que ele confirmasse sua resposta, mas o mesmo dá de ombros e toma um gole de seu suco. Contudo, logo se engasga devido a cotovelada que recebe nas costelas. — AI! – exclama, olhando exacerbado para a garota ao seu lado. As íris verdes sugeriam que, caso ele não confirmasse sua versão, coisas muito piores que meras cotoveladas o aguardavam. Por isso, ele diz: — Sim, somos só amigos.
— Sei. – Blásio comenta, por fim.
O resto da viagem se passa com os amigos conversando sobre amenidades. Theodore e Daphne se encontravam mais afastados, aproveitando a companhia um do outro. Já Pansy estava sentada com um grupo de meninas pois, havia chegado numa fase, em que nem ao menos fingia não se incomodar com a presença de Pandora em seu meio social e preferia permanecer longe da mesma. Algo imensamente satisfatório para as duas. Não se avistava Crabbe e Goyle em canto nenhum. Provavelmente atazanando outras pessoas pelo trem.
Em determinado ponto, Blásio se levanta, na companhia de Tracey, se deslocando até um banco vazio onde aproveitariam as últimas horas juntos antes do recesso. Isso deixa Pandora e Draco sozinhos dividindo um estofado. Faz-se silêncio até que ela pergunta: — Está tão tenso sobre essas férias quanto eu?
Ela o sente rindo ao seu lado e o olha. Não é uma risada de humor, mas um riso carregado de nervosismo e algo a mais. Medo, talvez. Ele concorda com um aceno, mantendo o olhar para suas mãos pousadas em seu colo. – Prefiro não pensar no que nos espera quando chegar em casa...
É a vez de Pandora concordar. Sabia que os ânimos não estavam os melhores na Mansão Malfoy e que a demora na conclusão da tarefa de ambos só fazia tudo piorar. Passara as primeiras horas daquele dia imaginando o que receberiam e, pra ser sincera, acreditava que conselhos seriam as últimas coisas dessa lista. Tudo lhe parecia mais fácil quando tinha a vida de meses atrás, longe de tudo aquilo.
— Posso confessar uma coisa? – ela diz. Seus olhos se perdem na paisagem do lado de fora da janela, enquanto tomava coragem para falar aquilo. – As vezes, gostaria que não tivesse vindo pra Hogwarts. Que eu tivesse continuado isolada e levando a vida que levava junto com Yaxley. – diz, baixinho. – É tudo muito bonito. É um universo imenso e cheio de coisas inesperadas. Mas, ao mesmo tempo, não consigo deixar de lado uma sensação... Uma sensação ruim. De que tudo pode desmoronar ou sair do controle em questão de segundos. Não acho que consiga tirar a vida de alguém e bolar toda uma trama para que isso aconteça parece estar tirando toda a minha sanidade mental. – ela fecha os olhos, encosta a testa na janela e suspira. – Daria tudo pra continuar na minha vida monótona de antes.
Malfoy reflete sobre aquilo por algum tempo. Podia ver que tudo aquilo estava sendo pesado demais pra ela e sabia como ela se sentia, pois sentia o mesmo. A sensação de que tudo podia dar errado ao menor detalhe. O mal estar constante e as crises de ansiedade que o atacavam toda noite, o fazendo se esgueirar até a Torre de Astronomia, procurando um refúgio. Uma fuga de todo aquele drama.
Mas não podia fugir.
Pois fugir significava desistir de sua família que, mesmo imperfeita, era sua.
E isso não era uma opção!
— Acordo todo dia com o mesmo sentimento. – diz, por fim. – Parece que carrego o mundo nas costas. Cada segundo que passa eu tento repetir pra mim mesmo que tudo vai passar e que vou conseguir resolver os problemas que insistem em aparecer, mas parece que estou numa espécie de looping. Uma espécie de limbo. Sem controle de nada e a mercê de tudo. Porém... – ele a olha e observa que continua na mesma posição. – O aperto no peito fica menor quando lembro que não estou sozinho. – ela finalmente abre os olhos e o olha profundamente. – Eu juro, Hawking. Se não fosse por você estar fazendo isso comigo, já teria pulado daquela Torre de Astronomia e poupado todo mundo, especialmente meus pais, do meu futuro fracasso e das consequências do mesmo.
— Nosso futuro fracasso. – ela diz, sorrindo timidamente. Contudo, o sorriso não alcança seus olhos. – Sabe de uma coisa, Malfoy?
— O quê? – ele questiona.
— Acho que, no final das contas, você tem razão. Ter você, mesmo sendo imensamente irritante em alguns momentos, faz as coisas parecerem menos ruins. – ela diz. – E, mesmo a ponto de desistir, talvez ainda haja algumas coisas por aqui pelo qual vale a pena continuar. – com isso, de maneira um pouco hesitante, ela encosta a cabeça no ombro dele e algum tempo depois, adormece.
Draco jamais admitiria a ninguém, mas fazia o maior esforço do mundo pra não deixar um sorriso transparecer em seus lábios.
*
— Pelo amor de Merlin, Daph. São só duas semanas. – Pandora exclama, pois aquele devia ser o quinto abraço que trocava com a amiga no intervalo de segundos.
Uma coisa era notável depois desses poucos meses de socialização: a aversão a toques que a novata tinha foi diminuindo aos poucos a ponto de se tornar confortável trocar abraços e pequenos toques de carinho com as pessoas que tinha mais intimidade.
— Eu sei, mas vou sentir sua falta. – a loira diz. – Vai sentir a minha também?
A morena revira os olhos e fala: — Claro, Daph! Vou morrer de saudades, sua carente. – é nesse instante que avista Narcisa separada deles por alguns metros. A aparência dela não estava nada boa e dava pra ser notada mesmo naquela distância. – Tenho que ir. Vejo vocês em alguns dias! – se despede dos amigos e, junto a Draco, se dirige na direção da matriarca.
Ela logo os saúda com um sorriso. – É tão bom vê-los! – diz, abraçando forte o filho. As olheiras em seus olhos mostravam que, mesmo com a postura ereta e imponente de sempre, Narcisa vinha enfrentando alguns desafios em sua rotina. – Yaxley não pode vir, querida. — esclarece, pois percebe o olhar da garota viajando pela Plataforma a procura do referido. — Está viajando a pedido do Ministério!
Pandora não consegue deixar de ficar um pouco decepcionada com a ausência do homem. Esperava realmente vê-lo antes de se deslocar até a Mansão Malfoy. Precisava de um pouco de apoio naquele momento e sabia que só o dele a acalmaria. – Como vamos chegar até a Mansão? – questiona, pois sabia que só podia aparatar tendo Yaxley ao seu lado.
— Corban mexeu uns pauzinhos e nos concedeu o direito a uma aparatação. – a matriarca dos Malfoy diz. – Estão prontos?
— Estamos. – Draco afirma.
A próxima coisa que sentem é a escuridão ao redor de si e a pressão que vinha com o ato.
*
Antes mesmo de chegarem ao portão da mansão, conseguem sentir a tensão no ar e o clima nem um pouco receptivo do local. Enquanto todas as outras casas próximas à localidade estavam com alguns enfeites natalinos, a longa entrada da residência dos Malfoy não tinha decoração alguma. Pelo contrário, mantinha seu ar imponente e sombrio. Viam-se animais aqui e ali, mas nada que tirasse ou amenizasse a atmosfera surreal dali.
Assim como da vez em que visitou a casa pela primeira vez, são recebidos por Rabicho que não é cumprimentado por nenhum deles. Sua presença não passando despercebida apenas pelo fato de ser o responsável por permitir suas entradas. Durante sua estadia breve no começo do semestre naquele local, Pandora não havia gostado em nada daquele homenzinho. Sempre se esgueirando pelos lugares, tentando escutar as conversas de todos. Extremamente covarde quando era pego e bem lamentável em magia. Ela não se admiraria se soubesse que ele só tinha se aliado ao Lorde das Trevas por medo.
Tanto Draco, quanto Pandora fazem menção de subir as escadarias, afim de guardar seus pertences nos quartos, mas são impedidos por Narcisa: — Ele quer falar com vocês. – é perceptível o desconforto no tom dela.
O que quer que o Lorde das Trevas gostaria de falar com os dois não era um assunto agradável.
Eles trocam um olhar e assentem. Acompanham a mãe do garoto até a mesma sala de estar da outra reunião, onde encontram Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Aos seus pés está sua cobra de estimação, Nagini. Ela sibila quando os vê entrando no aposento.
— Milorde? – a senhora Malfoy chama. – Eles chegaram.
Com o que parecia ser um movimento milimetricamente calculado, o Lorde se vira na direção dos recém-chegados. Suas íris ofídicas e vermelhas os analisam por completo, gastando um pouco mais de tempo na garota. Ela segura um arrepio que corre por sua coluna. Não tinha um bom pressentimento sobre aquilo.
— Tsc, tsc, tsc... – ele diz, quebrando o silêncio. – Estou ficando impaciente, crianças. Devo dizer que estou muito decepcionado com vocês. Mesmo sendo meus recrutas mais jovens, ainda assim, não têm força o suficiente pra concertar um mísero Armário Sumidouro no intervalo de três meses... – se aproxima de ambos enquanto sibila essas palavras. – Ou devo pensar que não estão se esforçando o bastante? – seus olhos se fixam em Pandora, esperando por uma resposta.
— Milorde. – diz, hesitante. – Garanto que estamos nos esforçando, mas o Armário parece resistente a qualquer reparo. Por outro lado, conseguimos um avanço. – afirma. – Malfoy conseguiu transportar um objeto, contudo ele voltou danificado. Não seria seguro transportar uma pessoa.
— Um avanço, você diz. – Voldemort ri suavemente. Uma risada cheia de ironia e ameaça. – Não é o bastante. Precisam concerta-lo, só assim poderão matar Dumbledore.
— Estamos tentando, Milorde. Passamos horas e mais horas, diariamente, na Sala Precisa. – Draco fala. – E tentamos algumas táticas pra atingir Dumbledore, mas...
— Obviamente não deram certo. – o Lorde o interrompe. – Fui informado de seu fracasso, Draco. Espero que não se repita. – diz, ficando frente a frente com o garoto. Pandora consegue ver um leve tremor percorrer o corpo do mesmo e tenta minimizar a gravidade da situação.
— Com todo respeito, Milorde. O fracasso é de nós dois! – afirma.
Voldemort vira a cabeça na direção da garota de forma lenta. A observa por um tempo que parece beirar a eternidade e, por fim, diz suavemente: — Narcisa. Draco. Podem nos deixar. – Pandora percebe a hesitação dos dois, mas ela só dura um instante, pois ambos recebem olhares ameaçadores. – Percebi que esquecemos de um detalhe importantíssimo em sua última estadia aqui, Pandora. – ele diz assim que os outros dois os abandonam, a olhando intensamente, enquanto a rodeia. Como um predador esperando o momento certo para atacar sua presa.
— Senhor? – ela pergunta, em dúvida.
— Se deseja ser minha seguidora, precisa fazer da forma correta. – ele para a sua frente. – Precisa receber a Marca de meus seguidores. Só assim acreditarei que se tornara fiel a mim e, por consequência, uma Comensal da Morte. – a garota engole em seco. Algo que não passa despercebido pelo homem. – Deseja ser minha seguidora. Não é, Pandora? – pergunta ameaçadoramente.
— Sim, Milorde! Desejo. – ela responde sem nenhuma hesitação. Não por ter certeza daquilo, mas por temer o que poderia acontecer caso sua resposta fosse diferente.
Ele sorri e estende o braço na direção dela. Ela pousa seu braço esquerdo na mão exageradamente branca do homem e encolhe um pouco ante seu toque frio. Pelo canto do olho, consegue ver Nagini os olhando com extrema atenção. Imaginando talvez se receberá um jantar especial essa noite, pensa Pandora.
Voldemort encosta a ponta de sua varinha no antebraço esquerdo da garota e, imediatamente, o local começa a arder. A sensação parecia a de fogo em brasa sendo enfiado em sua carne. Ela temia desmaiar tão grande era a agonia, mas prometeu a si mesma não fraquejar naquele momento. Fecha os olhos, esperando o instante em que aquilo acabaria e, quando acabou, encarou sua nova marca.
O crânio com a serpente saindo de sua boca. Fixada em sua pele para toda a eternidade, igual aos desenhos que os trouxas chamavam de tatuagem.
Aquilo era pra sempre.
Levanta o rosto na direção de seu Lorde e o encara com determinação. Em alguns segundos, consegue sentir uma leve perturbação em sua cabeça, como se algo estivesse revirando suas memórias e percebe que ele é o causador disso. Desesperadamente, fecha sua mente, impedindo-o de avançar. Ele sorri.
— Quero que se prepare nos próximos dias. – diz. – A treinarei em Oclumência.
— Yaxley já me ensinou. – ela contesta. – Sei que ele não chega aos seus pés, mas é um bom professor.
— Exatamente! – Voldemort afirma se afastando. – Ele não chega aos meus pés. Está dispensada!
Decide não ir contra ele e, no momento seguinte, já está no corredor, praticamente correndo nas escadas, afim de chegar o mais rápido possível em seu quarto.
O antebraço queimando como nunca.
*
Pandora acorda com os primeiros raios de sol entrando pela janela. O calor do dia já se fazendo presente, mas não chegando ao interior da garota.
Dormira poucas horas na madrugada passada, pois sua cabeça teimava em rever todos os momentos pelos quais havia passado. O desprezo expressado por seu pai a ela e a Draco. A Marca Negra sendo tatuada em seu antebraço e queimando durante boa parte da noite. A promessa do treinamento em Oclumência.
Tudo isso não saia de seus pensamentos, impedindo que descansasse. E, até mesmo em sonhos, essas lembranças apareceram para atormentá-la.
Levanta com o maior esforço do mundo e resolve tomar um banho de corpo inteiro, afim de espantar o turbilhão em sua mente. A sensação da água passando pelo seu corpo é relaxante e ela se demora no ato. Quando se dá por satisfeita, fecha o chuveiro e sai do box. Se enrola na toalha, dirigindo-se ao quarto.
Leva um susto, porém, ao ver Malfoy sentado em sua cama.
— Por Merlin! Não sabe bater? – pergunta colocando uma das mãos sobre o peito e a outra apertando mais a toalha em volta do tronco.
— Eu bati. Mas, como não tive resposta, fiquei preocupado e entrei. – ele diz, a observando de cima a baixo com um olhar cafajeste. – Agora entendo o motivo.
— Saia. – ela fala.
Ele ignora o pedido/ordem. – Vim saber se está bem? Mamãe ficou bem nervosa em deixa-la sozinha com ele...
— Estou. – ela afirma. – Aparentemente ele só queria me presentear com isso. – diz, estendendo o braço esquerdo para que ele pudesse ver a marca em sua pele.
Malfoy engole em seco, se levantando e pegando suavemente o braço da garota. – Achei que ele não faria em você. – diz, baixinho. – Geralmente ele a faz como garantia da lealdade.
— Sim. Ele me disse isso... – Pandora confirma, puxando o braço e indo na direção do guarda-roupa. Pega uma blusa de gola alta e mangas compridas verde escuro e uma calça jeans estilo mom. – Acho que não sou exceção à regra, Malfoy.
— Sinto muito. – ele diz, por fim.
— Pelo quê? Não é como se eu me importasse... – questiona.
— Hawking, eu sei que adora dar uma de durona e de que nada nem ninguém a afeta, mas sei o quanto dói ter um pai que não liga ou não te valoriza. Acredite, eu sei! – Malfoy a observa com cautela. – Só quero que saiba que, caso precise de conselhos com relação a pais desleixados, estarei aqui.
Ela pondera aquelas palavras e diz, em voz alta, algo que só afirmava para si mesma: — Sabe, nunca criei altas expectativas sobre nada em minha vida, mas caramba! Nunca imaginei que ter meu pai por perto seria tão ruim ou traumatizante.
Ele assente. – Bem, tentando ser um pouco positivo em toda essa situação, talvez não tenha como piorar.
— É. Talvez. – ela concorda. Faz-se um breve silêncio entre eles, até que a garota fala: — Agora, será que você poderia sair? Preciso me trocar. – diz, apontando para a toalha ainda em seu corpo.
— Posso ajuda-la com isso... – ele diz travesso, enquanto anda sedutoramente na direção de Pandora.
— É mesmo? – ela questiona, retribuindo o olhar e se aproximando também. Quando seus corpos se tocam, porém, ela continua andando, o forçando a dar passos para trás. Draco enlaça a cintura da garota com os braços e aproxima seus lábios. – Malfoy. – ela sussurra, sorrindo. Eles atingem a extremidade do quarto e ele sente suas costas atingindo uma solidificação. Provavelmente, uma das paredes do aposento. – É muito fácil manipular você! – depois disso, ela o puxa pra si enquanto abre a porta e o empurra pra fora.
A madeira fecha com força em sua cara e Draco ri sozinho no corredor, impressionado com o quão astuta era aquela sonserina.
Mas tudo bem, pensou, ele também era.
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