My Beating Heart Belongs To You
14 A Promise
Notas iniciais
Fui á casa de Santana aquela manhã, Nando, Jade e Kayla tinham ido na casa da abuela e ela pediu pra ficar um pouco comigo, era bem melhor assim, pelo menos tínhamos um lugar para escapar, aqui na casa dos Lopez, todos sabem sobre nós e a gente não tem mais que procurar desculpas para se ver, assim que bati na porta, ela abriu e parou de frente para mim, nos olhamos por alguns minutos, as duas sem entender muito bem o que deveríamos fazer, até que ela deu um passo á frente e me abraçou com cuidado, apertando os braços em volta do meu pescoço e eu envolvi sua cintura com os meus.
- Estou tão feliz que você está aqui. – ela sussurrou, deitando a cabeça no meu ombro. – pensei que não viria.
- Óbvio que eu vim, Sant, estava com saudade. – falei, afastando seus ombros para ver seu rosto.
- Vamos entrar? Tenho que te mostrar uma coisa. – ela disse, me puxando levemente para dentro, fechei a porta e deixei que me levasse até a sala, não pude deixar de perceber como a casa estava silenciosa e engoli um seco com isso, os Lopez eram uma família grande, por isso, nos cinco anos que eu os conheço, nunca tinha visto a casa tão sombria.
- O que quer me mostrar? – perguntei, sorrindo para ela levemente antes de perceber que aquele não parecia ser o lugar certo para sorrir.
- Isso. – ela falou, puxando o colar de dentro de sua blusa, reconheci o pingente que veio no envelope e ela o abriu, senti meus olhos enchendo de lágrimas quando vi que a foto que tinha dentro era de três pessoas, Eleanor, eu, e Kayla.
- É... lindo, San. – falei, tocando o pingente com cuidado, percebendo que tinha algo escrito na parte de fora. – O que tem escrito aqui? – perguntei, passando os dedos pelas linhas delicadas.
- Está escrito, Hoje e para sempre, mais que minha própria vida. – citou ela e eu a olhei com carinho. – porque nosso amor é assim, pelo menos o meu é. – ela disse, cabisbaixa, e eu balancei a cabeça levemente, pegando seu queixo na minha mão e erguendo seu rosto, estava com os olhos marejados.
- Você sabe que eu te amo, né? – perguntei, arrastando meu corpo pelo sofá para chegar mais perto dela. – Contra tudo, e contra todos, eu te amo tanto... mais que minha própria vida. – falei, e ela deixou uma lágrima escapar, antes de lançar seus braços em volta do meu pescoço e encostar nossos narizes, fechei os olhos, apreciando a sensação de sua pele tão perto da minha e o seu hálito batendo no meu rosto, ela foi se aproximando e encostou nossos lábios de leve, empurrei seu corpo levemente contra o sofá, aprofundando o beijo, e quando nossas línguas se encontraram senti meu elixir mais uma vez fazendo efeito, e sempre seria assim, ela mexia com a minha cabeça, ela mexia com meu ser, e além de tudo, ela mexia com tudo o que eu achava certo, era minha perdição e minha salvação, tudo em uma só pessoa.
- Eu estou tão cansada... – ela falou, de olhos fechados com a testa encostada na minha. – cansada disso, cansada de não conseguir lidar com minhas neuras... cansada... – ela respirou fundo, como se fosse doloroso continuar a falar, eu a puxei para que deitasse abraçada a mim e a apertei contra o meu corpo. – cansada de ser a fraca aqui, cansada que todos esperem que eu seja diferente, que eu seja forte, porque isso foi quem eu sempre fui! Mas na verdade... eu só quero desabar e chorar até que isso passe! – ela disse, engasgando nas palavras por causa do choro e eu engoli em seco e a puxei para olhar em seu rosto.
- Santana, isso não é nenhuma competição... Ninguém espera que você se recupere de nada... Você não tem que ser forte, tem todo o direito de chorar até quando você quiser, voce perdeu uma pessoa muito importante, Santana, ficar internalizando isso só vai fazer você chegar a um ponto de ebulição e aí você vai explodir como um suflê de pasta de amendoim. – falei, e ela sorriu de lado para mim, passou a mão pelos olhos e secou as lágrimas.
- É só que... eu te amo tanto, Britt, e isso está me deixando exausta, porque eu não durmo há três dias, assim que fecho os olhos, eu tenho pesadelos, o único lugar onde eu me sinto segura, é assim... com você. – ela disse, e eu a apertei ainda mais contra mim, como se quisesse que nossos corpos se unissem em um só. – Mas aí, eu me lembro do Artie e... que você não é minha, e tento... achar uma forma melhor, eu tento esquecer, mas é você, B, sempre se resumiu a você, você é tudo para mim, então você vem e... – ela soluçou levemente, as lágrimas molhando seu rosto. – Diz que me ama, e me consola, e faz... (soluço) isso comigo e aí, assim que você... (soluço) sai pela porta, temos que fingir que somos só coleguinhas, e... (soluço) eu estou tão cansada disso! – ela falou, e eu olhei seus olhos cor de chocolate, sem resposta, eu não sabia o que dizer, não sabia o que fazer, e não conseguia pensar, cheguei mais perto e a beijei ferozmente, ela respondeu o beijo com a mesma intensidade, eu procurava as respostas nela, passava as mãos pelo seu corpo, sentindo sua pele quente contra a minha, puxei sua blusa e abri seu sutiã em uma fração de segundos, suguei seus seios rapidamente e ela respondeu com um gemido calmo, senti-a puxar minha blusa e ergui os braços para ajudá-la, me livrando do meu sutiã, passei as mãos pelas bases das suas costas e a beijei com ainda mais intensidade, as peças foram sumindo rapidamente até que nós duas estávamos nuas, ela deitou por cima de mim e senti-a descer a mão pela minha barriga levemente até o meu centro, gemi levemente enquanto ela começava a fazer movimentos circulares em meu clitoris, arqueei as costas e gemi alto, ela me beijou para que me calasse e eu gritei alto quando me penetrou com dois dedos, finquei as unhas em suas costas e ela começou a fazer movimentos de vai e vem calmo.
- Mais... rápido. – pedi, as palavras mal saíam da minha boca e ela obedeceu, aumentando o ritmo, enquanto eu fechei as unhas contra o seu couro cabeludo, começando a sentir minhas paredes se apertarem e a sensação maravilhosa de levitação tomar conta do meu corpo, seu corpo caiu sobre o meu e a apertei contra mim, ficamos ali por alguns minutos, por tempo suficiente para percebermos o quanto aquilo parecia diferente, eu ainda podia sentir a trilha de seus toques no meu corpo, e agora eu percebia o quanto aquilo havia sido de um jeito quase desesperado, era como se esperássemos que resolvesse tudo, eu a amava muito, cada momento como esse ao seu lado era maravilhoso, mas aquele começou a me preocupar, que estivéssemos enterrando camadas e camadas de mágoas e dores embaixo daquilo que deveria ser feito apenas para comprovar que nos amávamos, como fazíamos antes dela ficar de frente para mim em um corredor barulhento e dizer entre lágrimas que me amava.
Dentro de alguns minutos ela tinha dormido, comprovando o que tinha dito antes, que estava cansada, me levantei com todo o cuidado e fiquei em pé perto do sofá por alguns minutos, admirando-a, o jeito que o sol vinha da janela e refletia no chão lustroso de linóleo, mandando um facho de luz amarelada que batia na pele cor de caramelo dela e fazia com que seus cílios lançassem uma sombra adorável sobre seu nariz e seus lábios vermelhos, a forma como seu corpo inteiro brilhava debaixo daquela luz e o quanto ela era linda, suspirei calmamente e franzi os lábios, me inclinei sobre o sofá, colocando um braço embaixo de seus joelhos e o outro em seus ombros, a ergui em meus braços com dificuldade, pois ela era pesada, mas já tinha feito isso antes.
Ela resmungou, mas continuou a dormir enquanto eu subia as escadas e dobrava o corredor para o seu quarto, a acomodei sobre a sua cama, cobrindo-a, desci novamente as escadas e recolhi as roupas que ficaram pelo chão, me vesti e voltei para o quarto carregando as roupas dela nas mãos, tranquei a porta, pois ela estava nua, andei até a cama e me arrastei para debaixo dos lençóis, ela não acordou, mas se acomodou a mim como se fosse a coisa mais natural do mundo, mesmo dormindo, a apertei contra mim e beijei sua testa com cuidado.
- Vai dar tudo certo, eu prometo. – falei, envolvendo seus ombros com meus braços, e ali, naquele quarto escuro, com a mulher que eu amava em meus braços, eu tinha feito uma promessa que faria de tudo para cumprir.
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