Notas iniciais
Mantenha seus pés no chão, quando sua mente está nas nuvens. - Paramore

Voltei pro Bar pra buscar meu avô, Alexis disse que ficaria com ele, mas ele ainda tinha que levar a Manda na área residência e isso era uma hora de viagem ida e volta então tratei de me apressar, assim que cheguei meu avô conversava com um grupo de amigos, Alexis tinha ido e não me incomodei, parei em frente ao bar um pouco afastado. Pra ajudar senti alguém sentando no banco do carona.

– Você consegue ser mais viado ainda Owen. – Liguei minha moto usei o freio traseiro e acelerei com tudo empinando ela e o fazendo cair bêbado. – Vai procurar um negão pra comer teu cu, não sou os bandidinhos que você pega no seu camburão.

– Eu sei que você adora isso Delinquente... – Eu estava na minha área e eu ia socar aquele Filho da Puta, ele não ia lembrar mesmo. – Aquela puta que voc...

Não o deixei nem terminar, no chão ele estava e no chão ficou, porque o murro que eu dei foi forte, mas não com toda força que eu queria, ele sorriu sacana e lambeu o próprio sangue da boca e me olhou com cara de pervertido. Cheguei à conclusão Owen é Pedófilo sadomasoquista não sei se tinha como piorar... Ah pera tinha ele era policial e acho que o Madson come a bunda dele todo dia.

– Não ouse falar dela assim, não me importa se você é policial ou não... Acabo com a tua raça. – Cuspi no chão e olhei raivoso pra ele. – Vai chupar o pau do Madson!

– Já falaram que você fica excitante raivoso?

Eu tive que engolir a ânsia de vomito que eu tive, pra ajudar o filho da puta colocou a mão por dentro da calça, eu semicerrei os olhos e dei graças a Deus da Morg não estar vendo isso. Pois é galera esse era meu policial responsável, tenho certeza que ele vive atrás de criancinha e me viu como a presa predileta, ainda mais quando surrei o irmão dele. Alias a policia de New Iberia era pior que qualquer coisa, já que quem comanda é bandido, e por isso eu e meu avô vamos mudar isso.

Eu nem respondi o Owen e me mandei pra minha moto e fiquei mais perto ainda do Bar, gritei pelo meu avô e ele veio com a sua muleta até a moto, entreguei meu capacete pra ele e me mandei antes que meu avô cruzasse com o Owen, se eu tinha ódio do Owen, meu avô tinha pior.

– Sua namorada é encantadora, Tom. – O ouvi gritar e acenei em concordância. A conversa parou ali e ficamos em silencia até chegar em casa.

Subi as escadas e fui direto pro meu quarto e me joguei na minha cama, olhei pra foto da minha mãe, abri a gaveta da minha cômoda e peguei uma caixa cheia de carta que meu pai trocava com a minha mãe, fiquei ali olhando as cartas naquela caixinha de madeira, minha mãe tinha deixado pra mim. Foi olhando nela que achei um fundo falso e abri.

Pra minha surpresa, caiu uma foto, ela e meu pai juntos e outra coisa caiu o anel de namoro dos dois. Eu prendi a respiração, não tive vontade de chorar, mas tive saudades e já estava acostumado com ela, só que tinha uma coisa que deixava menos dolorido, eu olhei pra foto da minha mãe jovem e percebi a semelhança dela com a Morg. Eu realmente me parecia com meu pai, barba pra fazer, cabelos espetados o sorriso e o mesmo olhar.

Guardei o anel dos dois e a foto, coloquei a caixinha no lugar e peguei o meu celular da linha do exercito, estava pensando seriamente em ligar pra Morg, queria muito ouvir a voz dela, disquei o numero, mas na hora de ligar desisti já era três horas da manhã ela com certeza estava dormindo, foi então que pensei em falar com Alexis. Ele devia estar sozinho em casa uma hora dessa, só que então recebi uma SMS dele antes que eu ligasse.

“Porquinho falei com a Amanda... Topa uma praia amanhã?” – Eu sorri com a ideia.

“Fechado, vamos cedo... Quero aproveitar bem. Ah, leva seu violão e eu levo o meu.”

“Eu vou preparar a cesta de Piquenique. E eu levo sim, não esquece a bola de vôlei.”

“Te encontro amanhã 9:30 no mercado da cidade.”

Coloquei meu celular pra despertar, teria a missão de ir mais cedo e tentar acordar a Morg, cai no sono pensando nela e se ela estaria pensando em mim também.

Acordei aos poucos com meu despertador, levanto relutante com meus olhos pesados pedindo aqueles “cinco minutos” de soneca que se transformam em horas, fui que nem um zumbi pro banheiro do corredor. Eram 8 horas da manhã e meu avô estava assistindo noticiário. Tomei meu banho e fui arrumar minhas coisas, coloquei uma sunga box preta, uma calça jeans, abri meu guarda roupa atrás de uma camisa e eu só tinha uma pra um dia de calor e era bem colada no corpo, não pensei em colocar Jaqueta.

Parei na frente do espelho, passei perfume e arrumei meu cabelo com as mãos, peguei meus óculos de Sol Aviador e sai em disparada pelo quarto, fui até o armário de baixo da escada e peguei o violão, comi os ovos com bacon do Velho Thomps, cara era muito gostoso nisso ele mandava bem.

– Aonde você vai Smith? – O ouvi perguntar quando passei pela sala.

– Na Praia, Velho Thomps, te vejo a noite e fala pro Sargento Will que amanhã eu compenso!

Fui até minha moto, o Mustang estava na casa do Alexis então tratei de não demorar pra sair. Em alguns minutos eu já estava lá, guardei minha moto, peguei a cesta do piquenique na cozinha que a empregada da casa avisou que estava lá, coloquei no porta malas os dois violões e a cesta, também coloquei minha mochila e fechei o porta mala.

Deixa-me falar como estava o nosso querido mustang, as rodas eram novas, os bancos de couro, tinha uma aparelhagem de som que você podia ligar seu violão nele e da um ótimo amplificador e era bem espaçoso o porta malas, tinha porta copos, DVD. Tudo lindo por dentro e por fora ele estava todo pintado de preto brilhante, você podia ver seu reflexo nele.

Sinceramente eu e o Alexis fizemos um ótimo trabalho naquele Mustang, e estou me recusando a vender ele agora, Alexis também, segui com o carro até a casa da minha namorada, deixei em uma estação de Rock, passou duas músicas e cheguei à casa da Morg, vi que a D. Atena estava mexendo na horta, era exatamente 8:35 da manhã.

Sai do carro e fui cumprimenta-la, fiquei conversando um tempo com ela e perguntei se tinha algum problema a Morg ir à praia comigo hoje, ela disse que tudo bem e falou que ela ainda estava dormindo no quarto, ela e o problema da pontualidade.

Subi as escadas e parei na frente do quarto em que ela dormia, eu sorri a vendo dormir tranquila, fiquei com pena de acorda-la, mas era necessário. Resolvi acordar ela de um jeito... Bom. Fiquei por cima dela apoiado na cama, sem me encostar a ela, o resultado foi ela se remexendo em baixo de mim. Sorri de canto e beijei o pescoço dela algumas vezes, ouvi-a rir e se virar mais um pouco.

– Acorda amor. – Olha o amor saiu natural.

Dei um selinho nela e acariciei o rosto dela, acho que ela pensou que estava sonhando, sussurrou entre o selinho o meu nome e eu não resisti colei meus lábios no dela, beijei devagar e me separei, sentei por cima dela e falei um pouco mais alto.

– Acorda novata!

Ela abriu os olhos aos poucos, só que eu já tinha saído de cima dela e estava de pé, ela piscou algumas vezes achando que eu era algum tipo de miragem e eu sorri, até que ela percebeu que não era miragem nenhuma eu realmente estava no quarto dela.

– THOMAS! – Ela se levantou rápido o que me fez e abraçar-la a beijando. – O que você está fazendo aqui? Eu to atrasada?

– Bom Dia Amor primeiramente. – Ela corou e eu sorri beijando a bochecha dela. – Alexis convidou a gente pra ir à praia e eu vim te buscar, você tem exatos 10 minutos pra se arrumar e eu já falei com a sua avó ela deixou.

Ela sorriu e tratou logo de correr pra se arrumar, eu falei que iria esperar ela na sala em quanto se arrumava. Já era 8:45 o Alexis ia me matar por estar atrasado, gritei pra ela se apressar, ah porque as mulheres sempre demoram? Bufei e revirei os olhos, até que finalmente a donzela apareceu, e UAL ela estava gostosa. Eu sabia que odiavam que chamassem ela de “gata” Alexis teve a infelicidade de levar uma patada quando chamou ela assim.

– Você está linda, amor. – Ela corou de novo, tenho que chamar ela assim mais vezes. – Vamos?

– Você também está... Lindo. – Ela me deu um selinho e eu peguei a bolsa dela. – Nós vamos de moto?

– Não. – Estávamos saindo pela frente e sorri. – Lembra daquele Mustang? Ela virou aquele possante.

– Uau... – Ela assobiou. – Vocês dois fizeram um bom trabalho. – Ela entrou no carro e eu fui logo entrando também, ela colocou a cabeça pra fora. – Tchau Vovó, nos vemos mais tarde!

Eu buzinei e a D. Atena acenou se despedindo, coloquei na estação de rádio dos anos 60 e cantei com ela como sempre. Coloquei a mão no meu bolso e sorri, estavam ali. Ficamos falando nossas bobagens até chegarmos ao mercado, Alexis tinha acabado de chegar pra minha sorte, Morg resolveu passar pro banco de trás pra conversar com a Amanda e o Alexis foi comigo na frente. Todos nós nos cumprimentamos e seguimos rumo a praia.

A viagem não foi muito longa, mas os três sem graças aproveitaram pra tirar um cochilo já que tinham dormido tarde, coloquei a música baixa e segui até a praia, olhei pelo retrovisor e vi as duas dormirem tranquilamente, eu entendia porque o Alexis era apaixonado pela Amanda, corrigindo, ele a amava. Alexis não é do tipo fiel, todo mundo sabe, ele tinha uma namorada e mais uma amante e a ficante e a menina que ele pegava na balada, mas a Amanda fez eles aquietar o rabo dele.

Eu ri com meus pensamentos, mantive meus olhos na estrada até que chegamos a praia, estacionei em um local próximo e acordei os dorminhocos.

– Acordem, vocês que acham que sou o motorista!

Sai do carro e fui abrir o porta mala, Alexis desceu e me ajudou com as coisas, as meninas pegaram as bolsas e nos encaminhamos pra areia, as meninas estenderam a toalha e fofocavam sobre alguma música que ouviram na internet. Alexis tirava coisas das sacolas em quanto eu armava o guarda-sol. As duas começaram a tirar a blusa e o short que vestiam, eu e o Alexis tentávamos não ver, mas era impossível não reparar e sabe o que é pior elas estavam gostando daquilo.

Olhei pro Alexis sorrindo de canto, aquilo queria dizer que “Tem troco”, pra ajudar elas sentaram nas toalhas e viraram pra gente com uma carinha angelical e voz suave.

– Alexis passa protetor nas minhas costas? – A Amanda se deitou de bruços e eu o vi babar, foi até ela e começou a passar, eu revirei os olhos.

– Amor... – Aquilo foi de mais pra mim, Morg me chamando assim eu travei. – Você também pode passar em mim?

Ela também se deitou e eu fiquei do lado dela, comecei a espalhar o protetor pelas costas dela, confesso que aproveitei pra provocar, ela achava que ia ser assim estava muito enganado. Assim que eu terminei de passar ela se virou pra mim e me beijou agradecendo, eu sorri de volta e olhei pro Alexis. “Hora do Show”

– Alexis joga aquele protetor em Spray pra mim. – Ele pegou na bolsa e jogou, olha minha blusa era bem colada e marcava o corpo. Morg ficou olhando pra mim e a Amanda pro Alexis.

– Ta ai Tom.

Nós dois começamos a tirar nossas camisetas, eu sorri sedutor as duas realmente não param de olhar, então fingi que não sentia o olhar da minha namorada sobre mim, passei o Spray pelo meu corpo e tirei meus óculos de Sol, comecei a abrir o zíper e o botão da minha calça, estava de frente pra Morg e ela não tirava o olho de mim, tirei meus sapatos e finalmente abaixei minha calça revelando a sunga box preta. Alexis estava do meu lado sorrindo com a sunga box azul marinho, a gente se olhou “Mandou Bem”, levantamos a mão e batemos uma na outra.

– Pega a bola de vôlei Alexis. – Ele pegou e fomos jogar.

– Como quiser Tom.

Eu me diverti com aquilo, acho que as garotas se arrependeram de nos provocar... Pelo menos eu pensava assim.

–-x—

Eu e a Amanda estávamos deitadas e apoiadas nos cotovelos vendo o showzinho dos garotos jogando futevôlei. Eu mordia o interior da boca e minha respiração saia falhada... PQP Thomas era muito gostoso, entendo porque a Madson tinha obsessão por ele.

–Morg, entendeu o que esta acontecendo né? — Mands se virou pra mim e soltei uma risada fraca.

– Está pensando na mesma coisa que eu? — Olhei pra ela sacana e ela sorriu. É ela pensou o mesmo que eu.

Mands pegou a chave do Mustang e nos levantamos até ele, entrei no carro e comecei a passar as estações de rádio. Parei uma que tocava Grind On Me, olhei pra Mands e sorrimos, era a música perfeita. Aumentei o volume e saímos do carro. Eu sou muito, muito tímida, mas na área que estávamos não tinha quase ninguém e eu estava entre amigos então... Eu me soltei, dancei conforme a música junto com a Mands e arrisquei um sorriso... Sexy.

Me virei para os garotos que haviam parado de jogar e nos olhavam babando, Mands piscou pra mim e eu ri. Havíamos conseguido dar o troco e fomos muito mais malvadas... Olhei nos olhos do Thomas e o que vi foi desejo, um arrepio subiu pelo meu corpo e ele me deu um sorriso malicioso, mas ele não podia fazer nada ali, certo? Errado. Eles se trocaram olhares e sabia que estavam falando em código Morse, e o que pensei foi: fudeu.

Eles correram na nossa direção e eu tentei fugir, mas Thomas colocou o braço na minha cintura e me puxou segurando no colo dele. Foi então que tudo parou para mim como se as coisas passassem em câmera lenta. Vi Alexis levando a Mands no colo até o mar e Thomas indo na mesma direção. Eu parei de respirar e o pânico se instalou no meu peito, eu não podia deixar que ele me levasse lá.

–THOMAS, NÃO POR FAVOR- Falei desesperada e as lágrimas começaram a surgir nos meus olhos.

– O que foi Morg? Não deveria ter me provocado. — Ele riu. Acho que ele pensou que eu estava brincando ou algo do tipo.

Senti a água bater nas minhas costas e o braço do Tom se afrouxar em mim, ele iria me largar no mar e foi aí que eu entrei em pânico de verdade.

–VOCE NAO ENTENDE!EU... EU... ME LEVA DE VOLTA PRA AREIA THOMAS!!! — Me segurei mais firme nele e comecei a chorar alto, não conseguia me controlar.

–Ei Morg, calma. — Finalmente Thomas entendeu e me levou pra fora do mar me sentando na areia. Eu escondi meu rosto nas mãos e soluçava como uma criança. — Desculpa amor, eu não sabia. — Eu não conseguia dizer nada, mal me encostei à água e estava nesse estado.

–Aconteceu alguma coisa? — Percebi ser a voz do Alexis preocupado. — Amoi? — Eu respirei fundo e limpei as lágrimas sentindo Tom afagar meus cabelos.

– Tá tudo bem. — Minha voz saiu falhada e eu tentei sorrir. — Não precisa se preocupar peixinho. — Ele me deu um beijo na testa como irmão protetor.

– Tudo bem mesmo? -Confirmei com a cabeça.

–Vai lá se divertir com a Mands, não quero ela reclamando que roubei o namorado dela. — Sorri fraco e ele riu.

–Já voltamos Amoi. E Tom cuida dela pra mim.

–Não precisava nem pedir. — Senti Thomas sentar atrás de mim e me puxar pra perto dele.

Vi Alexis correr na direção ao mar e jogar água na Amanda sorri de canto vendo a cena e senti a respiração do Tom no meu pescoço.

– Por que você não me disse que tinha medo do mar? — Ele falou perto do meu ouvido e me arrepiei.

–Não pensei que vocês iam fazer isso, não achei importante... É um trauma antigo. – Me acomodei nos braços dele e apoiei minha cabeça no seu ombro.

– O que aconteceu pra você ter medo? — Ele fazia carinho no meu braço.

–Meu avô havia me levado pela primeira vez na praia aos 4 anos, eu adorava água e fiquei fascinada pelo mar. — Dei um suspiro- Eu desobedeci meu avô e fui pro mar sem ele... Você deve imaginar o que aconteceu.

–Sinto muito amor. — Ele me apertou e eu fechei os olhos.

– Acho que o que me traumatizou de verdade foi ver a decepção e o medo nos olhos dele. — Mordi o lábio. — Ele não ficou assim nem quando coloquei fogo no refeitório da outra escola.

– Você colocou fogo na sua antiga escola? — Ele riu e eu ergui os ombros rindo junto.

–Foi sem querer.

–Garota perigosa. — Ele me deu um beijo na bochecha e me virei pra ele.

– É meu jeitinho. — Sorri e o beijei. Tom me fazia esquecer todos os traumas quando me abraçava, foi ai que percebi que não podia viver sem ele.

Notas finais
Olha nosso casal feliz!!!!!!!! Thomorg gente votem para shippe do Ano (risos) Comentem meus queridos!