Notas iniciais
"Felizes para sempre realmente existe."

– Aqui está Capitão.
Peguei meu passaporte já carimbado, viajar o mundo inteiro em missões militares não era lá a volta ao mundo que eu planejava. Minha ultima licença pra passar algum tempo em casa foi a 8 meses atrás, comecei minha jornada no exercito um ano depois de casado com a Sra. Morgana Smith.

Nos dois nos formamos juntos com 23 anos e logo nos casamos... Agora estou com 29 anos, 5 anos de exercito e 6 anos de casado. Tem dias que me arrependo amargamente de escolher uma carreira no exercito, isso me custava 2/3 do ano longe dela, no primeiro ano de exercito o meu ciumes era avassalador, isso quase custou o casamento. Então eu vi a vantagem de ter uma mulher psicologa, eu ate acho engraçado lembrar disso.

Fui promovido recentemente a Capitão Junior das forças especiais, há um ano eu era o melhor calouro que pilotava aviões caça. Iria entrar mais uma vez no avião, só que dessa vez era um voo comercial de Lisboa direto pra Philadelphia.

– Voo 691 com destino a Philadelphia embarque portão A13.

Me levantei da cadeira, arrumei minha farda, peguei minha bagagem e me encaminhei pro portão.

– Ei você não vai sem mim, vai?! — Sorri de canto. — Surpresa Porquinho.

– O que faz aqui Alexis? Achei que os Navais estavam na costa leste Africana.

– A missão foi rápida... E eu não peguei essa licença atoa, quanto tempo os Avengers não se veem?

– Você tem razão... — Entreguei meu bilhete e olhei melhor o Alexis com sua farda impecável da Marinha. — Como vai seu pai?

– Super protetor com a Amanda, desde aquela visita na Grécia. — Ele sorriu maliciosamente.

– Não acredito! — Bati no seu ombro. — Parabéns Papai Alexis, mas quando?

– Amanda teve um mestrado importante na Grécia e eu estava lá em patrulha no Mar Vermelho, consegui meus contatos e fiz uma visita bem quente no quarto de hotel dela.

– Queria eu que a Morg tivesse essas conferencias. — Suspirei. — Quantos meses?

– Um mês só, ela descobriu semana passada.

Continuamos conversando sobre nossas aventuras, ate que o avião levantou voo e Alexis obviamente começou a dormir, era algo automático. Eu estava muito ansioso pra pensar em dormir, tirei do bolso interno minha carteira e afrouxei minha farda.

– Oi mãe... Oi pai... — Passei o dedo na foto do meu pai beijando a barriga dela. — Logo eu vou estar ai Amor.

Fiquei olhando a foto que tiramos depois da formatura, tínhamos 17 ou 18 anos... Era difícil de acreditar que tinham passado 10 anos, lembro como se fosse ontem... Ela entrando na sala e ficando vermelha ao me ver, e ela nunca me contou o motivo ate hoje.

– Comida senhor?

Fui despertado dos pensamentos e percebi a fome que eu estava, então me ocorreu uma ideia e chamei a comissaria de bordo.

– Desculpe... Esses telefones podem ser usados?

– Sim senhor, fique a vontade.

Sorri e rapidamente disquei o numero, esperei entrar a conexão de voos internacionais e logo ouvi que minha ligação foi completada.

– Oi... É o Thomas Smith... Eu quero falar com você mesmo... Pode marcar um horário? — Mexi no fio do telefone. — Mas marca no nome de outra pessoa, obrigado.

Abri minha pasta e vasculhei meus pertences, encontrei as cartas que trocávamos durante o tempo separados, optamos por cartas por causa dos nossos pais, era a forma de sentir a presença um do outro.

– Eu te amo Morgana Curts Smith... Eu to chegando.

Estávamos no Aeroporto da Philadelphia, era bom ver que depois de alguns anos os Avengers ainda faziam sucesso, Alexis e eu pegamos nossas malas e encontramos a Amanda esperando.

– Parece que tenho carona.

– Thomas! — Amanda me abraçou forte. — Bom te ver inteiro.

– Bom te ver Amanda, Alexis me contou... Parabéns — Acariciei a barriga dela. — Vou adorar ser tio.

Me afastei e deixei os dois matarem as saudades aos beijos, seguimos pro carro e a Sra. Ambrósio nos levou ate nosso apartamento. Ainda morávamos no mesmo AP já que tínhamos acabado de nos estabelecer financeiramente.

Subi as escadas ate meu apartamento, era 9 horas da manha, ela estaria no trabalho, mas minha intenção aqui era outra... Um cachorro de 9 anos.

– Chad, papai chegou. — Abri a porta e um cão negro com as patas na minha cintura veio me receber. — Oi meu filhote...

Abracei o Chad e deixei-o lamber meu rosto, tudo em casa estava como a Morg sempre deixa arrumado, nossas fotos de casamento estava no quarto como antes.

Fui pra cozinha e peguei algo pra comer, Chad toda hora me trazia um brinquedo novo pra se exibir. Olhei o relógio depois de alguma horas, estava quase no horário da minha consulta. Me despedi do Chad, voltei a colocar minha farda e peguei um taxi e me encaminhei pro centro da cidade, paguei a corrida e entrei no predio.

– Ola, chegou bem na hora. — Sorri pra secretaria do escritório. — Posso fazer algo mais?

– Sim Andrea, cancela qualquer compromisso dela hoje... — Pisquei e ela sorriu. — E depois tira o dia de folga, melhor você não ficar aqui.

Ela gargalhou, pegou o telefone e discou pro consultório, meu coração estava totalmente acelerado, me senti um garoto de 17 outra vez. Esfreguei minhas mãos e ouvi a voz dela.

– Doutora ... Você tem uma consulta com o Senhor Cooper.

"Pode mandar ele subir."

Acenei uma ultima vez e segui o corredor, abri a porta silenciosamente e a fechei da mesma forma, a sala tinha poltronas confortáveis, tinha um ambiente neutro, algumas estantes com livros e brinquedos pra crianças.

– Sente-se onde desejar.

Ela estava concentrada nas suas anotações, meu cape do exercito cobria o rosto, mas mesmo assim ela não ergueu o olhar pra mim.

– O que te traz aqui... Senhor Cooper?

Tirei meu cape, baguncei meu cabelo e sorri a olhando.

– Você, Morgana Smith...

A mão dela parou de escrever e finalmente olhou pra mim, um sorriso maravilhoso brincou nos seus lábios.

– T...Tom...

Retribui o sorriso, joguei meu cape no sofá e foi o tempo dela pular nos meus braços, a apertei em mim pra nunca mais soltar.

– Eu voltei...

Me afastei um pouco e segurei o rosto dela, a beijei com toda a saudade que senti, suas mãos apertaram a minha cintura e ficamos assim ate perder o folego.
Sorri e a peguei pela cintura colocando no meu colo, seus braços enlaçaram meu pescoço.

– Achei que não voltava esse ano. — Seus dedos contornaram meu rosto e me deu um selinho. — Por quanto tempo?

– Três meses... Ai vou pro ultimo ano de alistamento. — Beijei o pescoço dela. — Pedi pra Andrea cancelar tudo seu... Voce hoje é minha.

– Então vamos logo a sua consulta.

A levei ate a mesa do escritório e a sentei, abri os botoes do jaleco dela e a beijei com vontade. Rapidamente ela arrancou jaqueta da minha farda e minha camisa verde musgo, puxei a cintura dela contra a minha roçando forte nela.

– 8 meses na punheta não é nada legal.

– Fala menos age mais...

Voltamos a nos beijar, passei a mão na mesa dela derrubando tudo, arranquei a blusa dela e o sutiã, agarrei seus seios com força e gemi baixo. Coloquei-a deitada na mesa do escritório e logo ela se apoiou nos cotovelos, abri a calça dela e tirei junto com a calcinha de uma vez.

– Só os deuses sabem o quanto eu estou louco por isso. — Afastei mais as pernas dela e mordi o lábio me deliciando com a visão, até que ela passou os dedos na intimidade. — Hm...

– Você não era único... — Peguei a mão dela e chupei os dedos sentindo seu gosto. — Se não se importa... to com pressa.

As mãos dela agilmente foram até o cós da minha calça, o velcro foi descolado e sua mão apertou com firmeza meu membro. Bastou aquele toque pro meu corpo responder, agarrei com firmeza a beirada da mesa, meu membro... Pro português bem claro... Meu pau ficou duro na hora.

Abaixei minha calça até metade da coxa, deixando meu membro a mostra. Morg agarrou o colar com meu nome gravado, a plaqueta de identificação do exercito, e me puxou até ela, com a outra mão ela me masturbava, e confesso que nem eu mesmo batia uma punheta pra mim melhor que ela.

– Você não sabe... o que é uma mulher 8 meses sem sexo. — Ela falou nos meus lábios. — Vai se arrepender.

– Se for como das outras vezes... — Ela aumentou a pressão em volta do meu membro, me fazendo perder as forças. — Eu vou te fuder.

– É assim que se fala Soldado. — Ela puxou mais uma vez a corrente me fazendo total submisso dela.

Enquanto ela me masturbava, puxei a cintura dela pra mais perto, sua intimidade agora estava roçando na ponta do meu membro e assim sem aviso, eu usei os movimentos que ela fazia e penetrei a cabeça do membro enquanto ela movimentava a mão.

Sua cabeça pendeu pro lado, sua mão saiu do meu membro e foi pra minha cintura, onde ela agarrou com as duas mãos com força e me puxou fazendo a estocar de forma bruta. Toda sua entrada me contraia e confesso que me controlei pra não gozar na mesma hora.

– Já vai gozar Thomas? — Ela sussurrou no meu ouvido e mordeu minha orelha. — Só começamos.

Ri rouco e rebolei dentro dela, encaixei suas pernas em volta da minha cintura, e meu corpo colou no dela, segurei na parte de baixo da coxa e sai totalmente dela, voltando a roçar e novamente eu a penetrei só que dessa vez muito mais forte, sem desgrudar nossas corpos, eu sorria totalmente depravado olhando nos olhos dela.

– Esse soldado tem muito a fazer.

Seus braços ficaram em volta do meu pescoço, sua cabeça pendeu pra trás deixando parte do colo dela a mostra, enchi de beijos e voltei a fuder com a mesma violência. A mesa fazia uma especie de balanço conforme eu a estocava, minha mente estava fora de mim. Me afastei da mesa com ela no meu colo.

Ainda com as mãos enlaçadas no meu pescoço, o corpo dela pendeu um pouco pra trás, então eu ergui seu quadril e soltei seu pesco em mim, assim eu a penetrava mais fundo,, e os gemidos dela eram ainda mais prazerosos, com o passar dos anos eu comecei a ser um pouco violento no sexo e ela muito mais exigente.

Não, eu não dava porradas nela, mas nos dois bem... Deixamos o romantismo na hora do namoro, o sexo era outra história, era mais intenso.... Intenso demais pra ser feito com calma, passamos a fazer sexo como se fosse o ultimo, nos sabíamos que realmente poderia ser.

Apertei a Morg entre meu corpo e a parede, suas unhas cravavam nas minhas costas e deixavam marcas, meus dedos apertavam firmemente sua coxa e que normalmente deixava alguns roxos, meus lábios estavam entreabertos e intercalados com o dela que subia e descia no meu colo.

Meu corpo começava a ficar suado pela movimentação, então ela tomou as rédias, desceu do meu colo e com as mãos no meu peito, me empurrou contra a estante, segurou minha nuca e me beijou com vontade enquanto a segurava pela cintura. Novamente ela segurou meu colar e me puxou como se fosse rédias de cavalo.

– Desde quando você... — Apertei a bunda dela dando um tapão. — manda assim?

– Não interessa... — Ela me jogou contra poltrona, enrolou a mão no colar, me fazendo ficar imóvel. Colocou as pernas do lado do meu corpo, segurou meu membro e sentou devagar. — Aqui... Ahnn... Você só diz... sim senhora.

– Ahn... Sim... — Segurei a cintura dela que quicou mais forte tirando meu folego e jogando minha cabeça pra trás. — Sim...

Sua mão apoiou no meu peito, ela inclinou o corpo até sua boca estar bem próxima do meu ouvido, mais uma vez ela quicou e eu urrei, no final ela rebolou bem devagar e riu... Riu da forma mais deliciosa que eu podia sonhar, puxou o meu cabelo pra trás.

– Sim o que Smith? — Sua voz saia rouca, arrastada e com um Q de loucura.
– Sim... hmmmm SENHORA.

Antes que eu continuasse ela começou a cavalgar num ritmo frenético, a poltrona balançava conforme ela se movimentava, o barulho da pele esfregando no couro se juntava com os nossos gemidos e com o barulho da nossa pele se chocando.

– Morg.... Ahnn.... PORRA!

– Isso... Thomas... ahnn....

Meu pau já não latejava mais, ele estava muito mais que isso, aquele vai e vem viciante estava me consumindo de uma forma tão enlouquecedora que eu não sabia mais o meu nome ou o que eu fazia, eu só queria fuder aquele corpo cada vez mais. Por impulso ergui ela no meu colo fui até o divã que ali tinha e a coloquei de quatro.

– O que quer que eu faça... Senhora? — Sorri maliciosamente e foi retribuído por ela.

– Me faça gemer Smith...

A coloquei deitada na parte inclinada do divã e novamente abri as pernas dela, segurei um dos seus pulsos acima da cadeira, com a minha mão direita segurei meu membro e penetrei-a aos poucos, quando estava todo dentro dela, segurei seu outro pulso da mesma forma.

Tomei seus lábios cheios de volúpia e comecei a estocar no mesmo ritmo forte que mantínhamos, os gemidos eram contidos pelos beijos, firmei minhas pernas e achei a posição perfeita, estoquei uma vez e a Morg virou a cabeça de lado e gemeu alto.

– Acho que acertei... — Sussurrei no ouvido dela e penetrei de novo no mesmo lugar, outro grito. — Continuo?

– Mais... — Suas voz era fraca, então comecei a fuder naquele mesmo lugar indo mais fundo. — NO...SSA... AHN.....AH...AHH....AH

Fechei meus olhos, apoiando minha testa no ombro dela, conforme eu atingia o ponto de prazer dela, sua entrada contraia mais meu membro o fazendo bombear mais, não pude evitar de gemer tão alto quanto ela.

Minhas mãos apertaram firmes o pulso dela, as estocadas estavam ritmadas e cada vez mais profundas, a novata... A minha novata não conseguia mais gemer, seus gemidos eram silenciosos, até o momento do ápice, meu corpo não aguentou e eu explodi dentro dela.

– Morgana... Ahn.... Porra! — Estoquei mais uma vez e senti o alivio. — AHHHNN...

– Thomas... — Seu corpo se curvou e ela gozou, com o seu grito silencioso. — Ahn...

O escritório estava uma bagunça, nos dois estávamos deitados no divã, ela acariciava meu peito e eu sorria com o toque enquanto fazia cafuné.

– Amor?

– Hm?

– Quando você me viu hoje de farda... Você ficou vermelha da mesma forma que a primeira vez que você me viu. — Murmurei.

– Você não esquece isso não é? — Ouvi ela rir e olhar pra mim. — Você quer mesmo saber o porque daquela atitude minha?

– Se você me der a honra — Dei um selinho. — Adoraria.

– No primeiro dia eu estava perdida e queria passar no armário. — Ela deitou por cima de mim. — Então eu cheguei no corredor do armário e você estava lá sem camisa e todo molhado.

– Isso explica porque me senti observado. — Ela mordeu o lábio. — O que pensou?

– Que você daria uma bela escultura Grega, ja que eles exigem a perfeição. — Ela mordeu meu lábio, então apertei sua cintura. — Eu te achei gostoso desde o primeiro dia...

– Eu te achei linda... Só não podia demonstrar... — Voltei a beijar ela com vontade. — Eu deveria ter dito desde o primeiro dia Novata.

– Eu sempre odiei você me chamar assim, agora... Não mais. — Ela me beijou.

– Eu lembro do nosso primeiro beijo... — Falei quando ela terminou. — Eu só não queria ver minha novata triste... E eu não faria nada diferente.

Ela riu e ficou envergonhada como sempre fazia quando adolescente, um sorriso bobo brincou nos meus lábios e continuei acariciando ela. Lembrar toda nossa história desde o começo era o que me salvava da saudades. Segurei seu rosto e voltei a beija-la como eu sempre a beijei e ficamos mais um tempo tirando os 8 meses de atraso.

–-x--

Acordei nos braços do Tom, vestida apenas com uma camisa dele que ficava enorme em mim e uma calcinha, eu costumava dormir vestida nas roupas dele pra tentar pelo menos fingir que ele estava aqui, mas agora não era mais fingimento, ele estava aqui dormindo tranquilo como um anjo.

Fiquei olhando para ele com um sorriso bobo nos lábios. Era tão difícil ele ficar longe de mim por tantos meses que às vezes eu tinha vontade de largar tudo e ir no meio de campo de batalha só para beijá-lo. Me sentia sozinha, mas também sabia que esse era o sonho dele e não caberia a mim dar final a sua profissão por conta disso, mas não quero ficar viúva e sempre deixei isso claro pra ele.

Por isso, sempre que ele voltava pra casa eu aproveito cada momento que posso com ele. Fazia duas semanas que ele voltara e isso impedia que eu me levantasse para fazer café, eu apenas queria ficar em seus braços, sentir a sua pele e seu cheiro, ver seu rosto que não mudara praticamente nada desde os 17 anos.

Sim, apesar de tanto tempo separados e mesmo depois de alguns anos de casados eu o amava da mesma forma quando eu ainda era uma adolescente, quer dizer, eu amo ele muito mais a cada segundo.

A maior parte do meu tempo eu ficava no consultório ou para o hospital e até mesmo para o orfanato que eu estava me dedicando para que fosse o melhor do país com inclusão de crianças com deficiência física e mental.

Meu projeto ainda estava em andamento, mas mesmo assim já surtia vários resultados positivos. Era simplesmente o meu sonho realizado, um sonho que tardou a ida do Thomas em um ano, um sonho que ele ficou pra ajudar.

Na maioria dos finais de semana eu passeava com a Mands, uma fazia companhia a outra já que nossos maridos ficavam longe por tanto tempo, e quando ela tinha conferência minha companhia era simplesmente o Chad e o Ted, que era o cão já crescido dos Ambrósios. Ele e o Chad ficaram super amigos e eu conseguia dar boas risadas com aqueles dois.

Nesse tempo de exercito eu mandava cartas para o Alexis, mas geralmente ele dava um jeito de me ligar e simplesmente éramos como irmãos inseparáveis, nem dava para acreditar que aquele garoto que tanto me ajudou no colegial seria pai e eu tia.

Ele sempre reclamava dizendo que eu deveria dar sobrinhos para ele de uma vez, Alexis pode ser durão, mas perto de criança era o maior babão. O filho dele com certeza seria um dos mais mimados e obviamente eu seria a madrinha mais legal que poderia existir, era isso que sempre discutíamos pelo celular, bem, uma entre tantas.

Desde que ele voltou junto com o Thomas ele tem cuidado de tudo pra Amanda e tem sido super cuidadoso com ela, as vezes pegava ele trocando aqueles olhares em código morse ente ele e o Thomas, eu até entendo a bajulação, afinal ele não vai estar presente durante toda a gravidez e talvez até perca o parto.

E com toda essa preocupação eu ouvi ele e o Thomas discutirem algo bobo, bom pelo menos nunca passaria pela minha cabeça que eles discutiriam qual seria o nome que queriam colocar nos filhos deles.

– Cara seu nome vem do grego seu pai tem nome grego... Se for menina Alexandra e se for menino Alexandre que significa Filha/Filho da Proteção... que é seu nome Alexis!

– E se você tiver um filho Thomas? — Ele ficou em silêncio por um tempo.

– Se for menina... Rosi... Se for menino Louis.

– Achei que você queria colocar o nome do seu filho de Johnny, bom pelo menos você disse isso se fosse menino. Por que?

– A Novata iria gostar da homenagem e sobre o Tio Johnny, ela não precisa saber. Alias a Morg nem está grávida, então continua na história do seu futuro filho!

Eu nunca mencionei que ouvi essa conversa dos dois, pelo menos não pra eles, só contei pra Amanda que adorou a ideia dos nomes que o Thomas deu, fazia todo sentido pra ela que sorria boba acariciando a barriga que nem estava crescida ainda.

Voltei meus pensamentos no agora e percebi que poderia ficar abraçada assim com o Thomas pelo resto do dia viajando em pensamentos enquanto olhava seu rosto e sua respiração calma.

Se não fosse pelo Chad que abriu a porta do nosso quarto (acreditem,ele realmente aprendeu a girar a maçaneta) e pulou na cama lambendo nossos rostos todo contente pela casa estar completa. Ri com a cena e Thomas acordou murmurando, mas logo despertou e abraçou o Chad fazendo o carinho atrás da orelha onde ele ficava praticamente imóvel.

– Bom dia. — Eu disse sonolenta e dei um beijo no meu marido gostosão.

– Bom dia. — Ele esfregou os olhos (Um fofo parecia criança) e me beijou com mais carinho alisando meu rosto com o dedão.

– O mesmo de sempre?- Falei entre vários selinhos que ele me dava e sorri.

– O de sempre, mas eu faço o café. — Ele sorria e eu não podia deixar de notar seus cabelos bagunçados pro mesmo lado como de costume.

Me levantei e fui até a cozinha ainda um pouco sonolenta com Thomas logo atrás de mim e como se fosse rotina, começamos a preparar café no ritmo de nossas bandas preferidas.

Em meio ao café Chad não parava de pular e choramingar querendo passear, ri com o jeitinho do nosso grandalhão e arqueei as sobrancelhas para o Tom.

– Sua vez de passear com o Chad amor, fiquei os últimos 8 meses fazendo isso por você. — Tomei um gole de café e ele prontamente se levantou e beijou minha testa, rindo. — Te amo.

– Volto logo. — Ele murmurou e se vestiu brincando com o Chad que corria pela casa ansioso para sair, antes de sair ele se despediu. — Também te amo Novata.

Vi eles sumirem pela porta e não deu nem 10 segundos antes que eu sentisse um forte enjoo e corresse para o banheiro vomitar, larguei a xícara de café manchando a mesa e pousei a mão na barriga, colocando todo o café da manhã pra fora.

Já era a quinta vez nos últimos dias que sentia enjoo e vomitava, sentada no chão do banheiro ficava me perguntando se havia pegado uma virose ou se alguma das pizzas que comi estava estragada, mas esse era o estranho, desde que o Thomas voltou eu não tenho comido nada estranho já que ele sempre cozinhou e fazia umas comidas bem saudáveis.

De repente pensei em algo que era muito mais provável. Arregalei os olhos e logo me levantei limpando a boca e escovando os dentes, coloquei uma roupa qualquer que estava por ali e sai apressada de casa indo diretamente para a farmácia que ficava na esquina do apartamento.

Eu sabia que Thomas aproveitava para colocar os exercícios dele em dia quando passeava com o Chad. Eu simplesmente continuava sedentária, comendo que nem uma gorda mas sem engordar um quilo, o que fazia o Thomas desistir de comentar sobre minha alimentação.

Depois de uns 10 minutos eu já estava em casa e Tom ainda não havia chegado, me apressei em ir pro banheiro e não sai de lá até que soubesse se minhas suspeitas estavam certas, antes de entrar no banheiro peguei um pacote antigo e fiquei encarando, mordi o lábio.

Estava tão concentrada no que estava fazendo que me assustei quando Tom bateu na porta do banheiro, me assustei, estava tão concentrada encarando os palitinhos que esqueci completamente de tudo, até de respirar pra falar a verdade.

– Amor? Tudo bem? Você está ai há mais de 5 minutos desde que cheguei. — Notei a preocupação em sua voz, mas não respondi simplesmente abri a porta do banheiro com o teste nas mãos antônima com o resultado.

O olhei e vi confusão nos seus olhos.

– Amor você está... — Ergui o teste de gravidez, mas ele ainda parecia confuso, então abri o pacote antigo e peguei os sapatinhos que o pai dele o mandou antes de morrer. — Não pode ser...

– Thomas... Vamos ser pais, eu estou grávida. — Brinquei com os sapatinhos e vi um Thomas totalmente atordoado com a noticia.

Consegui finalmente dizer e os olhos dele brilharam de certa forma que eu achei que nunca veria esse tipo de brilho nos olhos do Tom. Ele me abraçou apertado sem falar nada, em meio ao abraço ele me levantando do chão, eu pude perceber que nossas vidas nunca mais seriam as mesmas. Seriam melhores... Havia mais um Smith surgindo.

– Eu vou ser pai! — Finalmente ele falava com lágrima nos olhos. — EU VOU SER PAI!

Ele ergueu os braços pro ar e gritava como se o Eagles tivesse sido campeão do Super Bowl, Chad que veio correndo com a gritaria todo alerta achando que tinha acontecido algo foi todo bajulado por um Thomas mega feliz.

– Chad... Eu vou ser pai! Você vai ganhar um irmãozinho!!!

Como se entendesse Chad começou a latir e a pular junto com o Thomas, o nosso cãozinho veio até minha e começou a cheirar minha barriga e cheguei a conclusão que o Chad entendia sim tudo o que falávamos, não demorou muito e ele abanou o rabo e lambeu minha barriga.

– É isso ai Chad... Mais um membro pra família. — Acariciei atrás da orelha dele.

Thomas segurou minha cintura com delicadeza, todo aquele momento de felicidade sumiu de repente e ele me encarava sério, seus lábios tocaram os meus. Ele me beijou como ele me beijava nas despedidas do aeroporto.

– Amor... Ta tudo bem? — Acariciei seu rosto, e pelos seus olhos pude entender tudo o que deve ter passado na mente dele. — É sobre seu pai?

– É, eu imagino como ele deve ter ficado quando soube de mim. — Ele riu fraco. — E também entendo o aperto que ele sentiu no peito agora.

Ele me fez sentar na cama, pegou os sapatinhos e colocou eles de lado, depois se ajoelhou na minha frente, ergueu minha blusa e colocou a mão na minha barriga. Ele depositou um beijo ali, ri um pouco já que sentia cocegas.

– Eu não vou poder acompanhar toda a gravidez, provavelmente quando nosso filho ou filha nascer eu vou estar longe. — Ele me olhou. — E confesso que agora eu tenho medo de ir... Medo de ir e não voltar como meu pai.

– Tom...

– Espera, eu tenho medo, mas é como se meu pai dissesse agora pra mim... Que não importa o que aconteça eu vou voltar, eu sinto isso na minha alma. — Ele sorriu de forma encantadora. — Eu sei como ele se sentiu agora e não quero que nosso filho sinta o que eu senti.

– Ele não vai amor... — Segurei o rosto dele. — Não passamos por tudo isso pra não morrermos velhinhos e juntos cheios de netos.

– Eu sei... Mas eu quero duas coisas, que eu sei que meu pai fez antes de partir.

– O que é? — Ele segurou meu rosto e deu um selinho.

– Eu vou mandar cartas pra você... e também pro nosso filho. — Ele me deu outro selinho. — E quero decidir o nome dele antes de partir, pensei em dar o nome da sua mãe se fosse menina... e do seu avô Louis se fosse menino.

– Tenho uma ideia melhor. — Eu queria homenagear ele também, era nosso futuro filho ou filha, nossa conquista. — Se for menina... Meredith Rosi e se for menino Johnny Louis Smith.

– Perfeito.

Thomas me deitou na cama e voltou a me beijar e eu sabia assim como ele que daquele dia em diante, nossa história não teria mais fim... E como intuição feminina eu acho que teríamos uma menina vinda dos Ambrósios e um menino vindo dos Smith.

Alexandra Ambrósio

Johnny Louis Smith...

É até que não cairia mal.

Notas finais
Olá galera que tanto nos acompanhou! Aqui está nosso epilogo... Nosso ultimo capitulo... Obrigado por todo esse tempo juntos, desculpem os transtornos causados, os choros chorados e tenho só a agradecer a vocês, espero que gostem. Comentem dizendo o que acharam de tudo, se acharem muito bom recomendem.... SERIA MUITO LEGAL SE VOCÊS TODOS VOCÊS COMENTASSEM, DIZENDO O QUE ACHARAM, ENTÃO DEIXEM SEU RECADINHO PRA MIM! DEIXE EU AMAR VOCÊS!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!