My Angels
33 Capítulo XXXIII – Como uma família?
Notas iniciais
Bem, ai ta o capítulo u.u
My Angels
Capítulo XXXIII – Como uma família?
Jonghyun’s POV
Mãe...
Tive que me apoiar para não cair. Era algo inesperado, que tinha me atingido em cheio. Eu não sabia o que falar, nem sabia se deveria responder algo. Como... Depois de tantos anos, ela vinha se comunicar comigo? E o porquê daquilo?
Era tão confuso, eu tinha vontade de desligar, mas não desliguei. Entenda, eu não tinha raiva dela, nunca tive, o máximo que eu sentia era magoa.
- M-minha mãe? – eu tinha que dar algum sinal de que ainda estava ouvindo.
- Sim, sou eu.
Senti as lágrimas me queimarem os olhos, era impossível controlá-las. Era mesmo minha mãe? A pessoa da qual nunca havia entrado em contato, aquela que nunca havia dado carinho ao seu filho, aquela que eu não sabia nem ao menos o nome?
Queria responder, mas minha voz não saia. Parecia ruim estar falando pelo telefone, não poder ver seu rosto, abraçá-la, ou então sacudi-la pelos ombros e perguntar por que o abandono, por que sumir por tanto tempo. Nem sabia direito o que pensar.
- Jonghyun?
- E-eu estou aqui. – respondi com a voz trêmula e chorosa.
- Você está chorando? Não chore, por favor... Eu sei que lhe devo muitas explicações, mas não vamos fazer nada por telefone, está bem?
- Sim.
- Eu não quero que fale sobre mim com ninguém ainda. Você me promete isso? É o único jeito de nos vermos.
- Eu prometo. – disse depois de um tempo pensando. Odiava esconder as coisas de Yuri ou de Key, mas eu precisava vê-la.
- Amanhã à noite, quando todos tiverem dormindo, saia de casa, terá um motorista de esperando na frente. Ele irá te levar até onde estou. Você consegue fazer isso?
- Eu vou tentar.
- Eu te espero, então... Eu... Acho que vou desligar, fi... Jonghyun.
Eu pude ver a falha em sua voz, ela tinha consciência de que não podia me chamar de “filho”. Esperou uma resposta, da qual eu não dei. Coloquei o telefone no gancho, e levei ambas as mãos à boca, tentando parar de chorar.
Eu iria vê-la?
Chorei baixinho durante alguns minutos, e os motivos eram inúmeros. Eu pensava em tanta coisa que minha cabeça chegava a doer. Minha vontade era de correr para o colo de Key ou de Yuri, e chorar lá, sendo confortado, mas nem isso eu podia.
Quando consegui parar de chorar, fui até o banheiro e lavei bem o rosto. Depois fui até a sala de vídeo, e Key dormia no sofá. Parecia um anjinho, aquelas feições meigas e delicadas. Fui até ele e beijei sua bochecha, para então tentar pega-lo no colo.
- Jonghyun... Você demorou. – ele murmurou, ainda com os olhos fechados.
- Desculpa.
- Eu cheguei a dormir.
- Ér... Desculpa.
- Você podia parar de pedir desculpas?
- Desculpa, Key! Quero dizer, sinto muito, ér... Eu vou te levar pra cama.
Peguei Key no colo, e ele deixou a cabeça cair em meu ombro, parecia realmente cansado e eu agradeci por isso, afinal nem havia perguntado quem me ligou, e se tratando de Key, isso é muito raro.
Subi as escadas com certa dificuldade, mas logo cheguei ao quarto, e coloquei Key na cama. Estava exausto, e só conseguia pensar nela.
Quando ia me levantar para dormir onde eu sempre dormia, Key segurou meu pulso, e me fez deitar ao seu lado, me abraçando como se eu fosse um urso de pelúcia. Seus olhos estavam fechados, mas ele tinha um sorriso sapeca nos lábios. Eu o conhecia, e ele tinha feito aquilo de propósito.
- Tudo bem, eu vou dormir na cama hoje. – eu disse, e em seguida beijei a testa dele.
Key bocejou, e depois se agarrou mais ainda a mim, pegando no sono em seguida.
Quais seriam seus sonhos?
-oo0oo-
Key’s POV
Hum... Olha eu aqui narrando de novo, quase que Jonghyun pegou o capítulo todo pra ele. Mas sem eu narrando não tem graça, não é? Enfim... Eu precisava dizer o quando era bom acordar com Jonghyun agarrado a mim.
Ele era como uma criança, que tinha perdido os pais no parquinho. Ele agarrava minha blusa com um pouco de força, e sua cabeça estava próximo ao meu pescoço.
Beijei o topo de sua cabeça, e ouvi-o murmurar alguma coisa, ainda entorpecido pelo sono. Era a coisa mais fofa.
Nossa, estou tão gay.
- Jonghyun, acorda! – é, por um momento eu tinha me esquecido do meu mau-humor matinal. Ele nem se mexeu. Como ousa me desafiar?
Empurrei-o da cama, fazendo com que ele levantasse em seguida, assustado.
- Key, eu...
- Você está dormindo demais, se você fosse um bom namorado, quando eu acordasse você estaria me esperando com um belo café da manhã, na cama.
- Para ser um bom namorado precisa fazer isso? – perguntou inocente.
Que gracinha... Eu nunca namorei, mas sei que, OBVIAMENTE, não precisa fazer isso, só um namorado muito folgado pra pedir algo assim.
- Sim, precisa! – é, eu sou um namorado muito folgado.
- Eu não sabia, desculpe.
Sorri. Por isso que eu digo que a burrice de Jonghyun é um tanto aceitável.
- Vamos logo pra escola, temos que ir andando e deixar Yoogeun na escolinha.
Eu odiava ter que ir andando a escola, e quem sabe chegar suado, mas Yoogeun ia conosco, então tudo bem.
Tomamos café, tinha coisinhas gostosas pra comer, Yoogeun também comia, e parecia muito animado.
- Yoogeun, por que está tão animado? Ta de namorico na escola, é? – eu falei “namorico”? Enfim, eu parecia uma avó, sim, são elas que fazem esse tipo de pergunta embaraçosa e sem-graça.
- Não. – respondeu simplista, comendo um pedaço de bolo. – Mas como anda seu namorico com o hyung?
Meu Deus, esse garoto é melhor de boca fechada. Acho que através de uma magia muito poderosa ele pegou toda a inteligência do irmão para si. Suspirei, não ia responder aquilo, e Yoogeun também não parecia querer uma resposta.
Olhei para Jonghyun, era só nos três na mesa, e ele parecia mais quieto que o normal, um pouco longe, pois nem havia corado com a indagação de Yoogeun.
- Jong?
- Hum? – ele direcionou o olhar pra mim, e sorriu.
- Nada não...
-oo0oo-
Eu sabia que não seria um incomodo levar Yoogeun a escola, apesar da língua afiada, e a inteligência, aquele garoto falava pouco e era muito obediente. Agora eu só não imaginei que quem fosse incomodar seria Jonghyun. Yoogeun não podia nem soltar minha mão que Jonghyun já ia atrás dele, ou ficava alertando que era perigoso.
- Pelo amor, deixe o garoto se divertir.
- Mas ele pode cair, ou sei lá, é perigoso Key. – disse com um beicinho em meio aos lábios.
- Aff! – andei até Yoogeun e o peguei no colo, eu não aguentava mais Jong alertando ele sobre algum perigo no mundo e etc. – Vamos, bebê.
Ele ficou quietinho, mexendo na lapela do bolso de seu moletom. E Jonghyun correu até nosso lado, ficando totalmente em silêncio. E eu senti um desconforto, não por estar tudo e silêncio, mas... Por que aquilo parecia um tanto constrangedor. Era como se fossemos um casal com o nosso filho, como uma... Família.
Aquilo me arrepiou todo. Mas pareceu divertido, eu gostaria de casar e construir uma família, sempre pensei nisso, mas nunca tive uma ideia concreta. Agora eu até tinha, tanto pelo café da manhã juntos, e agora levando Yoogeun pra escola.
Era bom ter alguém do seu lado, cuidar e ser cuidado. Ter alguém que lhe dê carinho, alguém onde você possa se apoiar. Ri com meu pensamento.
- Por que esta rindo? – Jong perguntou.
- Érr, de uma piada – ri falso. – Uma piada que acabei de me lembrar.– mentira, totalmente mentira.
- Sério? Conta, conta!
Iii ferrou. Comecei a rir do nada, ainda falso, ou aquilo era nervosismo?
- Conhece a piada do “não e nem eu”?
- Não...
- Nem eu! – ok, eu desenterrei essa, e ainda tive que rir como um idiota, para que aquele ao meu lado – mais idiota ainda – pensasse que era engraçado. Mas ele apenas ficou pensando, e sorriu fraco. – Olha, chegamos!
Foi um alivio termos chegados, ou eu ia enfiar minha cabeça num buraco, e se não fosse a minha seria a de Jonghyun.
-oo0oo-
Taemin’s POV
Estava nervoso, minha cabeça quase girava de tanto que pensava, e nas mesmas coisas. O que minha mãe vai dizer? Ela vai aceitar eu e Onew?
E se ela me afastar dele? Mas eu tinha que tocar a campainha de uma vez, ou não tiraria minhas dúvidas nunca.
Recolhi a maior quantidade de ar possível e depois a soltei. Apertei a campainha, como se fosse um estranho, e isso era mesmo, estranho. Eu nunca tive que apertar a campainha da minha própria casa.
E finalmente minha mãe abriu a porta.
CONTINUA...
Notas finais
Kiss
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