My Angels
24 Capítulo XXIV – Um encontro?
My Angels
Capítulo XXIV – Um encontro?
Key’s POV
Preciso dizer a vocês que ir ao centro de Seul, à noite, com Jonghyun é a mesma coisa que testar meus limites de paciência. Fora que, por algum motivo inexplicável, as ruas estão ainda mais movimentadas que o normal para uma segunda-feira.
–Ahh, Key, e se a gente se perder aqui? – indagou agoniado.
– A gente não vai se perder, ok? Se você sabe que não é acostumado com cidades grandes, por que me traz pra cá? – eu realmente já estava ficando chateado, afinal estávamos andando a mais de meia hora e não decidíamos o que fazer.
–Eu pensei que você fosse gostar.
– Eu não gosto lugares com muita gente, Jonghyun!
– Então tá, nós faremos do meu jeito pode ser? – confirmei com a cabeça. – Prometa que não vai reclamar?
– Prometo!
...
Maldita hora que eu prometi algo que eu sabia que não iria poder cumprir.
– Jonghyun eu não vou comer cachorro-quente dessa barraca! – ele estava tirando com a minha cara, só pode.
– Não é uma barraca.
– Ah, tanto faz. Mas não vou comer, é pobre e nada romântico!
– Você prometeu, Key... Por favor, só hoje.
Eu não ia olhar para aqueles malditos olhos que me enfeitiçaria, eu tinha certeza que se eu olhasse iria dizer “Tá bom, mas só hoje”. Eu não vou olhar, não vou olhar, não... vou... olhar...
– Tá bom, mas só hoje. – nem preciso dizer o que aconteceu, não é?
– Eba! Obrigado, Key.
No impulso ele acabou me abraçando, bastante feliz, e eu senti alguns olhares direcionados a nós.
– Jonghyun... Aqui não! Pegue logo cachorro-quente pra nós e vamos sair daqui.
– Está bem!
Logo ele voltou, segurava uma garrafa de refrigerante 600 ml – onde tinha dois copos em cima – e dois cachorros-quentes em uma das mãos.
– Eita, desse jeito vai deixar cair. Como é desajeitado. – reclamei indo até ele e pegando os cachorros-quentes.
– Você que não foi me ajudar.
...
É eu deveria ter ficado quieto.
– Não importa. Vamos comer aonde? – indaguei.
– Ali! – apontou para frente. – Tem uma pracinha, vamos sentar lá?
– Pode ser!
Seguimos rumo à pracinha, sentamos em uma daqueles bancos compridos um de frente para o outro. Jonghyun serviu refrigerante para nós, e eu me preparava pra comer aquela “coisa”. Ah, será que eles lavaram as mãos direito antes de fazer?
– Hum... Você não vai comer? – Jonghyun falava de boca cheia, e já quase na metade do cachorro-quente, fora que sua boca estava suja.
– Jonghyun! Crie modos. Pegue esse guardanapo, e não fale de boca cheia. – disse entregando o guardanapo a ele.
Depois com muita coragem mordi o cachorro-quente, e odeio ter que admitir isso, mas o gosto era bom.
– Está bom, Key?
– Mais ou menos. – disse com a cara fechada, para ele eu não ia admitir.
– Você é ruinzinho ás vezes, sabia?
Ãn? Eu ouvi direito o que ele tinha falado? Claro que eu não ia pedir para ele repetir, ouvir uma vez já estava bom demais. Aquilo me irritou, e até mesmo me magoou. Poxa, “ruinzinho”? Eu havia gastado toda a minha paciência saindo com ele, e estava até mesmo comendo comida de um lugar que eu jamais imaginaria comer e ele me diz isso?
– E você é chato, idiota, bobo e burro toda hora, sabia? – eu não tinha certeza se estava me defendendo ou não daquele jeito, mas estava realmente frustrado. – Perdi a fome!
Larguei o cachorro-quente ali mesmo, e me levantei, indo sabe-se lá aonde. Eu só estava irritado, entendam que minha paciência já estava sendo testada desde quando eu saí de casa com ele.
– Key! — ele me chamou.
Eu continuei andando, sabia que ele viria atrás de mim. Sabe, eu sou uma pessoa um pouco carente, algo assim, e mesmo que eu me faça de forte eu me magôo facilmente, e até choro...
E como se já não bastasse tudo que estava acontecendo algumas lágrimas começaram a cair. Eu sabia que era verdade o que ele tinha dito, eu sou “ruinzinho”, chato e sei lá mais o quê.
Eu queria me tornar melhor e agradar Jonghyun, nem sei como ele foi gostar de um chato como eu. Eu sei que eu sou lindo e tal, mas junto com isso, vêm inúmeros defeitos que eu odeio admitir tê-los.
– Key! – ele me chamou novamente, e de novo, e de novo, mas eu continuava andando, agora correndo.
– Me solta! – eu acabei gritando quando ele segurou meu braço. Até tentei me soltar, mas ele era obviamente mais forte e não deixou que eu saísse.
– Não faça isso... – murmurou. Eu parei de tentar escapar, e me rendi às lágrimas. Ele me virou e me abraçou calorosamente, beijando a minha testa.
Eu acabei enterrando minha cabeça em seu peito, chorando. Agora eu era o idiota! Talvez eu tivesse sido o idiota o tempo todo. E só precisava ter mais paciência, ser menos orgulhoso, coisas assim...
– Desculpa. – ele pediu. Eu sabia que não importava quem fosse o culpado, era ele quem sempre iria pedir desculpas.
– Não. – murmurei fungando o nariz. – Eu sou o único culpado. Eu que... Desculpe-me. – pedi novamente chorando. Talvez eu não chorasse tanto se não estivesse no calor dos seus braços, mas eu estava, e por esse motivo é que chorava tanto.
– Não quero saber quem é o culpado, só quero que pare de chorar. É nosso primeiro encontro, Key... Eu não queria que você ficasse triste.
Era isso que eu acabava odiando e amando ao mesmo tempo, o jeito dele ser tão bom e inocente. Eu poderia pisar em cima dele quantas vezes quiser que ele viria até mim e me abraçaria, até quando não sei. Só que eu não queria que fosse assim, eu queria ser amável também.
– Eu não vou... Mais... Chorar... – disse quase que engolindo o choro.
Jonghyun sorriu para mim e limpou minhas lágrimas. O toque dos seus dedos em minha pele era sensível, como se meu rosto fosse algo frágil e quebrável, feito porcelana.
Com um beicinho adorável ele seguiu até meus lábios, eu mal consegui fechar os olhos de tanta admiração por aquele rosto lindo.
O dinossauro mais lindo do mundo.
– Eu tenho algo pra você. – ele murmurou ainda com nossos lábios próximos.
Parecia um pouco envergonhado, e isso me deixou curioso pelo que ele tinha para me dar. Não precisei esperar muito tempo, pois logo ele tirou uma caixinha do bolso e abriu. Eram duas alianças de compromisso – prata.
– Aceita ser meu namorado, Key?
CONTINUA...
Notas finais
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