My Angels

22 Capítulo XXII – Você quer sair comigo?


Notas iniciais
Então, pra quem tava super ansioso ai está ^^ E puts, eu ia postar antes, mas to na praia (como ja sabem neh?) e sempre que eu digo "vou a lan house postar My Angels" começa a chover -.- Ta chovendo há 24 horas sem parar T.T Da próxima vez não vou deixar saber q vou a lan u.u ai nao chove
Kiss

My Angels

Capítulo XXII – Você quer sair comigo?

Key’s POV

C-como ele podia dizer aquilo tão descaradamente? Sem nenhuma preocupação? Yuri ficou pálida, até mesmo Jonghyun. Eu tinha certeza que ele não havia se ligado na noite anterior. Então, Yuri sabia da sexualidade do filho? Minho parecia natural, contudo Nichkhun aparentava muito nervoso.

Yuri ficou calada, não sabia o que dizer, meu pai estava de costas para mim, então não pude ver sua expressão.

- É repentino. – Yuri disse. Pelo jeito era sincera como Jonghyun. — Estão namorando há quanto tempo?

- Dois anos. – Minho respondeu unicamente. Agora não estava tão natural, na verdade abaixava os olhos toda hora, e voltava a olhar Yuri.

Vi que essa era hora de entrar, sentei-me sentindo o cheiro da comida, me enjoou um pouco, e por mais belo que era o prato eu não senti muita vontade de comer, mas tinha que forçar alguma coisa, não gostava de ficar doente. Meu pai estava sentado na ponta, de um lado Minho e Nichk, do outro Yuri com Yoogeun sentado bem pertinho numa cadeira mais alta, agora Jonghyun ao seu lado e eu na outra ponta.

- Vejo que é repentino só pra mim... Por que não me contou antes? Minho, eu sou sua mãe, você está a dois anos namorando uma pessoa e não conta para mim? Jonghyun você já sabia? – ela não estava irritada, falava com naturalidade por incrível que pareça. A última pergunta havia sido feita a Jonghyun.

- Soube agora... – respondeu um pouco cabisbaixo.

Minho e Nichkhun trocaram um olhar, como se dessem força um ao outro, eu achei lindo aquilo, e imaginava quando chegasse à vez de eu e Jonghyun contar, não... Melhor não imaginar.

Minho parecia triste, eu podia jurar que seus olhos estavam ficando vermelhos.

- Desculpa... – se limitou a dizer, de cabeça baixa.

- Tudo bem, Minho. Não tenho nada contra o relacionamento de vocês, só fico triste de você não ter me contado antes. Mas bem, então que esse jantar seja para comemorar o namoro. – disse sorrindo, e todos ficaram surpresos.

Aquilo não parecia de forma alguma falsidade, ou que ela tivesse criando alguma situação.

- Sério mesmo, omma? – Minho indagou.

- Claro. – sorriu novamente. – Nichkhun, você pode me chamar de omma agora também, ok?

- Sim... Prometo não decepcioná-la. – falou Nichkhun.

- É só fazer meu filho feliz que está de bom tamanho.

Yuri era mesmo uma mãe coruja, fazia tudo pelos filhos e eu tinha que admitir, ela era incrível. Eu não a odiava mais. Claro que não iria deixar meu orgulho de lado e vir a chamá-la de omma, a não ser que fosse ao sentido de “sogra”, como ele propôs a Nichkhun chamá-la. Eu adoraria. Mas sabia que a situação entre eu e Jonghyun era um pouco diferente.

- Obrigado, omma. – Minho ditou, ao que se levantou para dar um abraço em Yuri.

Depois disso o almoço ocorreu normalmente, Jonghyun ficou em silêncio durante todo ele, o que eu estranhei um pouco, embora eu também estivesse quieto, mas feliz.

Sim, eu estava feliz. Sempre fora eu e meu pai sentado a mesa para comer, e dessa vez tinha pessoas a mais, pessoas que de uma forma ou de outra se tornaram especiais para mim.

Yoogeun com seu jeito fofo, que dava vontade de morder, apenas uma criança de quatro anos. E também tem o irmão de Yoogeun que apesar de ser quatorze anos mais velho não tem uma personalidade muito diferente, é fofo e inocente. E, sinceramente, não consigo explicar como uma coisa dessas conseguiu me conquistar, no entanto foi o que conseguiu com mais êxito.

Nichkhun e Minho, bem... Eles são tão lindos que me conquistaram assim que os vi. Sério. Claro que eu senti muito ciúmes de Minho no começo, mas logo me toquei que ele gostava de Nichkhun, e a relação entre ele e Jonghyun era apenas de irmãos.

Quanto ao meu pai, bem, ele sempre foi especial para mim, eu devo muito a ele. Eu nem sempre fui o melhor filho do mundo, sabe... Mas meu pai me criou sozinho a maior parte do tempo, e muito bem.

Agora falta Yuri, eu a deixei por último, pois é mais complicado. Eu não gostava dela no começo, mas ela se saiu bem. Sei que é uma boa mãe, então eu não tenho muito o que falar. Jonghyun gosta muito dela, mesmo que não a chame de mãe, eu sei que ele a considera uma. Sim, e uma mãe muito especial. Olha como ficou gigante o parágrafo em que falei de Yuri...

- Key? – Minho me chamou ao que dei atenção a ele. – Pensei que fosse mais “falador”. – comentou.

- E ele é. E muito! – meu querido pai se manifestou.

- Haha! Nem sou. – me defendi, claramente mentindo.

- É sim! – disse Jonghyun.

- Jonghyun, até você? Isso é um complô contra mim, só pode. – fiz beicinho, e todos riram. De fato eu estava feliz.

-oo0oo-

Minha cabeça doía, embora eu soubesse que não era porque eu estava doente, eu não estava mais. Só que eu pensava diversas coisas e isso fazia com que ela doesse. Eu queria muito convidar Jonghyun para sair, ou algo assim, mas eu me sentia um pouco inseguro, quem sabe receber um não. Eu odiaria isso.

- Key, você já está dormindo? – indagou Jonghyun. Ele havia acabado de sair do banho.

- Estou. – respondi.

- Ata...

- Idiota, se eu te respondi é óbvio que não estou. O que quer? – meu humor a noite não era dos melhores, a tarde também não era tão bom, agora de manhã era pior ainda... Ou seja, o tempo todo.

- Key não precisa ser tão mau.

E quando ele disse isso eu o imaginei com aquele beiço fofo.

- Jong, o que você acha sobre... – ele agora estava sentado na ponta da cama, secando o cabelo com a toalha.

- Sobre? – incentivou.

- Sair, digo... Esqueça. – falhei.

- Você quer sair comigo? – ele indagou.

- Isso é um convite ou uma pergunta?

Sentei-me na cama, um pouco ansioso. Jonghyun olhou para mim e fez aquela carinha adorável – e irritante também – que eu podia imaginar um monte de pontos de interrogação ao redor de sua cabeça.

— Qual a diferença?

- Eu falei sobre sair... Você está perguntando sobre o que eu falei, ou simplesmente está fazendo um convite?

- Isso é importante?

- Jonghyun! Responda de uma vez, isso é irritante.

- Então... Eu estava perguntando, pois você não terminou o que disse… Mas eu quero te convidar também. Amanhã, aceita?

Jonghyun era realmente adorável, ele poderia dizer que era um convite desde o começo, mas ele nunca conseguia mentir.

- Eu aceito! – fui realmente rápido na resposta, o que me fez corar um pouco, e ele riu. Idiota.

- Então eu vou dormir, boa noite! – ele foi até o banheiro deixando a toalha lá, depois voltou e eu acabei lhe chamando.

- Jonghyun! – ele me olhou, mas eu não soube o que dizer, sabe eu não iria chegar e dizer “Quero um beijo, um daqueles bem longos e sedentos”. – Meu beijo... – acabei murmurando, pensando que ele não ouviria.

Jonghyun seguiu até a cama e inclinou-se um pouco, para beijar minha bochecha, separou seus lábios dos meus, me olhando. Eu estava com um beiço gigante, triste, ou com raiva, sei lá. Mas... Um beijo na bochecha, aff né.

Ele olhou em meus olhos e sorriu, então selou meus lábios com amor. Eu achei aquilo lindo e fofo, claro... Mas... Eu preciso demais, por favor. Pus meus braços em volta de seu pescoço e o puxei para deitar em cima de mim, ao que já adentrei com a língua em sua cavidade bucal.

Jurava que ele iria ficar assustado, mas se tivesse ficado não tinha sido tanto, pois correspondeu prontamente aos meus beijos. Jogou ainda mais peso do corpo por cima do meu, e aquilo me deixou um pouco quente, ainda mais quando senti sua mão apertando meu ombro e a outra em minha cintura. Seu corpo prensava sobre o meu, e o beijo era sedento.

Eu queria aquilo, pedi por aquilo.

- Jonghyun... – chamei seu nome em meio ao beijo e ele parou. Idiota, não era para parar.

- Você quer que eu continue, Key? – ele indagou ao ver minha cara de decepcionado.

- Você sabe como continuar?

Eu acredito que tinha perguntado algo muito difícil, pois ele ficou fitando o desenho da minha blusa – do qual não estava prestando atenção – durante longos segundos.

- Eu nunca fiz isso... – acabou admitindo.

- Ahhh! É claro que não, você não tinha nem beijado antes de me conhecer quem dera transado. – ahh, olha que coisa boa, dois virgens!

- Mas eu não quero transar com você, Key! Eu quero... Eu quero fazer amor.

Posso morder as bochechas? Como é fofo e inocente, é como o Yoogeun, mesmo com a grande diferença de idade.

- Eu também quero, Jonghyun... Quando chegar a hora nós vamos saber o que fazer, ok?

Ele se levantou lentamente quando eu forcei para levantar também, me inclinei e beijei sua bochecha e lhe desejei boa noite. Em silêncio ele se levantou, mas parou de costas, eu sabia que ele queria dizer algo, mas estava com medo.

- Diga, Jonghyun.

- Ér... Key... Você também é virgem?

- Não Jong... Eu já fui pra cama com vários garotos. – disse sério, eu precisava tirar com a cara dele. Eu jurava que ele ia me olhar sério, ou até começar a chorar, do jeito que é... Ok, não é pra tanto. Mas mais uma vez me enganei.

- Mentiroso. – disse ainda de costas. – Eu sei que você não é desse tipo.

Cadê sua inocência numa hora dessas? Mas aquilo me fez sorrir mesmo que inconscientemente, pois eu sabia que ele confiava em mim, que me conhecia mais do que eu imaginava.

- Você está certo... É, eu sou virgem. Agora vá dormir. Boa noite, Jonghyun.

- Boa noite, Kibum...

“Kibum”? Ele fazia pra me irritar só pode.

- É Key! – corrige.

- Eu gosto de Kibum. Eu posso te chamar assim?

- Jonghyun, o único que me chama de Kibum é meu pai... E eu não gosto do meu nome.

- Eu posso fazer você gostar, digo... Por favor, só chamarei ás vezes.

- Está bem.

Eu tive que concordar, afinal o sono estava me consumindo, eu tinha certeza que dormiria feito uma pedra. Queria dormir logo para amanhã chegar mais rápido, afinal teria meu primeiro “encontro” com Jonghyun.

CONTINUA...

Notas finais
u.u o que será que vai dar esse encontro em?
Bye~~~~~~