My Angels

17 Capítulo XVII – Por que sempre de surpresa?


My Angels

Capítulo XVII – Por que sempre de surpresa?

Key’s POV

Um mês se passou desde o dia em que me declarei (via SMS) para Jonghyun, ainda sentia vergonha daquilo, mas foi o único jeito das coisas andarem entre nós. Eu orgulhoso que só, e o Jong... Burro? Lento? Idiota? Todas as alternativas.

Mas ele me faz bem, me faz sorrir e é bom estar com ele. Sinto que meu coração vai explodir algumas vezes, e outras eu fico tão irritado que poderia jogá-lo pela janela.

Eu não sabia se estávamos namorando, sabe... Nunca falamos sobre isso, mas estamos “juntos”, sei lá. Moramos na mesma casa... Só sei que agimos normalmente, e poucas vezes nos beijamos, mas quando isso acontece é único.

E Finalmente chegou o dia do casamento, do qual não ia ser simples, já que meu pai tinha uma aparência a zelar. O mesmo não ia ser feito na igreja, já que ambos já foram casados. No entanto ia ser uma linda festa, a maioria dos convidados eram funcionários importantes da empresa, e outros empresários. Eles casariam no civil à tarde, e depois iriam direto para a festa, que começaria umas 20 horas.

Ainda era de manhã, então estava tudo tranquilo. Eu tinha acabado de subir para meu quarto depois de tomar café, e Jonghyun vinha logo atrás. Eu tinha coisas a fazer hoje, iria apenas pegar meu celular e sair. Também não queria levar Jonghyun junto, eu gostava de ir sozinho àquele lugar.

Sentei na cama, colocando meu tênis, um all star preto, e ouvi Jonghyun encostar a porta. Ele foi até o guarda-roupa, mas eu não prestei atenção nisso, apenas em amarrar meu cadarço.

- Você já sabe com que roupa vai hoje? – indaguei.

- Sim, a Yuri que viu isso. – avisou, se aproximando ao que sentou ao meu lado, mas eu ainda não olhava para ele. – Eu tenho que sair agora, e... – eu disse me levantando, porém ele segurou meu pulso e me fez sentar de novo, por isso me calei.

Olhei assustado, vendo ele sorrir tímido, e em seguida me beijar, de forma lenta. Meu corpo se arrepiou todo. Por que ele tinha que fazer aquilo de surpresa? De qualquer forma eu correspondi, passei meus braços por seu pescoço, sentindo o beijo ser aprofundado.

Quando ele encerrou o beijo, eu pude sentir meu rosto corado, e também muito quente, tentei não olhar para sua face, mas ele colocou um embrulho em minha frente. Assustei-me. O que seria?

- O que é isso? – indaguei sutilmente, pegando o embrulho.

- Apenas um presente... Eu olhei e achei que ia ser legal te dar. – ele disse dando de ombros, também parecia nervoso.

Abri o pacote, pegando algo fofo e macio em mãos, era um coração de pelúcia, escrito “I Love You”. Desculpe pela indelicadeza de sempre, mas eu ri, tentei me segurar, eu juro, mas foi impossível.

Jonghyun ficou vermelho como um tomate, o que deixava as coisas mais engraçadas ainda.

- Você não gostou? – ele indagou receoso.

- Não é isso. – respondi, tentando me conter. Pulei em cima dele, fazendo com que Jonghyun batesse de costas na cama, e lasquei aquele beijo. Fui safado eu sei. Mas assim eu não me sentia com tanta vergonha, como eu me sentia quando ele me beijava de surpresa.

- Eu adorei o presente. – eu disse ao me afastar, sorrindo. Sério, eu estava feliz.

Não era apenas por aquele objeto, mas era pelo fato de eu tê-lo ganhado de quem eu gostava E também porque era o primeiro presente que eu ganhava de um... Dinossauro? Eu juro que eu queria dizer “namorado”, mas aquele pamonha ainda não me pediu em namoro.

- Que bom. – ele disse sorrindo, tão fofo.

Peguei minha mochila, colocando as coisas, e puxei Jonghyun pela mão, arrastando-o para fora de casa, enquanto ele perguntava insistentemente onde eu o estava levando.

- Apenas um lugar, vamos!

Passei por todas aquelas lápides, chegando a que eu procurava, o caminho era fácil, eu sabia de cor. Agachei-me ali, e Jonghyun me imitou, lendo as letras gravadas na lápide.

- É sua mãe? – limitou-se a perguntar.

- Sim. – eu disse, ao que vasculhava minha mochila, eu precisava achar. – Achei! – exclamei. – Toma!

Jonghyun me olhou confuso, afinal, porque eu estaria lhe entregando um celular.

- Key, você vai mandar outra SMS dizendo o que sente? – indagou inocente.

E eu tive vontade de estrangulá-lo na mesma hora, mas me limitei a sorrir falsamente, e em seguida o olhei de forma assustadora, o que fez com que ele pegasse o celular imediatamente. Voltei a vasculhar minha mochila, eu não podia ter esquecido, e novamente achei o que procurava.

Peguei o celular da mão dele, e pus o fone de ouvido na entrada, colocando um música bem alta pra tocar.

- Coloque, e em hipótese alguma o tire, está ouvindo? – ele arregalou os olhos, mas pegou o celular. – E feche os olhos! – disse autoritário.

- Assim está melhor... – sussurrei.

Olhei para o túmulo da minha mãe e sorri, de forma triste, mas sorri. Eu queria sempre poder sorrir para ela, para que não ficasse preocupada.

- Sabe mamãe, hoje o papai vai se casar... Eu não gosto muito da idéia, mas não posso fazer nada, então resolvi aceitar. Yuri não é tão ruim, ela é uma boa mãe para o dinossauro que está aqui do meu lado, digo, o Jonghyun... E ela nunca vai roubar seu lugar está bem? Ela... – senti um olhar pesando sobre mim. Fechei os olhos com força, sorri de lado, e olhei diretamente para Jonghyun. Ele virou a cara com tanta pressa e rapidez que poderia ter quebrado o pescoço, mas isso não aconteceu. Então ele moveu a cabeça, seguindo o ritmo da música propositalmente para que eu visse que ele estava cumprindo o que eu disse.

- Viu, mãe, esse garoto ai do meu lado é filho da Yuri... Eu sei que pode ser ruim, mas... – olhei novamente para Jonghyun, conferindo que ele não estava ouvindo o que eu dizia, ao que voltei a olhar para a lápide. – Eu estou apaixonado por ele. Você não ligaria, não é? Se me visse com outro garoto? No fim de tudo ele é “gente boa”, inocente, lerdo... Mas eu sinto que vou dar um jeito. Aliás, aproveita que você está ai e pede pro Papai do Céu dar um pouco de inteligência para essa cria aqui, que faltou. E... Não importa o que eu faço, eu sinto que estou apaixonado, e ele me faz feliz. – sorri radiante, voltando a ficar triste em seguida.

“Eu sinto sua falta mamãe, eu queria que você estivesse aqui pra me dar conselhos... Se tudo der certo entre nós, vai chegar um dia que vamos ter que contar ao papai e a Yuri, e nós somos filhos deles, é estranho. Não somos irmãos, é claro, nem Jonghyun é filho verdadeiro de Yuri, mas ainda assim, para ele, vivemos como irmãos na mesma casa.”

As lágrimas que eu tanto segurei, começaram a escorrer lentamente, e a vontade insana de soluçar, me atormentava irritantemente, até que eu não aguentei, soluçando baixinho. Senti o um braço forte de Jonghyun passar por meus ombros, e me puxar para ele, sutilmente. Olhei e vi que ele ainda movia a cabeça com o ritmo, o que me fez rir em meio ao choro.

- Viu, mamãe? É um idiota.

Não sustentei mais a vontade de soluçar, e voltei a fazê-lo, dessa vez me agarrando a Jonghyun, que me abraçou confortadoramente, finalmente tirando os fones de ouvido. Mas aquilo não restringiu minha vontade de soluçar, na verdade, quando senti seus braços sobre mim foi que eu chorei ainda mais.

O tempo passou e meus soluços cessaram, tomei coragem e consegui sair do braços de Jonghyun, limpando minhas lágrimas.

- Vamos, Jong... – pedi. Ele se levantou, e passou a andar do meu lado, ainda em silêncio. Foi então que o senti pegar em minha mão, e corei. Ele precisava mesmo fazer isso? Bem, enquanto ainda não estávamos em meio à multidão, eu permitiria.

CONTINUA...

Notas finais
Kyah >< O casamento não chegou ainda uauahuhah Mas no próximo. E Q fofura esses dois neh? Eu estava no shopping ontem, fui comprar um urso e pensei nos dois *-* POr isso o Jong deu pro Key auayahuaha
Mereço reviews?
Kiss