My Angels

40 Capítulo XL - Especial KhunMin


Notas iniciais
EEEE, postei rápido neh? Eu to louca pra postar os próximos capítulos. Eh, só falta dois, mas eu achei muito fofo *---* EE que coisa, se eu postar rápido quer dizer que My Angels vai acabar e T^T Q triste.

My Angels

Capítulo XL — Especial KhunMin

Minho’s POV

Eu havia conseguido passar no vestibular, faria direito em uma renomeada faculdade de Nova Iorque. Eu já estava lá há um tempo, fazendo cursos pré-vestibulares, e também me adaptando a língua, que não era tão fácil quando falada com pessoas nativas da mesma.

Eu era um calouro, e ser calouro não era muito fácil, sabe... Ainda mais quando se é estrangeiro. Já tinham pegado todo o dinheiro que eu tinha comigo naquele dia, ainda bem que não era muito. Mas ao ser abortado mais uma vez por uns veteranos eu senti que estava ferrado.

- Desculpe, eu realmente não tenho mais. – ri sem-graça, falando, obviamente, em inglês. Eu realmente não sabia como era a cultura de lá, mas pegar dinheiro dos calouros era demais, não?

- Tenho certeza que tem, vamos, nos dê a grana, japinha.

- Eu já disse que não tenho, e sou coreano.

- É tudo a mesma coisa.

Ignorei a ignorância dele e tentei abrir passagem entre os dois garotos, mas eles me empurraram, e eu não pude mais me conter, fechei os punhos e quando ia dar um soco em um deles, minha mão foi segurada, e eu levado ao chão.

Um dos garotos me deu um chute no estômago, e o outro nas costelas. É, eu estava mesmo ferrado, mas poxa, eram dois contra um, e fora que eles eram bem fortes. Tentei me levantar, mas fui lançado ao chão de novo, com um pé e minhas costas, me imobilizando.

- O que você vai fazer agora, ein, japinha?

- Vão se fuder. – eu realmente estava comprando briga, mas eu não ia admitir me humilharem daquela forma e ficar calado.

E quando eu pensei que ia ser lixado ali mesmo, a minha salvação chegou, sei lá de onde. A pressão do pé que estava sobre as minhas costas foi retirada, e um dos garotos foi parar no chão.

Era um garoto que me ajudava, também com descendência asiática. Levantei-me e o ajudei a se livrar daqueles idiotas, e foi uma briga que durou pouco tempo, pois num espaço de segundos que ambos se recuperarvam, minha mão foi segurada e eu puxado dali.

Corremos até a parte de trás da faculdade, e ofegantes recuperamos nossas respirações.

- O-obrigado. – eu disse, ainda ofegante, com as mãos no joelho. Até que me sentei na grama, e Nichkhun me copiou. – Sou Minho, e você?

- Não foi nada, aqueles garotos são uns idiotas, sempre fazem isso com os calouros. Sou Nichkhun.

- Nichk, o quê?

- Nichkhun. – ele riu, acho que todos tinham a mesma dúvida que eu no começo.

- Você fala coreano? – ele me perguntou em inglês.

- Sim. – respondi em coreano, rindo, ele não devia entender, deve ter perguntado por curiosidade, ao ver o sotaque na minha voz. – Eu sou coreano. – continuei falando em coreano, queria ver a expressão confusa no rosto dele.

- Ah, que bom, não conhecia ninguém coreano por aqui. – ele suspirou, falando em coreano com perfeição, e com sotaque de Seul.

- O-o que? Você é coreano? – indaguei. Eu não tinha ideia, até porque pelo pouco que ele falou, não tinha sotaque nenhum.

- Na verdade não, mas eu vivi na Coréia do Sul até meus sete anos, minha mãe ainda vive lá, em Seul.

- Nossa! Você é de Seul?

- Sim!

- Ah eu também sou de lá, nossa que coincidência.

- Verdade... – ele disse, mas de repente ficamos em silêncio, mas não por muito tempo, pois ele quebrou o silêncio. – É mesmo, você está bem? Apanhou um pouco antes de eu chegar.

- Eu estou bem sim. – sorri.

- Que bom... Ah, você quer ir á uma balada comigo essa noite? É aqui perto.

- Hum... Posso sim.

Eu mal o conhecia, mas precisava arriscar, afinal ele falava minha língua, e podia ser uma boa amizade.

-oo0oo-

E eu Nichk viramos bons amigos, saiamos juntos sempre que possível, afinal tanto eu quanto ele estava ocupado com a faculdade.

Algo que me surpreendeu foi saber que ele saia com garotos, e eu o vi saindo com um quando saímos pra dançar, mas o que mais me surpreendeu nisso tudo foi saber que eu tinha ciúmes, sim, ciúmes.

Uma vez quando estávamos em uma balada, ele acabo ficando com qualquer garoto no meio da pista. E eles se beijavam de forma vulgar, e sinceramente, isso me deixou com raiva.

E em um espaço de tempo, eu já havia pegado Nichkhun pela mão e saído dali, o puxando.

- O que você pensa que está fazendo, Minho? — Eu me assustei um pouco, ele nunca tinha falado com aquele tom de voz comigo.

- O que VOCÊ pensa que está fazendo? Poxa, me chama pra sai e fica se agarrando com outro cara? Eu odeio isso! – acabei sendo sincero demais, e pra piorar a mente maliciosa de Nichkhun entendeu de outra forma.

- Hum... E você quer que eu fique me agarrando com você, é? Que pervertido. Pensei que fosse hétero, Minho.

- Ah, não enche. – eu disse, me virando e saindo de perto dele. Eu não sabia se ia embora sozinho ou voltava para dentro, mas eu não precisava decidir aquilo uma vez que Nichkhun segurou minha mão.

- Ah, Minho, me desculpe, eu só estava brincando.

- Eu não gosto desse tipo de brincadeira.

- Está bem, eu não faço mais... Farei apenas coisas sérias agora. – ele disse.

E quando eu fui me virar para ele para dizer algo como “também não é pra tanto”, ele me puxou, colando os lábios aos meus. Senti o gosto dos seus lábios, e depois sua língua, que tocava a minha.

Ele estava louco? Estava brincando comigo de novo? Coloquei as mãos abertas em seu peito e o empurrei.

- Você disse que não ia mais brincar comigo! – praticamente gritei, com raiva.

- Mas eu não estou brincando, Minho.

E eu olhei atônico para ele, era mesmo sério? Eu não gostava de ser enganado, e Nichk saía com um monte garotos, como eu poderia saber se era sério ou não?

- Você sai com muitos garotos, não posso confiar em você. – é, eu sei que estava dando uma de chato e durão, mas poxa! Ainda mais que eu não queria arriscar perder nossa amizade.

- Então namore comigo?

Pisquei os olhos, de uma forma outra de outra eu estava surpreso, é só não sabia se era pelo que dizia o pedido, ou pela forma que ele foi feito. Nada romântico. Não que eu quisesse algo romântico, mas ele disse aquilo como se dissesse nada.

- Esquece, eu não quero namorar você. – eu disse e aquilo me deixou triste, e poxa, se eu perdesse a única oportunidade de estar com ele?

- E-eu... Eu realmente gosto de você. Espero que você entenda isso um dia. Eu não sou bom em me expressar...

E dito isso ele passou a andar na minha frente, pisando firme. Segui-o até o carro, entrei colocando o cinto de segurança, e ele entrou em seguida, repetindo minha ações. Suspirei irritado, e tirei o cinto de segurança.

- Nichk!

- Olha, você não precisa f- ele não conseguiu terminar, pois ao se virar eu coloquei ambas as mãos em cada lado de sua face e capturei seus lábios, em um beijo calmo. Seus lábios eram macios, e eu nunca pensei que fosse tão bom beijar outro homem. Separamo-nos e ele me olhou confuso.

- Eu vou te dar uma chance. – disse sem olhar em seus olhos.

- Nossa, você pensa rápido. – ele disse rindo, ainda tirando com a minha cara, mas eu o olhei como se dissesse “Fica quieto ou eu te mato” ele apenas riu mais um pouco, me beijando de surpresa. Pondo uma das mãos na minha cintura e vindo para cima de mim.

E eu sabia exatamente o que ele queria fazer ali. Realmente fizemos, nos amamos naquele carro, que estava localizado em um local escuro e deserto, ninguém poderia ouvir nossos gemidos.

E mesmo que tudo tenha acontecido de forma bem simplória, desde aquela época estamos juntos. Mas também terminamos algumas vezes, por causa do ciúme obsessivo de Nichk.

Todavia hoje nosso amor é completo, nossa família é completa, graças à pequena Sunkyu.

CONTINUA...

Notas finais
Reviews? Não esqueçam T^T