My Angels

20 Capitulo XX – Para sempre?


My Angels

Capitulo XX – Para sempre?

Taemin POV –

O que fazer? O que fazer? O que fazer? Isso não saia da minha cabeça, e eu começava a ficar desesperado. Imagine, eu estava indo para a casa do meu primo... Ah, seu primo? O que tem de anormal? Simples, ele gosta de mim, é mais velho, experiente, estaremos sós, só tem um quarto, uma cama de casal, etc. Como posso lidar com isso?

Meu primeiro e singelo beijo foi com ele há três anos, e agora ele me beija sempre, e eu percebo suas intenções ousadas sempre que estamos sozinhos. Claro, ele não fará nada que eu não queira, mas me sinto desconfortável.

- Taemin! – ele gritou próximo ao meu ouvido, pulei no banco, batendo a cabeça do teto, o que me fez soltar um resmungo. Ele ria.

- Não precisa gritar... – resmunguei com um bico nos lábios.

- Não mesmo? Eu te chamei várias vezes. – riu. Só então percebi que já estávamos no estacionamento, e ele havia aberto a porta do carona para eu sair, no entanto estava preso aos meus devaneios e não o ouvi.

- Sinto muito... – murmurei finalmente saindo do carro.

Nós entramos no elevador em silêncio, eu estava tenso demais para falar algo, e mantinha a cabeça baixa.

Então chegamos ao seu apartamento e eu senti um frio na minha barriga, mas receosamente entrei, ficando em pé na sala.

- Sente-se. Quer algo para beber?

- Tem leite? – indaguei animado.

- Ah, claro, leite. – riu.

Ele foi até a cozinha, pegando o leite da geladeira, enquanto eu esperava ansiosamente por aquela bebida tão deliciosa. Eu deveria ser cuidadoso para não ficar com bigode branco, sim, preciso me lembrar disso.

- Aqui. – ele me entregou, nem percebi sua presença, estou tão desligado.

- Obrigado, hyung! – peguei o copo não tardando a tomar o leite. – Hum, é tão bom. – deixei escapar.

- Se você se casar comigo sempre terá muito leite. – disse sério.

Fiquei em silêncio, piscando um pouco para tentar processar a informação. Ele... Queria casar comigo? Idiota, somos homens.

- Eu estou brincando. Só para descontrair. – começou a rir.

- Não me iluda! – ok, isso era para ficar apenas no pensamento, mas acabou escapando. Eu e essa minha mania chata de não conseguir me controlar na frente dele. Mas como posso me controlar quando meu coração bate tão forte, minhas pernas tremem, e parece que tem borboletas no meu estômato, ou qualquer outra coisa clichê dessas frases de amor. Mas fazer o que? Eu estou apaixonado mesmo!

Ele me olhou sério e eu senti meu rosto esquentar de forma anormal, desviei meu olhar, e acabei inventando uma desculpa.

- Também estou brincando... – mas eu não ri como ele, na verdade minha expressão estava triste. Eu realmente não conseguia mentir, também não sabia disfarçar minhas expressões, mas ainda sim tentava.

- Casar... Eu não ligo pra isso, na verdade não vejo coisas boas nisso.

- Hum... – ele gostava da liberdade, então? Iria querer viver para sempre como um adolescente filhinho de papai ou algo assim? Eu... Realmente...

- Sabe, os casamentos hoje em dia não duram tanto... Mas, se eu convidar você pra ficar para sempre ao meu lado e você aceitar eu vou ficar realmente feliz. – ele disse com seus olhos a fitar os meus diretamente. E com aquele silêncio todo era possível ouvir meu coração bater...

- Hyung... – sussurrei. Não era capaz de responder aquela pergunta. Não agora. Mas se ele dissesse, novamente, que estava brincando, eu não responderei pelos meus atos.

- Não precisa responder agora. – sorriu. Eu amava seu sorriso, não era apenas seus lábios, mas sim seu rosto todo que sorria.

Apenas confirmei sutilmente com a cabeça e voltei a beber meu leite, o silêncio novamente se instalou na sala e eu me perguntei por que ele não ligava a TV. Quem sabe aliviasse um pouco a tensão, pelo menos a minha tensão.

- Você fala bem em inglês, não é, hyung?

- Ah, sim, eu vivi nos Estados Unidos por muito tempo, então sim. Por quê?

- Ãn? Ah, é que eu não sou muito bom, e estou ruim na escola com a matéria. – disse um pouco envergonha. Onew parecia tão perfeito, e eu apenas uma criança.

- Eu posso te ajudar.

- Mesmo? Ah, eu vou ficar muito feliz, hyung.

Olhei para os lados, procurando um local para colocar o copo, e optei pela mesinha ao lado do sofá.

- Eu posso deixar o copo aqui?

- Pode sim.

Então coloquei o copo ali e voltei a sentar no sofá, de frente para a TV – desligada – com as mãos no joelho, e fitando o chão, claramente nervoso.

- Não fique tão tenso.

A voz dele penetrou meus ouvidos, provocando um arrepio por todo meu corpo. Seu corpo se aproximou lentamente, beijando meu pescoço, enquanto eu continuava na mesma posição.

Aproximou-se cada vez mais até estar do meu lado, segurou uma das minhas mãos, e eu olhei para ele, agora ele sorria sutilmente. Levou minha mão até meu próprio peito, me deixando um pouco confuso.

- Está sentindo... É seu coração. Quando nós ficamos muito tempo em silêncio eu posso ouvi-lo.

Arregalei os olhos, me afastando de imediato. Coisas assim me deixavam constrangidas. Ele ria, parecia que gostava de tirar com a minha cara. Era tão bom assim?

- Desculpe... Vamos apenas dormir, ok?

- Vamos dormir no mesmo quarto, hyung?

- Se não tiver problema pra você...

- Ér. Você promete não fazer nada? – ah, eu precisava conferir isso, fazê-lo prometer mesmo, caso contrário não duvido nada ele me agarrar no meio da noite.

- Prometo, mas só se você me der um beijo.

Suspirei, mas sorri, fechei os olhos, e eu juro que deve ter feito um biquinho, esperando ele vir, mas ele não veio. Quando eu abri os olhos ele sorria.

- Hyung?

- Eu disse que se “você” me desse um beijo, eu que tenho que esperar.

- Ah... Sim... Então feche os olhos.

Ele me obedeceu, fechando os olhos e eu demorei, castigando-o. Não, na verdade eu estava ocupado demais observando cada detalhe do seu rosto. Tão belo. Por fim, acabei com sua tortura e também com a minha, ao selar meus lábios nos dele. Eu sabia que ele não ia se saciar só com isso, mas eu realmente não sabia levar adiante, então ele se encarregou disso.

Pôs a mão em minha cintura, me puxando para sentar em seu colo e continuou a me beijar loucamente, como se não houvesse mundo lá fora, ele só queria explorar meus lábios, e talvez até mais, só que eu não estava pronto, ele sabia disso, e respeitava.

- Hyung... – murmurei me afastando, eu estava ficando sem ar. – Vamos para a cama?

- Hum, tão apressadinho, pensei que não estivesse pronto. — novamente brincando comigo, deve ser divertido, não é?

- Hunf! — Levantei-me, indo para o quarto, tirei meus sapatos e deitei na cama sem se importar com minhas roupas de festa. Sinceramente, ele tinha que tirar tanto com a minha cara? Eu só falei “vamos para a cama” para dormir. Ok, nem todo mundo interpretaria isso de uma forma inocente, mas Onew me conhecia.

- Eu vou emprestar uma roupa minha a você.

Ouvi seus passos e depois o guarda-roupa sendo aberto, enquanto eu mantinha a coberta tampando todo meu corpo.

- Não fique assim bravo, Tae...

E de repente ele já estava próximo a mim, até demais na verdade, ele era tão rápido, ou eu que viajava demais em meus pensamentos.

Não respondi, nem me movi.

- Posso dormir abraçadinho com você?

Novamente fiquei em silêncio.

- Você aceita ficar para sempre ao meu lado? – indagou. Ai já era demais, eu não iria aguentar... Agora ele havia me perguntando verdadeiramente.

- Hyung... – sussurrei me descobrindo, e fiquei de joelhos na cama, o abraçando pelo pescoço. — Não vou ficar bravo, e eu deixo você dormir abraçadinho comigo... e... também. Eu quero ficar o seu lado hyung.

- Para sempre?

- Sim, até que a morte nos separe.

Eu o abraçava possessivamente, talvez o tivesse sufocando, mas eu não ligava. Parecia que a minha timidez estava se indo, embora eu só seja tímido com pessoas que não conheço, eu era com ele. Tinha várias razões, uma delas é o fato que ele é a pessoa por quem sou apaixonado, outra é que eu fiquei três anos sem vê-lo. Mas agora eu estava, aos poucos, me acostumando com sua presença e assim me soltando mais.

Eu amava Onew, e lutaria para ficar ao seu lado. Eu sabia dos problemas que teríamos que enfrentar, mas se estivéssemos juntos estaria tudo bem.


CONTINUA...


Notas finais
Eh isso >