My Angels
6 Capitulo VI – Qual o seu passado, Jonghyun?
Notas iniciais
Boa leitura!
My Angels
Capitulo VI – Qual o seu passado, Jonghyun?
Taemin’s POV
Eu estava confuso, queria perguntar a ele por que havia me beijado aquela vez, mas tinha medo, medo da resposta... Sim. Ele me apertou mais sobre seu corpo, e eu aproveitei para matar a saudade.
- Taemin, me diga por que você está assim. – Ele perguntou se afastando um pouco para me observar.
- Onew... – murmurei, olhando em seus olhos, minha visão estava um pouco embaçada por causa das lágrimas anteriores. Eu não podia fugir, não é? Mais cedo ou mais tarde iríamos entrar naquele assunto, então que começássemos logo e eu tirasse essa dúvida dolorosa.
- Sim?
- Por que você me beijou aquela vez? – indaguei.
Silêncio.
Por que ele tinha que ficar daquele jeito? O silêncio estava me matando, enquanto milhares de coisas passavam por minha cabeça, meus olhos se encheram de lágrimas novamente e eu abaixei a cabeça.
Em seguida senti uma mão sobre meu queixo, o elevando, e em questão de segundos nossos lábios se encontraram. Senti um arrepio passar por todo meu corpo e aqueles lábios sobre os meus de forma carinhosa, e logo sua língua pediu passagem, que mecanicamente eu concedi.
Eu não sabia o que pensar, talvez as pessoas estivessem olhando, éramos dois homens. Se bem que eu não tinha uma aparência muito masculina, na verdade era quase que feminina.
Meu primeiro beijo havia sido com ele, e o segundo também, depois de três longos anos...
- Te beijei aquela vez pelo mesmo motivo que te beijei agora... Eu gosto de você Taemin, desde quando brincávamos na infância. Você é tão especial que mesmo tentando não consegui te esquecer durante esse três anos. – ele disse ainda segurando minha face com ambas as mãos.
- Hyung... – o chamei, como eu chamava há três anos, quando eu tinha apenas 14 e ele 19. Vi um pequeno sorriso desenhar-se em sua face, e ele me puxou de novo para um abraço.
- Se quiser, podemos ir a minha casa e conversamos melhor. Eu trouxe umas coisas para você também, quero ver se gosta.
- Podemos ir sim. – eu disse correspondendo o abraço, mesmo que timidamente.
-oo0oo-
Key’s POV
“A pessoa que eu gosto” Pronto, havia me assumido gay de vez na frente dele. Que droga! Eu tava irritadíssimo, a ponto de chutar qualquer coisa a minha frente, no entanto meu corpo estava mole, e eu parecia frágil. Odeio me sentir frágil.
Jonghyun estava em silêncio, encarando os próprios pés. Claro, ele havia ficado surpreso. E se ele fosse uma daquelas pessoas homofóbicas?
- Surpreso por eu gostar de um garoto? – indaguei. Ele moveu a cabeça em negação. – Então por quê?
- Não sei... Só que meu coração apertou. – ele disse.
Nossa, tão sincero e inocente ao mesmo tempo. Depois ele vinha dizer que me admirava, será que ele sabia quem era? Que podia ser muito melhor que eu, só que de um jeito diferente? Do seu jeito...
Sorri de leve, mas acho que saiu um pouco triste. Eu já disse que odeio me sentir frágil? Sim, uns quatro ou cinco parágrafos acima.
- Mas ele não me merece... Faz dois anos que eu gosto dele, passou-se um ano e eu nunca me aproximei, sabe... Eu sou muito orgulhoso, então é difícil. Mas uma vez ele se machucou e eu fui correndo ajudá-lo, foi a primeira vez que tivemos um contato descente. – suspirei. Por que contar aquilo a Jonghyun? – Tanto eu quanto ele somos muito populares na escola, então nunca imaginei que ele pudesse olhar pra mim. No entanto uma vez ele me convidou para sair, e eu fui. Acho que levei umas três horas para me arrumar. – ri, mas não como se fosse engraçado, eu tava rindo da minha desgraça mesmo. – No fim ele começou a dar em cima de mim, eu estava gostando... Mas ele queria mais que aquilo.
- Você se entregou? – Jonghyun indagou de repente, me interrompendo.
- Não. – ele deu um suspiro. – Ele me levou até sua casa, e tentou, mas eu não deixei. Disse-me tantas coisas, me magoou muito. Saí correndo de sua casa, e estava chovendo, me senti um lixo.
- Eu não acredito que ele fez isso. Se eu soubesse teria batido nele. – disse me fazendo rir de leve.
- Ele me pediu desculpas, e ainda continua tentando. Mas é doloroso demais pra mim, ele não é uma boa pessoa, eu sei disso. – meu Deus, nem aprecia eu daquele jeito.
- Isso é triste.
- Ah, vamos parar de falar disso, aquele otário que se foda. Quero mais é que ele atravesse a rua e três caminhões passem por cima dele, que é o que ele merece. – agora sim era eu novamente.
Mas Jonghyun não riu, ficou sério. Suspirei. Queria saber por que dele estar tão pensativo... Na verdade eu queria mesmo era saber sobre seu passado, sério. Ele tava me devendo isso. Se ele não era filho da vaca da Yuri, de quem era?
- Está bem! Eu me abri pra você, agora é sua vez. – quebrei o silêncio.
- Ahn? – se fez de desentendido, mas eu não ia deixar passar.
- Isso mesmo, contei pra você sobre meus sentimentos agora quero que você conte os seus. – eu disse extremamente curioso.
- Acho que não estou bem para isso hoje...
- Mas isso são coisas que amigos fazem, você quer ser meu amigo, não é? – pronto, agora peguei o ponto fraco, quero ver o que ele vai fazer.
- Está bem, vou contar. – foi instantâneo. Viu como eu sou esperto?
- Então trate de começar.
- Mas por onde quer que eu comece?
- Desde o começo, quando você era um bebê de dinossauro. – eu ri.
- Dinossauro? – ele indagou.
- Sim, você parece um dinossauro. – eu ri, mas ele pareceu ficar desapontado. – O dinossauro mais lindo do mundo. – dessa vez ele sorriu.
- Bem, eu não me lembro de quando era um bebê. – riu. – Mas posso contar mais ou menos. Só aviso que pode ser chato, não tem nada demais...
- Mesmo assim, eu quero ouvir. – talvez algo em sua história pudesse ter o motivo dele parecer tão carente.
- Então... Minha mãe tinha dezessete anos quando engravidou de mim, não foi Yuri, como já disse ela não é minha mãe biológica.
- Entendo. – começou interessante, sua sorte de não ser filho biológico daquela vaca.
- Minha mãe era modelo, pelo que Yuri contou, na época ela era muito famosa, e iria para París, morar lá. Mas engravidou de mim, pensou em abortar, mas Yuri descobriu e não deixou, então o pessoal da agência descobriu, pois ela tinha vários sintomas da gravidez.
Ok, retiro o que eu disse sobre a sorte dele não ser filho biológico da Yuri. Como assim abortar seu próprio filho? Se eu fosse uma mãe jamais pensaria numa coisa dessas, mesmo se eu tivesse que abandonar todos os meus sonhos, eu jamais mataria meu filho.
- Ela e Yuri eram melhores amigas, e Yuri era quatro anos mais velha, e também mais madura. Até mesmo já era casada e também esperava um filho.
Meu Deus, aquela mulher tinha mais quantos filhos pelo mundo? Está bem, não vou mais interromper.
- Assim que eu nasci minha mãe me deixou com meu pai, e foi atrás da carreira dela. Pelo que eu sei ela foi bem famosa, e hoje é bem rica. Eu sempre quis ver uma foto dela, mas Yuri nunca mostrou. Sabe, não me importo muito...
- E como foi com seu pai?
- Bem, ele não era muito paciente, mas tinha um bom coração, ou não ficaria comigo. Não era muito rico, classe média eu diria, mas o que ele ganhava era o suficiente para nós dois vivermos muito bem. Mesmo que fossemos pai e filho, nunca tivemos uma relação muito boa, ele exigia muito respeito, e era muito rigoroso. Vivíamos em um apartamento, era muito solitário, mas ele não me deixava sair para brincar com as outras crianças. Por isso eu não conseguia interagir com os meus colegas na escola, e acabei não tendo muitos amigos. – sorriu tristemente.
- Jonghyun... – sussurrei. Agora eu entendia o quanto era importante para ele conseguir minha amizade, nossa e eu ainda tornava aquilo difícil para ele, como sou idiota.
- Minhas notas também não eram muito boas, e ele queria que eu fosse um bom aluno, então me fazia estudar, mas não tinha tempo para me ensinar, pois trabalhava bastante. Mas teve uma vez que ele pegou férias, foi na época das provas finais, então ele me ajudou durante uma semana, nos juntávamos a tarde e ele me ensinava. Não era muito paciente, mas eu estava extremamente feliz por ele se importar comigo. Acho que ambos éramos muito carentes, ele não tinha família, era apenas eu e ele. – sorriu, e uma lágrima solitária escapou do seu olho esquerdo.
Eu queria abraçá-lo forte, mas senti que ele precisava continuar, então não interrompi.
- No meu décimo quarto aniversário eu e meu pai fizemos uma festinha, ele me mandou convidar alguns amigos, mas eu não convidei ninguém, simplesmente por que não tinha amigos. Ele disse que faríamos mesmo assim, e foi comprar o bolo, mas não conseguiu voltar pra casa. – nesse ponto Jonghyun já estava chorando, quase que soluçando.
Então de forma delicada de me ajoelhei na grama, e o abracei, trouxe sua cabeça para meu tórax, enquanto acariciava seus cabelos. Seu pai tinha morrido, eu entendi isso na hora.
- Ele era a única pessoa que eu tinha na minha vida, era a pessoa que eu mais amava, e a única que me amava também. Foi tão triste que eu pensei que não iria superar. – ele disse chorando mais um pouco.
- Eu sinto muito Jong... Sei o quanto é ruim perder uma pessoa especial. – e eu realmente sabia, já havia perdido minha mãe. – Não precisa continuar. – eu falei.
- Não! Eu quero. – ele limpou as lágrimas rapidamente. – Depois daquilo eu fui para um abrigo, não quiseram me colocar num orfanato, pois eu já tinha uma idade bem avançada. Então me colocaram lá, onde eu fiquei por três meses. Yuri veio me buscar, dizendo que era amiga de minha mãe. Eu não conhecia Yuri, na verdade não conhecia nem minha mãe, meu pai nunca falou dela, tinha raiva. Yuri me acolheu de braços abertos, e me levou para sua casa. Ela estava grávida de Yoogeun, e tinha outro filho Minho, que tinha a minha idade. Ele era uma boa pessoa, e disse que eu podia chamá-lo de irmão.
Nossa me senti um lixo quando ele disse aquilo, aquele tal de Minho havia lhe aceitado tão facilmente e eu só faltei empurrar o coitado do Jong pela janela. Mas também, era só eu e meu pai e de repente aparecem três, TRÊS pessoas na minha casa, como suportar?
- MinHo foi meu primeiro amigo. No entanto um ano depois quando entrou no ensino médio ele ganhou uma bolsa e foi estudar no exterior, era muito inteligente. Então ficou só eu, Yuri e Yoogeun em casa.
- E o marido dela? – indaguei curioso, de fato não deixava nada escapar.
- Eles tinham se separado, Yuri nem contou a ele que estava grávida quando aconteceu isso.
- Hum...
- Eu não queria atrapalhar, por isso ajudava bastante, e sempre cuidava de Yoogeun quando ela ia trabalhar. Esforçava-me na escola, e ela também me ajudava quando via que eu estava com dificuldade. Foi então que eu vi o que era ter uma mãe. – ele disse com os olhinhos brilhando.
Passei a mão sobre seus cabelos de novo, enquanto ele fitava a grama, o trouxe novamente para meu tórax e beijei sua cabeça. Tinha sido uma história triste, Yuri estava certa quando disse o quanto ele sofreu. Jonghyun queria parecer forte, mas era na verdade alguém muito frágil, alguém carente de amor.
- Desculpe ter que fazer você contar isso. – eu disse.
- Tudo bem, são coisas que amigos fazem, não?
Ah, droga, eu devia ser o bicho papão para enganar uma criatura inocente como aquela.
- Sim, isso são coisas que amigos como nós fazemos. – eu disse.
- Isso quer dizer que você me considera seu amigo? – ele indagou olhando-me nos olhos.
- Sim. Você é um amigo muito especial Jonghyun. – disse sincero. Mesmo em pouco tempo ele já tinha me dado provas suficientes de amizade e lealdade.
- Obrigado, Key! – ele me abraçou sorrindo.
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Minho’s POV
Eu jogava minhas roupas na mala de qualquer jeito, estava irritado, e com pressa. Eu não aguentava mais aquilo, não iria continuar suportando.
- O que está fazendo Minho? – indagou a pessoa que era motivo de minha irritação. Nichkhun.
Éramos namorados há dois anos, e até morávamos juntos em um apartamento de Nova Iorque, eu o amava muito, mas era impossível continuar aguentando seus ataques de ciúmes.
- Vou voltar para Seoul. – disse seco. Claro que ele não iria acreditar, aquela cena de eu arrumar minhas coisas e dizer que iria voltar para minha cidade natal já havia acontecido milhares de vezes.
- Você é tão infantil. – ele disse.
Isso me surpreendeu de certa forma. Sempre que eu fazia aquela cena, mesmo sabendo que ele não acreditava, Nichk sabia que era o momento certo para fazer as pazes do jeito que só ele sabia fazer.
- Eu que sou infantil? – indaguei perplexo. – Você tem ciúmes de qualquer pessoa que se aproxima de mim, e... Ah, quer saber, cansei de explicar sempre a mesma coisa. Esse é seu defeito, e eu te dei tempo para mudar, mas agora chega.
Fechei minha mala e me encaminhei até a porta, abrindo a mesma.
- Vou dormir num hotel hoje, assim que comprar uma passagem pra Seoul eu volto para pegar minhas coisas! – e dito isso fechei a porta num estrondo. Estava acabado!
CONTINUA...
Notas finais
E o passado do Jong? Deu peninha.
E Nichk e MinHo? Eu sempre gosto de fazer uma coisa mais intensa sobre ambos, sempre o que escrevo deles acaba sendo assim UAHUAHAUHAU
Mas então, mereço reviews?
bjos
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