My Angels
34 Capítulo XXXIV – Me perdoa?
Notas iniciais
My Angels
Capítulo XXXIV – Me perdoa?
Taemin’s POV
Era difícil definir sua expressão. Amor? Ódio? Raiva? Compaixão? Eu não sabia, não a principio. Eu queria dizer algo. Algo como: “Omma, eu estava com saudades”. Eu não disse, apenas abaixei os olhos, cansado de tentar decifrar o que ela estava pensando.
Mas o tempo que fiquei desolado foi curto, e logo senti os braços calorosos dela em volta de mim e pude sussurrar: — Omma...
- Desculpa, Taemin, Omma estava assustada.
- Está tudo bem, agora...
Key’s POV
Apesar de eu saber que aquele fofo, irritante do Jonghyun estava estranho, eu ainda me arrumei bem. Se íamos sair? Claro que não. Talvez eu viajasse pra um lugar bem distante enquanto o Jonghyun fa... Esquece.
É apenas o seguinte: Tomei um belo de um banho e fiquei bem perfumado, afinal eu tinha que estar preparado para qualquer situação, e quando eu digo “qualquer situação” é QUALQUER situação mesmo. Mas... NÃO PENSEM BESTEIRAS. Avisei tarde?
Mas eu sou uma pessoa paciente, prometo que não vou forçar nada. Nossa me senti um seme agora, daquele que respeita o uke e enfim...
Quando sai do banheiro, depois de quase uma hora, Jonghyun já estava no colchão do chão. Não íamos dormir juntos como nas últimas noites? Por acaso esse infeliz não me quer?
Deitei na cama um pouco – muito – irritado.
- Jonghyun, você vai dormir ai hoje? – perguntei como quem não quer nada.
- Ah, vou sim. – Jong PAMONHA respondeu.
-Hum. – deitei na cama pensando em outra tática. – Ah! Está tão frio hoje. – se eu tivesse coragem eu completaria a frase com “e seria tão bom se você tivesse aqui para me aquecer”.
- Você quer que eu pegue mais uma coberta para você?
“Não seu idiota, eu quero que você venha dormir comigo.”
- Não preciso. – respondi com mau-humor aparente.
- Boa noite, Kibum.
Eu não respondi.
Vir-me-ei na cama pensando em como uma pessoa podia ser tão burra e inocente feito ele. Sério, só faltava eu me fazer de puto e dizer: “Jonghyun, transa comigo”. E do jeito que é pamonha... Tá, ele ia entender.
Mas ainda sim eu sentia que algo estava errado.
-oo0oo-
Ouvi um pequeno barulho e como meu sono tava leve naquela noite eu acabei acordando, abri meus olhos e vi Jonghyun saindo do quarto com uma jaqueta na mão. Chamei por ele, mas minha voz foi tão fraca que ele não ouviu.
Pera ai, Jonghyun era sonâmbulo? Ah, não, God, mais isso não. Seria problemas demais para uma pessoa só. E pior sou eu que fui me apaixonar por ele.
Mas não era hora de pensar nisso. Levantei, bocejando, e andei a sua procura, quando ouvi um ranger da porta da sala. Corri para fora, podendo vê-lo de costas. Fazia frio, e eu ficasse gripado ele ia ver.
Jonghyun abriu o portão e saiu, entrando num carro preto.
Espera.
Eu vi isso mesmo? Esse cachorro ta me traindo por acaso?
Corri para fora, mas o carro já tinha ido embora.
- Jonghyun... – sussurrei pondo a mão no peito. O que eu sentia era um misto de preocupação, raiva e tristeza.
Eu não acreditava que Jonghyun pudesse me trair, ele era ingênuo demais para isso. Mas por quê? Eu não era um namorado que ele pudesse confiar?
Já sei! Ele era... da Máfia. HAHAHA Eu sei que não, mas qualquer coisa é melhor do que pensar que ele podia estar me traindo. E... Imaginar o Jonghyun de terno, e quem sabe um charuto na boca, e sem aquela expressão inocente – boba – era muito bom para aliviar a tensão.
Sentei no chão, chamando – baixinho – Jonghyun de todas as coisas feias que pudessem existir.
No frio eu ficaria ali até aquele cachorro voltar.
-oo0oo-
Jonghyun’s POV
Quando eu desci do carro e me deparei com o luxuoso hotel – onde minha mãe estava – eu senti um friozinho na barriga. Eu estava com medo, medo de várias coisas. Eu não queria ser machucado ainda mais, fora que já estava sendo difícil estar mentindo para as pessoas que eu amo. Só esperava que valesse a pena.
Fiquei parado em frente a porta, receando se deveria ou não entrar, mas antes que avisasse estar ali, a porta foi aberta, era minha mãe.
Fiquei olhando atentamente para ela. Eu a conhecia, era a mulher da festa de casamento de Yuri.
- Por favor, entre...
Afirmei quase que mecanicamente e do mesmo modo entrei. Não tive tempo de apreciar a bela decoração, estava nervoso demais pra analisar uma coisa como essa.
- Sente-se. – pediu. Sua voz era doce, e seus cabelos eram negros e brilhosos. Muito linda – pensei.
- Quer beber algo? – neguei com a cabeça. – Você estava menos tenso na outra vez.
É claro, eu não sabia que você era minha mãe. Engoli seco e me ajeitei no sofá, olhando sempre para ela, apesar de encabulado, eu não conseguia para de olhar.
- Eu sei que você tem muitas perguntas, responderei todas se puder.
- Você... Poderia começar me dizendo seu nome?
Ela riu.
- Verdade, você ainda não sabe. Meu nome é Louise. – disse, e eu olhei estranhamente para ela, surpreso. – Não é um nome coreano, eu mudei um pouco antes de virar uma modelo famosa.
Apesar da minha expressão triste, eu fiquei feliz por ela ter realizado seu sonho. Fazia-me pensar que eu não fui largado em vão.
- Eu realmente sinto muito. – ela começou. – Eu era muito imatura. – seu semblante era triste.
E eu pensei: “E demorou 18 anos para você amadurecer e vir conhecer seu filho?” eu realmente tinha vontade de dizer algo assim, mas não conseguiria.
- Deve ter sido difícil sua vida com seu pai.
Eu confirmei com a cabeça, mas completei: — Contudo ele me deu amor, era a única pessoa que me amava, e eu agradeço a ele... Por ter me amado e ficado do meu lado. – ela pareceu mais triste ainda com o que disse, e eu me dei conta das palavras. – Desculpe, eu não quis te atingir com nada do que disse. Mas eu realmente sou agradecido a ele, por mais duro que tenha sido comigo.
- Não precisa pedir desculpas, eu sou a única que lhe deve isso. – uma lágrima solitária escapou de um de seus olhos. – Por ter te abandonado, me desculpe, por sua vida ter sido difícil, me desculpe, por...
- Eu sou feliz agora. – a interrompi. – Eu realmente sou muito feliz. Tenho pessoas que me amam ao meu lado, e eu também as amo muito.
- Isso me deixa muito feliz. – ela declarou, ficando em silêncio por alguns minutos.
- E-eu não sei se vai querer me perdoar, mas eu só peço que não me odeie.
- Eu não te odeio! – respondi rapidamente, me assustando. Eu não conseguiria odia-la, tinha um coração mole demais para isso. – Eu... só me sinto triste, magoado... Eu adoraria ter uma mãe ao lado, que me desse carinho. Ninguém gosta de ser abandonado, ainda mais pela própria mãe. Eu...
E eu tive que parar de falar pra controlar o choro, mas era quase impossível. E tive que abraçar meu próprio corpo, pensando o quão bom seria se Key estivesse ali, me abraçando. Mas logo quem estava me abraçando era Louise.
Era o primeiro abraço da minha mãe biológica.
- Eu juro que não vou atrapalhar sua vida, só queria que me visse. Só queria me despedir.
- Você vai me deixar de novo? – indaguei baixinho.
Ela me soltou e sentou no sofá ao meu lado.
- Eu nunca fiz parte da sua vida, e também tenho a minha em outro país.
Mesmo agora ela ainda colocava sua vida em primeiro lugar.
- Posso fazer um pedido? – indaguei.
- Claro.
- Saia comigo, eu quero te apresentar uma pessoa.
Ela pareceu pensativa a principio, mas sorriu em seguida.
- Está bem!
Eu realmente queria mostrar a ela a pessoa que eu amava. Key me acharia ainda mais bobo por perdoá-la tão rapidamente, mas eu sinto que se não perdoasse agora, nunca mais teria essa chance, e me arrependeria pelo resto da vida.
CONTINUA...
Notas finais
Kiss
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