My Angels
31 Capítulo XXXI – Avanços?
My Angels
Capítulo XXXI – Avanços?
Key’s POV
Jonghyun insisti para arrumar a cozinha sozinho, e disse-me para subir e descansar. Eu até o deixei arrumar a cozinha sozinho – eu já disse que odeio arrumar a cozinha? – No entanto eu fiquei sentado, com os cotovelos na mesa e usando as mãos para apoiar meu rosto.
Olhei para Jonghyun, ele estava lavando um prato. Suspirei com certo tédio.
- Aiiii... Eu fico pensando o que fez eu me apaixonar por alguém como você. Sabe... Você não faz meu tipo. – acabei revelando, apenas para quebrar o silêncio.
- Eu sei... Mas quem fazia seu tipo foi quem te enganou e lhe humilhou na frente da escola.
- O que... – eu iria brigar com Jonghyun, mas não fui capaz. – Sabe...Você ta ficando esperto, eu não gosto disso. Eu até pedi aos deuses um pouco de inteligência pra você, mas não pensei que eles fossem ouvir tão rápido. – Jonghyun riu com o meu comentário.
- Se você não gosta que eu seja esperto, por que pediu aos deuses que me dessem inteligência?
- Ahhh! – grunhi irritado. – Era só um “pouquinho”. Se bem que se for pensar no que você fez hoje mais cedo, você continua burro.
Dessa vez tanto eu quanto Jonghyun rimos.
- Decida logo como você quer que eu seja, serei o que você quiser.
- Tão romântico. – suspirei. Jonghyun, eu tinha que admitir no final das contas, ele era um sonho. – Quero apenas que você seja você, e que fique ao meu lado, você pode fazer isso, Dinossauro Pamonha?
- E- Eu posso, mas... Pamonha? – ele olhou para mim indignado, era a cara mais fofa.
- É assim que minha mente vem te chamando há tempos.
- Bah... – ele fez um beicinho.
- Mas minha mente também te chama de outras coisas...
- Mesmo? O que?
- Não vou contar.
- Ah... Deixe eu adivinhar então. – ele largou a esponja, tinha acabado com a louça, pegou uma toalha para secar a mão e se virou, escorando-se na pia e levando o dedo a boca, pensando. – “Babo”?
- Coisas boas também, Jonghyun.
- Hum... “Meu amor”?
- Tsc. – minha mão foi até minha cabeça e eu revirei os olhos. – Não chega a tanto.
- Então me chama. – ele pediu, mas eu não entendi.
- O que?
- Me chama de “meu amor”.
- Haha, nem morto. – imaginem que vergonha, eu preferia mil vezes chamá-lo de “Dinossauro pamonha”.
- Não mesmo? – ele disse com um sorriso sapeca nos lábios.
- Não, não e não.
- Hum, vamos ver então.
Jonghyun se aproximou rapidamente e me pegou no colo, o que me surpreendeu bastante. Ele me levou até a sala e me jogou no sofá – ainda que cuidadosamente – e começou a fazer cócegas em mim. Eu pedia a todo instante para que ele parasse, mas ele não me obedecia.
- Primeiro me chame de “meu amor”.
- N.. aiii... Não vou. – eu dizia em meio ao riso.
- Então eu não paro!
Mas ele parou logo, vendo que eu já estava quase chorando de tanto rir. Ele também ria. Seria por olhar minha face sincera e risonha?
Eu fiquei um tempo me recuperando, e quando estava totalmente recuperado eu abracei Jonghyun pelo pescoço, e provocativamente sussurrei em seu ouvido:
- Meu amor...
Mesmo que ele estivesse de perfil, fiquei fitando bem sua face, o tamanho de seus olhos aumentaram e depois um sorriso largo se formou em seus lábios. Ele levou sua mão até meu braço que o abraçava perto do pescoço e apertou ali.
- Kibum...
- Aff! Eu chamo de “meu amor” e você me chama de “Kibum”, quer me deixar irritado, é?
- Quem mais te chama de Kibum?
- Hum... Só meu pai ás vezes pra me irritar, mas acho que ele jádesistiu e me chama de Key agora.
- Então eu serei o único a te chamar de Kibum, como se fosse especial, sabe...
- Especial? Ok, a gente já falou sobre isso... Mas me chame sóquando estivermos a sós, ok?
- Fechado. – ele sorriu.
Mas de repente tudo ficou tenso, seus olhos fitaram os meus, e os meus fitaram os seus, ficamos assim por um longo tempo, até que senti meu rosto ficar quente e abaixei um pouco os olhos.
Eu não sei como, mas meu corpo queria se aproximar do dele, e...
Algo me dizia que o corpo dele queria o mesmo. Eu queria senti-lo, mas por que isso era tão difícil?
- Jong... Jonghyun... – acabei sussurrando, apenas por não ter o que dizer.
Ele começou a se aproximar, e eu com um pouco de receio me afastava, e quando fui ver minhas costas já estavam tombadas no sofá e Jonghyun estava em cima de mim. Além de estar ficando esperto tá ficando safado também? É isso mesmo?
Ele deu um selo rápido nos meus lábios, depois um mais demorado, e depois outro, e outro. Até que sua língua começou a adentrar minha cavidade bucal, e logo nossas línguas disputavam uma briga sem vencedor.
Aquele toque era acolhedor e tão... tão bom. E cada vez mais meu corpo pedia contato com o daquele dinossauro pamonha... Ou eu deveria dizer com o... “Meu amor”?
- Jong... – murmurei deleitoso em meio ao beijo. Droga! Será que ele interpretaria mal e pararia como da outra vez? Mas ele continuou e eu fiquei feliz. Jonghyun também me desejava.
Ele tirou a minha jaqueta, e em seguida voltou a me beijar. Era como se ele tivesse lido meus pensamentos e visto que eu estava com calor, ou não foi por isso? Claro que não. Seus beijos passaram pelo meu pescoço eu realmente passei a me perguntar se iria acontecer o mesmo que aconteceu com Tae e o Onew.
Eu estava preparado? Jonghyun estava preparado? Eu não sabia. A única coisa que eu sabia era que estava apaixonado por Jonghyun, que eu o amava.
Abracei seu corpo com minhas pernas, e minhas mãos estavam lado a lado em seu rosto. Jonghyun usava uma mão para sustentar seu corpo e não largá-lo todo em cima de mim, e a outra estava em meus cabelos, puxando-os um pouco para que meu pescoço ficasse mais exposto.
- Jong... Aqui não... Me leva pro quarto. – eu pedi ofegante, ainda abraçando ele com as pernas.
- Mas... – ele me olhou nos olhos, buscando a resposta, se eu realmente queria.
- Vamos...
Minhas pernas soltaram seu corpo para que ele pudesse se levantar e me pegar no colo, assim ele subiu comigo até o quarto e me deitou na cama. Era como se eu fosse uma princesa, sorry! Eu sou do lado do arco-íris e gostei disso, problema? Eu podia ouvir seu coração batendo tão rápido como o meu, eu imaginava o quanto ele estava nervoso.
- Jonghyun... Não tenha medo. Isso é apenas algo que todos os casais que se amam fazem.
- Mas... E se eu machucar você?
- Você tem essa intenção?
- Claro que não!
- Você fará com amor?
- Claro que sim!
- Então está tudo bem! – sorri. Peguei Jonghyun pelo pescoço e o fiz deitar em cima de mim, me beijando novamente. – Eu te amo... Confio em você e... Eu quero fazer isso! E ai de você se não fizer! – disse com uma voz autoritária no final, e ele riu, mas acho que riu de nervosismo.
Socorro! Dois virgens, sendo que um é mais inocente e puro que uma criança de quatro anos. Onde fui me meter? Não vale vacilar agora Key! Coragem! Até Taemin já fez isso.
Jonghyun me abraçava e beijava ao mesmo tempo, no começo era como se eu fosse uma pedra preciosa e frágil, mas depois ele começou a ficar mais necessitado, mas ainda receoso, e sabe... Eu queria logo. Quem se importa com começos românticos?
...
Ta bom, começos românticos são legais e...
- Ahh! – gritei baixinho quando ele chupou meu pescoço, aquilo tava com cara que ia ficar marcado.
- E-Eu te machuquei?
- Não, Jonghyun, só continua... “Meu amor”. – ele corou, foi engraçado, pois ele corou por partes, como se fosse uma linha subindo por seu rosto e o deixando daquela cor, mas ele apenas afirmou com a cabeça.
Tinha mesmo chegado a hora?
CONTINUA...
Notas finais
Kiss
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