My Angel - Cobrade
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Capítulo 13
Sexta-feira, 11:30 da tarde.
Bianca POV
– A Jade não é sua irmã de verdade. Ela é adotada.
No momento em que eu ouvi isso é como se o meu mundo tivesse desabado. A pessoa que eu mais amo nessa vida, não é minha irmã. Eu não acredito que minha mãe escondeu isso por 17 anos. Mas isso não vai ficar assim. Pra mim, não importa se a Jade é ou não minha irmã. Eu sempre irei amar ela independente de tudo.
– Isso só pode ser brincadeira. — Estava começando a alterar meu tom de voz.
– Não, não é mentira. A Jade é sim, adotada. — Neste momento, Cobra chega e escuta tudo.
– Como é que é? A Jade não é sua filha Lucrécia?
– Não. Ela não é Ricardo.
– Cobra, deixa eu conversar com a minha mãe em particular por favor?
– Claro Bianca, eu vou comprar algo pra comer. Querem alguma coisa?
– Não! — Eu e minha mãe respondemos junta. Ele fala um "Ok" e sai.
– Olha aqui, você não ta pensando em contar isso pra ela não é? — Pergunto.
– Claro que to pensando. Ela merece saber. — Isso só pode ser piada.
– Não! Eu não vou deixar você estragar a vida da minha irmã desse jeito. Deixa que eu conto pra ela. Aliás, deve ser por isso que você bate nela? Porque já que ela não é sua filha, você pensou que poderia fazer o que quiser com ela né? Mas acontece que a Jade não é um objeto pra você fazer isso com ela. Mas você não liga pra ela. Você nunca amou a Jade. Você... — Ela me interrompe.
– Isso é mentira. Eu sempre amei ela.
– Se você sempre amou ela, porque batia nela? Ela sempre fez de tudo pra te agradar e você nem ligava. Por culpa sua, a Jade começou a se cortar... — Ela ia levantar a mão pra me dar um tapa, mas o médico chega na hora.
– Bom, parece que deu tudo certo. A senhorita Jade já acordou e está chamando por você senhorita Bianca.
– Depois nós conversamos. — Digo para Lucrécia e acompanho o médico. Assim que entro no quarto onde ela está, vou correndo abraça-lá.
– Jade, me desculpa. — Comecei a chorar.
– Pelo o que Bi?
– Por não ter te protegido. Se eu tivesse levado você pra casa e tivesse ficado com você, nada disso teria acontecido.
– Bi, não chora. Não foi culpa sua. Apenas aconteceu. Aliás, eu to bem não to? Você não vai se livrar de mim tão fácil. — Jade riu e eu dei um sorriso.
– O médico me disse que você já pode ter alta. Eu vou lá assinar e já volto tá?
– Ok, mas a mamãe não veio?
– Veio, mas já foi embora. — Menti. Ela não pode saber que a Lucrécia ainda estava aqui.
– Ok então. — Jade falou meio triste. — Pode ir lá.
– Já volto então. — Disse isso e sai do quarto. Voltei e vi Lucrécia e Cobra sentado um do lado do outro sem falar nada.
– Você não vai embora? — Falei pra Lucrécia.
– Não! Eu quero ver a Jade antes.
– Ela vai ter alta, então em casa você pode ver ela. — Disse já irritada com ela.
– Ta com medo que eu conte pra ela? — Ela diz com um sorriso no rosto. Como ela ousa me desafiar?
– Quem garante que você não vai fazer isso?
– Quer saber, eu vou embora mesmo. Tchau pra vocês. — E assim ela sai.
– Bom Cobra, eu vou assinar a alta da Jade. Você não quer ir ver ela no quarto?
– Quero sim. Vou ir lá. Eu tava com medo de te perguntar e você não deixar.
– Ah, nada a ver. A culpa não é sua.
– Então eu já vou indo. Em que quarto ela está?
– 303. — E assim, ele foi.
Narrador POV
Chegando no quarto, Jade estava terminando de arrumar suas coisas quando Cobra a abraça.
– Me desculpa dama.
– Não foi culpa sua vagabundo.
– Claro que foi. Se eu não tivesse começado a fazer cócegas em você, você não teria quebrado o braço e não teria perdido tanto sangue. Mas pelo menos eu ajudei em algo.
– Em que?
– Eu que doei sangue pra você. Se não você poderia morrer.
– Então muito obrigada por me salvar Meu Anjo. – Eles estavam tão próximos e então Cobra da um beijo nela, que corresponde. Mas logo Cobra sai do beijo.
– Desculpa. — Cobra diz.
– Não precisa se desculpar. Eu gostei. — Diz Jade toda vermelha.
– Gostou? — Jade faz um sim com a cabeça.
– Então vem cá. — Cobra a puxa para outro beijo. Mas eles logo se separam por falta de ar. — Sabe Jade, desde o dia em que eu te vi eu senti uma vontade enorme de ser seu amigo sabe? De querer te proteger e ficar perto de você.
– Eu também senti isso quando eu te conheci Cobra. — Ela diz sorrindo. Cobra ia falar algo mas Bianca chega.
– Bom, demorou mas cheguei. Vamos? — Pergunta ela.
– Vamos. — Responde Jade e Cobra juntos.
Cobra da carona pra Jade e Bianca. Ele deixa elas em casa e quando foi se despedir da Jade, deu um selinho nela. Bianca viu mas não comentou nada. Elas entraram e Lucrécia já foi logo abraçar a Jade.
– Ainda bem que você esta bem filha. — Responde Lucrécia.
– Como se você se importasse. — Responde Bianca. Ela falou baixo, mas as duas escutaram.
– Mas é claro que eu me importo. — Fala Lucrécia. Bianca ia responder algo mas Jade interrompe.
– Ah, vocês não vão começar a discutir não né? Qual é, será que vocês não podem dar um tempo? — Fala Jade irritada.
– Claro. — Diz Bianca.
– Jade, eu quero conversar com você no quarto pode ser? — Pergunta Bianca. Ela iria contar pra Jade que ela é adotada.
– Pode. — Responde Jade. E assim elas foram pro quarto.
– Sobre o que você quer falar Bi?
– Olha Jade, eu vou te contar uma coisa muito séria, mas não importa o que aconteça, saiba que eu te amo muito.
– Bi, você esta me assustando. Fala logo.
– Você é adotada Jade.
– Como é que é? Isso é mentira. — Jade começa a chorar.
– Não Jade, não é. A mamãe me contou hoje. — Bianca começa a chorar também.
– Então quer dizer que ela nunca me amou?
– Jade, é claro que ela te ama. — No outro lado da porta, Lucrécia escutava tudo.
– Mentira. Ela nunca me amou. — Jade começa a gritar e a quebrar todas as suas coisas. Ela pega uma lâmina e começa a se cortar no braço que não estava enfaixado ali mesmo na frente de Bianca.
– Jade calma. — Bianca a abraça. — Olha pra mim. Não importa se ela é sua mãe ou não. Ela sempre vai te amar, eu vou te amar. Ela nunca vai deixar de ser sua mãe e eu nunca vou deixar de ser sua irmã. A gente te ama Jade. Nunca se esqueça disso.
– Mas se ela me ama, porque ela me bate? Porque ela acha que pode fazer o que quiser comigo? — Bianca não sabia como responder essa pergunta. — Viu? Nem você sabe a resposta.
– Jade, acho que isso é melhor você perguntar pra ela. — Nesse momento as duas se soltam do abraço.
– Então depois eu falo com ela.
– Jade, você sabe que vai ter que falar com ela não sabe?
– Sei Bi, mas eu quero processar tudo. É muita coisa pra um dia só. Você pode me deixar sozinha?
– Claro. Mas qualquer coisa me chama. — Lucrécia sai da porta. Passa cinco segundos e Bianca sai do quarto. Assim, que ela sai, Jade tranca a porta e começa a chorar. Ela pega a lâmina e começa a se cortar. Depois ela volta a chorar de novo e dorme.
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