Mutação

1 Geneticamente Modificados


Notas iniciais
Oiie, bem esta é minha primeira fic e espero que gostem, perdoem qualquer erro de ortografia e aproveitem esse mundo bizarro...
Beijinhos de ChocoMenta ♥

Sinto meu corpo em chamas, não enxergo nada, sinto mãos me agarrando. O que é essa dor são tiras de couro prendendo minhas pernas? Ouço vozes, de onde vem?

Parece que tiraram um véu de meus olhos, estou em uma sala escura, iluminada apenas por velas. Não consigo mexer meu corpo, meus braços e pernas estão presos. De repente um rosto aparece em minha frente, uma mulher loira com uma cicatriz no olho esquerdo. Ela sorri e diz que tudo logo, logo vai acabar.

Não confio nela, seu sorriso é estranho, como se ela estivesse se divertindo com a minha situação. Escuto gritos, cada vez mais perto de mim, ouço barulho de portas abrindo e rodinhas no chão.

Escuto um homem ao meu lado, mas ele não fala comigo nem com a mulher loira, parece que está falando com alguém que está como eu, amarrado e sofrendo.

Ouço o homem dizer que está na hora de começar, vejo a mulher loira sorrir como antes. Sinto algo sendo grudado em minha cabeça e agulhas serem enfiadas em meus braços, e então só sinto dor. Eu grito, peço para pararem, mas ao fundo ouço risadas, grito ainda mais. A dor para de repente. A mulher loira toca em meu rosto e força meus olhos a abrirem, diz algo para o homem que eu não consigo entender, me sinto zonza e tenho a leve sensação de que algo em mim mudou.

No meio de meus devaneios, a maca onde estou se move, quando as portas são abertas e já estou com metade do corpo para fora, escuto gritos vindos da sala. Acho que a outra pessoa está passando pelo mesmo sofrimento que o meu.

Vocês devem estar se perguntando, quem eu sou. Meu nome é Cherry, tenho 16 anos e cabelos brancos com algumas partes pretas, com a pele clara, sardas no rosto e olhos verdes.

Chegamos a um corredor, durante todo o caminho, as poucas coisa que vi foram lâmpadas perduradas no teto e pequenos pedaços de portas. Não consigo mexer meu pescoço, não sinto nada o prendendo, mas simplesmente não o mexo.

Paramos em frente a uma porta, dois caras me tiram da maca e me jogam em uma cama desconfortável. Ainda não me mexo, a mulher loira entra e diz que meu corpo voltará ao normal em breve, sei que algo está errado, pois ela riu quando disse "normal".

Eu cai no sono quase instantaneamente. Acordo de manhã, sei disso porque tem uma pequena janela em meu quarto. Logo que acordei percebi que podia mover meu corpo e isso é sensacional.

Foi quando eu levantei que senti um peso estranho na parte de trás do meu corpo. Só pra constar eu não tenho muita bunda não. Quando tento ver o que é, uma calda preta bate em meus olhos, fico em choque, aquela calda está em mim.

Ando até a porta, e percebo que estou ouvindo um pouco melhor, quando levo a mão até a cabeça em uma forma de parar a dor, mesmo sabendo que não vai acontecer, sinto algo peludo em meus dedos. Toco com as pontas dos dedos assustada, olho para o lado e vejo que tem um espelho na parede, quase corro até lá. Quando me vejo no espelho, quase desmaio, estou com orelhas de gato e minhas pupilas estão em fendas. E elas se mexem quando escuto o barulho de uma das portas do corredor.

Corro até minha porta, tem uma abertura, com grades é claro. Tento enxergar o corredor, quando algo na porta da frente me chama a atenção, tem um garoto me olhando.

O observo bem, ele também tem orelhas, mas as mesmas não são como as minhas, são mais parecidas com as de lobos. Ele sorri para mim e posso ver que suas presas são pontiagudas, e ao passar a língua por meus dentes, noto que as minhas também estão assim.

— Então gatinha, dormiu bem? — fala de forma sarcástica.

— Existem mais pessoas como nós? — pergunto, o ignorando sem perceber, por conta de minha curiosidade e pavor.

— Gostei de você, já se acha uma de nós, a garota que ficava ai antes de você, disse que éramos aberrações, que não era como nós. Mas tinhas chifres saindo da testa, aquela mimada, nojenta e retardada.

— Então existem mais de nós — afirmo, agarrando as barras com ainda mais força.

— Sim albina, existem mais de nós. Não são muitos, mas todos estão aqui, nesta mesma espelunca.

— Que lugar é esse?

— É um laboratório antigo e abandonado, bem, agora não está mais abandonado — diz, soltando uma risadinha irônica.

— Por que essas pessoas fizeram isso conosco?

— O cientista que manda em tudo aqui, trabalhava para o governo, criava armas se eu não me engano, e ele começou uma pesquisa de mutação em humanos, o governo logo disse que aquilo era loucura e que não era aquilo que estavam procurando e querendo. Expulsaram-no, mas ele não parou por ai, disse que se vingaria que mostraria para eles que estava certo, que mutação humana era possível. A primeira foi aquela mulher loira que te trouxe, o DNA dela é misturado com o de hienas, por isso ela tem aquele sorriso escroto e estranho.

— Qual é a sua mutação?

— Sou um lobo, gatinha. — falou sorrindo, dando mais destaque para suas afiadas presas.

— O que ele quer de nós? Ele vai nos machucar novamente?

— Não se apavore tanto gatinha, isso aqui tá mais pra prisão do que local de tortura, mas ele vai falar com você ainda e tentar fazer você ver a grandiosidade de seus planos.

— E quando ele irá falar comigo? — pergunto apavorada, sinto minha calda balançando de um lado para o outro.

— Bem, agora.

Logo que ele terminou de falar uma sirena soou por todo o lugar. Pessoas vestidas em trajes azuis vieram nos buscar, abriram nossas portas e nos mantiveram a uma distância segura.

— Aliás, meu nome é Ciel. — disse o garoto de cabelos negros e olhos igualmente escuros, sorrindo para mim enquanto nos levavam por um corredor extenso e estreito, todos em fila indiana.

Notas finais
Espero que tenham gostado, nos vemos no próximo...Todo crítica construtiva é bem vinda... :)
Bye Bye