Mutantes - Interativa
8 Quarto Encontrado
Notas iniciais
~Finalmente vai começar a ação! Depois de tanta enrolação, vai começar a ação! (Rimou! kkkkk)
Boa leitura!
Pov.Dylan
Após muito correr pela mata decidimos acampar. Ainda andávamos, muitos de nós já cansados.
– Vamos acampar aqui? – perguntou Danny a Calleb pela milésima vez.
– Acho melhor não. Vamos para um lugar mais amplo.
– Porque a Scar não pode virar um morcego e ver um lugar bom para a gente dormir? – perguntou May.
– Verdade, já estou morta de tanto andar. – responde Circe.
– Ok. – diz Calleb.
Ninguém notou que há um problema nisto. E o problema está em meu colo, dormindo.
– Calleb.
– O que?
– Você ainda não notou um pequeno probleminha nesse plano?
– Não, qual? – rolo os olhos.
– Me deixe ver... A Scar está dormindo! No meu colo!
Pela primeira vez em bastante tempo todos se viram em minha direção e veem a ruiva dormindo em meu colo. Se May não estivesse tão cansada duvido muito que ela não iria ficar com um sorriso malicioso em seu rosto. May vem em minha direção e diz:
– Vamos acorda-la então.
– Conhecendo a Scar, tenho certeza que não é uma boa ideia. – diz Danny.
– Dane-se, eu quero dormir. – então ela coloca a boca do lado do ouvido de Scar e grita – Scar acorda!
Com o susto, Scar dá um pulo e cai de cara no chão do mato; pelo qual estava com um pouco de lama. Assim que cai no chão manda um olhar mortal em direção a May.
– Você. Vai. Pagar. – diz Scar pausadamente.
Então May começa a correr, sendo seguida por Scar.
[...]
Achamos um lugar espaçoso e lá cada um se deitou no chão mesmo – Rose reclamou, mas acabou que se deitou ao lado de Danny. Calleb achou melhor alguém ficar de vigia, pois algum segurança de Rose – agora pouco descobrimos que seu pai é prefeito desta cidade – ou alguém do ‘governo’. Então já que eu não estava com sono, fiquei de vigia. Era até engraçado ver todos esparramados no chão.
Estava me distraindo olhando para uma coruja que estava pousada em uma árvore próxima a mim, quando ouso um barulho de galho quebrado. Viro-me para o lado oposto pelo qual eu estava olhando e não vejo ninguém se aproximar – esse é o problema de estar sem lanterna, nunca se sabe se o que vê é real ou não. Ouço de novo, viro-me em direção aonde todos dormem e vejo Scar levantando-se. Solto um suspiro.
– Não consegue dormir? – pergunto.
– Não, é que eu acho muito legal ficar acordada mesmo morrendo de sono. – diz sarcástica.
Fico a encarando, noto que ela está com uma cara cansada.
– Desculpa, é que eu não consigo dormir com Danny por perto. Ele parece um porco engasgado. – desculpa-se e ri. Se quiser pode ir dormir que eu fico de vigia.
– Não tudo bem. – digo. Ela treme e noto que está ventando forte. – Se quiser eu posso te aquecer. – fico com um sorriso safado.
Ela rola os olhos e bufa:
– Se não estivesse tão frio eu não faria isso. – e senta-se ao meu lado.
Ficamos um tempo conversando, rindo e dividindo meu casaco; até eu notar que ela está lutando para não dormir.
– Se quiser pode dormir. – digo perto de seu ouvido.
– Não estou com sono. – tenta soar mais óbvia possível, mas não consegue.
– Vai, pode dormir.
Ajeito-a melhor em meus braços, fazendo com que sua cabeça bata em meu pescoço. Vou sentindo sua respiração, até que vai diminuindo e se tornando bem lenta. Fico a observando dormir, vejo como ela é linda com seus cabelos avermelhados e sua boca carnuda. Nunca senti com outra mulher o que sinto por ela; também ninguém falava comigo, como iria conhecer alguém? Mesmo assim sinto que ela é mais importante do que todas as outras mulheres do mundo.
Pov.Circe
Acordo com o sol batendo em meus olhos. Coloco a mão na frente para tirar a luz de meus olhos que já ardem. Levanto-me e sinto todos meus músculos doerem ao mínimo movimento. Olho em volta e vejo que alguns ainda dormem. Vejo que Calleb está na sombra de uma árvore, mesmo tendo milhares de árvores a nossa volta, vou até lá. Noto que estou mancando, mas é só por causa de minha posição da noite passada.
Sento-me ao lado de Call, que toma um pequeno susto a me ver sentada ao seu lado.
– Bom dia. Dormiu bem? – pergunta ele.
– Não, todo o meu corpo está doendo. – rio – Mesmo assim, bom dia!
– Se você tivesse dito eu poderia ter te dado minha mochila para apoiar.
– Você trouxe sua mochila? Não estava na moto?
– Sim, está lá; só estou sendo educado mesmo. – diz ele e começamos a rir.
Ficamos conversando até que ouvimos um grito. Fomos correndo até a direção em que ele veio, ao chegar me segurei para não rir. Rose havia escorregado e caído em uma poça de lama. Agora estava sendo levantada por Danny, que gargalhava.
– Isso não tem graça! Já é ruim usar esse vestido rasgado, pior ainda é ele todo sujo com cocô.
– Rose isso não é cocô! – diz Danny ainda rindo.
– Obvio que eu sei disso! Mas tem cor de cocô! – diz ela enquanto dava tapas em seu vestido para tirar a lama.
May chega correndo por causa do grito, assim que para os olhos em Rose começa a gargalhar. Já não conseguindo mais me segurar começo a gargalhar junto.
– Isso não tem graça! – Rose começou a ficar furiosa.
E o que faltava, Scar chegou e começou a rir junto.
– Calem a merda de suas bocas! – Gritou Rose.
[...]
Fomos caminhando até nossas motos, como ontem todos ficamos muitos cansados. May estava no colo de Call, que muito reclamou, mas foi quase forçado à segura-la; Scar estava pendurada nas costas de Dylan; Rose pedia para Danny segura-la, mas ele conseguia sempre inventar alguma coisa para não segura-la; Ruffy estava segurando ninguém, eu até pensei em pedir para ele me segurar, mas acho melhor não.
Pegamos nossas motos o mais rápido possível e fomos para outra cidade.
[...]
A cidade em que acabamos de chegar era bastante pobre, não havia tantos prédios que nem a última cidade. May, Scar e Danny foram roubar dinheiro no pequeno banco da cidade. Call disse que queria descansar um pouco antes de usar seu poder, então nos sentamos em um banco que havia na rua ao lado da rua do banco. Sentamo-nos lá, mesmo espremidos.
Assim que voltaram com o dinheiro fomos andando até a parte com mais prédios da cidade. Lá procuraríamos algum hotel.
Pov.May
Mais uma rua sem achar nenhum hotel. Estamos passando por milhares de ruas desertas, algumas menos que outras.
– Não tem hotel aqui não? – perguntou Danny.
– Danny, nem calçada essa cidade tem direito. – diz Scar, Danny concorda com a cabeça.
De repente começo a ouvir passos rápidos vindos do começo da rua. Cutuco o braço de Call, que também ouve os passos. Alguns notam nossa quietação e ficam em silêncio. Os passos ficam mais altos. Uma pequena tensão começa.
Um garoto surge correndo no começo da rua. Relaxo um pouco; É apenas um garoto, um lindo garoto, diz meu inconsciente. Só eu começar a relaxar que avisto homens de preto surgirem atrás do garoto. Homens que conheço muito bem. Homens que já arruinaram minha vida. Os homens do governo, reconheceria em qualquer lugar.
Os outros já os reconhecendo começam a correr. Todos corremos na direção oposta as dos homens de preto. O garoto nos olha como se fossemos malucos, mas continua a correr a toda velocidade. Enquanto corremos ouço os homens se comunicarem entre si.
– Por aqui! – ouço Scar gritar, ao entrar em uma rua.
O garoto, que só pode ser um mutante para estar correndo do governo, vem conosco. Vou correndo o máximo que posso até que Ruffy tropeça em algumas garrafas no chão e eu o ajudo. Fico com um braço servindo de apoio a Ruffy enquanto corro, após alguns segundos já estamos na mesma velocidade dos outros.
Segundos tornam-se longos minutos. Entramos em uma rua bastante movimentada e nos misturamos com as pessoas que passavam, soltei-me de Ruffy e comecei a me misturar mais. Só agora fui perceber que meu coração está bastante acelerado, está tanto que doi, mesmo assim não paro. Vou correndo até ver um minúsculo beco. Olho para os lados a procura de alguém para se esconder comigo e só vejo o garoto.
– Ei! – o chamo, ele vira a cabeça em minha direção. Olho para o beco e depois para ele.
Fomos correndo para o beco e no jogamos para dentro dele. Só agora eu noto que o local não é tão espaçoso quanto pensei, nós dois ficamos tão perto que sentia sua respiração bater em meu rosto. Olho para ele e vejo que ele é bastante forte, com os cabelos e os olhos castanhos, uma pele bronzeada – o que o faz ficar um pouco mais sexy – e alto. Ao notar que o encarava, virou-se e me encarou; corei um pouco, o que o fez dar um pequeno sorriso.
– Meu nome é May. – digo. Após um bom tempo respondeu-me:
– Tayler.
– Eu estenderia a minha mão, mas não dá. – digo e como resposta ele dá um pequenino riso, um riso contagiante.
– Acho melhor a gente ir um pouco mais para dentro, podem nos ver. – diz ele seriamente.
– Ok.
Tentamos ir mais para dentro, mas ao nos mexermos nossos corpos ficaram mais colados um no outro, como se isso fosse possível.
[...]
Já havia começado a escurecer quando saímos. Ao sair do beco, Tayler olha para os lados a procura dos homens; que não estavam mais lá. O local agora estava desértico. Nós dois fomos andando a procura dos demais.
Pov.Calleb
Conseguimos nos esconder em um edifício abandonado, após todos entrarem tento fechar a porta – que Danny quebrou para que entrássemos. Já cansado de tentar fechar, sento-me no chão.
– Call. – Circe me chama. Olho para ela em resposta ao chamado, seu rosto estava triste, isso me fez ter um arrepio nas costas. – May não está aqui.
– Que? – levanto-me rapidamente.
– Ela deve ter se perdido... – seus olhos estavam marejados.
– Não, não... – murmuro.
– E podem ter a pego.
– Não! Isso não pode ter acontecido. – olho em volta e todos estão com expressões tristes.
Sinto líquidos quentes escorrerem pelo meu rosto. Sento-me no chão, apoio a cabeça entre as mãos. Circe senta-se ao meu lado e abraça-me de lado. Ficamos ali até anoitecer. Saímos de lá, ainda não consegui suportar a ideia de May ter sido capturada. Fomos andando sem rumo até eu ouvir passos a nossa frente. Paro no meio da rua e olho em direção ao barulho. De lá aparece May, que é seguido pelo mais novo mutante. Sem nem notar com o que faço, saio correndo em direção a ela e a abraço. Ela fica surpresa só que retribui.
– Nunca mais saia de perto do grupo. – digo ainda a abraçando.
– Nunca irei me afastar. – diz ela dando um riso cansado – Eu prometo.
Ao sair do abraço, encaro o mutante já me preparando para contar nossa proposta.
Notas finais
Gente vou dar um pequeno spoiler: talvez alguém morra. TAHTAHHHH
~~~~O próximo capitulo já esta pronto, mas só vou postar se este capitulo estiver com cinco reviews.~~~~
Beijos até o próximo cap!
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