Muse

5 Capítulo V - Nirvana


Notas iniciais
Yo! Capítulo um pouco maior que os outros. Tô tentando aproveitar esse fim de semana e escrever bastante; pois, não acho que irei postar muitos capítulos durante essa semana. Uma por que estou com tendinite e terei que me manter um pouco distante do pc. Duas por que tenho muito dever de casa, trabalhos e preciso começar a estudar para as provas contínuas que estão começando a aparecer @_@ acho que vou morrer, argh. Capítulo meio NaruHina, mas blz,rsrs. Escrevi esse cáp ouvindo To The Last, uma música Blues do James Blake. Beijos!

Muse

“Não se deve indagar sobre tudo: é melhor que muitas coisas permaneçam ocultas”

Sófocles

Capítulo V:

Nirvana

Turno: Sakura Haruno

Apaguei. Caí dura no chão.

Pelo menos, esta era a última coisa de que me lembro; antes de acordar numa enfermaria. Mas sabe, acordar em lugares estranhos acabou por fazer parte da minha rotina.

– O que aconteceu dessa vez, em?- Naruto estava sentado em um banco, próximo á maca onde eu descansava. Firmei os braços contra a maca, endireitando minha postura.

– Eu não tenho certeza...- Abaixei os olhos para minhas mãos que brincavam entre si.-... Mas acho que está voltando a acontecer.- Naruto puxou os beiços contra os dentes, pensado.

– Aquelas imagens, sim?- Confirmei sua pergunta num suspiro pesado.- Algo diferente apareceu...

– Não, nada mudou. Mas é engraçado, quando eu era menor, as imagens pareciam um pouco embaçadas... No entanto, tenho certeza de que era a mesma pessoa. Parecendo pedir socorro, sussurrando meu nome com dificuldade... “Sa-ku-ra”.- Então levantei o olhar perante o loiro. Ele parecia não saber o que dizer; mas talvez pudesse me compreender, pois ele acompanhou bem de perto todas essas minhas decaídas. As imagens, elas eram bem freqüentes quando eu era criança. Nunca soube como cura-las, nem minha mãe. Só que, um dia, percebemos que ela não veio. E no outro dia também, e no outro, igualmente.

– Por que será que elas estão voltando?- Naruto voltou com sua voz.

– Não entendo também... Enfim, o que aconteceu depois que eu desmaiei?- Perguntei, querendo acalmar os nervos.

– Bem...

Turno: Naruto Uzumaki

Flash Back On

Estava em busca de uma mesa vazia, junto do meu novo grupo de amigos. Procurávamos enquanto o papo rolava solto.

– Ah, qual é Shikamaru... Você só reclama das coisas!- Kiba, também conhecido como Cachorro Louco, revirava os olhos com os comentários negativos de Shikamaru, o Hacker.

– Mas que merda... Eu não posso nem falar nada!- Shikamaru bufava pelas narinas, estreitando os olhos e cruzando os braços, mas logo voltando a falar.- Só estou dizendo que, nada de interessante acontece nessa escola e nem vai acontecer!

– Diabos...-Shino entrava na conversa, soltando seu vozeirão tão grave quanto qualquer um que eu já tenha ouvido.-... ano passado, na sala 2B, o garoto Forrest tacou uma carteira nas janelas, fugindo só de cueca pelo campus, sangrando por causa dos cacos que ficaram no patamar da janela. Também teve aquela garota doida, Nola, que alagou o banheiro feminino e masculino tampando os ralos da pia com OB, aquele negocio que se usa quando estão sangrando pela vagina. Fora aquele escândalo da metade do ano passado; aquela idiota da sua peguete, a Temari, tacando querosene nos carros do professores e coordenadores e ainda pichar a escola toda, jogando depois latas de lixo pelo campus. Ainda bem que expulsaram ela...- Soltei um riso abafado sem eles perceberem; Shino sabe bem como deixar alguém intimidado só com um parágrafo grande.

– Nem me lembre dela... E ah, quem é aquela garota que ta acenando pra você Naruto?- Desviei meu olhar da mesa vazia mais a frente, e olhei para Shikamaru com um ponto de interrogação na cabeça, tentando alcançar a pessoa que ele me apontava. Era Sakura, por incrível que pareça, sorrindo toda radiante. Uma energia positiva subiu em mim, enquanto acenava para ela. A rosada caminhava na nossa direção ainda com aquele largo sorriso que parecia se estender a cada passo... mas isso durou pouco, quando ela parou bruscamente, caindo de joelhos no chão. Uns curtos segundos se passaram, com todos a olhando curiosos... até que finalmente cai.

– Droga!- Foi tudo o que eu disse, antes de jogar minha bandeja na mesa ocupada do lado. Ouvi um mau murmúrio das pessoas naquela mesa, no entanto não liguei e corri para o encontro do corpo de Sakura. Me ajoelhei a seu lado, subindo seu corpo fraco sob minha perna. Suas sobrancelhas estavam franzidas e possuía muitas rugas pela testa. Tinha uma expressão de medo e sofrimento. Parecia sentir dor em cada pedaço de seu ser; pelo jeito que apertava brutalmente os punhos. Ainda assim, estava desacordada, e sua respiração estava falhando e falhando... o que era preocupante.

Contudo, diante daqueles olhares curiosos que nada faziam, es que chega uma garota. Mais especificamente, uma luz; que chegou toda serena, toda distante, com seus olhos caídos perolados que pareciam interpretar e entender o sofrimento da rosada. Ela se ajoelhou perante eu e Sakura, ajeitando os cabelos que caiam pelo rosto, atrás da orelha. E então, num ato indiferente, ajustou suas mãos pelo rosto da rosada, lhe selando os lábios num beijo curto e simples. Isso impressionou á todos que estavam em volta; sobretudo, eu. Meus lábios entreabertos de surpresa, detiveram-se naquela garota de beleza tão naturalmente débil e ao mesmo tempo doce. Seus olhos se levantaram lentamente, olhando instantaneamente para mim. E logo depois, levantou-se com a mesma expressão de indiferença e descaso, mesmo tendo estranhamente salvado uma vida bem diante de muitas pessoas alí. Meus olhos fixaram-se em sua silhueta partindo, até o momento em que eu não podia mais vê-la.

Logo depois, carreguei a rosada junto da enfermeira, seguindo em direção ao ambulatório. Lá, coloquei seu corpo com bastante cuidado sobre a maca. Seu rosto agora transmitia a mais pura e viva paz. Os olhos descansavam como nunca antes haviam feito e os punhos cessaram a força.

– A pressão dela está bem baixa. Deixe-a descansar.- Aconselhou a enfermeira Shizune.

– Não sairei daqui até que a mesma acorde.- Afirmei determinado e ela, vendo que eu não sairia tão fácil dali, não insistiu.

Me acomodei num banco ao lado da maca de rosada. Não esperava que um primeiro dia fosse tão conturbado como esse. Como esperado, Tsunade apareceu toda preocupada com a sobrinha. Ficou um tempo, crendo que Sakura acordaria num meio tempo; no entanto, precisou ir embora quando anunciaram seu nome. E então fiquei sozinho, com os pensamentos bem longe da enfermaria; recordando daquela garota de cabelos azulados puxado para o mais profundo negro. Seus olhos me transmitiam uma calma interior, do qual eu sentia até agora. E então, a rosada se ergueu, depois de duas horas e meia...

Flash Back Off

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You are to me every sign

James Blake – Trecho de To The Last