Murder House
1 Chapter 1
Notas iniciais
Robb - 19
Jon - 18
Sansa - 15
Arya - 13
Brandon - 11
Rickon - 7
Eles se mudaram para uma casa no sul, quer dizer, seu pai havia dito que era uma casa, mas era uma maldita mansão. Com portões de ferro, jardim, três andares e provavelmente um quarto para cada um de seus irmãos.
Sansa tinha seu próprio quarto, até Arya nascer e não era como se ela não gostasse da irmã, mas com o passar dos anos elas foram ficando tão distantes e com tão pouco em comum, que era como dividir o quarto com uma colega.
― Você não deveria estar mais animada? – Robb perguntou olhando pelo retrovisor.
Sansa deu de ombros.
―É uma casa velha no sul.
― Pense pelo lado positivo.
― Mofo, escada rangendo a noite, Rickon com medo de tudo, Jon. E você não vai estar lá.
Robb girou os olhos.
― Sei que as coisas não estão boas agora, mas Jon também não vai ficar lá por muito tempo, você não precisa gostar dele, ninguém está pedindo isso.
― Ainda bem.
― Nossos pais precisam de um tempo, ok? Mudar de ambiente pode ajudar. – Robb voltou a prestar mais atenção na estrada deserta.
Sansa suspirou, seus dedos se moveram rapidamente pelo celular e ela selecionou uma playlist e aumentou o som.
Ruelle — Monsters.
Seus pais não precisavam de um tempo para “normalizar” as coisas. Seu pai havia metido, ele havia traído sua mãe e agora trazia o bastardo para dentro de casa como se fosse parte da família. O relacionamento deles estava acabado e só eles não queriam aceitar.
—/-
Uma moto chegou primeiro no casarão. Jon, o filho bastardo de Eddard, havia avisado ao pai que tentaria organizar algumas coisas primeiro, o caminhão de mudança já estava descarregando o sofá quando ele passou pelo jardim.
Era um casarão antigo com uns sete quartos ou algo assim, Jon ainda não estava confortável em morar com seus meio-irmãos e ele sabia que Sansa o odiava e Robb era indiferente. Arya era sua melhor companheira, Bran era agradável e Rickon parecia confuso com o que estava acontecendo com a família. E Catelyn, bom... ela não queria nem olhar para a cara dele.
Jon estava no último ano do colégio, ele só queria se formar e ir embora, Robb estava no primeiro ano da universidade e não morava com eles, atualmente ele estava num apartamento do campus, mas hoje estava ajudando com a mudança.
― Ah finalmente, um Stark. – Um homem gordo e careca disse carregando uma prancheta e sorrindo amigavelmente.
Jon deu um sorriso duro, ele não era um Stark. Ele tinha o sobrenome da mãe, Snow.
― Não completamente. – Respondeu apertando a mão do homem. – Mas Eddard é meu pai.
― Detalhes, detalhes. Meu nome é Varys, vim trazer as cópias da chave, Sr. Stark me pediu por 6 cópias...? Ele me disse que tem 6 filhos, esqueci de sua esposa, então?
― Não, Rickon tem apenas sete anos, acho que ele não precisa de uma cópia. Agora se o pedido fosse feito pela Sra. Stark, então eu teria certeza que uma cópia não seria minha. – Riu com o próprio comentário.
Varys deu um sorriso como se compreendesse a situação.
― Bom, nós não escolhemos nossa família, nós apenas aceitamos. – E deu de ombros pronto para mudar de assunto. – Permita-me apresentar a casa, seus pais já tiveram o tour, mas as crianças não estavam junto.
A porta de entrada era de madeira, pesada. Toda a parte de dentro tinha detalhes em madeira, o chão era brilhoso, havia arcos de madeira ao invés de simples portais. Em frente a porta principal havia uma escada.
Varys mostrou a sala que já estava recebendo alguns móveis, a enorme cozinha, sala de jantar, banheiros, escritório, algum cômodo que possivelmente era um quarto, mas também poderia ser usado como depósito, algum outro tipo de sala que estava adornada com um piano.
― Isso veio na mudança? – Ele se aproximou.
Era um enorme piano preto de cauda inteira. Jon não morava com os Stark há tanto tempo, mas ele nunca havia reparado num piano daquele tamanho na antiga casa.
― Não, isso veio com a casa. É mais para decoração do que qualquer outra coisa.
― Não funciona?
― Nenhum dos antigos moradores sabia tocar.
Jon não comentou nada, ele não era nenhum especialista, sabia tocar uma ou duas coisas, mas duvidaria que Catelyn gostaria de ouvi-lo praticar. A mulher provavelmente tacaria o piano fora e isso seria um desperdício.
― Está avaliado em 146 mil.
― Por que os donos deixaram algo tão caro assim?
Varys deu apenas um sorriso como resposta, Jon achou melhor não insistir.
O segundo andar ficava a maioria dos quartos, alguns eram maiores outros menores, um dos quartos tinham um banheiro em comum, provavelmente Rickon e Bran, ele pensou com um sorriso, ficava próximo da suíte principal o que era perfeito para Catelyn. Mais outros dois quartos, possivelmente de Robb e talvez... Sansa?
O terceiro andar era menor, mas os quartos eram um pouco maiores. Um dos quartos ficava na torre, a janela ficava numa parede circular, a luz entrava bem no quarto. Sansa, definitivamente seria o quarto dela. O outro quarto ficava mais para os fundos da casa, era mais retangular, Arya provavelmente colaria tantos pôsteres nas paredes que esconderia o papel de parede rosado que ela iria reclamar. Mais alguns outros cômodos menores e o tour estava completo.
Havia uma escada que dava para o sótão, ele não sentiu vontade nenhuma de explorar algum canto empoeirado da casa. Eles desceram de volta para o primeiro andar e Jon reparou numa porta que ficava anexada a escada.
― Aquilo é um quarto embaixo da escada?
― Oh, não, aquilo é uma passagem para o porão. É bem grande, devo dizer, mas não foi muito bem limpo, cheio de coisas velhas, é um depósito.
― Talvez dê um bom quarto. – Ele brincou.
― Querido, ninguém usa um portão como quarto.
Jon não pretendia entrar no mérito da questão de que ele não pretendia de fato dormir num porão, mas ele não estranharia de Catalyn fosse a favor da ideia.
Ele sentou na escada e digitou rapidamente uma mensagem.
Jon: Casa mal assombrada, você vai gostar. [10:42]
Arya: Já chegou? Ugh. Não sei quanto tempo falta. Mande fotos, xoxo. [10:43]
—/-
Arya estava na pior viagem de sua vida, era uma viagem longa e silenciosa, ela não se importava de ficar de fones ouvido, mas volta e meia sua mãe se virava e reclamava que não estava sendo social e estava se excluindo de um programa em família.
Curiosamente não era como se eles tivessem fazendo jogos ou conversando, Bran lia algo no celular, Rickon roncava ao seu lado, seu pai estava atento a estrada e sua mãe parecendo mais entediada do que nunca.
Era tão injusto que Sansa tivesse ido sozinha no carro com Robb.
Ela riu quando Jon finalmente mandou uma mensagem, isso captou a atenção de sua mãe que se virou mais uma vez.
― Arya, fones! – E repetiu pela milésima.
― Mas que saco! – Explodiu. – Por que eu não posso ouvir música em paz? Me deixe em paz!
Rickon arregalou os olhos e Bran apenas arqueou a sobrancelha. Catelyn a encarou em choque. Isso resultaria num castigo, talvez uma semana de castigo.
― Arya, se quer ouvir música, então conecte no rádio e todos vamos ouvir juntos. – Eddar se pronunciou pela primeira vez.
Sua mãe não questionou a maneira que ele lidou com a situação.
― Vocês odeiam minhas músicas. – Resmungou cruzando os braços.
― Querida, nós não odiamos suas músicas, vamos apenas revezar, ok? Cada um escolhe uma. – Eddar mexeu no painel e Arya pareou o aparelho com o carro.
― Falta muito para chegarmos? – Ela perguntou derrotada.
― Trinta minutos. – Bran comentou lendo algo no celular, provavelmente o GPS.
― Sua música, querida. – Eddard insistiu.
Muse — Knights Of Cydonia
Arya: Mande ajuda. #sos [10:56]
Jon: Aguente mais um pouco. [10:58]
—/-
Os segundos a chegarem foram Robb e Sansa. O carro parou no jardim, Jon estava sentado na varanda e se levantou assim que o carro estacionou.
― Nossos pais ficaram loucos? – Sansa perguntou tirando os óculos escuros e encarando os três andares.
― É realmente um pouco... Uau. – Robb riu.
― Hey, como foi a viagem? – Jon perguntou cumprimentando Robb com um meio abraço.
― Rápida, paramos num drive-thru também.
― Sansa. – Jon a abraçou um pouco sem jeito, ela devolveu o abraço dando alguns tapinhas nas costas do meio-irmão e murmurou algo como um ‘oi’ bem baixinho.
Ela podia não gostar dele, mas era civilizada, quando necessário...
― Ah você só pode ser a filha mais velha. – Varys veio alegremente ao encontro dos irmãos. – Se parece tanto com sua mãe, muito bonita.
Sansa riu.
― Muito prazer. – O cumprimentou.
― E você deve ser Robbert?
― É Robb.
― Permita-me apresentar a casa. Jon já fez o tour, se quiser ir mais uma vez.
― Não, obrigado.
Robb e Sansa ouviram as mesmas coisas, sobre luminárias originais da Tifanny, sobre alguns móveis dos antigos donos, também comentaram sobre a presença de um desconhecido piano.
― Sr. Varys, quanto custa exatamente uma casa dessas? – Sansa perguntou quando estavam voltando ao primeiro andar.
― Eu não deveria discutir esses assuntos com vocês.
― É apenas curiosidade, meus pais tem uma situação confortável, mas não acredito que seja tão confortável para comprar uma casa desse tamanho. – Robb apoiou a irmã no assunto, ele estava agora na universidade, mesmo com bolsa, ele anda dependia do dinheiro dos pais.
E não conseguia entender como eles poderiam gastar tanto dinheiro numa casa e ainda ajuda-lo nos estudos. Fora que todos seus irmãos sempre estudaram em colégios particulares e ele não conseguia pensar que sua mãe concordaria em manda-los para um colégio público, principalmente Rickon.
― Para dizer a verdade a casa não está no preço atual do mercado, está um pouco mais abaixo, então vocês não precisam se preocupar que seus pais estejam gastando um valor exorbitante ou algo que eles não possam pagar.
― E por que uma casa desse tamanho está abaixo do preço do mercado?
― Por que é grande e velha e ninguém se interessa? – Robb chutou.
― Tem ratos? Eu não vou morar numa casa com ratos. – Sansa cruzou os braços.
― Não, nada disso, mas devo dizer que o último casal que morou aqui acabou falecendo no local.
Robb e Sansa trocaram um olhar suspeito.
― Como eles morreram? – Sansa perguntou mais baixo.
― Suicídio. – Varys falou com pesar. – A família era contra o romance, então eles se mataram.
― Tipo Romeu e Julieta? – Robb não pareceu muito convencido com a história.
― Exatamente. – Varys se fingiu de desentendido.
― Onde? – Sansa insistiu, mas antes que o homem pudesse continuar, o barulho de outro carro parando chamou atenção dos três.
― Devem ser seus pais, me desculpem, mas o dever me chama.
E desapareceu pela entrada.
― Você acredita nesse cara? – Sansa se virou para o irmão.
― Não, quer dizer, alguém até pode ter cometido suicídio, mas não acho que seja uma história bonitinha como Romeu e Julieta.
― Não tem nada de bonito em cometer suicídio.
Robb não queria entrar no mérito da questão, eles deixaram o assunto para mais tarde e seguiram para o jardim onde Varys falava com Eddard e Catelyn.
― O quarto de cima é meu! – Arya gritou correndo pela casa.
― Hey, eu já coloquei minha bolsa num dos quartos, nem pense em tirar de lá! – Sansa gritou assim que a irmã passou por ela subindo as escadas correndo.
Bran e Rickon subiram com Catelyn.
― O quarto de vocês é ligado por um banheiro, então Rickon não precisa ter medo, pois Bran estará sempre perto.
― Posso deixar alguma luz no banheiro acessa. – Bran bagunçou os cabelos do irmão.
― Eu não tenho medo! – O menor resmungou afastando a mão do irmão.
Bran apenas riu.
― Diga isso mais tarde quando estiver de noite.
― Bran, não assuste o seu irmão. – Catelyn pediu.
― Não preciso, essa casa faz isso por conta própria. – E entrou no segundo quarto do corredor.
A cama não era sua, os armários eram embutidos, sua mesa de computador já estava montada e havia caixas espalhadas com seu nome, livros, revistas. Ele deitou no colchão e encarou o teto descascando.
Em breve começaria as aulas num novo colégio e ele não estava animado.
—/-
― O que você achou? – Eddard perguntou colocando a mão sobre o ombro de Jon.
― É grande, tem um bom quintal, acho que as crianças vão adorar.
― Estou perguntando de você.
― É legal. – Disse meio incerto.
Era uma boa casa, muito bonita também, mas ele não se sentia em casa. Não era um lar. E talvez nunca seria.
― Já escolheu um quarto?
― Qualquer um que sobrar é--
― Jon, essa também vai ser a sua casa, escolha um quarto. Tem mais um quarto no terceiro andar, tem no segundo, o que você quiser.
Jon preferia ficar no terceiro, perto de Arya, mas ao mesmo tempo não achava uma boa ideia deixar Bran e Rickon sozinhos no segundo andar, quer dizer, Ned e Catelyn estariam lá, mas a possibilidade de estarem com a porta trancada ou brigando era bem razoável.
Ele pegou a mochila e ocupou um quarto menor no segundo andar, antes que se fizesse confortável, Robb apareceu na porta.
― Você deveria ficar no outro quarto.
― Achei que aquele fosse seu.
― Olha, eu não vou ficar aqui, vou voltar pro campus ainda hoje, fique no outro que é maior, quando eu vier para visitar posso ficar nesse quarto ou talvez a gente possa dividir?
Jon deu um sorriso.
― Seria legal dividir.
― Me desculpe por não ter te recebido de braços abertos quando você chegou, a notícia meio que pegou todos de surpresa e minha mãe...
― Eu entendo.
― Mas eu não estou mais morando aqui, acho que não precisamos continuar esse clima. Não é como se eu não gostasse de você, apenas...
― É difícil, eu respeito isso, obrigado de qualquer forma.
Eles trocaram um abraço, dessa vez um de verdade. E Jon começou a se sentir em casa.
—/-
― Você precisa ir hoje? Deve estar cansado da viagem, fique pelo menos um dia. – Catelyn andava atrás do filho mais velho que coletava uns itens espalhados, carteira, celular, chave do carro e sua cópia da chave da casa.
― Tenho aula amanhã, seminário, não posso faltar. Tento vir para um almoço, ok? – Prometeu beijando o rosto da mãe.
Ela sorriu como pode. Robb se despediu dos irmãos e apenas assentiu na direção do pai antes de sair para o jardim. Eles voltaram a arrumação dos quartos enquanto Catelyn cuidava da cozinha ou eles não poderiam jantar mais tarde.
― Você passou a viagem inteira sem falar comigo. – Eddard se apoiou na bancada da cozinha enquanto a esposa arrumava pratos, panelas e copos nos armários.
― Agora eu tenho que inventar algum assunto para conversamos? Eu não queria falar nada.
― Você não está tentando. – A acusou.
― Sim, eu estou. – Disse num tom mais alto e irritadiço. Ela respirou fundo. – Mas você trouxe um bastardo para dentro de nossa casa, um filho que você teve com outra mulher, uma traição que você nunca teve a coragem de contar e agora eu tenho um garoto de dezoito anos morando sob o meu teto.
― Cat... – Ele se aproximou um passo.
― Não, não ouse. – O tom de voz dela era cortando. – Eu aceitei esse garoto porque a mãe dele morreu e eles não tinham condições, você teve um filho e o largou no mundo e agora ele precisa de você. Mas eu não tenho mais certeza se preciso de você, Ned.
― Cat...
― Eu estou aqui, nós compramos essa casa, essa sou eu tentando, então não ouse dizer que não estou fazendo a minha parte, porque eu estou tentando, todos os dias, todos os minutos. Não ouse me acusar. Nunca mais.
—/-
― Por que você não está no quarto da frente? – Arya resmungou sentada na cama.
Seu quarto ganhava vida, o papel de parede rosado estava, como Jon havia previsto, sendo coberto por pôsteres de filmes, séries e algumas fotos.
― Bran e Rickon estão sozinhos lá embaixo. – Jon disse como se isso foi uma resposta válida.
― Meus pais estão lá embaixo também, você poderia ocupar o quarto da frente. – Ela apontou para o corredor, o outro quarto ainda estava com a porta fechada.
― Sansa iria--
― Sansa precisa aprender a ficar calada. – Arya comentou. – Eu realmente gostaria que você tomasse decisões que te fizessem feliz Jon e não os outros.
― Você. – Ele se aproximou e sentou na cama em frente a meia irmã. – Rickon, Bran, Robb e Sansa são a minha família e vocês são tudo que tenho, não preciso de mais nada.
― O mundo não é tão legal assim, Jon, eu sei que você sabe. – Ela sorriu para ele.
― É, eu sei.
Era difícil de acreditar que Arya tinha apenas treze anos. Ela o abraçou gentilmente. Sansa pelo corredor e viu os dois abraçados, e seguiu rapidamente para próprio quarto.
Ela não odiava odiava Jon, ela não gostava dele por causa da mãe, por causa de seus pais, era tão mais fácil culpa-lo por tudo. Sua família nunca mais seria a mesma, sua mãe estava sempre com uma expressão séria, seu pai parecia mais cansado, tudo estava desmoronando.
Claro que ela sabia que ele não era o culpado, mesmo que ele fosse a razão disso tudo. Seu pai era o culpado, ele havia traído sua mãe.
Jon era apenas um ano mais novo que Robb, o que faz uma pessoa trair a esposa? Eles já tinham um filho, o primeiro filho, eles deveriam ser um casal feliz.
Seu celular estava ligado numa caixinha de som, mas de repente ela não reconheceu a música que estava tocando. Se aproximou do aparelho e viu uma playlist que ele nunca havia criado, com músicas que ela não se lembrava de ter e algumas ela tinha certeza que nunca sequer havia escutado.
Bem-vinda:
Puscifer – The Undertaker
Band of Skulls – The Devil Takes Care of His Own
The Smiths – Pretty Girls Make Graves
Blue Foundation – Eyes On Fire
Ela olhou em volta, claro que não havia ninguém em seu quarto, Arya não teria colocado esse tipo de música e Jon não se atreveria a entrar em seu quarto, também não era o gosto musical de Robb. Não combinava com ninguém em sua família, quem havia criado uma playlist chamada ‘Bem vinda’?
― Essa casa é realmente estranha. – Disse deitando na cama, ela dormiu ouvindo a playlist pela terceira vez.
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