Mundo de Chamas
3 Marcas de Anjo
Notas iniciais
Pequenos pigmentos brancos e pretos foi a última imagem de Jason. O barulho de uma lareira creptando o acordou, suas mãos se moveram em um único gesto, agarrando o vácuo como se fosse algo. Encostou as costas na poltrona em que estava, perto de uma lareira e coberto por um único lençol. Havia uma pessoa sentada no outro lado da sala, Jason lembrou perfeitamente dela: os olhos de gato fuzilavam Jason com um olhar malicioso, a figura alta e esguia se ergueu sobre ele e a luz da lareira revelou seu rosto, tinha um sorriso muito traiçoeiro. Ele gesticulou até o ombro de Jason, deslizando para dentro da camisa com toda suavidade.
– Magnus? — a voz ecoou pela sala — O que você está fazendo?
A mão dele saiu de dentro da camisa de Jason tão rápido que Jason mau pôde ver os seus movimentos, ele virou-se e caminhou até a poltrona, caindo nela sentado. O "mais velho" estava na frente da porta com a mão ainda na maçaneta, o olhar dele percorreu pelo quarto até o de Jason, depois para o cara.
– O quê? — disse ele, respondendo ao olhar desconfiado do mais velho — Está achando que vou assediar uma pessoa tão parecida com Jace?
A mão do mais velho se afastou da maçaneta e caminhou até perto de Jason, olhando-o como se lê-se Jason com toda a facilidade do mundo.
– Você está bem? — perguntou.
Jason não respondeu, simplesmente se encolheue ficou os encarando, tentando se ajeitar na poltrona, no intuito de ficar pelo menos, um pouco confortável.
– Ele tem a mesma cicatriz que o pai, Alec. — disse o cara alto, olhando com um certo interesse.
– Saia daqui, Magnus. — disse Alec, olhando para ele — Chame Isabelle e Max, agora...por favor.
Magnus hesitou antes de levantar e lançou um olhar para Jason e saindo pela porta. Alec seguiu até a poltrona aonde estava Magnus e se sentou, ele não deixava Jason desconfortável, não tanto como Magnus. Jason se sentia mais confortável, aproveitou e disse:
– Quem são vocês?
Alec olhou para Jason, não como um desconhecido, como um pai ou um parente que tinha que explicar algo difícil para o parente.
– Caçadores da Sombras...
– O qu-
– Caçadores da Sombras são pessoas com habilidades especiais, o mundo não é como você pensa, nem como seus amigos pensam...
Jason absorveu cada palavra que ele disse, mesmo que na sua cabeça aquilo fosse um pouco confuso e complicado, aceitou e acreditou em Alec.
– A muitos anos, um homem chamado Jonathan convocou o anjo Raziel, o grande Raziel. No intuito de livrar o mundo de demônios, sim, existem. Jonathan implorou para Raziel misturar o sangue dele com os dos homens mortais, criando uma raça de pessoas com habilidades especiais para fazer o trabalho, então, foi criado os Caçadores das Sombras, os Nephilim.
Houve uma breve pausa na explicação de Alec, pareceu ser algo necessário para Jason.
– Nem todos os Nephilim são perfeitos e existiu uma pessoa que fez coisas...muito...muito erradas, Jason.
* * *
Valentim, Alec, Idris, demônios maiores. A mente de Jason foi bombardeada com explicações e algumas coisa que, antes, seriam completamente impossíveis. Ele não conseguia absorver todas as coisas, foi preciso muitas perguntas e respostas. Seu ombro pareceu começar a doer, várias pessoas na casa haviam tocado na cicatriz no ombro de Jason, um símbolo de nascença da linhagem do seu pai. Eles estavam no instituto de caçadores das sombras em Nova York, aonde Jason morava. Alec era como um tio de Jason, ele era irmão do seu pai, ou pelo menos, meio-irmão. Isabelle também, Jason considerou Max como um primo, a sua história era realmente triste.
Ainda estava na sala, tomava um expresso que Max havia ido buscado, a única notícia que não tinha por enquanto era de seus amigos, será que eles haviam percebido que Jason havia sumido? Ele tomou mais um gole de expresso e finalmente disse:
– Há mais pessoas que estão envolvidas ou algo assim?
– Sim, existe — disse Alec — mas não que seja o momento para falarmos delas.
Uma boa parte do instituto havia visitado a sala, Max, Isabelle, Alec e Magnus estavam ao redor de Jason, todos olhavam como se esperassem algo de Jason, algo impressionante ou coisa assim. Era algo que deixava Jason um pouco desconfortável, mas o tempo que passou ali o fez acustumar.
– Estávamos esperando o momento certo para trazer você pro instituto — disse Isabelle — Aquele demônio que matamos tinha tentado nos impedir, pelo menos, é isso que eu acho.
Jason olhou para Isabelle, depois Max e seguinte, para Alec.
– Por que não vivi aqui? — perguntou — Por que não vivi com os meus parentes? Por que não vivi com meus pais?
– Era muito perigoso, Jason — respondeu Alec.
Jason lançou um olhar para a mesa de centro, aonde estava o chicote de Isabelle e um cinto de utilidades cheio de armas de Nephilim, coisas realmente letais.
– Sério?
Todos lançaram um olhar para onde Jason estava olhando, Max disse primeiro:
– É, mas existe coisas que essas armas não são capazes de matar.
– Como...Valentim?
– É, Jason...como Valentim, e outras coisas.
– Ok...
Jason suspirou e olhou para a lareira que creptava, se ajeitou na poltrona e ignorou a presença de todos, pensando se aquelas coisas realmente fossem reais, mas Magnus foi uma das provas que fez Jason ceder.
– Ok, então vamos deixar você sózinho.
Jason nem percebeu que todos haviam saído, estava ausente do mundo e pensava nas coisas que tinha ouvido, Jace e Clary, a morte de Max. Na verdade, a história de Max era que o seu ressucito, quando Valentim conseguiu derrubar as torres demoníacas de Idris, Sebastian, ou melhor, Jonathan agiu. Herdando as loucuras de Valentim, matou Max usando um martelo, matou-o a sangue-frio. Quando Jason nasceu, todos tinham certeza de que ele não era um filho de caçador das sombras normal, seus pais tinham sangue de anjo nas veias, ow experimentos com o anjo para torná-los soldados perfeitos não foi de acordos com os planos de Valentim.
Tendo sangue de dois "meio-anjos", Jason seria um completo anjo. Foi concebido a ressurreição de Max com os dons de Jason, Maryse Lightwood, a mãe de Max, chorou muito assim como a família: Jace, Alec, Isabelle, Robert e outras pessoas. Ficou imaginando como seria a ressurreição de Max e o resto da sua vida, Alec e Magnus acolheram ele no instituto junto com o resto dos caçadores da sombras e sua família, eles foram como os seus pais, que estavam quase o resto da sua vida na Transilvânia. O som de água caindo em algo sólido acordou Jason dos pensamentos, gesticulou para o lençol e o tirou de cima dele, levantando e alcançando a janela. Ainda estava chuvendo, Jason agora observava a chuva caindo e os carros passando na frente do instituto como se ele não existisse, ignorando-o completamente. A rua ficou vazia de repente, os carros foram embora e as lojas já fechadas.
Uma figura desconhecida surgiu no asfalto, completamente desajeitado e ensopado, ele se arrastou até a calçada com muito esforço. Usava uma blusa de frio, era um cara jovem, a blusa tinha a estampa exibindo bem grande: "Star Wars", uma jaqueta bastante estilosa e bem diferente dos caçadores da sombras, calças jeans e sapatos estilosos como a jaqueta. Jason içou o corpo para tentar enxergar com um pouco mais de clareza, o garoto jogou-se contra a grade do instituto e se chocou-se com ela, uma onda de vácuo foi lançada em todo redor do instituto como alguma barreira. Jason viu algumas coisas brilharem nas grades, o garoto abriu a boca e gritou e olhou diretamente para a janela em que Jason estava, ele pode reconhecer o rosto dele. Jason soltou da grade da cortina e caiu em pé todo desajeitado, virou-se para a porta da sala e saiu em disparada, correu como vulto para as escadarias, descendo direto para o hall. Max, Isabelle, Alec estavam olhando pela janela do hall.
– Ele... — disse Jason — Simon está lá!
* * *
Foram resgatar Simon pra dentro do instituto com muita dificuldade, membros do submundo são proibidos dentro do instituto depois da guerra de anjos e demônios. Depois de alguns minutos lá fora, Max voltou ensopado e deixou a porta aberta, lançando um olhar para Jason que se levantou para receber notícias.
– Jason — disse Max arfando — precisamos de você...agora!!
Max colocou um pé pra trás e Jason foi em disparada, então saíram do instituto. Estava no jardim molhado do instituto, a chuva tocava sua pele como agulhas lançadas com força por alguém. Isabelle estava na rua, o chicote risava o ar e estalava em figuras encapuzadas espalhadas pela rua. Pálidas, fortes e...com presas, alguns se moviam tão rápido para se livrar do dano do chicote de Isabelle que Jason não demorou para deduzir oque eram: vampiros. Max correu até o lado de Isabelle e investiu contra um vampiro com uma lâmina de Nephilim, ele caiu se contorcendo no chão do asfalto e caiu nocauteado. Um borrão partiu em disparada contra Max de uma das lojas, mas foi forçado a retroceder por um golpe do chicote de Isabelle.
– JASON!!! — uma voz ecoou pelo jardim — Aqui!
Jason transcorreu o olhar pelo jardim e viu na frente do portão de grades um Alec ajoelhado sobre o corpo de uma pessoa, Simon. Os extintos de Jason domaram o seu corpo e ele correu desesperado para Alec, se abaixando ao lado dele.
– O que aconteceu?!
– É a barreira! — disse Alec — Não consigo trazer ele pra cá e nem anular elas, você precisa tentar!
– Tentar?! — gritou Jason, com um olhar desesperado — Não sei fazer isso!
Alec, com uma expressão preocupada, ergueu algo brilhante e branca para Jason.
– Tente, por favor!
Tomado pela responsabilidade de salvar um amigo importante desconhecido, Jason pegou aquilo na mão de Alec e a ergueu, aproximando-se da grade lentamente. Suas mãos tremiam e a luz do chicote de Isabelle preenchia a rua e o barulho de estalos ecoavam por toda a rua, de repente o som ao redor dele foi abafado e suas mãos se moveram, desenhando curvas e linhas no chão da calçada, perto de Simon. Jason não tinha
controle sobre o corpo, desenhava na calçada uma grande quantias de linhas e curvas, marcas desenhadas no chão, cada uma a poucos centímetros da outra, como se fizessem parte de um desenho só, teve que afastar o corpo de Simon. O artefato brilhava na sua mão com intensidade, soltava faíscas que desaparecia ao toque com a calçada, Jason não ligava e terminava de desenhar, então suas mãos pararam, ele ergueu sua estrutura e olhou para as marcas desenhadas no chão, arfando freneticamente. Os vampiros haviam parado de investir e só tinha um na linha da frente, Jason lançou um olhar para Alec e depois Isabelle e Max, todos estavam o encarando.
As marcas na calçada brilharam em um brilho angelical, o começo do conjunto começou a pegar fogo, cada linha sendo preenchida por chamas e entrando em combustão, mostrando os desenhos no chão bem mais sinistro a e sérios, Alec fez a primeira tentativa e agarrou o corpo de Simon, lançando o corpo para trás junto com o de Simon. Jason havia conseguido, Simon estava dentro. Max e Isabelle começaram a voltar para o instituto lentamente enquanto os vampiros olhavam perplexos para Jason, o artefato ainda brilhava em suas mãos. O vampiro da frente deu um passo a frente, cerrando os.punhos e mostrando a presas.
– O Diurno é nosso! — disse ele, aos berros — Vocês não tem o direito de tirá-lo de nós!
Por impulso, e algo que controlava o corpo de Jason como se fosse um boneco que era controlado por uma criança.
– Ele jamais será seu, vampiro — disse ele — Ele jamais irá pertencer a você, Raphael. Jamais.
As marcas brilharam, o fogo subiu e Max e Isabelle já estavam no jardim. As chamas das marcas se levantaram como uma construção, uma onda de váco percorreu todos no instituto e ele mesmo, os vampiros retrocederam e as marcas nas grandes brilharam como holofotes, uma barreira cobriu todo o terreno do instituto, cada pedaço, cada detalhe dele, todas as grades brilharam em chamas, não chamas normais, mas sim completamente brancas e pálidas. Todos recuaram, até Jason e os outros então duas colunas de chamas pálidas surgiram na frente do instituto, uma luz cegante tomou conta da rua. Jason protegeu a visão com os braços na frente. A luz cedeu e Jason tirou o braço da frente dos olhos...
No lugar das duas colunas de fogo havia duas figuras altas e reluzentes, cabelos dourados que possuíam armas mais letais que a dos caçadores da sombras: espadas enormes e novas em folhae que brilhavam como se fosse uma tocha enorme, musculosos e com as maçãs do rosto rígidas. Raphael, o vampiro que estava na linha da frente dos vampiros olhou para as figuras, eram como anjos, cabelos dourados e curvas de guerreiro, algumas suaves e outras rígidas.
– São anjos...
Eram anjos mesmo, Jason estava ao lado de Max e Isabelle, Alec estava puxando Simon pra dentro do instituto,, os vampiros pareciam ser um pouco teimosos e começaram a dar passos para frente e Raphael desapareceu em um borrão junto com duas figuras encspuzadas logo atrás dele. Surgiram os três na frente do portão do instituto, tentaram retroceder mas já era tarde demais, os anjos manobraram as espadas com rapidez, a espada abateu o tórax dos três membros do submundo, os vampiros que seguiram o caminho de Raphael desapareceram numa nuvem de pigmentos negros que se dissiparam no ar e simplesmente sumiram. Raphael cambaleou e olhou para Jason, fuzilando-o com um olhar de pessoa indignada. Agora os vampiros eram uma horda de caras pálidas e perplexos que recuavam para a calçada das lojas e sumiam dentro de uma loja que uma luz intensa escapava pelas brechas, desaparecendo num grande desespero. Raphael foi o último que saiu, cambaleando pela rua e caindo desajeitado na loja.
– Vamos entrar — disse Alec — Temos que curar Simon!
Jason, Isabelle e Max se viraram e ajudaram a levar Simon para dentro do instituto, havia caçadores de sombras vestidos de pijamas e alguns de jaquetas, já com armas nas mãos. Levaram Simon para um dos sofás no hall e o artefato na mão de Jason caiu, ele olhava desesperado para o corpo de Simon e o pânico domou sua mente, seu corpo colidiu contra o chão e tudo ficou escuro, novamente.
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