Mundo Submerso

11 Bem Vinda a OZ Minha Querida


Notas iniciais
Como prometido a segunda parte do livro.

**Todos aplaudiram ao ver Larissa aparecendo na varanda junto a seu marido e sua mais nova filha. A Mulher que se vestia com um vestido longo branco com detalhes em Diamantes, segurava nos braços seu bebê, o mesmo envolvido em um lenço de um tom de verde quase branco.

— Salvem a Princesa! – gritaram os habitantes daquela terra.

A Rainha levava na cabeça uma coroa feita de ouro ornamentada de Esmeraldas e Rubis. Na varanda dava pra se ver todo o pátio da Cidade das Esmeraldas, todos gritavam pela princesa e clamavam para saber seu nome, quando uma garotinha entrou na Varanda e se agarrou a perna de seu Pai.

— Salve Eponine! – gritou o povo lá de baixo fazendo a garotinha rir e acenar.**[1]

DUZENTOS ANOS ANTES

Bruxa Má do Oeste

— Majestade? – a voz de um de meus servos cortou meu devaneio. Estava sentada no Trono a espera do mesmo já fazia um bom tempo.

— Por que demorou tanto? – indaguei

— Desculpe-me.

— Desculpas não me faram recuperar tempo. Diga logo – falei

— Nós o achamos. – disse ele me surpreendendo. Levanto-me do Trono sigo ate perto dele

— Eu não estou vendo. – digo arremessando o macaco em direção à porta – Traga-o aqui, agora. — Sigo em Direção ao Trono e espero sua chegada. Algum tempo depois eles aparecem segurando um homem pelos braços.

— Me impressionou bastante sua resistência, mas... – levanto e vou ate ele, minha unha raspa a pele seca de seu rosto e ele vira para não olhar-me nos olhos. – Eu vejo tudo! Eu domino toda Oz, eu sou Caos, eu sou Dor, eu sou – obrigo-o a me encarar nos olhos – Morte.

— Você é apenas uma Bruxa que logo irá morrer – balbucia

— Eu não teria tanta certeza disso. – respondo dando as costas para o mesmo. – Deixem-nos a sós.

— O que quer de mim? – pergunta quando já estamos sozinhos

— Você me fez um acordo e agora eu quero que pague. Ha muito tempo desejou se tornar Homem e viver longe do... Daquele lugar, em troca me prometeu alguns serviços. Pois bem. Quero que trabalhe na travessia do Mundo dos Reclusos ao nosso.

— E por que lhe interessa tanto o Mundo sem Magia?

— Não lhe vem ao caso. Mesmo sendo sua parte do acordo, precisarei de mais ajuda, em troca dares-lhe ouro.

— Estou as suas ordens Majestade.

— Ótimo...Coelho!

— Preciso de tudo pronto antes do Eclipse. – digo a Juan meu braço direito

— O que precisa? – pergunta

— Coragem de um Leão, o Cérebro daquele que tudo vê no campo, a Esperança e Pureza de uma Garotinha... – lembro-me do ultimo ingrediente, ele não deve saber.

— Trarei o mais rápido Majestade.

— Eu sei que trará meu Cavaleiro de Lata. Agora vá não temos tempo a perder, tudo deve parecer coincidência, se algum deles souber o feitiço não funcionara.

— E o que farei com os corpos? – perguntou

— Você possui Magia, suma com eles, o deserto esta ai pra isso. – Ao sair do quarto pude ficar sozinha e admirar o espelho no final do mesmo, já faz muito tempo desde que minha pele adquiriu essa cor verde, e há algum tempo todos pagaram por isso.

— Majestade! – um dos guardas bate na bota

— SIM – grito

— Uma rebelião esta acontecendo em Quadligs.

— Hora do Show – respondo e riu, eles vão se arrepender

Sobrevoando Oz vejo que fiz um trabalho magnifico, todos esses seres desprezíveis merecem coisa ainda pior, eles merecem todo o Caos, todo o Sofrimento e os Quadligs, a esses merecem todo o Ódio, iram pagar por tentarem-me desaviar.

Chegando perto da cidade ouço gritos de medo e de força, desde que sua adorável terra feliz foi destruída e deixada em ruinas eles tentam de alguma maneira recuperar o que perderam.

— Bruxa! – gritam

— Devolva-nos nossa Oz

— Morte a Bruxa.

— Calados! – Grito e todos fazem silencio – Huu, vocês são mesmo tão ingênuos.

— Queremos o que é nosso por direito – grita um velho – balanço a mão e verme é jogado contra os destroços de um antigo castelo.

— Alguém mais quer seus direito? – todos estão calados – Viram? Você não podem e nunca poderão lutar contra mim, vocês não tem nem chance.

— Mentira. – grita um jovem

— Como? – Desço e mexendo a mão arrasto o menino ate mim – Olhe pra eles, acha que algum deles tem poder sobre mim? Acha mesmo que alguém irá os salvar? Vocês não valem nada.

— Você ainda vai morrer. – balbuciou

— Não – disse o obrigando a olhar pra mim – Você vai – Sinto meu corpo pegar fogo e logo a palma de minhas mãos estão fervendo, o garoto à minha frente grita de dor

— Meu filho não, por favor – grita um velho – paro e o encaro – Tudo mesmo ele – sorrio.

— Levem-no – digo aos servos que pegam o senhor e voam em direção ao Castelo.

— E você, eu nunca mais quero vê-lo – afirmo ao rapaz

— Por que faz isso conosco? Você nem sempre foi assim.

— Porque vocês merecem, todos vocês. E se acham que tudo acabou estão muito enganados, eu vou destruir cada um de vocês, cada pedacinho de Oz, cada País será afogado em trevas.

— Por favor, poupe-nos, tenha piedade. – fecho a mão e uma parede das ruinas cai em cima do verme.

— Opa... – Rio – Aquela mulher não existe mais, vocês a mataram e se querem piedade juntaram a ele. Eu não quero ouvir falar de mais nenhum manifesto aqui, na próxima vez não será apenas um morto. – olho para meus cervos já estão voando longe o suficiente. – Isso me lembra que... – procuro o garoto que me desaviou quando o arrasto de novo ate mim. – Você vem comigo. – seguro seu pescoço com uma mão e minha vassoura com a outra e levanto voo, cada vez mais alto, ele esta aterrorizado.

— Piedade...

— Sempre – solto e observo os cidadãos gritarem e então o barulho da queda, sento em minha vassoura e rio indo embora daquele lugar desprezível.

— O que vez com meu filho? – pergunta o velho jogado no Palácio.

— O manterei vivo, basta aceitar esse acordo e prometo não fazer mal algum ao garoto desde já. – digo entregando um papel velho, ele assina e não demora muito para se contorcer no chão da Sala do Trono, escuto seus ossos se quebrarem, sua costela se ajustar, o grito de pânico, sufoco e dor invade todo o aposento – Como eu adoro esse som. – No fundo da sala a criatura antes velha jogada no chão começa a se levantar, mais um servo, mais um macaco nesse circo. – Seu velho estupido – digo chegando próximo ao meu novo servo – Seu filho está morto! E você não pode fazer nada – rio

** — Povo de Oz.- diz a Rainha – É com imenso prazer que venho lhes apresentar a nova princesa, minha mais nova filha. – Todo o povo vai à loucura quando a Rainha se aproxima. – Está é Dorothy, a nascida na Lua **

[1] Todo o Texto entre os caracteres ** se referem a algo que aconteceu no passado, como um Flashback, porém, não é necessariamente daquela personagem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.