Mundo Real, Universo Paralelo?!

2 O nascer de um guerreiro


O nascer de um guerreiro

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Ainda me lembro de como foi, eram os primeiros dias de aula da quinta série e de longe eu não era o primeiro garoto do qual as pessoas procurariam para fazer amizade. Mias pálido que uma folha sulfite, com óculos mais grossos que as lentes de um telescópio e no primeiro dia eu fora levado até a sala pelo meu pai. Algumas garotas ainda eram levadas pelas mães na quinta série porem, dos garotos eu fui o único. O motivo? Simples, meu pai gostaria de ter certeza que eu sentasse na frente, não na frente até a terceira fileira mas na frente como a primeira fileira, era isso que aqueles óculos me davam como presente.

Não demorou muito para eu me tornar o garoto nerd sem amigos da sala, já estava acostumado. Acredito que o pior de ser o garoto geek da sala não era o local para sentar ou a falta de amigos mas sim os apelidos, Fundo de garrafa, Fantasminha, Rato de biblioteca entre outros. Foi dela em que ouvi a primeira vez, Natália acabou sem querer me chamando de Mandrack, no momento não liguei, não me incomodei, estava encantado. Natália a garota mais linda que me lembro de minha infancia, se é que você pode considerar infância aos 11 anos. O que posso dizer sobre ela? Natália tinha lábios carnudos, cabelos lisos escorridos negros como o interior de um buraco negro, pele morena, não exatamente morena mas comparada a minha era, olhos dotados de um verde escuro mais atraentes do que todos naquela sala. Só havia uma coisa que Natália tinha de mais atraente que seus olhos, seus seios. Cheios, arredondados e perfeitos, perfeitos de mais para qualquer garota de 11 anos e para qualquer garoto de 11 anos aguentar.

Não consigo me recordar o que foi que ela disse exatamente já que no momento em que ela abriu a boca para falar comigo o tempo parou, a única coisa que me recordo foi o apelido do qual recebi. Um fato interessante que você talvez não tenha percebido sobre o tempo, e o momento em que ele para é que todo o tempo parado tem que ser recuperado, ou seja o tempo se acelera depois disso para se estabilizar. Consigo lhes dizer que naqueles momentos em que o tempo parou para mim foram horas paradas, pude contemplar toda a beleza que minha jovem musa trazia para meu dia. Logo como eu disse o tempo precisou se acelerar, ou seja perdi horas do meu dia, não que eu ligasse porem quando me recordo é de que eu já estava em casa.

Estava sentado a mesa para almoçar mas não era difícil me pegar olhando para “o nada”, apenas imaginando como séria o mundo se eu estivesse ao lado dela, se eu estivesse acariciando o rosto, apalpando aqueles peitões. Eu delirava, sem perceber que na mesma mesa estava sentada a minha irma. Para meu infortúnio ela percebeu que eu estava lá, fato que nem sempre acontecia.

— Ih olha só quem ta avoado hoje. — Ela adorava me encher, por qualquer motivo que fosse.

Sabe QI não é uma coisa que corre no DNA, isso já foi provado, pelo menos aqui foi. Enquanto meu hobby era a analise da vida o universo e tudo mais, o que sempre culminava em um número como resposta, o dela era me atormentar e achar inúmeros garotos para fazer sexo. Algo como dizem Mais Melhor sabe? Como meu dia tinha seito perfeito, não ia deixar ela me tirar do sério, logo ignorei...


-Que foi, o gato comeu a sua língua? — Ela persistiu. — Ih acho que seu cérebro fritou né o super gênio — Isso não ia me tirar do sério, ela tava longe de chegar lá – Olha Mar...


A palavra que ia vir era algo que não podia deixar passar, acho que a única coisa que independente do momento me tirava do sério era meu nome. Talvez por isso eu sempre ignorei a escola, isso ou porque tudo aquilo era banal para mim.


-Aconteceu nada PORRA! Simples assim, não aconteceu nada. — Sem ter acabado o prato, retirei-me da mesa irritado e já em meu quarto consegui ouvir minha irma celebrando a batalha, porem eu ainda iria vencer a guerra isso eu tinha certeza.


Retirei-me pelo resto do dia em meu covil de desejos, aka meu quarto. Foi um dia memorável, pelo menos para mim. O que eu fiquei cansado aquele dia... mas valeu a pena, talvez não a dor no braço no dia seguinte mas em geral, foi bom Ora leitor lembre-se que eu era um garoto gênio de 11 anos, mas ainda assim com os hormônios a flor da pele. E foi exatamente nesse dia cansativo que abandonei meu nome, e qualquer outro apelido que já tinha, para me tronar o Mandrack.

Notas finais
Poderia dedicar esse capitulo a algumas pessoas mas garanto que elas terão capítulos melhores para receberem. Sério, intro não é muito fácil de fazer escolher o momento de mostrar o personagem é complicado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.