Muller-Family Wolf
1 Prologo
Camille estava amarrada pelas mãos em um ferro no meio de um galpão sujo e velho.Ele estava na frente dela, mexendo em algumas ferramentas. Mesmo que ela quisesse não poderia se soltar, tinha sido sedada com wolfsbane e se sentia fraca até para mexer seus dedos. Mas sua raiva era tanta que ela arranjou força o suficiente para conversar com ele.
-Você realmente acha que pode me matar? Por favor, eu não sou conhecida pela minha fraqueza. — ainda que estivesse fraca, ela conseguia perfeitamente escolher suas palavras e não deixava de lado seu ego e muito menos sua bravura.
-Matar? Camille, quem aqui falou em matar? — virou-se lentamente e a observou — Eu só quero te ferir gravemente.
-E o que fará depois? Assim que eu me soltar, eu vou arrancar sua cabeça com meus dentes! — rosnou.
-Céus, você acha que sou burro? Eu tenho wolfbasne o suficiente para te deixar presa por 5 anos, eu nunca vou te soltar! — ele pegou uma ferramenta que ela deduziu ser uma tesoura e se aproximou dela. Ele passou a ponta da tesoura no rosto dela e sorriu – Digamos que você será meu cachorrinho. Eu vou te dar comida, água, banho….- ele abriu ainda mais sua boca para um sorriso amarelo, que causou um certo arrepio em Camille — farei o que quiser com você.
-Você é louco!
-EU NÃO ERA LOUCO ATÉ VOCÊ… — ele se calou e virou encarando a mesa. Falou algo, mas foi impossível para Camille decifrar.
Ela estava ficando impaciente, o efeito do veneno não estava fazendo tanto efeito e ele parecia não perceber. Ela queria ganhar tempo para conseguir se soltar, então resolveu apelar e ver se ele tinha um coração. Chamando seu nome, aquele cujo ele se apresentou.
-O que eu te fiz? Me diz… — então ela ouviu, antes que pudesse dizer seu nome. Um uivo. Para muitos um uivo qualquer, mas para alguém que passou 19 anos de sua vida com aquela pessoa, aquele uivo se chamava esperança. O uivo de Charles.
O sequestrador virou com os olhos quase a saltarem do rosto, olhando assustado para Camille, achando que o som tinha sido provocado por ela,chamando seus companheiros. Ao perceber que não vinha dela, ele se pôs a olhar para os lados.Tinha perdido sua valentia.
Ouviu-se de novo, só que desta vez em grupo. A família dela estava ali o tempo todo, ela sabia que eles iam encontra-la.
O homem a olhou completamente assustado, com medo. Não teria chance alguma. Essa era a distração perfeita, logo ela conseguiria se soltar e se juntaria à sua matilha. Mas agora não podia fazer nada, então quando ele a olhou e foi possível ouvir os uivos novamente, ela sorriu para ele. O seu melhor sorriso irônico, mostrando suas presas.
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