Mula de Guerra
23 Capitulo 20: Presságios
Notas iniciais
O dia estava calmo, como o de costume, há muito que nada de ruim acontecia no Reino da Luz, desde que Nenhumcórnio foi impedido estavam todos vivendo um dia de paz. Mas, como sempre, a paz não durou eternamente. O tempo começou a mudar, uma nuvem negra surgiu no céu.
“O que está acontecendo Rei Quintocórnio?” perguntou Joseventina.
“Também gostaria de saber!” respondeu “Só um profeta para responder!”.
A mula assentiu, ela sabia o que tinha de fazer, entrou no castelo e chamou seus companheiros, Godofredo, Otávio e Fumiga.
“Joseventina, eu posso mandar alguns guardas para acompanhá-los!” ofereceu gentilmente o rei.
“Vossa majestade, o senhor sabe que nós não nos sentiríamos bem, nós trabalhamos bem sozinhos.” respondeu Joseventina.
E saíram em direção do Monte Sempre Husa, lar do único profeta que conheciam, Manny, o Rico e Ostentador.
“Eu não gosto daquele cara!” disse a mula “Ele matou o Godofredo!”.
“Não foi isso, eu quis assim, era necessário!” disse Godofredo “E agora precisamos que ele nos diga o que está acontecendo, sendo assim, nada de atacá-lo!”.
Prosseguiram em silêncio até chegarem à mansão do profeta. Quando entraram pela porta ele já os esperava com as galinhas pretas e as velas de macumba prontas.
“Eu sabia que vocês viriam.” disse “Sentem-se em meia-lua e deem as mãos... ou patas.” deu uma risadinha e proferiu palavras em uma língua estranha e antiga “Sasa sa gē u anta phrā’i!”.
Os seus olhos ficaram completamente brancos, sua voz saiu mais grave e alta que o normal.
“Eu posso sentir, um mal muito antigo despertou, um mal que apenas uma das criaturas hoje vivas presenciou, um mal que só pode ser derrotado por essa criatura!”
“Quem é essa criatura?” perguntou Fumiga.
“O único capaz de derrotar o mal verdadeiro é aquele que teve seu coração corrompido pela própria Deusa da Morte.”
Continua...
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