P.O.V. Aro.

Ela é mais poderosa do que eu poderia se quer imaginar. Essa menina é a encarnação de todos os meus desejos, poder sem limites.

Mandei o Alec vigiá-la.

P.O.V. Alec.

Isso é um pé no saco fui rebaixado de membro da alta guarda para babá de híbrida.

Quando cheguei no quarto dela, ela estava acertando o cabelo.

—Onde você pensa que vai?

—Vou sair. Sou emancipada, dona do meu nariz e sei me defender. Eu não tenho brinco!

Ela transformou um abajur em um par de brincos de pérolas.

—Perfeito. Fui.

—Espere ai, você não vai a lugar nenhum.

—E quem vai me impedir? Você?

—É.

—Boa sorte.

Ela soltou névoa paralisante e eu fiquei cego e surdo sem nenhum sentido. De repente os meus sentidos voltaram.

—Tchau mané.

Ela simplesmente usou a supervelocidade e saiu do castelo sem que ninguém a impedisse.

—Peste! O Mestre vai me matar.

Voltei para o quarto e coloquei aquelas roupas que ela me deu. Feito isso saí a sua procura. E não foi muito difícil encontrar, ela estava num pub cantando uma música melosa e tocando violão.

E estava chorando enquanto tocava a música. Falava sobre um rompimento.

A voz dela era... a voz mais bonita que eu já ouvi. Um homem de terno se aproximou e começou a falar com ela.

—Qual o seu nome Ragazza?

—Renesmee Cullen.

Ela sabia falar italiano?!

—Você não é daqui é?

—Não.

—Você tem um talento incrível. Toca algum outro instrumento?

—Piano, arpa francesa e violino. Porque?

—Toque uma música no piano.

—Tá.

Ela tocou uma música que também falava sobre rompimento.

—Uma fã de Vanessa Carlton? Gostei.

—E quem é você?

—Sou Jack O'Connor caça talentos.

—Impressionante.

Disse ela não muito impressionada.

—Mas, eu não to interessada.

Ela recusou uma oferta de um caça talentos? Porque?

Ela passou por mim e me puxou.

—Vamos vazar daqui.

—Porque recusou a oferta?

—Porque ele é um trambiqueiro. Quer usar minha voz e meu talento em outra pessoa.

—Como pode saber?

—Eu leio mentes e prevejo o futuro.

—Vamos voltar para o Castelo então?

—Nem a pau! Só vamos voltar de manhã. Toma poe o anel.

—De manhã?

—É um anel da luz do dia. Enquanto usar vai poder andar no sol sem aparecer. Eu fiz para a minha família.

—De quem a música falava?

—Que lhe interessa? Você não liga ou liga?

Ela olhou bem nos meus olhos ao perguntar isso.

—Olha! Não é que ele liga. Milagres acontecem.

—E quem é o cara?

—Jacob. Ele me traiu, peguei ele com outra garota na cama.

—Você precisa de diversão.

—Até que enfim! Vamos nessa?

—Vamos.

Eu acho que nunca me diverti tanto na minha existência.

—Vamos voltar. To cansada.

Assim que colocamos os pés no Castelo, Felix nos esperava na porta.

—O Mestre Aro quer falar com você.

—Vamos nessa. Vai ficar tudo bem.

Ela pegou a minha mão e me lançou um sorriso reconfortante.

P.O.V. Aro.

Ele saiu sem a minha permissão?! E levou a Cullen?!

—Mestre eu...

—Calado! Você é um...

—Inocente. Eu sai e ele veio atrás de mim.

—Ele podia ter sido exposto!

—Não podia não. Eu tenho habilidades mágicas que você desconhece. Tá vendo o anel no dedo dele? É um anel da luz do dia, coloquei um feitiço no anel que impede que ele brilhe ao sair no sol. Fiz pra minha família também.

—Um anel?

—Olha Alec, o sol. Vai, fica no sol.

Alec olhou para ela e ela sorriu incentivando-o.

—Pode ir. Sou mais poderosa do que imagina.

P.O.V. Alec.

Eu me coloquei na luz do sol e não brilhei. Continuei igual.

—De nada. Bom, acho que mereço o dia de folga.

—Renesmee.

—O que?

—Obrigado.

—Disponha. Você mereceu.

Ela saiu da sala cantante e saltitante.

—Como ela fez o anel Alec?

—Eu não sei Mestre. Ela já estava com ele no bolso quando eu cheguei e deu pra mim.

—Porque?

—Gostaria de saber. Mas, ela parece gostar de mim.

—Me dá o anel.

—Não.

—O que disse?

—Eu disse não. E quer saber? Eu to cansado de só dizer sim Mestre, não sou seu escravo, sou seu empregado e mesmo estando morto mereço umas férias. Sou livre para escolher. Então, eu me demito.

—O que?!

—Você ouviu Aro. Eu me demito. Não trabalho mais pra você.

—Por causa da abominação Cullen e seu anel mágico?

—Ela me mostrou uma coisa que eu nunca tinha visto. Eu nunca vi isso de você ou Marcus ou Caius. Gentileza e gratidão!

—O que?! Eu salvei sua vida!

—E sempre serei grato, mas vocês três estão me travando, me impedindo de ser feliz e de me divertir. É só Alec, Alec, Alec.

Vi no rosto da minha irmã que ela estava pensando á respeito.

—Ele tem razão. Eu apoio meu irmão. Vocês são ingratos e tiranos.

Um a um fomos desertando.

—Estamos de greve.

—Greve?

—É Mestre. Estamos de greve até que nos ofereça melhores condições de trabalho.

P.O.V. Renesmee.

O plano ta funcionando direitinho. Dividir e conquistar.

Mestres trouxas. Eu não quero mal para a guarda, só para os mestres que transformam pessoas em armas e as exploram.

—Adivinha só?

—O que?

—Estamos todos de greve.

—Meus parabéns! Fico feliz por vocês. Agora eu quero dormir.

—Você merece.

—Ah, se manda!

Ela me tacou um travesseiro na cara.

—Ei!

Ela deu risada. Começamos a brincar de guerra de travesseiros e eu acidentalmente exagerei na força. Ela voou longe e bateu a cabeça no chão.

—Renesmee?

Eu comecei a sentir cheiro de sangue.

—Renesmee! Não, não morre por favor não morre.

Me desesperei e levei-a até o hospital correndo mesmo.

—Ajuda! Socorro por favor! Ela bateu a cabeça.

A médica de plantão a levou correndo para a cirurgia.

P.O.V. Doutora Carter.

Chegou uma garota com traumatismo craniano e levamos para o centro cirúrgico, mas chegando lá algo estranho aconteceu.

—O que?!

O bisturi não passou pela pele dela. Entortou.

—Doutora ela vai morrer!

Peguei outro e acidentalmente me cortei.

—Ai. Droga.

Meu sangue pingou na boca dela e a ferida cicatrizou.

—Vocês tão vendo isso?

Ela acordou, tirou o inalador e levantou.

—Ai. Dói.

—Você é o que?

—Você não me conhece. Nenhum de vocês nunca me viram, esqueçam tudo o que viram, esqueçam de mim.

De repente estávamos na sala de cirurgia e não tinha ninguém na mesa.

—O que estamos fazendo aqui?

—Eu não sei. Ai. Eu cortei minha mão.

Devo estar muitas horas sem dormir.

P.O.V. Alec.

Ela saiu andando da sala de cirurgia.

—Me tira daqui. Eu só consigo lembrar do gosto do sangue dela.

—Matou alguém?

—Não. Apaguei a memória deles, eles não lembram de nada do que viram. Me tira daqui.

Tive que carregá-la para fora.

—Você tá bem?

—Roubei o banco de sangue do hospital.

Chegando ao Castelo ela se trancou no quarto e teve uma crise.

—Eu quero ir pra casa.

Ela nem parecia a mesma garota de antes, estava ensanguentada, o quarto estava detonado, os cabelos estavam descabelados e da boca dela pingava sangue.

—Nossa! O que houve?

—Eu tive uma crise. Eu quero ir pra casa. Agora.

—Mas, tem que tomar banho pelo menos.

—Agora!

E a parede caiu.

—Tá bem.