Mugiwara No Ichimi - Interativa

2 2 - Dez Anos... Zombaria!


Notas iniciais
Mó confusão esse capt '-'
Refiz ele umas oitenta vezes e só agora consegui postar �/
Aí apresenta a primeira ficha mandada, já que será por ordem de ficha para a tripulação.

~ Capítulo 2 ~

Dez Anos...

Zombaria!


Dez anos...

Dez anos se passaram deste que comi a Mera Mera no Mi.

Dez anos que meu sonho suicida se tornava cada vez mais próximo de mim.


Faz oito anos deste que saí de Fuschia, depois da morte de minha mãe adotiva e a fuga suicida de meu irmão adotivo em busca de seu verdadeiro passado. E por que eu sairia de lá, se uma morte qualquer e uma fuga qualquer não afetariam a minha vida para sempre? Por que, mesmo se eu quisesse, não havia para onde retornar. Não havia Fuschia. Não havia Laki. Não havia Makino. Não havia jardim. Não havia nada. Apenas os flashes da destruição do lugar que eu chamava de “lar”.

Não me lembro totalmente do ocorrido. Foi tudo muito... Rápido.

Uma retaliação.

Flashback On

– Lucy! Você comprou o que eu lhe pedi? – perguntou Makino.

Seus cabelos, antes preto-esverdeados, agora grisalhos, estavam presos em um único coque com alguns fios saindo. Era a primeira vez que eu a tinha visto sem sua bandana. Seus olhos negros como ônix brilhavam para a garotinha em sua frente. Graças a mim, ela tinha rugas de expressão, por ficar com a testa franzida quando eu fazia algo errado. Ou seja, sempre. Ela segurava uma cesta cheia de flores. Era quase a Golden Week, e Makino adorava encher o bar com suas flores favoritas: Os crisântemos, as dálias e as sakuras. Makino as colocava em um fio, sendo que todas desabrochavam no primeiro dia da Golden Week, 29 de Abril. Era uma coisa muito bonita de se ver, já que ela colava na frente do bar, para toda Fuschia ver. Naquele dia, Makino trajava uma camisa branca de mangas curtas e um pouco desbotada, uma saia longa e florida e sandálias de couro. Ela segurava a cesta na mão esquerda, enquanto a outra ficava na cintura. Ela olhava severamente para a garotinha, como se já soubesse que ela fizera algo errado.

– Sim, Makino-sama. – eu disse, estendendo-lhe a grande corda com um nó de marinheiro para Makino. Nos dois anos que se passaram deste que ingeri a Mera Mera no Mi, comecei a respeitar mais Makino e o Rei dos Piratas.

A garota que estendia a corda tinha longos cabelos negros como a noite, com um pequeno brilho azulado. Ela tinha olhos de um azul-celeste comparável ao mar de All Blue, e, se não fosse por esses olhos, seria cada vez mais óbvio que ela era filha da Imperatriz e do Rei dos Piratas. Ou talvez apenas da tal Imperatriz. A garota tinha uma beleza inacreditável. Com seus cabelos que chegavam até o inicio da cintura, mechas que emolduram seu rosto até o inicio do pescoço com uma presilha de tecido que imitava cobre, a garota era mais bonita que a mais velha. Seu nariz era fino e pequeno, suas sobrancelhas finas e discretas, seus cílios eram longos e fartos, a boca era bem pequena. Apesar de ter 8 anos na época, seu corpo era digno de atenção. Era óbvio que ela não tinha os atributos da tal Imperatriz que era sua mãe, mas muitos apostavam que ela seria até mais atraente que a mesma. Ela vestia um vestido branco desbotado que ia até os joelhos, estava descalça e havia uma bandana florida vermelha por baixo de um... Chapéu de Palha? Era um chapéu simples, obviamente de palha, com uma pequena fita de tecido vermelha. Estava desgastado devido as aventuras que vivera em seus quarenta e tantos anos. Ele ficava grande na cabeça da menina, mas ela parecia se recusar a larga-lo.

Aquela era eu.

– Por que está suada, Lucy? – perguntou Makino.

– Laki roubou meu chapéu e eu sai correndo atrás dele. Aí eu queimei o cabelo dele. – respondi indiferente.

– Ouvi meu nome? – ouvi a voz idiota de Laki soar próxima.

Laki era filho de Makino, mas ele não se parecia nada com ela. Laki tinha cabelos rosa-púrpura, repicados e bagunçados para todos os lados. Ele tinha olhos cor-de-ônix, que eram, provavelmente, a única semelhança que ele tinha com Makino. Ele tinha uma pele de cor mediana, que ficava entre o bronzeado e o albino. Laki era mais alto e mais velho por quatro anos. Enquanto eu tinha 8 anos, ele tinha 12. Laki também era extremamente inteligente e comia por 50, por isso sempre era necessário ter um estoque que, para pessoas normais, daria para 8 anos, e Laki comia tudo em 4 semanas. Apesar de ser um grande glutão, Laki parecia não ter alguma alteração “física”, como ficar gordo como um obeso. Talvez fosse pelo fato dele correr todos os dias... Sempre que rouba meu chapéu. Laki e eu criamos um elo semelhante a “irmandade”, mesmo ele não sendo meu irmão verdadeiro. O único problema é o fato de ele me perturbar o tempo inteiro, fora a isso, Laki é meu irmão.

– Ouviu sim, Laki. – disse Makino, irritada. – Quantas vezes vou lhe dizer para parar de roubar o chapéu de Lucy?! Está de castigo!

– M-mas, m-mãe... – tentou dizer Laki.

– Nada de “mais”, Laki! Vá para o seu quarto! – mandou, apontando para dentro da casa.

Laki deu uma fungada cheia de ódio, mas cumpriu o que sua mãe lhe mandara. Dei uma risadinha sarcástica, que fez Laki se virar e me dar a língua para mim.

– E você, Lucy. Está de castigo também! Por ter usado a sua Akuma no Mi em público! – disse Makino, virando-se para mim com um olhar que, ao mesmo tempo fosse maternal, era furioso. – Já para o quarto!

Laki deu uma risada maléfica, e eu lhe dei um soco. Infelizmente, meu punho não estava em chamas.

– Cale a boca, seu idiota.

Subimos para o nosso quarto, já que eu o dividia com Laki.

Era um quartinho simples, com dois colchões, um ursinho de pelúcia e travesseiros. A minha era a da esquerda, enquanto a da direita era de Laki.

Deitei-me na cama e fiquei observando o teto. Na esguelha do olho, vi que Laki vez o mesmo.

– Foi tudo culpa sua. – ele disse, amargurado.

– Não foi não! A culpa foi sua! – retruquei.

– Eu só queria experimentar o seu chapéu, Luce!

– Mas pelo menos pedia antes!

– Você não ia deixar de qualquer forma!

– Claro! O chapéu é meu e não seu!

– Deixe de ser tão egoísta!

– Egoista é você, seu ecocentrico!

– Uau. Como o seu português é bom, viu! Não seria “egocêntrico”?

– Dane-se! Você é um idiota, Lake.

– Pelo menos eu faço alguma coisa útil o dia inteiro!

– Útil? Quer dizer que passar o dia inteiro se metendo em brigas por toda Fuschia é algo útil?

– Eu não me meto em brigas o dia inteiro, Luce!

– Ah, não... – ironizei. – Todo dia você volta todo roxo e quebrado e depois vem me dizer “que não se mete em brigas”?

– E isso significa que eu me meto em brigas?

– O Woop Slap-sama me disse que viu você brigando com o filho do leiteiro!

– O Woop Slap é um velho gagá!

– Mas ele é bem mais lúcido que você, Lake!

– CALEM A BOCA! – gritou uma voz, vinda de lá de baixo. Não era Makino.

E tudo explodiu.

Flashback On

– Senhorita? Está bem? – perguntou-me um velho com guarda-chuva.

Balancei a cabeça várias vezes e limpei meu rosto, que estava um pouco molhado. Estava chovendo.

Dei um sorriso falso.

– É claro. Não se preocupe comigo. E obrigada. – e fui andando.

Andando tonta, na realidade. Eu esbarrava em todo mundo e ficava olhando o tempo inteiro para o chão. Esbarrei numa garota e ouvi algo cair no chão. Abaixei-me para pegar e entregar à garota. Eram três espadas Meitou. Laki me ensinou a reconhecê-las. A garota tinha uma Wadou Ichimonji, uma Kitetsu e uma Yubashiri. Achei muito estranho, pois esses tipos de espadas são extremamente raras, já que eram do tipo que Roronoa Zoro usava.

– Me desculpe. Elas... Elas são suas? – perguntei, me levantando com as três espadas.

A garota me fitava desconfiada.

Ela tinha cabelos azulados, com um penteado estranho: Eram curtos, mas ela tinha duas mechas longas que emolduravam seu rosto até o pescoço. Ela tinha grandes olhos verdes como relva, com cílios longos. Suas sobrancelhas eram finas, mas não tão discretas. Ela era muito branca, como uma albina. Ela era magra e alta, de mais ou menos a minha altura. Talvez alguns centímetros mais baixa. Ela tinha uma tatuagem, de borboleta, totalmente negra, no braço direito. Ela usava um tipo de bracelete de ouro no braço, embaixo da tatuagem. Ela tinha um corpo esbelto e curvilíneo, que seria muito atraente para os homens. Ela usava uma camisa preta, sem mangas, com decorações de flores. Mais precisamente sakuras. Ela usava uma calça-saia também preta, com botas curtas marrons. Havia uma doninha em cima de seu ombro direito, que observava a mim com curiosidade.

– Quem é você? – ela me perguntou.

– Monke... Quer dizer, Lucy. Rackham Lucy. – respondi.

Ela ergueu a mão livre para mim, já que a outra segurava as espadas.

– Kawaminane Matsuki – apresentou-se. – Espadachim.

– Espadachim?

– Sim. Irei superar Zoro.

Matsuki me olhou como se esperasse alguma reação minha.

– Por que você não riu e disse “Isso é impossível”? – ela perguntou.

– Não acho isso tão impossível quanto o meu sonho. – eu disse. – Eu serei a Rainha dos Piratas.

Matsuki me olhou como se dissesse “Sério? Agora, fala a verdade”.

– É sério.

– Você não tem tripulação.

– Ainda não tenho.

– Interessante. Você não tem tripulação e querer ser a Rainha dos Piratas. É inacreditável a lógica da questão. – disse Matsuki.

– Está zombando de mim?

– Indiretamente falando, sim. E diretamente falando, não.

Ouve-se um barulho. Um barulho de tiro.

Um tiro de canhão.

As pessoas se assustam. Algumas até caem no chão.

Uma névoa se espalha pelo local, e, de dentro da névoa, sai um homem.

Não.

Um não.

Dois.

Uma tripulação inteira.

O homem da frente assustava com sua aparência que, ao mesmo tempo era ridícula, era assustadora. O homem tinha cabelos longos, que iam até a o final do traseiro, loiros. Ele usava roupas riquíssimas, com fios de ouro, prata e bronze. Ele usava um chapéu estranho. Oval, branco com um tipo de cruz azul. Ele era bastante branquelo. Mas nada chamava mais atenção em sua aparência do que as mandíbulas de leão coladas em sua face. Os dentes brancos e afiados formavam em um sorriso aterrador.

Ao meu lado, vi Matsuki desembainhar suas espadas, colocando a Wadou Ichimonji na boca.

– Absalom... Júnior!

Notas finais
Vou fazer que nem o Portgas-sensei (<~Inspiração) ù.ú:

Vozes:
Lucy: Yuriko Yamaguchi/Nico Robin (One Piece)
Lucy (Jovem): Satomi Sato/Wendy Marvell (Fairy Tail)
Laki (Jovem): Mariya Ise/Romeo Conbolt (Fairy Tail)
Matsuki: Eri Kitamura/Kana Alberona (Fairy Tail)
(Definitivamente, não sei escolher vozes)

Imagens:
Lucy: http://www.zerochan.net/1515841 (embora use o Chapéu de Palha)
Matsuki: http://comofas.com/wp-content/uploads/2011/06/Anime_442882963_an063.jpg