Deitada em minha cama, olhando sem nenhuma vontade o teto, senti calafrios de saber que hoje era o meu primeiro dia na escola nova que minha mãe definitivamente me obrigou a entrar. Era no meio do semestre todos ficariam me olhando e eu odeio essa hipocrisia humana.

Resolvi levantar logo antes que a estressada da Dona Sarah batesse repetidamente na porta e fizesse que os vizinhos acordassem com seus gritos histéricos.

- Bom dia Amy, pensei que não fosse levantar, pensei que tivesse que ir te acordar. – eu e minha mãe não se dávamos muito bem, pois ela vivia me criticando, nada do que eu fazia para ela estava bom. Não respondi somente olhei para ela bebi o suco que estava em cima da mesa peguei minha mochila e fui para a escola.

Como eu já imaginava todos ficaram me olhando e falando algo no ouvido das pessoas ao lado. Cheguei à sala e por milagre de Deus não havia ninguém, resolvi sentar na cadeira mais afastada, assim ninguém notaria que eu estava ali. Mais o meu sossego durou pouco, depois de cinco minutos que sentei o sinal bateu fazendo todos irem para as suas respectivas salas.

- Olha gente temos uma personagem do filme MIB — Homens de Preto. – disse um idiota apontando para mim, e é claro que todos riram e isso acabou drasticamente com meus planos de não ser notada e eu sabia que no intervalo todos já saberiam da zoação.

- Por que você não cala essa boca Ben?! – isso me surpreendeu bastante ninguém nunca havia me defendido. O meu defensor era meio alto, usava vestes pretas, lápis no olho e tinha uma franja caída do lado esquerdo daquele rosto angelical e perfeito.

- Não ligue para as piadinhas que o idiota do Ben faz, foi assim comigo também, falando nisso sou o Bill, Bill Kaulitz e você é? — como uma pessoa poderia ser tão perfeita, por um momento eu pensei que estava em um sonho mais logo percebi que não era e sim era a pura realidade.

- Bom se não quiser conversar eu entendo! – sua voz doce e suave me trouxe de volta a realidade fazendo que eu sentisse um enjôo, fechei os olhos e quando abri ele já estava se levantando e prestes a sair do meu lado.

- Não. Desculpe por ter sido mal educada! – foi uma resposta meio imbecil mais foi a única que eu encontrei naquele momento. – Meu nome é Amy Lee e obrigada por ter me defendido. – depois disto ele virou e seus lábios estavam retorcidos em um sorriso maravilhosamente lindo.

- Não precisa agradecer Amy, posso te chamar assim né?

- Claro. Hã você se senta aonde? – Amy Lee como você é burra, que raio de pergunta é está.

- Atrás de você, bom eu sentava onde você está mais tudo bem pode ficar eu sento aqui atrás. – além de lindo era educada, ai meu Deus eu estava no céu, que menino é aquele?

- Eu sempre faço alguém sair perdendo. – falei com sinceridade na voz, mais era verdade eu sempre fazia alguém fazer o que não queria e baixei a cabeça. De repente ele estava ao meu lado levantando o meu rosto com aquelas mãos quentes, que me davam vontade de ficar abraçada com ele para sempre.

- Não seja tão cruel com você mesma é apenas um lugar eu não ligo, pode ficar! – ele olhou para mim e deu uma piscadinha. – E você tem alguém para ficar no intervalo?

Respirei fundo e tentei achar algo na minha mente.

- Éé não. Mais eu não sou muito de comer, então vou ficar aqui na sala mesmo escrevendo, por quê? – nessa mesma hora ele tirou aquele sorriso que tanto amei.

- Não por nada, é que eu pensei que... bom agente poderia ficar juntos no intervalo, já que eu não tenho ninguém. – nós ficamos em silencio por um instante mais de repente o nosso silencio foi interrompido pelo professor de Biologia.

- Bom alunos hoje nós vamos começar com Biologia. Ah tinha me esquecido Srta. Lee pode vir até aqui na minha mesa, por favor? – ai droga hoje quase tudo está dando errado, por que ele não poderia ter continuado esquecido que eu estava aqui.

- Pode ir Amy ele parece ser mal mais não é. – a voz de Bill me encorajou, não sei por que. O que será que está acontecendo comigo?

Levantei-me com a maior dificuldade do mundo e tentei fazer ninguém olhar para mim, mais para variar um pouquinho consegui derrubar a lixeira que estava perto do professor e todos riram é claro.

- Bom Amy meu nome é Robert e darei aula de Biologia para você, ok? – ah que vontade de matar esse professor, não acredito que ele me chamou só para isso. – Não Amy não te chamei somente para me apresentar, o Diretor Patrick pediu que você assina-se isto aqui para ele! – nossa será que ele leu meus pensamentos ou ele sabia o que estava prestes a acontecer. Olhei pasma para ele e ri ele retribui o sorriso e apontou com o dedo onde eu deveria assinar. – Obrigada Amy!

- De nada Professor. – e sai andando agora tomando mais cuidado para não trombar em nada e nem em ninguém.

- Bom eu sei que vocês estão bem ansiosos para começar a ter aulas de Biologia em plena Segunda-Feira – todos riram com uma vontade repentina, só Bill que não.

A aula de Biologia acabou sem ao menos ter chance do professor explicar a matéria inteira. Culpa de uma menina que sentava na primeira carteira perto da porta que toda hora fica perguntando alguma coisa, bom os outros alunos deveriam ter gostado por que na metade da aula eles começaram a despejar um monte de pergunta, até que teve uma hora que o professor começou a entrar na brincadeira e desistiu de explicar mais alguma coisa.

- Amy Lee? – a voz de Bill atrás de mim me fez acordar dos meus devaneios.

- Sim? – respondi sem ao menos olhar para trás obrigando-o a vir ao meu lado.

- Éé bom eu estava pensando... se eu poderia ficar aqui com você no intervalo? – hesitei em responder rápido, vasculhando algo em minha mente.

- Claro! – respondi com um sorriso incomum no rosto, um sorriso que há anos eu não conseguia dar.

- Ok. Ai você pode me mostrar o que você escreve! – ele sorriu e voltou ao seu lugar.

Bill Kaulitz conseguiu fazer em um dia muitas coisas que os outros a minha volta tentam fazer há anos. Logo chegou o outro professor só que neste caso era professora. A Sra. Melissa dava aula de Literatura , uma matéria que eu particularmente amava. Ela pediu que nós sentássemos em duplas, eu fiquei parada no meu lugar esperando que alguém sentasse ao meu lado, que era uma besteira por que sentaria ao meu lado. Mais como sempre Bill me surpreendeu novamente.

- Espero que não se incomode em sentar comigo?! – disse com uma expressão de duvida no rosto.

- Não claro que não! – a professora pediu que nós fizéssemos um poema inspirado em alguma obra de Machado de Assis, felizmente eu sabia todas e Bill também, então foi fácil fazer o poema. Fomos à primeira dupla a terminar e ficamos metade da aula com tempo livre vendo os outros quase se matarem de tanto pensar.

- Como a sociedade pode ser tão hipócrita, ao invés de apreciarem as emocionantes historias de Machado de Assis preferem ficar ouvindo as letras medíocres de músicos medíocres. Onde vamos parar? – Bill e eu tínhamos as mesmas convicções do que é cultura e do que não é eu acho que é por isto que nós damos tão bem.

Logo o sinal do intervalo tocou me fazendo pular da cadeira de susto, olhei para o lado e Bill não estava então olhei para trás ele estava sentado com a cabeça baixa me levantei e me aproximei dele colocando meus braços em volta de sua sintura.

- O que foi Bill? Fiz algo que você não gostou? – eu sei que fui meia ousada em ter colocado meus braços em volta dele mais é que parece que eu conheço Bill a anos e me machucava vê-lo daquele jeito.

- Não, não foi você, é que – ele hesitou em terminar e algumas lagrimas começaram a cair sobre seu rosto me fazendo abraçá-lo.

- Eu sei que eu posso está sendo ousada em já te abraçar assim de cara, mais é que parece que te conheço há anos e me machuca te ver sofrendo assim, me conta o que está havendo? – eu nunca fui de dizer meus sentimentos a ninguém mais com Bill parecia que todos os meus problemas tivessem desaparecidos e só existissem os dele.

- Não você não está sendo ousada. Promete-me uma coisa? – ele saiu do meu abraço encostou sua cabeça na cadeira e fitou o teto. – Que nunca... irá me abandonar? – ele olhou para mim e segurou meu rosto bem próximo do seu.

- Se depender de mim eu nunca te abandonarei, jamais! – depois de dois minutos se olhando nossos lábios já estavam tão próximos que não agüentei joguei meus braços em volta de seu pescoço e ele segurou em minha sintura e nós beijamos aquele momento para mim foi mais que perfeito Bill definitivamente era o homem da minha vida, não sei o que seria de mim sem aquele menino.

Notas finais
Bom parei nesta por que eu sou muito mal rs rs rs. Pode deixar que eu vou continuar.