Mudanças

25 Capítulo 25


Betty foi até a sala de Armando para avisar-lhe que iria sair com o Michel e com a Catalina.

–Você não vai sair sozinha com aquele homem! -Armando resmungou.

–A dona Catalina vai estar junto, doutor.

–Mas até lá você vai estar sozinha com aquele sujeito. Aonde você vai?

–Não sei. A dona Catalina que vai escolher, mas deve ser algum restaurante.

–Não estou gostando disso. É melhor você não ir.

–Não posso fazer uma desfeita dessas, doutor. Vai ser só um almoço.

–Então eu vou junto. Não confio nesse francês.

–Armando, meu amor, confia em mim. Será apenas um almoço. Fique tranquilo.

Betty abraça a Armando.

–Em você eu confio, minha vida.

–Deixa eu ir. Prometo voltar assim que terminarmos o almoço.

–Tudo bem. Mas cuidado com o francês.

Betty se despede de Armando e sai com Michel.

Fazia apenas alguns poucos minutos desde que Beatriz saíra, mas Armando já estava enlouquecendo na sua sala, andava de um lado para o outro. Mario, assim que entrou na sala, percebeu que Armando estava estressado.

–O que a Betty te fez agora? -Mario questionou.

–Saiu com o francês!

–O de Cartagena?

–E tem outro?

Mario começa a rir e deixa Armando mais irritado.

–Será que dá para parar, Calderón?

–Desculpe, mas você está mal mesmo, hein. Trocado por um francês.

–Eu não vou ficar aqui te aturando hoje, Mario. Não estou com paciência para isso. Vou é atrás da Betty.

–E você sabe onde ela está?

–Não e é isso o que mais me perturba.

–E você vai rodar de restaurante em restaurante?

–Posso tentar, talvez eu dê a sorte de achá-los.

–Ou talvez não. Vá que eles estejam em um motel?

O comentário do Mario deixou Armando ainda mais irritado. Ele apenas olhou de cara fechada para o amigo e se retirou sem dizer uma palavra.

–Aura Maria, a Betty já chegou? -Armando questiona ao encontrar Aura Maria no corredor.

–Não doutor, ela saiu tem menos de 20 minutos com aquele homem bonitão.

Armando fuzila Aura Maria com o olhar.

–Ela disse pra onde iria?

–Não, doutor.

–Se ela aparecer, me liga. Vou sair.

Armando sai resmungando.

–Homem estressado. Não sei como a Betty aguentou ser assistente dele. Mas que gênio... -Aura Maria resmunga.

Betty e Michel encontraram Catalina. Ela os levou para um simples, porém aconchegante restaurante ao ar livre. Um local que sabia que Armando não as procuraria.

Armando rodava de restaurante em restaurante pela cidade procurando por Betty. Não teve sucesso em nenhum deles. Betty também não tinha celular para que ele a pudesse achar e o de Catalina estava desligado. Ele já estava ficando nervoso com isso. Odiava ficar incomunicável com sua adorada Betty.

Betty, Catalina e Michel almoçavam tranquilamente. Michel e Catalina contavam como havia terminado o concurso em Cartagena e Betty falava sobre sua gestão na Ecomoda. O almoço seguiu assim por um tempo, mas já estava ficando tarde e todos tinham compromissos. Catalina despediu-se de Betty e Michel e foi embora. Michel, gentil como sempre, levou Betty de volta para a empresa.

Assim que chegaram, Betty e Michel foram direto para a sala da presidência. Betty acomodou-se em sua cadeira e Michel na cadeira de frente para a mesa dela.

–Fiquei muito feliz que tenha lembrado de mim hoje, Michel. -Betty comentou.

–E tem como esquecer? Gostei muito de te rever também, Beatriz. E fico imensamente feliz de te ver bem.

Armando havia acabado de chegar na empresa, estava carregando uma pequena sacola, e Aura Maria o avisou de que Betty chegou, mas ele nem permitiu que ela terminasse de falar e correu para a sala da presidência. Mas, ao ouvir Michel falando, decidiu não entrar e ficou escutando atrás da porta.

–O maior motivo de eu ter vindo a Bogotá, Beatriz, foi você.

–Eu?

–Sim, você. Eu vim aqui para te oferecer um emprego. Queria muito que trabalhasse comigo, mas...

Armando, ao ouvir que Michel queria levar sua Betty para longe, entra da sala rapidamente, joga a bolsa no sofá e agarra Michel pelo colarinho, o levantando da cadeira. Betty corre e segura o braço de Armando, evitando o soco que Michel ganharia.

–Quer dizer que você quer levar minha presidente para longe, né francês? -Armando questiona ainda agarrado ao colarinho dele.

–Doutor Mendoza, antes de me dar esse soco, armar uma confusão desnecessária, acabar comigo, chamar a atenção de todos e deixar a Beatriz com raiva, deixe eu terminar de falar, por favor.

–Armando, o solte! -Betty fala enquanto tenta desgrudar as mãos de Armando do colarinho de Michel.

Armando o solta e e Betty se coloca entre eles.

–Como eu estava dizendo, eu vim aqui para te fazer uma oferta de trabalho, Beatriz, mas, ao ver como você está bem aqui nessa empresa, não posso te levar para longe da sua felicidade. -Michael fala.

Armando, ao acabar de ouvir o comentário, ficou constrangido pelo que quase fizera. Iria esmurrar o Michel à toa.

–Me desculpe, Michel. Deveria ter sido menos impulsivo. -Armando comenta de cabela baixa.

–Tudo bem. Te entendo. Beatriz é alguém muito especial para você. A trate bem, só isso que te peço.

Michel se despede de Betty e de Armando e se retira.

–O que foi isso, doutor?

–Me perdoe, Betty. Só a menção de que alguém poderia te levar pra longe de mim me enlouqueceu.

Betty o abraça e deposita um suave beijo nos lábios dele.

–Ninguém nunca me afastará do senhor. Sabe que é minha vida.

–E você a minha, Betty. A propósito, tenho uma coisa para nos aproximar.

Armando vai até o sofá, pega a sacola e a entrega para Betty. Ao abrir, ela vê que é um celular.

–Um celular?

–Hoje eu já estava enlouquecendo por não saber onde você estava e por não conseguir falar contigo. Espero que goste desse modelo. Era o mais novo que achei na loja.

–Adorei. Me poupou um trabalho. Eu estava mesmo para comprar um.

Armando a abraça e dá um apaixonado beijo em Betty.

Betty, cada vez mais, se apaixonava por Armando e sentia que ele a amava cada vez mais.

Continua.