Mudança de Mundos- hiatus
37 37- Cartas
Notas iniciais
Acordei ouvindo gritos, era hoje que iríamos descobrir onde a “base” dos captores de Nyx estava, todos estavam animados. Malcom gritava com todos de meu chalé, os acordando e dando ordem, afinal, tinhamos que preparar o terreno. Me levantei e percebi algo fincado em minha coxa, as garrinhas de Eletra (que eu descobrira que gostava de ficar em sua fora”bebê”) estavam enterradas em minha coxa enquanto ela acordava assustada, ri e a peguei no colo.
Andei para o banheiro, pegando uma toalha e minhas roupas no caminho. Tomei um banho demorado, quando saí Eletra estava sentada na frente da porta, como se guardasse a passagem, como um cão de guarda. Ri com esse pensamento, meu “cão de guarda” tinha menos de trinta centímetros? Vesti uma blusa regata, um short de malha curto e preto e tênis brancos e prateados de corrida.
Amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo mas logo desisti, eu estava horrível ainda. E foi com esse pensamento que mudei a roupa também, colocando um casaquinho leve por cima da regata e uma calça de moletom em vez do shorts. Deixei meus cabelos soltos mas dessa vez não me maquiei para esconder minha horríveis olheiras e meu rosto extremamente cansado.
Eles precisavam ver, ver como eu fiquei depois de tanto me sobrecarregarem, porque eu era a única que fazia o dobro de atividades no acampamento. E eles precisavam perceber como aquilo mexia comigo. Saí do chalé em direção ao refeitório a tempo de ouvir Quiron dizer que poderíamos nos sentar na mesa que quisesse esse mês inteiro, então quase todos se levantaram ao mesmo tempo, se sentando com seus amigos, amores ou bem longe de seus colegas só por querer paz.
A mesa de Percy logo foi cercada pelo seus amigos mais “chegados” e eventualmente por semideusas oferecidas, me sentei na mesa do chalé 1, a mais afastada já que ninguém estava na mesa 2 e sim da 3 a diante. Minha cabeça estava baixa e eu cutucava minha comida com o garfo, apesar de estar com muita fome não conseguia comer não sei o porque.
–Oi- ouvi a voz de Thalia ao meu lado, animada- por que não vem sentar com a gente?- pergunta e viro a cabeça para ela mostrando meu rosto cansado e destruído pelos dias mal dormidos e por outros motivos, ela ofegou- você está horível
–Sério, nem percebi- ironizei e suspirei em seguida, cansada e colocando as mãos na cabeça, ela começou a latejar forte- É hoje o “grande dia”-brinquei- já sabe quem vai na missão?
–Quíron disse que não vai ser uma simples missão e sim uma investigação, vão cerca de quinze semideuses com poderes variados, entre eles os três filhos mais velos dos três grandes e é claro, você, eu acho- responde ela e eu ergo uma sombrancelha
Logo Quiron nos chama, todos os líderes dos chalés para resolver quem vai na missão, para onde e montar a estratégia de comunicação e de batalha, me sentei entre Percy e Nico, infelizmente, era a única cadeira vaga, ficava de frente para os Stolls, Nico conversava com Thalia e Percy com Alice (que estava na reunião por ter participado da ultima missão, assim como meus amigos). Era o inferno e olha que eu já fui até o Tártaro!
–Hey Annie- chamou Daniel, do chalé de Éris- gostei da “mudança” no chalé de Atena- falou se referindo as garotas agora mais descontraídas e arrumadas, dei de ombros- eu agradeço-brincou e eu ri, assentindo.
Então olhei melhor para ele, lembrando de seu rosto, ele era filho da deusa Éris,da discórdia, com um filho de Apolo. Ele tinha cabelos loiros escuros ondulado e olhos verde claros com pontinhos castanhos, pele clara mas não ao ponto de ser pálida. Ele estava sentado ao lado de Alice, então puxou a própria cadeira e arrastou-a para sentar atrás de mim.
–Você não parece bem, Annie- disse observando meu rosto preocupado- posso te chamar de Annie, não é?- ele estava apreensivo, apenas assenti- pode me chamar de Dani então-sorri e começamos a engatar em uma conversa qualquer por um longo tempo, coisas bobas tipo a cor favorita, etc.
–Semideuses- a voz de Quiron ecoou, eu consultei o oráculo e ela não recitou nenhuma profecia- grande parte dos semideuses suspiraram de apreensão e alívio ao mesmo tempo- felizmente temos as pérolas que nos mostrarão o caminho mas antes de chegar ao seu caminho os semideuses dessa missão irão ter que dar algumas “paradas” para pegar itens preciosos com alguns deuses menores.
Quiron parou e pegou uma bolsa, procurando algo dentro dela enquanto os semideuses começavam seus murmúrios, perguntas e manifestos. Eu apenas fiquei calada, me virando para a frente, de costas para Dani e então ele começa a fazer uma massagem nas minhas costas. Quirion poe a bolsa no chão e “trota” até um armário onde continua procurando algo, vejo então ele voltar com um bilhete e algumas cartas.
–Crianças- chama ele pigarreando, tentando parar a bagunça- crianças- quase ninguém escuta- SEMIDEUSES! –ele grita e todos calam a boca- como disse anteriormente, o oráculo não recitou nenhuma profecia mas deu os nomes dos doze semideuses para essa missão, sete homens e cinco mulheres.
Todos os líderes se entreolham, curiosos e o diretor do acampamento (Quiron ,porque acho que o sr.D não pode ser considerado realmente nosso diretor) pega o bilhete em mãos, o abrindo e lendo o conteúdo escrito
–Alyne, de Momo; Felipe e Megan, de Apolo; Connor, de Hemes; Alexander, de Hebe; Alice e Nico ,de Hades; Thalia, de Zeus; Percy, de Posseidon- nesse momento todos aplaudiram enquanto eu revirava os olhos- Lukas, de Hécate; Daniel, de Éris e por fim; Annabeth, de Atena
Assim que ele terminou de falar os nomes esperou até que os murmúrios cessassem e colocou as cartas na mesa, eram doze, com diferentes cores de papéis e diferentes selos, não estavam nomeadas a ninguém específico.
–Essas cartas representam as missões de vocês até chegar ao local onde a deusa está presa, doze deuses menores irão dar a vocês itens mágicos e poderes, no caso as bençãos e deles, para ajudá-los no combate. Peguem uma carta cada um
Quiron terminou de falar e cada um pegou uma carta, escolhendo os de papéis coloridos e desenhados com selos dourados e pratas, eu esperei, fiquei por último. Estico minha mão ao envelope restante, era branco, simples com um selo vermelho com uma rosa, olhando mais de perto pude perceber que nas pétalas da rosa tinham a marca de um casal se beijando.
–Ah- exclamou nosso diretor- esqueci de dizer, as cartas não podem ser destruídas nem trocadas, de tarde descobriremos para onde ir- e ele encerra a reunião.
A primeira coisa que fiz foi entrar no meu chalé para ler a carta...
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