Mudando os Rumos

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Mais um capítulo saindo quentinho do forno. Espero que estejam gostando!

Capítulo 2


Estou em um bar.
Vejo vários rostos desconhecidos.
Vou até o balcão e peço uma bebida.
Há um homem jogando na mesa de sinuca.
Me aproximo.
Estou usando um vestido branco transparente, onde minha roupa íntima pode ser vista sem nenhum esforço. Uma calcinha preta.
Chego mais perto do homem.
Fico de costas pra ele.
Ele me segura pela cintura e começa a acariciar minhas nádegas.
Sinto as mãos dele subirem por minhas coxas. Afasto minhas pernas.
De repente estou sem calcinha, e ele começa a me penetrar com os dedos. Sinto uma onda de calor no meu corpo inteiro.
Ele retira os dedos e então começa a me penetrar com seu membro rígido.
No começo é bom, mas depois me assusto.
Me afasto do homem e me viro para ver quem é...


O despertador toca e me tira bruscamente de meu sonho.
De novo, outro sonho erótico.
Que diabos está acontecendo com você Magali? – me pergunto enquanto sento na cama e desligo o despertador.

Me arrumo rapidamente e vou pra aula.
Chegando no campus, consigo avistar DC ao longe. Corro para alcançá-lo.

— DC, espera! – chamo um pouco ofegante.
Ele para e fica me olhando.
— Oi Magali.
— Tudo bem com você? – Cumprimento dando-lhe um beijo no rosto.
— Sim, e você? – ele responde um pouco ruborescido.
— Ontem mal tivemos a chance de conversar...
— Me desculpe, eu estava com pressa pra ir para a sala.
— Entendo, mas de qualquer forma fico feliz por encontrar um rosto conhecido nesse lugar. – disse sorrindo.

Ele me sorriu de volta. Um sorriso charmoso.
O sinal toca. Maldito sinal!

— Ei, antes que você suma, vou te dar meu endereço na pensão onde estou morando pra você me visitar!
— Sim, claro. – disse ele me entregando uma folha de papel.

Anotei o endereço e meu telefone.
Me despeço dele com um beijo no rosto.
E seguimos em direções opostas.

Chega a hora do intervalo, procuro novamente por DC no refeitório sem êxito. Onde será que ele fica? – me pergunto.
Caminho em direção à mesa onde estão meus novos amigos e fico com eles.
Foi muito bom fazer novas amizades na universidade. Mas ainda assim nada comparado com a minha turminha querida do Limoeiro.

Volto pra casa e depois de almoçar vou direto pro meu quarto.
Ligo o notebook na esperança de encontrar Mônica online. Queria muito conversar, sinto tanto a falta dela.
Por sorte ela está online, e começamos a papear.
Falo pra ela sobre meu encontro com DC na universidade.

Ah fico feliz que ele tenha encontrado você por lá.— diz Mônica.
O DC ficou muito triste pelo fim do nosso namoro. Eu também fiquei é claro, mas não há nada que eu possa fazer... foi ele que quis assim.
— Sim Mô, eu sei...
Ah, não quero falar sobre isso. Já faz tanto tempo... E você e o Quim, como estão?— disse Mônica me interrompendo e mudando de assunto.
— Estamos bem. – disse com um leve suspiro.
Quer me enganar Magali? Anda amiga, me fala o que anda te perturbando.
— Ah Mô, nem sei mais... Acho que não sei se quero continuar com o Quim...
Como assim Magá? Vocês sempre foram o casal mais fofo da turma.
— Sim, eu sei... Mas desde que eu me mudei e ele ficou, as coisas tem sido diferentes entre nós... Eu não sinto falta dele...
Isso é muito sério amiga!
— Eu sei, e me sinto culpada por isso. Não quero magoá-lo, sinto muito carinho por ele...

Ficamos conversando por um bom tempo, trocando confidências. Foi bom matar a saudade, desabafar e por as fofocas em dia!
Já era hora do jantar, e minha barriga estava roncando.
Dona Benedita terminou de servir a mesa, e eu claro, mais que depressa tratei de aproveitar!

Volto pro meu quarto e fico estudando um pouco.
A vida na pensão é muito tediosa. A maioria das meninas estudam a noite e trabalham durante o dia, mal as vejo. Fico praticamente sozinha. O que me faz pensar em comida o dia inteiro.
Meus pais me mandam todos os meses dinheiro para minhas despesas. Eles não querem que eu trabalhe para poder me dedicar integralmente aos estudos.
Sinto muita falta dos meus pais, quase todos os dias ligo pra eles.
Sinto muita falta também do Mingau, meu gato.

Estou voltando do banho enrolada na toalha, pois havia esquecido de levar minhas roupas para o banheiro.
Quando entro no meu quarto ouço um barulho na janela. Fico assustada.
De novo o barulho. O que será que pode ser?
Quando me aproximo da janela e afasto a cortina, um susto!

— DC, o que você tá fazendo aí? – digo surpresa.
— Vim te visitar ué? – disse ele.
— A essa hora? Ficou maluco? – digo estupefata.
— Tudo bem, se quiser eu vou embora. Nem queria vir mesmo... – disse ele dando de ombros e se virando.
— Ei, espera! – digo abrindo a janela e fazendo um gesto para que ele entrasse.

Ele então sobe a janela e entra no meu quarto.

(Só para constar, a pensão é térrea, sem andares, logo não é problema nenhum pular a janela.)

— Como você entrou aqui? Pulou o muro foi?
— Claro que não, o portão estava aberto, mas como já era tarde não quis acordar ninguém tocando a campainha e preferi vir pelo corredor do quintal.
— E como você sabia que esse era o meu quarto? –digo surpresa.
— Fácil, só você poderia ter uma cortina de gatinhos na janela. – disse ele dando um sorrisinho.
— É, acho que sim. – disse dando risada.

De repente percebo que estou apenas de toalha. E noto que o DC discretamente está olhando para o meu corpo.

— Você fica mais bonita quando está de cabelo solto. — diz ele dando novamente aquele sorriso charmoso.

Sinto meu rosto corar violentamente.

— Er... acho melhor eu ir até o banheiro vestir alguma coisa. – digo constrangida, ainda sentindo um leve calor em meu rosto.
— Tudo bem, eu espero. – disse ele sentando-se em minha cama.

Quando saio do quarto e vou até o banheiro, a porta está trancada, sinal de que havia alguém ali.
Droga, e agora?
Sou obrigada a voltar pro meu quarto.
Quando entro, DC estava deitado na minha cama lendo um livro.

— Ei, tire os pés da minha cama! Sua mãe não te ensinou que é falta de educação deitar na cama de sapatos? – disse em tom de bronca.
— Opa, foi mal. – disse ele sentando-se num supetão.
— Ué, você não tinha ido trocar de roupa?
— Sim, mas acontece que o banheiro está ocupado. O ruim dessa pensão é que tem apenas um só banheiro pra um monte de mulheres... Já viu a confusão né? – digo dando um risinho.
— Então se troque aqui. – disse ele com a maior naturalidade.

Olho para ele surpresa com os olhos arregalados.

— Você quer que eu me vista aqui, na sua frente? – digo surpresa e sentindo minha face ruborizar.
— Qual o problema? Prometo que não vou olhar. – diz ele dando novamente aquele sorrisinho debochado e ao mesmo tempo tão charmoso.
— Acho que eu prefiro esperar o banheiro ficar desocupado à confiar em você. – digo arqueando uma de minhas sobrancelhas.
— Você quem sabe. – disse ele dando de ombros.

Surge um momento constrangedor entre nós, e logo trato de falar sobre vários assuntos ao mesmo tempo.
DC me conta que está morando em uma república da universidade e que aos finais de semana toca bateria em uma banda com o pessoal da casa onde ele mora.
Me contou também que seu irmão sempre vem lhe visitar.
Não ousei tocar no nome da Mônica em nenhum momento.
Ficamos conversando até tarde.