Mudando os Rumos
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Capítulo 15
Estava sentada na cama, olhando para a janela perdida em meus pensamentos quando fui surpreendida por um barulho na porta.
— Você aqui! – ele disse surpreso.
Olhei para ele e meu rosto se iluminou.
Era um colírio para meus olhos a imagem do Do Contra.
Fui correndo para abraçá-lo.
— Que abraço gostoso. – ele disse enquanto afagava meus cabelos.
— Tava com saudade! – respondi.
Ele tirou a mochila, colocou em um canto do quarto e nos sentamos na cama para conversar.
— Tá com cara de quem andou chorando... Você tá bem? Fiquei preocupado com você. – disse olhando em meus olhos.
— Não é choro, é cansaço. Enquanto a estar bem, não sei... Sim, não... – respondi.
Dei um suspiro e fui encostando minha cabeça em seu ombro.
Ele passou por trás o braço colocando em minha cintura, me aninhando.
— Por um lado estou bem porque finalmente eu consegui fazer o que precisava e por outro mal por tudo ter dado errado. – respondi.
— Imagino... Pelo que você me contou a coisa foi bem feia né?
— Ah DC... Primeiro eu e o Quim tivemos uma discussão horrorosa por telefone... Ele me xingou, disse coisas horríveis. – respondi com um suspiro pesado. — A culpa foi minha, eu acabei me atrapalhando toda na hora que fui falar com ele e acabei estragando tudo. Eu tinha planejado tanto aquela conversa na minha mente...
— Eu imagino...
— Depois quando eu e o seu irmão o encontramos naquele bar foi pior ainda... Foi tudo como um grande pesadelo. – disse.
— Mas vocês conseguiram conversar, se resolver?
— Não... Ele estava muito bêbado. Me ofendeu o tempo todo. E depois hoje de manhã, quando achei que ele estivesse sóbrio, ele começou a ser estúpido novamente e eu perdi a paciência e quis vir embora. Seu irmão queria que nós conversássemos, nos entendêssemos, mas naquelas condições ia ser impossível. – respondi.
— Eu sei que você queria que tudo terminasse numa boa, mas você não deve ficar se culpando por isso. O que está feito está feito e você deve seguir adiante. E confie em mim, eu sei do que eu tô falando. – ele disse erguendo minha cabeça de seu ombro e me olhando nos olhos.
— Você até tem razão, mas é impossível pra mim não me sentir culpada. Eu devia ter feito as coisas diferente, pensado melhor... Acho que eu devia ter ido até a casa dele e...
— Magali pára de ficar se torturado por isso. Já foi, já era. Eu sei que vocês eram namorados há anos, sei que você tinha um carinho muito grande por ele. Mas a relação de vocês chegou ao fim. É óbvio que você queria que tudo tivesse ido bem, mas já que não foi, paciência. — disse me interrompendo.
— Mas...
— Mas nada. Esquece isso. Agora eu tou aqui com você. Vai ficar tudo bem! – disse sorrindo, aquele sorriso charmoso e encantador.
Ele me abraçou apertado e depois começou a dar beijinhos em meu pescoço.
Era tão bom sentir o corpo dele perto do meu, sentir o seu calor, o seu cheiro.
Os beijos foram-se intensificando, agora eu começava a sentir arrepios pelo corpo todo.
Ele parou de beijar meu pescoço e começou a beijar minha boca.
O beijo começou gentil, carinhoso e aos poucos foi ficando mais molhado se tornando mais intenso, lascivo.
À medida que ele me beijava aumentava o calor de meu corpo, eu sentia uma certa parte de mim ficar molhada...
Sua língua era quente e macia. Seu hálito tinha sabor de menta. Era delicioso.
Ora ou outra ele mordiscava e passava a língua em meus lábios, tornando ainda maior a minha excitação. Ele também estava excitado, eu podia perceber pelo volume em sua calça.
Suas mãos acariciavam minha cintura por dentro de minha blusa.
Com uma de minhas mãos eu segurava os cabelos de sua nuca e com a outra segurava com força seu flanco. Mesmo por cima da camiseta, eu podia sentir seus músculos torneados.
Senti sua mão por dentro de minha blusa subindo pela minha cintura lentamente, tive um arrepio pelo corpo todo.
Senti um arrepio maior ainda quando ele tocou meu seio que estava desnudo.
Não o detive; deixei que ele continuasse. Eu gostava da sensação daquela mão quente e macia tocando meu seio.
Ele continuou acariciando meu seio de leve, e então num súbito ele apertou e puxou meu mamilo. Dei um gemido sufocado por entre seus lábios que estavam colados aos meus.
Quando eu estava com o DC, perdia totalmente o controle. E eu tinha medo disso. Com ele eu era capaz de cometer as maiores loucuras.
Eu jamais havia sentido tal coisa em toda a minha vida.
Ele continuou o que estava fazendo, e me beijava intensamente. Sua língua macia explorava toda a minha boca e eu fazia o mesmo. Nossas línguas dançavam naquele beijo quente.
A sua outra mão que estava até então livre subiu por minha blusa e encontrou meu outro seio. E novamente ele deu mais um aperto em meu mamilo só que dessa vez com força demais. Quando ele ficava excitado, ele ficava um pouco, digamos... Bruto.
Dei novamente um gemido abafado por seus lábios, porém mais alto.
Vi que aquilo estava indo longe demais. Tirei suas mãos dos meus seios e desfiz o beijo.
— O que foi? Te machuquei? – ele disse ainda ofegante.
— Não... Quer dizer, um pouco... Acho melhor a gente parar.
— Por quê? Você não gostou?
— Claro que eu gosto quando você me beija... Me toca... – fiquei corada ao dizer. — Mas a questão não é essa... – respondi titubeando.
— E qual é?
— É que... Eu nunca fiz essas coisas antes... – respondi deixando transparecer o constrangimento na minha voz.
— Você e o Quim nunca...
— Não. – disse interrompendo sua fala.
— Então você ainda é...
— Sim. — disse lhe interrompendo novamente.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos e logo falou:
— Não sei como o Joaquim conseguia se conter com uma mulher linda como você!
Fiquei ainda mais corada quando ele disse isso.
— O Quim sempre foi extremamente tímido. Ele nunca teve coragem de tentar nada... Nada mais ousado – respondi constrangida.
— Mas você queria que ele tentasse? – ele disse com um sorrisinho malicioso entre os lábios.
— Não sei... Acho que não. – respondi de cabeça baixa.
Ele fez uma careta.
— Depois eu é que sou o estranho. – disse rindo.
— Eu não queria fazer algo de que fosse me arrepender depois, entende? – disse olhando em seus olhos.
— É, acho que você tem razão. – ele disse. – Só que tem um problema!
— Qual? – disse surpresa.
— Eu não sei se eu vou conseguir ser igual ao Quim.
O fitei meio confusa arqueando uma sobrancelha.
Ele continuou:
— Lógico que eu não vou forçar a barra, te obrigar a fazer o que você não quer... Mas não espere que eu seja um santo.
Fiquei sem fala depois daquele comentário. Tinham momentos em que o DC era tão direto que me deixava completamente sem jeito.
Ele continuou falando:
— E cá entre nós, eu sei que você gosta. – disse com um olhar malicioso.
Senti meu rosto corar violentamente e desviei o olhar.
Mas eu não podia negar, ele tinha razão, apesar da minha timidez, eu adorava quando ele me tocava.
— Ok... Agora você me deixou oficialmente constrangida. – disse sentindo um calor imenso em meu rosto.
Ele apenas rio e me deu um beijo molhado na bochecha.
Logo tratei de mudar de assunto. Ficamos conversando sobre várias coisas e quando entardeceu fui para casa.
Estava exausta e faminta, precisava comer e dormir.
Aquelas próximas semanas não iriam ser fáceis, pois as provas de fim de semestre estavam prestes a começar.
Não via a hora de chegar as férias! Eu já havia planejado de passá-las em casa com meus pais e meus amigos.
Depois do jantar, tomei banho e já estava me preparando para dormir quando a Mônica me liga.
Ela estava preocupada, queria saber como eu estava.
Ficamos conversando sobre tudo o que havia acontecido naquele fim de semana.
Ela me enchia de perguntas, até que por fim confessei a ela que estava apaixonada pelo DC e que estávamos juntos. Fiquei aliviada quando ela disse que estava feliz por mim.
Eu tinha medo da reação dela, afinal ela e o Do Contra haviam sido namorados, não queria que ela ficasse chateada comigo.
Mas ao contrário do que eu esperava, ela foi super compreensiva e apoiou minha relação com ele.
Aquilo me deixou feliz e aliviada.
Depois que encerrei a ligação, cai na cama exausta, mal aguentava manter meus olhos abertos e meu corpo estava dolorido. Adormeci imediatamente.
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